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SANEAMENTO

Aegea projeta IPO e mira privatização da Copasa

Aegea projeta IPO e mira privatização da Copasa

Operadora amplia estratégia de crescimento em meio à expansão do setor e à corrida por investimentos bilionários para universalizar o saneamento no país.

Uma das maiores operadoras privadas de saneamento do país, a Aegea Saneamento projeta para 2026 um movimento estratégico capaz de ampliar significativamente sua presença no setor. A companhia estuda a abertura de capital na bolsa de valores e acompanha de perto a possível privatização da Copasa, operação considerada uma das mais relevantes da área e com potencial para redefinir o fluxo de investimentos em água e esgoto no Brasil.

A avaliação de um IPO ocorre em um contexto de expansão do mercado de saneamento, impulsionado por uma agenda robusta de aportes destinada ao cumprimento das metas estabelecidas pelo novo marco legal do setor. A legislação fixou prazos para a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, o que tem estimulado a participação do capital privado. Nos últimos cinco anos, aproximadamente 60 leilões movimentaram mais de R$ 181,6 bilhões, evidenciando a crescente atratividade do segmento.

Paralelamente, a eventual desestatização da companhia mineira desponta como ativo estratégico. Embora a modelagem e o formato do processo ainda dependam de definições por parte do governo de Minas Gerais, a Aegea já conduz análises técnicas e financeiras para avaliar a viabilidade de participação, considerando critérios de governança, segurança jurídica e retorno aos investidores.

O movimento da empresa está alinhado a um cenário em que eficiência operacional, escala e capacidade de investimento tornaram-se determinantes para o avanço da infraestrutura de saneamento. Estimativas do setor apontam que serão necessários cerca de R$ 800 bilhões até 2033 para que o país alcance as metas de universalização previstas em lei — montante que reforça a relevância de operações estruturantes e da ampliação do acesso a fontes de financiamento.

Caso avance simultaneamente na abertura de capital e na disputa por ativos estratégicos, a Aegea poderá consolidar posição de protagonismo em um dos segmentos mais sensíveis da infraestrutura nacional, marcado pela combinação entre regulação, investimentos privados e o desafio permanente de ampliar o atendimento à população brasileira.

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Ainda na lista de conquistas e avanços conseguidos em 2016, Amadeo destacou a criação do Centro de Controle e Operação de Gestão de Perdas, que passou a centralizar as ações das concessões; a universalização de água tratada em Timon (MA) para 100% da população da área urbana, com frequência contínua; a evolução dos índices de tratamento de esgoto (cobertura e tratamento) em Piracicaba (SP), de 36% para 100% num período de quatro anos; e, por fim, o fato de a Aegea se tornar signatária do Pacto Global da ONU, como empresa inclusiva em saneamento no Brasil e referência na redução de perdas de água de 56% para 19% em Campo Grande (MS). “É importante citar que nossas metas de perdas consideram o nível ótimo para cada concessão, dentro de uma escala socioeconômica”, explica o CEO da Aegea. Principais resultados Flávio Crivellari, CFO da Aegea, ressaltou o excepcional desempenho da Aegea em 2016, mesmo num cenário de economia desafiadora: “Nosso crescimento se deu através de aquisições, aportes, licitações e vegetativo, por meio de Capex – aumento de rede nas operações existentes. Outras ações procuraram estabilizar o pico de inadimplência por razões de queda da renda per capita devido ao desemprego”. O volume de economias cresceu 8,8% no ano passado, acompanhando e o volume faturado de água e esgoto aumentou 9,5%. Os custos também cresceram no último ano em 35%, sendo que as despesas com pessoal e energia elétrica se mantiveram dentro do previsto. A economia total versus o número de colaboradores demonstrou aparente perda de produtividade, mas na verdade considera a incorporação dos colaboradores das novas concessões, que trarão resultados mais à frente. 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É uma demanda que se mostra decorrente da falta de capacidade de investimento dos Estados. A companhia também vem acompanhando o esforço de PPI do Governo Federal, através do BNDES e da Caixa, de criar uma “inteligência de saneamento”, pois não existem experiências perenes de cultura de saneamento ainda no país e a base que está sendo criada interessa à companhia, que aguarda a evolução do processo. Quanto ao cenário interno, a parte de EHS (Environment, health and safety) sempre foi uma preocupação da Aegea e hoje, atuando em quase 50 municípios, novos modelos serão implantados nos próximos dois anos para dotar a companhia de padrões internacionais. Outra ação que terá continuidade é a Academia Aegea para formação de profissionais para o setor de saneamento. Quanto às novas opções de mercado, Amadeo avisa que a companhia continuará aproveitando as oportunidades de crescimento, desde que subordinadas à estrutura de capital: “Não vamos dar o passo maior que a perna. 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7 de março, 2017