São Paulo já retirou mais de 131 mil toneladas do Pinheiros desde 2023

O Governo de São Paulo removeu mais de 131 mil toneladas de resíduos do Rio Pinheiros desde 2023, com investimento de R$ 208 milhões em ações de saneamento.
O Governo do Estado de São Paulo já investiu R$ 208 milhões na remoção de resíduos flutuantes do Rio Pinheiros desde o início das operações, em 2023. As informações são atualizadas em tempo real pelo Lixômetro, painel instalado às margens do manancial, na capital paulista, e atingiu a marca no último fim de semana. A iniciativa integra as ações da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da SP Águas - Agência de Águas do Estado de São Paulo- com apoio da Emae.
O investimento contínuo tem permitido ampliar a capacidade de coleta e tornar a operação mais eficiente. No primeiro trimestre do ano foram retiradas mais de 13,1 mil toneladas de lixo do Rio Pinheiros, volume 19% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Ao todo, desde 2023, mais de 131 mil toneladas de resíduos já foram removidas do canal, um dos braços do Rio Tietê. A coleta dos resíduos ocorre por meio de embarcações da SP Águas que percorrem diariamente o canal. Entre os resíduos mais encontrados estão garrafas pet, embalagens de isopor - como marmitas - e brinquedos, a exemplo de bolas e bonecas. Objetos de grande porte também são recorrentes, como sofás e colchões. Para o diretor da SP Águas, Nelson Lima, a retirada diária de resíduos do Rio Pinheiros é essencial para reduzir impactos ambientais e preservar o meio ambiente da região. “Nossa equipe busca, constantemente, aperfeiçoar esta operação, e esse trabalho reflete diretamente na drenagem urbana e na qualidade de vida da população”, afirma.
Os dados são exibidos no Lixômetro, painel instalado no Parque Bruno Covas, com apoio da Emae, próximo à Casa Conectada, na entrada no sentido do bairro de Interlagos, pela Marginal Pinheiros. O equipamento permite que a população acompanhe, em tempo real, o volume de resíduos coletados nos dois canais que compõem o Rio Pinheiros. Mais do que um painel informativo, o equipamento reforça a transparência na aplicação dos recursos públicos e a conscientização ambiental. “A participação da sociedade é essencial para avançarmos na despoluição do rio Tietê e de seus afluentes, como o Pinheiros. O descarte correto do lixo, por exemplo, tem impacto direto nesse processo. A retirada de resíduos é só uma parte de um trabalho amplo, que melhora o meio ambiente e a qualidade de vida da população, que já pode usufruir desses espaços para lazer e atividade física”, afirmou o subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da Semil, Cristiano Kenji. A poluição difusa é resultado da ação humana, seja pelo descarte irregular direto no rio, seja pelas chuvas que arrastam resíduos das ruas para a bacia do Pinheiros. Bairros como Jaguaré, Itaim Bibi, Morumbi, Guarapiranga, Vila Olímpia, Panamby e Capão Redondo estão entre as regiões próximas ao afluente de onde podem se originar os resíduos, afetando também os animais que vivem no entorno do rio, como capivaras e diversas espécies de aves.








