Notícias e artigos sobre
PRESERVAÇÃO

Estudo mostra perda de 453 hectares de restinga em 2023/24
A restinga é um ecossistema típico das áreas litorâneas, que integra o bioma Mata Atlântica e se desenvolve sobre solos arenosos próximos ao mar.
12 de março, 2026

Compromisso com as Nascentes de Paracatu: 15 Anos de Preservação e Resultados Positivos
21 de março, 2025
Mais notícias e artigos sobre PRESERVAÇÃO

No dia 1 de março, o Dia Nacional do Turismo Ecológico ressalta a conscientização sobre os impactos ambientais do turismo convencional e a urgência de adotar práticas mais sustentáveis.

O investimento tem como objetivo apoiar trabalhos em prol da biodiversidade e da educação ambiental. Mantida de forma voluntária pelo Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), a Caruara possui 40 km²

O impacto mais eficiente foi observado em jardins botânicos, com a máxima de resfriamento de 5 graus e mínima de 3,5 graus

Fundado há cerca de 40 anos e instalado no coração da Floresta Nacional de Carajás, no município de Parauapebas (PA), o bioparque ocupa 30 hectares de área, dos quais cerca de 70% de floresta nativa

Os investimentos serão direcionados para promoção do acesso à água e apoio ao desenvolvimento de cooperativas e catadores de materiais recicláveis da região

Reserva é a primeira na nova categoria de Unidade de Conservação no Estado, tornando-se também a primeira do bioma Cerrado no Brasil

Dentre as medidas, os municípios poderão - assim como os estados - pleitear recursos para projetos

O projeto conta com 13 estações temáticas e oferece aprendizado e resgate da história e da cultura local

O Selo Sustentabilidade Tesouro Verde Amapá é uma parceria com o governo do Amapá e visa a preservação da região do Rio Iratapuru.

O bioparque realiza pesquisa em parceria com o Instituto Tecnológico Vale – Desenvolvimento Sustentável (ITV-DS) sobre o DNA de espécies da Amazônia.

Por Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares * No início da pandemia do coronavírus, o Brasil e o restante do mundo começaram a avaliar como o novo contexto de vida influenciaria nas questões ambientais e na forma como homem e natureza passariam a conviver. Vimos as cidades se tornando mais vazias, graças ao isolamento social, menor circulação de carros, paralisações de linhas de produção e uma série de outras alterações que nos fizeram questionar se seria possível viver em maior harmonia com o meio ambiente, dali em diante. No entanto, a passagem pela pandemia se deu de formas distintas nas mais variadas sociedades ao redor do mundo e, por conta das características socioeconômicas de cada uma, era impossível esperar resultados parecidos em todos os casos. Apesar de se criar maior conscientização global a respeito da importância do cuidado com a natureza (até mesmo para se evitar novas crises sanitárias), países como o Brasil, mais afetados pelos danos da pandemia, ainda não realizaram a devida preservação ambiental, enquanto lidavam com os danos do momento atual. Mesmo assim, não se pode deixar de lembrar que não existe boa qualidade de vida e saúde da população sem preservação do habitat comum às espécies. Abdicar do cuidado com a natureza significa permanecer vulnerável ao desenvolvimento e propagação de novas doenças, decorrentes do desequilíbrio ambiental. Embora o Tribunal Penal Internacional e demais órgãos mundiais estejam de olho na relação entre esses dois fatores, - vide a apresentação do Ecocídio como crime contra o planeta, que caminha para a penalização - o Brasil ainda caminha em passos lentos e continua buscando entender como penalizar de forma assertiva o desmatamento, ou até mesmo, como manter um Ministro do Meio Ambiente que realmente aja em harmonia com o escopo que o trabalho exige. Hoje, depois de mais de um ano de enfrentamento da pandemia de coronavírus, é possível dizer que, mais uma vez, o Brasil se viu na contramão do que determinam as governanças globais. Deixando os cuidados a nossas florestas, mares e rios de lado e afrouxando políticas de fiscalização, mesmo que de forma velada. Por aqui, a pandemia serviu como tapume para questões graves que continuaram a assolar o país durante todo o período de enfrentamento ao vírus, ganhando um papel oposto ao que se viu nas demais nações. É impossível dizer que, ao final das contas, ela nos ajudou em algo, mas também não é possível dizer que a culpa nisso tudo seja somente do vírus. * Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares é Graduada em Direito e Biologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Pós-Graduada em Gestão Pública pela Universidade Federal de Ouro Preto- MG. Especialista em Direito Ambiental pela Universidade de Alicante/Espanha. Mestre em Direito Ambiental pela Escola Superior Dom Helder Câmara. Atualmente é presidente da Comissão de Direito de Energia da OAB/MG.

Projeto com o objetivo de preservar a vida selvagem no Brasil ganhou mais uma apoiadora.

