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ESGOTO

Sabesp investe R$ 1 bilhão na implantação de novas tecnologias para tratamento em ETEs

Sabesp investe R$ 1 bilhão na implantação de novas tecnologias para tratamento em ETEs

A Sabesp moderniza a ETE Parque Novo Mundo com novas tecnologias, ampliando sua capacidade de tratamento de esgoto em 148% sem expansão física.

A Sabesp está realizando um “upgrade tecnológico” na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, que irá contribuir com a ampliação do tratamento em 148% - de 2,5 milhões para 6,2 milhões de litros por segundo. Com novos equipamentos e processos, a ETE, inaugurada há 28 anos, poderá crescer sem aumentar a área de 190 mil metros quadrados que ocupa na zona norte de São Paulo, uma das mais adensadas da capital. O incremento da capacidade irá beneficiar diretamente diversos bairros das zonas norte e leste da cidade, além da população de municípios vizinhos, como Guarulhos. O emprego das inovações tecnológicas permitirá o tratamento do esgoto gerado por, aproximadamente, 2,9 milhões de pessoas - cerca de 1,7 milhão a mais do que é processado hoje na ETE Parque Novo Mundo.

O investimento faz parte do Programa Integra Tietê, que reúne um conjunto de obras para revitalização do principal rio paulista ao longo de seus 1.100 km. Dentro do projeto, a Sabesp é responsável pela universalização da coleta e tratamento de esgoto nas cidades onde atua, nas áreas ao redor do Tietê e seus afluentes. Na capital e Grande São Paulo estão sendo executados 42 conjuntos de obras lineares, que incluem a instalação de novas tubulações, estações de bombeamento e a ampliação de 6 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), como a ETE Parque Novo Mundo. Somente ela, está recebendo aporte de R$ 1 bilhão em ampliação e modernização. A previsão de entrega é primeiro semestre de 2027.

Entre as duas inovações tecnológicas estão o Pré-tratamento mais eficiente, que veio da Alemanha. São 76 toneladas de equipamentos que vão aprimorar o pré-tratamento mecânico, uma das etapas mais importantes no tratamento de esgoto. Essa fase é responsável por receber grandes volumes de vazão, além de areia, resíduos sólidos, gordura e materiais flutuantes que chegam à estação antes das etapas biológicas e de decantação. Com a modernização, o sistema amplia a capacidade de remoção de sólidos grosseiros, como plásticos, panos, fibras e outros resíduos suspensos, reduzindo o risco de entupimentos em bombas e tubulações, além do desgaste e bloqueios de equipamentos que podem comprometer o funcionamento das etapas seguintes do tratamento.

Outro avanço está na separação de areia e materiais minerais, que passam a ser retirados ainda no início do processo, com o objetivo de evitar o acúmulo em canais, tanques e tubulações, além de reduzir a abrasão em bombas e componentes mecânicos, aumentando a estabilidade operacional da estação. “O resultado é uma operação mais estável, com menor necessidade de manutenção e maior proteção das etapas seguintes do tratamento”, afirma Guilherme Paixão, diretor de Empreendimentos de Esgoto da Região Metropolitana de São Paulo.

O novo sistema traz o Lodo granular aeróbio, tecnologia de tratamento de esgoto com lodo granular aeróbio, uma solução de última geração dentro do tratamento biológico de efluentes, especialmente por reunir alta eficiência, menor ocupação de área e operação mais integrada. A inovação – conhecida pelo nome comercial “Nereda” - foi desenvolvida na Holanda pela Universidade de Tecnologia de Delft. Em vez de usar o “lodo ativado” comum, formado por flocos leves e dispersos, o processo cria pequenos grânulos biológicos densos e compactos. Esses grânulos são colônias de microrganismos que se auto-organizam em esferas, degradam matéria orgânica, removem amônia, nitrogênio e fósforo, e sedimentam rapidamente no fundo do tanque. Enquanto no sistema tradicional geralmente são necessários tanques separados para aeração e decantação, recirculação de lodo e maior área física, com o lodo granular aeróbio os grânulos sedimentam muito rápido - não é preciso decantador secundário separado, o consumo energético é menor e a produção de lodo, resíduo do tratamento, também é reduzida.

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