ENERGIA SOLAR

Usina Solar do Aeroporto de Natal permite autossuficiência energética

Usina Solar do Aeroporto de Natal permite autossuficiência energética

O Aeroporto de Natal alcança autossuficiência energética com a instalação completa de um parque solar de 11 mil placas.

Localizado em São Gonçalo do Amarante, o Aeroporto Internacional de Natal concluiu a instalação de 100% das placas solares que permitirão ao local atingir a autossuficiência energética. O parque solar terá 11 mil placas e potência instalada de até 5MW. A previsão de entrega e inauguração está prevista para o início de novembro. O investimento feito pela Zurich Airport Brasil, concessionária do Aeroporto de Natal, é de R$ 24 milhões.

Uma vez entregue, a Usina Solar fará com que o Aeroporto de Natal se torne o primeiro aeroporto do Norte-Nordeste e o segundo do Brasil – ao lado do Aeroporto de Macaé, também operado pela Zurich - a ser autossuficiente em energia. Dentre os principais benefícios ambientais está a redução estimada em 654 toneladas de CO² por ano. Além dos ganhos operacionais e ambientais, a usina é um marco relevante na jornada de descarbonização da Zurich Airport Brasil e no cumprimento da meta de atingir emissões líquidas zero (Net Zero) até 2040 em seus aeroportos administrados no Brasil. A instalação de 100% das placas solares é um avanço na execução da obra, iniciada em novembro de 2025. As obras agora entram na fase de instalação de infraestrutura de passagem de tubulação, instalação de postes e cabos aéreos e interligação com o sistema principal, além de testes finais. A expectativa é concluir este processo até o final de outubro. Executada pela empresa potiguar WSO Solar, a usina será a maior do Rio Grande do Norte para consumo próprio. As 11 mil placas serão capazes de gerar 1 milhão de kWh por mês – energia suficiente para abastecer cerca de 6.800 residências, considerando consumo médio de 150 kWh/mês.

Além de inovador no universo aeroportuário brasileiro, o projeto da Usina Solar do Aeroporto de Natal tem incorporado princípios de engenharia sustentável e economia circular ao reaproveitar aproximadamente 11.000 m³ de fresa de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente). O material é resultante da fresagem do pavimento asfáltico, composto por fragmentos de asfalto e agregados provenientes do processo de manutenção da pista realizado em 2017. A solução é aplicada em mais da metade da usina e contribui diretamente para melhorar a uniformidade e a capacidade de refletir a luz solar, características essenciais para aumentar a eficiência dos módulos bifaciais instalados no empreendimento, que captam radiação tanto pela face frontal quanto pela traseira. Com um terreno mais nivelado e com maior refletância, os painéis conseguem aproveitar melhor a luz difusa e refletida, ampliando sua produtividade. Outra ponto-chave na execução do projeto diz respeito a escolha da área de instalação das placas solares, alocadas próximo ao pátio de aeronaves. A escolha do local se dá pelo fato da área ser antropizada e sem cobertura vegetal nativa, eliminando necessidade de supressão de áreas de vegetação e reduzindo impactos ambientais.

Além da construção da Usina Solar, a Zurich Airport Brasil promove uma série de iniciativas em sustentabilidade no aeroporto, como a instalação dos sistemas 400 Hertz e PCA, que fornecem energia limpa para aeronaves em solo, e substituem o uso de combustíveis fósseis, contribuindo para a descarbonização do setor aéreo. Outra frente relevante de economia circular é a gestão de resíduos. Em 2026, mais de 97% dos resíduos gerados no aeroporto foram desviados de aterro. A ação conta ainda com uma parceria junto a uma cooperativa de reciclagem, gerando emprego e renda para famílias locais. Além disso, o aeroporto também desenvolve iniciativas de reuso de água, ampliando a eficiência hídrica e reduzindo o consumo de recursos naturais.

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