Publicidade
PRESERVAÇÃO

Sistema de vigilância da Mata Atlântica

A Jeep firmou parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica para a criação do Vigilant Wallpapers, que traz imagens em tempo real de algumas localizações dos 8% de mata nativa ainda restante. A ideia é criar um alerta e abrir o debate sobre as ameaças que acontecem diariamente nos parques e reservas, com a participação da sociedade na vigilância das áreas de principal risco através de seu computador, smartphone ou tablet. O filme da campanha pode ser visto no link www.youtube.com/watch?v=O-3tG0wgewI . “A Fundação SOS Mata Atlântica atua em diversas frentes para a preservação desta que é a floresta mais ameaçada do País. A parceria com a Jeep cria a oportunidade de o cidadão comum interagir com o meio ambiente e ser mais um agente na preservação da Mata Atlântica”, diz Mario Mantovani, Diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica. As imagens do Vigilant Wallpapers são enviadas para os fundos de tela em tempo real e captadas por câmeras instaladas em setores estratégicos, os quais estão constantemente sofrendo algum tipo de agressão ou crime ambiental, seja uma queimada, pesca ilegal ou desmatamento. Caso verifique alguns destes crimes ambientais, o vigilante poderá clicar em “denúncia”, enviando, automaticamente, o registro daquele momento para as autoridades locais. O projeto-piloto, criado pela agência de propaganda Leo Burnett Tailor Made, teve início no Rio de Janeiro e deve se estendido para outras reservas do país. As câmeras utilizadas são autossuficientes e movidas à energia solar. Os equipamentos funcionam 24 horas por dia nos sete dias da semana. Eles transmitem dados de imagens com geolocalização via streaming. Para não interferir na fauna e na flora as câmeras foram camufladas em formato de tronco, ninho e pedra. O Vigilant Wallpapers Jeep é compatível com sistema Android e Windows. O download está disponível na Google Play e no site: www.jeepwallpapers.com.br

A Jeep firmou parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica para a criação do Vigilant Wallpapers, que traz imagens em tempo real de algumas localizações dos 8% de mata nativa ainda restante. A ideia é criar um alerta e abrir o debate sobre as ameaças que acontecem diariamente nos parques e reservas, com a participação da sociedade na vigilância das áreas de principal risco através de seu computador, smartphone ou tablet. O filme da campanha pode ser visto no link www.youtube.com/watch?v=O-3tG0wgewI.

“A Fundação SOS Mata Atlântica atua em diversas frentes para a preservação desta que é a floresta mais ameaçada do País. A parceria com a Jeep cria a oportunidade de o cidadão comum interagir com o meio ambiente e ser mais um agente na preservação da Mata Atlântica”, diz Mario Mantovani, Diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica. As imagens do Vigilant Wallpapers são enviadas para os fundos de tela em tempo real e captadas por câmeras instaladas em setores estratégicos, os quais estão constantemente sofrendo algum tipo de agressão ou crime ambiental, seja uma queimada, pesca ilegal ou desmatamento. Caso verifique alguns destes crimes ambientais, o vigilante poderá clicar em “denúncia”, enviando, automaticamente, o registro daquele momento para as autoridades locais.

O projeto-piloto, criado pela agência de propaganda Leo Burnett Tailor Made, teve início no Rio de Janeiro e deve se estendido para outras reservas do país. As câmeras utilizadas são autossuficientes e movidas à energia solar. Os equipamentos funcionam 24 horas por dia nos sete dias da semana. Eles transmitem dados de imagens com geolocalização via streaming. Para não interferir na fauna e na flora as câmeras foram camufladas em formato de tronco, ninho e pedra. O Vigilant Wallpapers Jeep é compatível com sistema Android e Windows. O download está disponível na Google Play e no site: www.jeepwallpapers.com.br

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
BIOMAS
Fundação Mata Atlântica lança novo manifesto

A Fundação Mata Atlântica lançou nova edição do manifesto "Continuam tirando o verde da nossa Terra", com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o que a organização considera o maior atentado contra a Mata Atlântica. O manifesto ainda conta com petição no portal Avaaz direcionada às autoridades brasileiras, pedindo pela integridade e aplicação da Lei da Mata Atlântica. O manifesto diz que "as motosserras continuam ligadas e outras ações avançam para acabar com as nossas florestas e patrimônios naturais". Mas quando isso parte do governo é ainda mais grave. "Longe dos nossos olhos, o Governo Federal continua empurrando o meio ambiente para uma destruição ainda maior, que pode levar a Mata Atlântica a uma desastrosa eliminação", destaca o manifesto. Segundo a Fundação, o primeiro fato preocupante foi um despacho do Ministério do Meio Ambiente recomendando aos órgãos ambientais (Ibama, ICMBio e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico) que desconsiderem a Lei da Mata Atlântica (nº 11.428/2006) e apliquem regras mais brandas constantes do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) para áreas ditas consolidadas nas regiões de domínio da Mata Atlântica. Com a medida, não será mais necessário recuperar áreas consideradas irregulares e ilegais pela Lei da Mata Atlântica. Além disso, proprietários rurais poderão solicitar o cancelamento de multas. A Fundação afirma que pelo menos alguns ministérios públicos estaduais têm recomendado a não aplicação deste despacho. O Ministério Público Federal (MPF) já recomentou ao Ibama que não adote o ato administrativo em São Paulo. Além disso, o MPF, a Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e a Fundação SOS Mata Atlântica também protocolaram ação civil pública contra o despacho. Também está na Casa Civil da Presidência da República uma minuta de decreto que altera os limites do domínio da Mata Atlântica, reduzindo seu tamanho e abrangência em mais de 10% do seu território (uma perda de 110 mil km² do bioma). A ONG cita ainda outros diversos desmontes do governo Bolsonaro, como no Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), enfraquecimento de órgãos ambientais, entre outros itens da já extensa lista em menos de dois anos de gestão. "Tudo isso pode colocar a Mata Atlântica numa situação de risco da qual ela nunca mais poderá́ sair, afetando a vida e a saúde dos brasileiros. Quem defende o meio ambiente defende a vida e é disso que precisamos cuidar ainda mais agora. A luta é pela vida.", afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.

18 de maio, 2020
Saneamento Ambiental Logo
BIOMAS
Mata Atlântica pode perder 110 mil km2

A SOS Mata Atlântica alerta, no manifesto "Continuam Tirando o Verde da Nossa Terra", que uma minuta de decreto que está na Casa Civil da Presidência da República pode acabar reduzindo o bioma e os patrimônios ambientais brasileiros. Segundo a ONG, a minuta muda os limites do domínio da Mata Atlântica, reduzindo seu tamanho e abrangência em mais de 10% do seu território. Isto significa a perda de 110 mil km2 do bioma. "É inacreditável, não há outra palavra. Este desgoverno precisa ser freado em suas intenções e agressões contra o meio ambiente e a Constituição Federal, que declara a Mata Atlântica como Patrimônio Nacional. Voltamos à década de 1960, quando os governantes estavam a serviço de um modelo insustentável de crescimento", afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas, da Fundação SOS Mata Atlântica. A Lei da Mata Atlântica tem 14 anos e envolveu a comunidade científica, ONGs, setores produtivos e os entes federados - União, Estados e Municípios. "O mapa da aplicação da Lei, regulamentado no Decreto 6.660/08, em vigor até este momento, é resultado de bases científicas e não da pressão setorial e política", reforça Mantovani. Além disso, Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e atos de todos os 17 estados do bioma também regulamentam a implementação da Lei da Mata Atlântica. Neste novo decreto, que regulamenta a Lei da Mata Atlântica, o governo pretende excluir alguns tipos de vegetação do bioma, como áreas de estepe, savana e savana-estépica, vegetação nativa das ilhas costeiras e oceânica e áreas de transição entre essas formações, além de outras (campos salinos, áreas aluviais, refúgios vegetacionais). Com essas supressões no bioma, o Governo dá aval para o avanço de novos empreendimentos. As mudanças na minuta facilitam o setor imobiliário, uma vez que, na atual versão, a Lei da Mata Atlântica autoriza o desmatamento apenas em obras de interesse público - que em alguns casos conseguem se enquadrar. Caso confirmado, o projeto dispensaria autorização prévia do Ibama para desmatamentos de áreas maiores do que o limite atual, passando a autorização apenas para órgãos ambientais locais. O limite de 50 hectares por empreendimento poderia ser ampliado para 150 hectares. Em áreas urbanas, o limite de três hectares passaria a ser de 30 hectares. "Essa barbárie contra a floresta de maior biodiversidade do Planeta não pode imperar. É um SOS não apenas à Mata Atlântica, mas até mesmo para os próprios setores que têm a falsa ideia que degradar o meio ambiente pode trazer benefícios a eles. Pelo contrário, o mundo tem mostrado que a sustentabilidade baseada no investimento na economia verde é o que salvará as atividades humanas", finaliza Mantovani.

4 de maio, 2020
Saneamento Ambiental Logo
MATA ATLÂNTICA
Os Três Porquinhos alertam para preservação

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou releitura do clássico infantil ‘Os Três Porquinhos’. Produzida em parceria com a agência DPZ&T, a nova campanha mostra uma continuação para a história, relacionando-a diretamente com a importância da restauração da floresta. A campanha será veiculada na TV, em mídia exterior nas cidades de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza, nos cinemas, jornais, rádios, portais, em redes como Facebook e YouTube, além dos canais institucionais da ONG. “Nossa versão começa depois que a história original acaba! Sentindo-se seguros pelos muros de tijolos, os animais destroem a floresta para construir mais casas, empresas e indústrias. O que eles não esperavam era que a mata fosse fazer tanta falta...”, diz Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. A animação da Vetor Zero é narrada pelos animais que representam as pessoas na luta pela preservação ambiental. O filme mostra um novo cenário, em que o progresso e a natureza podem viver em harmonia. E mostra ainda que, mesmo restando apenas 12,4% de mata nativa, é possível reverter a situação e construir um ambiente harmonioso entre os seres humanos e a floresta. “A maior dificuldade para comunicar as causas ambientais é que muita gente não se coloca na condição de habitante da Mata Atlântica. Com a campanha, estamos dizendo às pessoas que lutar pela Mata é lutar por todos nós. E o recurso mais direto para passar essa mensagem, e conectar pessoas de todas as idades, é a fábula”, explica Daniel Motta, diretor de Criação da DPZ&T, que também assina a trilha composta para o filme ao lado da produtora de áudio Lucha Libre.

19 de março, 2018
Saneamento Ambiental Logo
MATA ATLÂNTICA
Divulgado Atlas dos Municípios do bioma

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram o Atlas dos Municípios da mata Atlântica, estudo minucioso dos remanescentes florestais e seus ecossistemas associados nos 3.429 municípios abrangidos pelo mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica. O levantamento mostra que estados como Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais reúnem os municípios mais conservados, como Tamboril do Piauí e Guaribas, ambos no Piauí, no topo da lista, com quase 96% do total natural preservado. Outro município piauiense, no entanto, lidera o ranking de desmatamento entre 2014 e 2015: Alvorada do Gurguéia perdeu 1.972 de hectares de Mata Atlântica no período. Segundo o Atlas, seis dos dez municípios que mais desmataram no último ano são de Minas Gerais, onde as perdas estão ligadas à atividade de mineração, em especial nas cidades de Curral de Dentro, Jequitinhonha e Águas Vermelhas, que estão localizadas na região conhecida como triângulo do desmatamento. Os municípios baianos de Cotegipe, Brejolândia e Baianópolis, localizados nos limites do Cerrado, sofrem com a expansão da fronteira agrícola, sobretudo soja e milho, além de pecuária. O Atlas traz ainda dados dos últimos 30 anos e revela que cidades paranaenses registraram maior perda vegetal entre os municípios monitorados desde 1985. Entre as 10 primeiras colocadas no ranking histórico de desmatamento aparecem cinco cidades paranaenses: apenas em Rio Bonito do Iguaçu houve a perda de uma área equivalente a quase 25 mil campos de futebol. “Em comemoração aos 30 anos da SOS Mata Atlântica, o estudo traz uma análise inédita do desmatamento durante este período e nos permite analisar quais municípios não contribuíram para a preservação. Esses resultados mostram que é preciso reforçar as políticas de proteção do bioma para evitar retrocessos na conservação dos 12,5% de Mata Atlântica que ainda restam no país”, afirma a diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota. O estudo identifica áreas de vegetação natural – que inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas. Com patrocínio da Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 30 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). A contribuição dos municípios para proteção e preservação da Mata Atlânticaé o Plano Municipal da Mata Atlântica (PMMA), que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, à conservação, à recuperação e ao uso sustentável da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “O PMMA é extremamente importante, pois é um plano que depende diretamente da ação da comunidade local em parceria com a sociedade para ser aplicado. A aplicação do plano permite o desenvolvimento de políticas locais de meio ambiente”, afirma. É possível acompanhar a situação dos remanescentes florestais em 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica no ‘Aqui tem Mata?’, hotsite que disponibiliza, por meio de mapas interativos e gráficos, informações sobre o estado de conservação de florestas, mangues, restingas e outros ambientes do bioma. Basta inserir o nome de um munícipio para descobrir o que resta de vegetação, as bacias hidrográficas presentes na cidade, o ranking municipal de desmatamento e se existe alguma área preservada de Mata Atlântica no bairro ou em regiões próximas, como parques, reservas federais, estaduais e municipais, entre outras informações. ( www.aquitemmata.org.br ).

6 de dezembro, 2016
Saneamento Ambiental Logo
EMISSÕES
Plantio visa neutralizar CO2 de carros alugados

A Fundação SOS Mata Atlântica fechou parceria com a Movida, empresa em aluguel de automóveis, para plantar árvores em cidades do Brasil com objetivo de neutralizar as emissões de CO2 feitas pelos carros da locadora. A parceria faz parte do Carbon Free, programa criado pela empresa em 2009 que se tornou a primeira ação sustentável na área de locação de veículos. Ao contratar um veículo, o motorista paga um valor simbólico. Na devolução, uma empresa especializada analisará o deslocamento realizado para calcular as emissões de carbono, que resulta no número de árvores a serem plantadas. O crescimento das árvores pode ser acompanhado pela internet, no site da Movida. “Todos estão fazendo sua parte para evitar danos ao meio ambiente e para termos uma qualidade de vida melhor”, afirma Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. De acordo com o CEO da Movida, Renato Franklin, combater o desmatamento e as mudanças climáticas é uma tarefa de todos, empresas e consumidores. “Nós, desde sempre, adotamos uma postura sustentável e buscamos incentivar o consumo consciente por meio de alternativas para mitigar as emissões provenientes da nossa atividade”, ressaltou. Ao longo de 15 anos, a Fundação SOS Mata Atlântica já plantou um total de 36 milhões de mudas de árvores nativas, numa área total equivalente à do Recife, através de seus programas de restauração florestal. Lançado em 2009, o projeto ganha cada vez mais espaço e adeptos. Até julho deste ano, já foram mais de 26 mil diárias contratadas, num total superior a quatro milhões de quilômetros rodados e mais de sete mil árvores plantadas. Em 2015, o número de diárias em que os clientes optaram pelo Carbon Free dobrou em relação a 2014, passando de 18 mil para 36 mil, aproximadamente.

27 de setembro, 2016
Saneamento Ambiental Logo
MATA ATLÂNTICA
Desmatamento cai 24% no período 2013/2014

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica no biênio 2013/2014. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan. O estudo apontou desmatamento de 18.267 hectares ou 183 Km² de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica em 2013/2014, queda de 24% em relação ao período anterior (2012/2013), que registrou 23.948 ha. Apesar da redução, o estado do Piauí registrou desmatamento de 5.626 ha. O município piauiense de Eliseu Martins foi responsável por 23% do total dos desflorestamentos observados no período, com 4.287 ha. Este é o segundo ano consecutivo que o Atlas verifica concentração de desmatamento em cidades do Piauí por conta da produção de grãos. No período anterior, entre 2012 e 2013, foram desmatados 6.633 ha em municípios da mesma região, com destaque para Manoel Emídio (3.164 ha) e Alvorada do Gurguéia (2.460 ha). O segundo estado com maior índice de desmatamento foi Minas Gerais, com 5.608 ha, queda de 34% se comparado ao período anterior. Esta é a segunda queda consecutiva na taxa de desmatamento em Minas, que no ano anterior já havia sido reduzida em 22%. A redução no desmatamento em Minas Gerais é fruto da moratória que desde junho de 2013 impede a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa no bioma. A ação foi autorizada pelo Governo de Minas Gerais, após solicitação da Fundação SOS Mata Atlântica e do Ministério Público Estadual. No oeste da Bahia, a cidade de Baianópolis registrou 1.522 ha, com motivos semelhantes aos do Piauí: fronteira agrícola e expansão de produção de grãos em áreas de transição de Mata Atlântica e Cerrado. Com 4.672 ha desmatados, a Bahia foi o terceiro Estado que mais desmatou o bioma entre 2013 e 2014. “Sabemos que a expansão agrícola é um importante ativo econômico para o Brasil, mas não podemos continuar a conviver com um modelo de desenvolvimento às custas da floresta nativa e de um Patrimônio Nacional. Por isto entraremos com solicitações de moratórias de desmatamento nesses dois Estados, a exemplo do que ocorreu em Minas Gerais. Nossa sociedade não aceita mais o desmatamento como o preço a pagar pela geração de riqueza”, afirma Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Para Marcia Hirota, Diretora-Executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do Atlas pela organização, esses dados são importantes para reforçar o debate sobre a proteção da Mata Atlântica no Piauí. “Essa é uma importante região de fronteira agrícola e uma área de transição entre a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga, o que acende discussões sobre seu grau de proteção. No entanto, são áreas incluídas no Mapa de Aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428/06), que protege seus ecossistemas associados e deve ser cumprida”. Os estados de Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul – antes grandes desmatadores - apresentaram melhores resultados no atual levantamento, mas ainda merecem atenção. Paraná, quarto do ranking deste ano, perdeu 921 ha de florestas nativas no período 2013-2014, queda de 57% em relação ao ano anterior, quando foram desmatados 2.126 ha. Os principais focos de desmate aconteceram na região centro-sul e também na divisa com Santa Catarina, quinto lugar no ranking, com 692 ha de áreas desmatadas. Já Mato Grosso do Sul, importante produtor agrícola, ficou em sétimo lugar, com 527 ha desmatados. Entre os 17 estados da Mata Atlântica, nove registraram índices abaixo de 100 ha, o equivalente a 1 km2. São eles: São Paulo (61 ha), Rio Grande do Sul (40 ha), Pernambuco (32 ha), Goiás (25 ha), Espírito Santo (20 ha), Alagoas (14 ha), Rio de Janeiro (12 ha), Sergipe (10 ha) e Paraíba (6 ha). Com estes resultados, estes estados chegam próximos da meta do desmatamento zero no bioma e abrem oportunidades para outra discussão: a necessidade de se recuperar as áreas já desmatadas. No período de 2013 a 2014 não foi identificada, pela escala adotada, supressão da vegetação de mangue. Na Mata Atlântica as áreas de manguezais correspondem a 231.051 ha. Bahia (62.638 ha), Paraná (33.403 ha), São Paulo (25.891 ha) e Sergipe (22.959 ha) são os Estados que possuem as maiores extensões de mangue. Já a supressão de vegetação de restinga foi de 309 ha. O maior desmatamento ocorreu no Ceará, com 193 ha, seguido do Piauí (47 ha), Paraíba (29 ha), São Paulo (28 ha), Bahia (6 ha) e Paraná (6 ha). A vegetação de restinga na Mata Atlântica equivale a 641.284 ha. São Paulo possui a maior extensão (206.698 ha), seguido do Paraná (99.876 ha) e Santa Catarina (76.016 ha). Segundo Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo Inpe, nesta oportunidade foram utilizadas imagens do sensor OLI do satélite Landsat 8, as quais apresentam características técnicas similares daquelas utilizadas na geração das versões anteriores deste Atlas. “Essa similaridade garante a comparação entre dados gerados em edições passadas do Atlas, que foram geradas fundamentalmente pela análise de imagens do sensor TM/Landsat 5”.

27 de maio, 2015
Saneamento Ambiental Logo
MEIO AMBIENTE
Fundação Mata Atlântica promove encontro de secretários

A Fundação SOS Mata Atlântica promoveu, dia 13 de maio, o primeiro Encontro dos Secretários de Meio Ambiente dos Estados da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. Denominado “Uma Nova História para a mata Atlântica”, o evento inédito, foi debatido o compromisso de ampliar a cobertura florestal nativa e perseguir o desmatamento ilegal zero no bioma. Esta medida de reduzir à zero o desflorestamento ilegal da Mata Atlântica visa combater o aumento da taxa de desmatamento do bioma mais ameaçado do Brasil nos últimos anos, com 9% de alta em 2013 e quase 29% em 2012. A base jurídica para a meta existe desde 2006, quando foi criada a Lei da Mata Atlântica, regulamentada nos estados. Na reunião, os secretários e representantes começaram a definir uma proposta sobre o desmatamento ilegal e de uma meta de recuperação de áreas degradadas, além de discutirem iniciativas já desenvolvidas em seus estados. Compareceram os Secretários de Meio Ambiente dos estados do Ceará, Artur Bruno; do Rio de Janeiro, André Côrrea; do Espírito Santo, Rodrigo Judice; do Rio Grande do Sul, Ana Maria Pellini; do Piauí, Luis Henrique Carvalho; de São Paulo, Patricia Iglecias Lemos; de Alagoas, Claudio Alexandre Ayres da Costa; e do Paraná, Ricardo José Soavinski. Os estados da Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, também na área de abrangência da floresta, enviaram representantes. O encontro teve ainda a presença do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. O encontro foi o ponto de partida para a elaboração de uma carta conjunta, que irá consolidar o compromisso das autoridades. A intenção é que o documento seja divulgado no próximo dia 27 de maio, quando é comemorado oficialmente o Dia da Mata Atlântica. “Mas é preciso ir além de medidas de comando e controle: devemos usar mecanismos financeiros já existentes para bancar a conservação: ampliar o ICMS Ecológico, para ajudar municípios com unidades de conservação; usar os fundos estaduais e os fundos de compensação ambiental; estimular a criação de RPPN, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural, já que 80% da Mata Atlântica está em áreas privadas; e implementar urgentemente incentivos previstos no Código Florestal, como o pagamento por serviços ambientais”, complementa Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação.

19 de maio, 2015
Saneamento Ambiental Logo
BIOMAS
BNDES libera R$ 20 milhões para a Mata Atlântica

O MMA e o BNDES anunciaram financiamento de R$ 20 milhões para projetos de recuperação da Mata Atlântica, atualmente reduzida a 22% de sua cobertura original. Para a ministra Izabella Teixeira, a medida dialoga com os esforços do Governo Federal para a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento que promoverá a regularização ambiental dos imóveis agrícolas do país. “O Brasil está entrando em uma nova era. Esse programa é apenas o pontapé inicial para um conjunto de políticas públicas voltadas para a recuperação ambiental”, avaliou. A primeira fase do programa será voltada para a restauração de áreas de 200 a 400 hectares, não necessariamente contíguas. Não reembolsáveis, os recursos são provenientes do fundo social do BNDES, formado por parte dos lucros da instituição bancária. Outros biomas deverão ser contemplados nas etapas futuras do projeto, exceto a floresta Amazônica, que dispõe de fundo próprio. As proposta têm que ser enviadas até 03 de julho e devem respeitar as orientações do site do BNDES. Podem ser apoiados projetos em Unidades de Conservação de domínio público; em Áreas de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) constituídas voluntariamente; em áreas de reserva legal em assentamentos de reforma agrária e em territórios quilombolas; em terras indígenas reconhecidas pelo poder público e em Áreas de Preservação Permanente (APP). Entre os itens financiáveis, destacam-se a aquisição de sementes, mudas, insumos, máquinas e equipamentos, cercas, viveiros de espécies nativas, mão de obra, pesquisas, estudos e serviços técnicos para a execução, manutenção e monitoramento da restauração, entre outros. Durante o anúncio da medida, o livro “Iniciativa BNDES Mata Atlântica foi lançado. Organizado em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), a obra mostra os resultados da experiência anterior do BNDES no apoio não reembolsável à restauração ecológica no bioma. Desde a criação, em 2009, a Iniciativa BNDES Mata Atlântica (IBMA) apoiou 15 projetos para a restauração de 3 mil hectares de vegetação nativa, no valor total de R$ 43 milhões em cerca de 1,8 mil hectares.

6 de maio, 2015