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SANEAMENTO

Copasa quer investir R$ 1,066 bilhão na ETE do Onça

Copasa quer investir R$ 1,066 bilhão na ETE do Onça

A ETE do Onça é a segunda maior do estado e está localizada próxima da rodovia MG-020, que liga Belo Horizonte à Santa Luzia, na região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), na margem direita do Ribeirão do Onça

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou investimentos de R$ 1,066 bilhão para expansão e revitalização da Estação de Tratamento de Esgoto ETE do Onça. Os aportes serão aprovados pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) a ser realizada em 20 de dezembro. Caso os investimentos sejam aprovados, a estimativa é que o edital de licitação para as obras seja publicado no primeiro semestre de 2025, com início das obras previsto para o início do ano seguinte.

A ETE do Onça é a segunda maior do estado e está localizada próxima da rodovia MG-020, que liga Belo Horizonte à Santa Luzia, na região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), na margem direita do Ribeirão do Onça. “Individualmente, é o maior empreendimento da Copasa e a gente tem uma expectativa muito positiva. É um dos investimentos estruturantes da companhia para o Marco do Saneamento”, disse a gestora de Empreendimentos de Grande Porte da Copasa, Rúbia Nogueira.

Caso ocorra a aprovação, Rúbia comenta que o edital prevê licitação de modalidade integrada, que contempla a fase de projetos, as obras e o período de operação por três anos e manutenção. “A contratação está prevista para o segundo semestre de 2025, mas essa etapa inicial é uma fase de projetos, então, a obra, a previsão é iniciar no início de 2026”, disse. O prazo de conclusão das obras no contrato será de seis anos.

Inaugurada em 2006, com tratamento de esgoto primário, esta é a primeira ampliação da ETE Onça desde 2010, quando inaugurou o tratamento secundário. Com os investimentos, a Copasa modernizar e expandir a capacidade de tratamento de esgoto da estação, dos atuais de 1,8 mil litros por segundo para 2,7 mil l/s. A ETE Onça atende as populações de Belo Horizonte e Contagem e contribui para preservar o Ribeirão do Onça e o Rio das Velhas. Os documentos relacionados aos investimentos na ETE Onça estão disponíveis aos acionistas, tanto na sede da Copasa, quanto nos endereços eletrônicos para investidores da empresa, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Brasil, Bolsa, Balcão (B3).

Nos nove primeiros meses de 2024, a Copa investiu R$ 1,56 bilhão em obras de saneamento, que englobam capitalizações e representam um aumento de 30,7% sobre o mesmo período de 2023. Do montante, R$ 601,4 milhões foram apara obras de ampliação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto atendidos pela empresa. Até setembro, o índice de cobertura global da empresa mineira de saneamento era de 77,1%. O valor investido até setembro está próximo do R$ 1,8 bilhão previsto para 2024 – investimento que integra o plano de R$ 9,8 bilhões aprovados pelo Conselho de Administração da Copasa até 2028.

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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) anunciou plano de investimento de R$ 8,1 bilhões para o período de 2023/2027. O objetivo é avançar o saneamento básico em Minas Gerais e, segundo a empresa, os aportes estão dentro do Plano de Negócios da Copasa, seus compromissos contratuais, bem como para atendimento às metas de universalização propostas no Novo Marco do Saneamento. “Temos buscado, observando estritamente a legislação em vigor, sermos mais ágeis, apesar do ambiente em que estamos inseridos”, disse o diretor-presidente da Copasa, Guilherme Duarte de Faria. O valor aprovado a ser investido em 2023 soma R$ 1,59 bilhão. Dentre os projetos em andamento pela Copasa na região metropolitana de Belo Horizonte estão as obras em Igarapé, Sabará, Mateus Leme e Ribeirão das Neves. No interior do Estado, Coronel Fabriciano e Timóteo, no Vale do Rio Doce, são exemplos de cidades com obras que, quando concluídas, elevarão os índices de cobertura de tratamento de esgotamento sanitários para índices superiores às metas do Novo Marco para o ano de 2033 que é de 90%. Nesses municípios, a cobertura dos serviços de água já atende o índice da legislação que é de 99%. A Copasa atingiu a marca de 99,4% dos imóveis em sua área de atuação com acesso à água tratada no Estado de Minas Gerais - índice que supera a média nacional. Segundo dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) no relatório “Diagnóstico Temático - Serviços de Água e Esgoto”, cujo ano base foi 2020, o índice de abastecimento com redes públicas de água no país era de 84,1%. Em relação à coleta e tratamento de esgoto, a Copasa também atingiu 90,5% dos imóveis em sua área de atuação. Desses, 79,45% foram tratados, resultando em 71,9% dos imóveis com esgoto tratado e coletado no Estado. Já os dados nacionais revelam que apenas 43,9% da população tinha acesso a esgoto coletado e tratado no Brasil em 2020 (dados do SNIS de 2020). A meta estabelecida pelo Novo Marco do Saneamento é de que, até o ano de 2033, 90% dos brasileiros tenham acesso ao serviço de coleta e tratamento de esgoto no país. Apesar de ainda não ter atingido a meta, a cobertura da Copasa é 28% acima da média nacional e a companhia continua trabalhando em favor da ampliação do acesso a esse serviço em sua área de cobertura.

14 de fevereiro, 2023
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ESTADOS
Governo mineiro quer investir na Copasa

O Governo de Minas Gerais planeja fazer uma injeção de recursos na Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Os recursos são necessários para cobrir os gastos extras de um projeto de captação de água que está a cargo da Odebrecht por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A obra visa melhorar a oferta de água na Região Metropolitana de BH, que segundo a Copasa pode sofrer risco de desabastecimento em alguns meses. O Governo ainda precisa debater o aporte com os acionistas minoritários. O Governo detém 51% de participação na Copasa. Os minoritários mais relevantes são a gestora britânica Veritas Asset Management, a unidade londrina do banco suíço UBS e o banco norte-americano Bank of New York Mellon Corporation. O secretário da Fazenda de Minas, José Afonso Bicalho, diz que o aumento de capital tem que ser debatido com os minoritários. “O aporte teria de ser de todos, porque se não o Estado diluiria a participação deles”. A PPP assinada visa a construção de uma Estação de Tratamento de Água no Rio Manso. A Odebrecht será remunerada pela obra e pelo serviço de fornecimento de água à Copasa. Com a estiagem, o Governo terá de aumentar o volume de água do Rio Manso. Será feito um aditivo ao contrato para uma obra de captação de água no rio Paraopeba a ser lançada no Rio Manso. A obra tem custo estimado entre R$ 100 e R$ 120 milhões. Outra possibilidade é um aporte menor na Copanor, subsidiária da Copasa, que atua nas regiões norte e nordeste de Minas. Com isto, a Copanor pagaria parte do que deve à Copasa, que teria uma folga para cobrir a conta extra da PPP.

23 de abril, 2015