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Seca severa aumenta no Sudeste nos meses de março e abril

Seca severa aumenta no Sudeste nos meses de março e abril

A área com seca moderada na região Sudeste como um todo aumentou de 15% para 18%

Coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), o Monitor de Secas constatou um aumento da área com seca moderada de 20% para 28% no estado de São Paulo nos meses de março e abril de 2024. Este crescimento contribuiu para o aumento da intensidade da seca na região Sudeste. Espírito Santo e Minas Gerais tiveram secas estáveis no período, enquanto o Rio de Janeiro voltou a registrar seca fraca entre março e abril em 4% do território fluminense. Com a situação paulista, a área com seca moderada na região Sudeste como um todo aumentou de 15% para 18% do total, indicando uma intensificação regional da seca.

Em termos de áreas com seca, São Paulo registrou um leve aumento da área com o fenômeno de 77% para 78% do território paulista entre março e abril. No caso do Rio de Janeiro, a seca voltou a ser verificada em 4% do estado. Minas Gerais, por sua vez, teve uma leve redução da área com seca de 57% para 56%. Já no Espírito Santo a área com seca se manteve em 67% do território capixaba nesse período. Com esse cenário, a região Sudeste permaneceu com uma área total com o fenômeno no patamar de 60% de seu território. Entre março e abril, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em 12 unidades da Federação, conforme a última atualização do Monitor de Secas : Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Sergipe e Tocantins. Já em outros três estados a seca se intensificou nesse período: Mato Grosso do Sul, Pará e São Paulo. No caso do Rio de Janeiro, o fenômeno voltou a ser registrado. Em termos de severidade, a seca ficou estável em sete unidades da Federação: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná e Roraima. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina não houve registro do fenômeno, que deixou de ser verificado tanto na Paraíba quanto no Rio Grande do Norte.

Na comparação entre março e abril, três estados registraram o aumento da área com seca: Acre, Amapá e Paraná. No Rio de Janeiro o fenômeno voltou a ser registrado. Em 14 unidades da Federação houve uma diminuição da extensão da seca: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Sergipe e Tocantins. Em outras cinco unidades da Federação, a área com o fenômeno se manteve estável: Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Roraima e São Paulo. Já o Rio Grande do Sul e Santa Catarina seguiram livres de seca em abril, mês em que a Paraíba e o Rio Grande do Norte deixaram de registrar o fenômeno. Amazonas e Roraima registraram seca em 100% do território em abril deste ano, com percentuais acima de 99%, considera-se a totalidade dos territórios com seca. Nas demais unidades da Federação que registraram área com seca, os percentuais variaram de 4% a 98%. Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de abril, seguido por Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. No total, entre março e abril, a área com o fenômeno caiu de 6,41 milhões para 5,68 milhões de km², o equivalente a 67% do território brasileiro.

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