TTS Energia e Green Yellow vão instalar usina de 2,5 MW para mineradora

TTS Energia e Green Yellow construirão usina solar de 2,5 MW para a MISA Minerais, operando no modelo Grid Zero para autoconsumo.
Empresa de engenharia e construção de usinas solares e ativos de energia renovável, a TTS Energia fechou contrato com a Green Yellow, companhia global de energia e eficiência energética, para construir uma usina solar fotovoltaica para a MISA Minerais, em Limoeiro do Norte (CE). O empreendimento terá 2,5 MW de potência instalada e vai operar no modelo Grid Zero, que permite utilizar a geração fotovoltaica no próprio local sem que excedentes sejam injetados na rede elétrica.
O escopo da TTS Energia envolve execução completa (Full EPC), incluindo engenharia, fornecimento de equipamentos, construção, montagem eletromecânica e comissionamento da planta. A usina terá cerca de 3,5 mil módulos fotovoltaicos e ocupará uma área de aproximadamente 29 mil m². A previsão é que a usina entre em operação no primeiro trimestre de 2027. Orçado em aproximadamente R$ 8 milhões, o projeto deverá evitar a emissão de cerca de 156 toneladas de CO₂ por ano, e integra a solução desenvolvida pela GreenYellow Brasil para a MISA e foi estruturada no modelo Energy as a Service (EaaS), no qual a multinacional realiza o investimento e viabiliza a implantação da infraestrutura energética sem necessidade de investimento inicial por parte da mineradora.
Para a operação em Grid Zero, a TTS Energia vai implantar um sistema de controle que monitora continuamente o fluxo de energia no ponto de conexão da unidade. Um medidor acompanhará, em tempo real, se a instalação está consumindo energia da rede ou se a geração fotovoltaica está se aproximando de um nível superior à demanda. Esses dados serão enviados a um controlador, responsável pelo ajuste da potência dos inversores de acordo com um setpoint configurado para zero injeção. Na prática, quando a geração solar se aproximar de superar o consumo instantâneo da unidade, o sistema reduz automaticamente a potência dos inversores, fazendo com que a geração acompanhe a demanda. “Ao ajustar a geração ao consumo da unidade, o modelo maximiza o benefício econômico para o cliente, evitando a injeção de excedentes na rede e os custos proporcionais associados”, afirma Fernando Oliveir, diretor Comercial da GreenYellow Brasil.
A planta também contará com dois pontos de conexão em média tensão e dois transformadores, exigindo a construção de uma infraestrutura dedicada para integração da geração solar ao sistema elétrico da unidade. Será construída uma rede aérea com circuito duplo de mais de um quilômetro de extensão, conectando a infraestrutura de geração aos pontos de conexão da operação. “Temos dois pontos de conexão em média tensão, dois transformadores e mais de um quilômetro de rede aérea em circuito duplo. Ao mesmo tempo, o sistema precisa responder em tempo real ao comportamento da carga para garantir a operação em Grid Zero. É um projeto que reúne escala, complexidade de engenharia e tecnologia de controle”, explica Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia. “Projetos como o da MISA refletem uma evolução nas aplicações da geração solar no mercado industrial. Além da geração de energia, soluções de controle de potência permitem adaptar a produção fotovoltaica ao perfil de consumo de cada unidade e às características de sua conexão elétrica”, acrescenta Hulshof.
Na visão do executivo, há oportunidades crescentes na integração entre geração solar, Grid Zero e sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS). “A combinação dessas tecnologias pode ampliar a capacidade das empresas de gerenciar a energia produzida localmente, permitindo deslocar o consumo, controlar a potência e utilizar a energia armazenada de acordo com as necessidades da operação”, afirma. “O mercado industrial está buscando soluções que vão além da simples geração de energia. A integração entre solar, sistemas de controle e armazenamento permite administrar de maneira mais inteligente a relação entre geração, consumo e rede elétrica. É uma tendência que deve ganhar espaço à medida que as empresas busquem maior eficiência, previsibilidade e flexibilidade energética”, conclui o CEO da TTS Energia.












