São Paulo mostra preocupação com qualidade do ar

O Brasil, especialmente São Paulo, demonstra crescente preocupação com a qualidade do ar, impulsionada pela poluição e queimadas, segundo levantamento sobre o interesse da população no tema.
Segundo dados do Sistema de Informações sobre Qualidade do Ar (SisAr), do Ministério do Meio Ambiente, a preocupação com a qualidade do ar atingiu níveis críticos no Brasil, impulsionada pelo avanço da poluição atmosférica e pelos efeitos cada vez mais intensos das queimadas sazonais. Nesse cenário, a Sterilair, fabricante de purificador de ar, realizou um levantamento com o objetivo de analisar o interesse dos brasileiros pelo tema "qualidade do ar". A pesquisa considerou o volume médio mensal de buscas com base no Google Brasil no período de março de 2025 a fevereiro de 2026.
Para identificar os estados com maior interesse, foram ranqueadas todas as unidades federativas a partir desse volume médio. Os resultados por estado são calculados em uma proporção de buscas online pelo tema a cada 100 mil habitantes, com a ressalva de que os dados refletem unicamente a intenção de busca pelo tema e não necessariamente outros comportamentos específicos dos usuários. Os resultados mostram que o estado mais preocupado com a qualidade do ar é, de forma isolada, São Paulo. Ao concentrar cerca de 96% de todas as buscas – aproximadamente 804 mil de um total nacional de 837 mil –, o estado se consolida como epicentro da atenção ao tema.
A hegemonia de São Paulo está diretamente ligada a fatores estruturais, como alta densidade populacional, intensa frota de veículos e episódios recorrentes de poluição severa. Na prática, o volume de buscas reflete uma população mais exposta e pressionada pelos impactos da má qualidade do ar, especialmente em grandes centros urbanos. Além disso, dados de monitoramento global de qualidade do ar revelam que Campinas é a cidade brasileira com a pior qualidade do ar, enquanto a capital paulista figura na terceira posição. Esses dados são dinâmicos e mudam ao longo do dia, mas indicam padrões importantes.
O cenário reforça a concentração do problema na Região Metropolitana de São Paulo, que vai além da capital e alcança municípios do entorno, onde a poluição urbana e industrial tende a se intensificar. Outras cidades pertencentes aos estados que mais pesquisam por qualidade do ar no Google, como Manaus (AM) e Cuiabá (MT), também aparecem em rankings de monitoramento de qualidade do ar. Isso explica por que estados do Norte e Centro-Oeste, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará e Acre, aparecem no ranking de buscas: o interesse cresce em momentos de crise ambiental aguda, quando a fumaça e a poluição impactam diretamente o cotidiano da população. Sendo assim, nessas regiões, pode-se deduzir que a presença no ranking está mais associada a episódios extremos, como as queimadas, do que a um quadro contínuo de poluição.
O alto volume de buscas pelo tema revela também uma preocupação adjacente de muitos brasileiros: o nível da qualidade do ar dentro de ambientes fechados. Ambientes internos com pouca ventilação tendem a concentrar poluentes invisíveis, como poeira fina, ácaros, fungos e compostos químicos. Esse cenário favorece o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, especialmente em períodos de ar seco e poluição elevada. O uso de purificadores de ar auxilia diretamente em dias de poluição elevada, filtrando partículas microscópicas e melhorando a qualidade do ar respirado. Esses aparelhos ajudam a reduzir alergias, crises de asma e outros problemas respiratórios, tornando o ambiente mais seguro.
A má circulação de ar pode intensificar a presença de poluentes dentro de casa. Entre os principais riscos estão irritações nas vias respiratórias, agravamento de doenças crônicas e sintomas como tosse, fadiga e dificuldade para respirar. Manter a limpeza frequente, evitar acúmulo de poeira e garantir ventilação são medidas essenciais. O uso de filtragem de ar também contribui para reduzir a presença desses microrganismos. A baixa umidade pode causar ressecamento da pele, irritação nos olhos, garganta seca e maior sensibilidade respiratória – sintomas comuns em períodos de poluição intensa. Sensores e medidores permitem acompanhar em tempo real os níveis de poluição em ambientes internos. Esse monitoramento ajuda a tomar decisões rápidas para melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde.








