Publicidade
ÁGUA

Copasa abre licitação de R$ 235 milhões para ampliar Rio Manso

Copasa abre licitação de R$ 235 milhões para ampliar Rio Manso

Objetivo de ampliar a capacidade de tratamento e de transporte de água tratada de uma vazão média de 5,8 m³/s para cerca de 9,0m³/s em média

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) publicou edital de licitação CPLI nº 1120240104 no valor de R$ 235 milhões para as obras da primeira etapa da ampliação do Sistema Rio Manso com o objetivo de ampliar a capacidade de tratamento e de transporte de água tratada de uma vazão média de 5,8 m³/s para cerca de 9,0m³/s em média, aproximadamente 160% a mais da capacidade de tratamento e de transporte de água tratada para a população da Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Observa-se uma dinâmica muito interessante que, pós-pandemia, o consumo de água na RMBH saltou muito. Nós falávamos em 2018, 2019, 2020 em uma produção média diária da Copasa de 15 a 16 mil litros por segundo e hoje a minha média de consumo, de produção já está acima de 17 mil litros por segundo e nas situações de pico a gente chega a 18,5 mil litros por segundo. Então, precisamos prover novas estruturas de abastecimento, garantindo de fato que a água chegue em qualidade e quantidade para o cliente”, disse o presidente da Copasa, Guilherme Duarte.

Na primeira fase do projeto serão dobrados cerca de 12km de adutora de aço, em diâmetros de 1.600mm e 1.800mm, além de um reservatório de aço de 10.000 m³, dentre outras obras civis, elétricas e de automação que somam R$ 235 milhões. Para viabilizar a obra, a Copasa também publicará nos próximos dias o edital de licitação de compra desta tubulação no valor de aproximadamente R$ 183 milhões, fechando os investimentos desta primeira etapa no montante de R$ 418 milhões. As obras de ampliação do Sistema Rio Manso foram divididas em três etapas, sendo a primeira de responsabilidade da Copasa e as etapas 2 e 3 que serão licitadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) ao longo do ano de 2025. Serão realizadas obras de ampliação em quatro estações elevatórias, duplicação de cerca de 18,3 km de adutoras de DN 1600 e DN 1800 mm, implantação de quatro novos módulos de floculação/decantação, ampliação da Unidade de Tratamento de Resíduos com a construção de mais dois decantadores secundários, a instalação de um novo módulo de adensamento com quatro adensadores, uma nova linha de veiculação das descargas dos novos decantadores, ampliação das centrífugas, da elevatória de lodo adensado e da casa de química, construção de um novo reservatório de 10.100 m³ de volume.

A Copasa publicou em setembro o edital de licitação CPLI nº 1120240100 com a meta de contratar as obras de implantação do sistema de ultrafiltração da ETA Bela Fama, no rio das Velhas. A ETA é responsável pelo abastecimento de água de cerca de 48% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte e de aproximadamente 70% de Belo Horizonte. O sistema de tratamento a ser implantado pela Copasa é uma etapa adicional ao atual tratamento de água convencional da ETA Bela Fama e foi desenvolvido após mais de cinco anos de estudos realizadas com o apoio da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, da Universidade do Rio Grande e por empresas especializadas em tratamento de água. O empreendimento será implantado para um hipotético rompimento de barragens de rejeito na bacia do rio das Velhas e, também, servirá de reforço adicional do tratamento de água da ETA para a remoção de vírus e patogênicos eventualmente presentes na bacia.

O sistema de ultrafiltração por meio de membranas será implantado para o tratamento de água destinada ao consumo humano, com uma vazão de 3.750 l/s e será a maior planta do Brasil e da América Latina para essa finalidade, sendo que no mundo, a ultrafiltração da ETA Bela Fama será a quarta maior unidade implantada para o tratamento de água potável. A programação feita pela Copasa prevê a realização da obra (projeto executivo + obras + comissionamento) no prazo de até 23 meses, com mais 36 meses de operação plena pelo contratado.

Artigos Relacionados

Copasa investe R$ 8,1 bilhão até 2027 em saneamento
ÁGUA E SANEAMENTO
Copasa investe R$ 8,1 bilhão até 2027 em saneamento

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou plano de investimento de R$ 8,1 bilhões para o período de 2023/2027. O objetivo é avançar o saneamento básico em Minas Gerais e, segundo a empresa, os aportes estão dentro do Plano de Negócios da Copasa, seus compromissos contratuais, bem como para atendimento às metas de universalização propostas no Novo Marco do Saneamento. “Temos buscado, observando estritamente a legislação em vigor, sermos mais ágeis, apesar do ambiente em que estamos inseridos”, disse o diretor-presidente da Copasa, Guilherme Duarte de Faria. O valor aprovado a ser investido em 2023 soma R$ 1,59 bilhão. Dentre os projetos em andamento pela Copasa na região metropolitana de Belo Horizonte estão as obras em Igarapé, Sabará, Mateus Leme e Ribeirão das Neves. No interior do Estado, Coronel Fabriciano e Timóteo, no Vale do Rio Doce, são exemplos de cidades com obras que, quando concluídas, elevarão os índices de cobertura de tratamento de esgotamento sanitários para índices superiores às metas do Novo Marco para o ano de 2033 que é de 90%. Nesses municípios, a cobertura dos serviços de água já atende o índice da legislação que é de 99%. A Copasa atingiu a marca de 99,4% dos imóveis em sua área de atuação com acesso à água tratada no Estado de Minas Gerais - índice que supera a média nacional. Segundo dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) no relatório “Diagnóstico Temático - Serviços de Água e Esgoto”, cujo ano base foi 2020, o índice de abastecimento com redes públicas de água no país era de 84,1%. Em relação à coleta e tratamento de esgoto, a Copasa também atingiu 90,5% dos imóveis em sua área de atuação. Desses, 79,45% foram tratados, resultando em 71,9% dos imóveis com esgoto tratado e coletado no Estado. Já os dados nacionais revelam que apenas 43,9% da população tinha acesso a esgoto coletado e tratado no Brasil em 2020 (dados do SNIS de 2020). A meta estabelecida pelo Novo Marco do Saneamento é de que, até o ano de 2033, 90% dos brasileiros tenham acesso ao serviço de coleta e tratamento de esgoto no país. Apesar de ainda não ter atingido a meta, a cobertura da Copasa é 28% acima da média nacional e a companhia continua trabalhando em favor da ampliação do acesso a esse serviço em sua área de cobertura.

14 de fevereiro, 2023
Saneamento Ambiental Logo
ABASTECIMENTO
Consórcio Paraopeba perto de concluir adutora para abastecer RMBH

Liderado pela empresa de engenharia Azevedo & Travassos, o Consórcio Paraopeba está próximo de concluir as obras de construção da adutora que é parte integrante da montagem eletromecânica para a implantação da Nova Captação e Adução de Água no Rio Paraopeba, localizada no município de Brumadinho (MG). A obra é essencial para restabelecer o equilíbrio do abastecimento de água da região metropolitana de Belo Horizonte. A nova adutora levará água do Rio Paraopeba, captada em um ponto à montante do rio até a rede da Copasa – Companhia de Saneamento de Minas Gerais e à Estação de Tratamento de Água Rio Manso, responsável por abastecer parte do estado. "O empreendimento conjunto da Vale e Copasa tem custo aproximado de R$ 127 milhões e irá beneficiar milhares de pessoas. Trata-se de uma obra complexa, não só pelo prazo exíguo necessário para sua execução, para evitar o risco de desabastecimento de água em BH no próximo período de estiagem. Além disso, outro grande desafio tem sido a adequação da execução das tarefas de construção à nova realidade para cumprimento de todos os protocolos de saúde dos órgãos especializados e da OMS, para evitar a propagação de contágio da COVID-19", conta Ivan de Carvalho Junior, presidente da Azevedo & Travassos. O novo sistema de captação e adução de água do Rio Paraopeba está sendo construído em duas frentes distintas. A primeira é a construção de uma adutora em tubulação de aço de 1,5 m de diâmetro com 11 km de extensão e que ficará pronta no final deste mês de janeiro de 2021. A segunda frente, prevista para ser entregue em abril de 2021, compreende a construção de subestações elétricas e montagens eletromecânicas de equipamentos como transformadores, painéis de proteção e controle elétricos, seis bombas de 550 CV cada para a área de captação e 6 bombas de 2.750 CV cada na área de elevação, além de diversos dispositivos auxiliares de movimentação de carga, remoção de areia, válvulas e etc. Todo o sistema será capaz de fornecer água a uma vazão de 5.000 l/s, garantindo assim o equilíbrio no abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte. Para atender os prazos e compensar atrasos, o Consórcio aumentou o contingente de colaboradores de 550 originalmente previstos para 750, distribuídos em equipes que trabalham em turnos diurnos e noturnos.

1 de fevereiro, 2021
Saneamento Ambiental Logo
ESTADOS
Governo mineiro quer investir na Copasa

O Governo de Minas Gerais planeja fazer uma injeção de recursos na Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Os recursos são necessários para cobrir os gastos extras de um projeto de captação de água que está a cargo da Odebrecht por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A obra visa melhorar a oferta de água na Região Metropolitana de BH, que segundo a Copasa pode sofrer risco de desabastecimento em alguns meses. O Governo ainda precisa debater o aporte com os acionistas minoritários. O Governo detém 51% de participação na Copasa. Os minoritários mais relevantes são a gestora britânica Veritas Asset Management, a unidade londrina do banco suíço UBS e o banco norte-americano Bank of New York Mellon Corporation. O secretário da Fazenda de Minas, José Afonso Bicalho, diz que o aumento de capital tem que ser debatido com os minoritários. “O aporte teria de ser de todos, porque se não o Estado diluiria a participação deles”. A PPP assinada visa a construção de uma Estação de Tratamento de Água no Rio Manso. A Odebrecht será remunerada pela obra e pelo serviço de fornecimento de água à Copasa. Com a estiagem, o Governo terá de aumentar o volume de água do Rio Manso. Será feito um aditivo ao contrato para uma obra de captação de água no rio Paraopeba a ser lançada no Rio Manso. A obra tem custo estimado entre R$ 100 e R$ 120 milhões. Outra possibilidade é um aporte menor na Copanor, subsidiária da Copasa, que atua nas regiões norte e nordeste de Minas. Com isto, a Copanor pagaria parte do que deve à Copasa, que teria uma folga para cobrir a conta extra da PPP.

23 de abril, 2015