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EMISSÕES

UE pode reduzir 58% em 2030

Em 2020 terão se passado trinta anos do primeiro relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (IPCC, sigla em inglês) e restarão outros trinta para que os países da União Europeia cumpram o prazo definido para descarbonizar completamente a economia do bloco. Entretanto, o bloco europeu ainda sofre para implantação de medidas que viabilizem o fim das emissões de gases poluentes. As emissões do bloco europeu foram 24% inferiores em 2018 na comparação aos números registrados em 1990, o que significa que, após metade do tempo, as nações europeias reduziram as emissões em apenas 1/4. Por um lado mais otimista, segundo novo relatório do Sandbag, sediado em Londres, A Europa já possui medidas implementadas que podem viabilizar os cortes de emissões em 50% em 2030 com relação a 1990. Isso é importante, já que a discussão política na UE sobre metas para 2030 ainda limita a ambição para em torno de 40% de redução de emissões. Ou seja, o novo "business as usual" europeu deve contar com cortes de 50% nas emissões da UE para o final da próxima década. O relatório também assinala que é possível aumentar ainda mais o potencial de redução de emissões das políticas que estão implementadas neste momento na Europa. O fechamento de usinas energéticas a carvão, medidas de eficiência energética, aumento no uso de fontes renováveis de energia e de veículos elétricos, além de avanços na precificação de carbono, podem contribuir para que as emissões europeias sejam reduzidas em 58% até 2030. "Esta é uma boa notícia. A União Europeia está no caminho para uma redução significativa de suas emissões de até 58% em 2030", assinala Suzana Carp, coordenadora de engajamento do Sandbag. "Ir além desse potencial depende de vontade política. Tudo isso foi possível pelo progresso incremental feito desde a ratificação do Acordo de Paris e sublinha o fato de termos uma nova linha de base para trabalharmos, que nos leva ao menos para a metade do caminho rumo a uma União Europeia com emissões líquidas zero". Porém, a meta de emissões líquidas zero ainda depende de mais ações e ambição por parte dos governos europeus. "É importante que os compromissos climáticos de alto nível da UE liderem o esforço, de maneira que as políticas climáticas sejam implementadas para viabilizar cortes substanciais de emissões", aponta Dave Jones, analista de carbono e energia do Sandbag. "Para chegarmos ao cenário que queremos em 2050, a UE precisa agir mais. Cortes de emissões de curto prazo tornarão mais fácil e menos custoso eliminar as emissões até a metade deste século". O relatório da Sandbag pode ser baixado no link https://sandbag.org.uk/project/halfway-there.&nbsp ;

Em 2020 terão se passado trinta anos do primeiro relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (IPCC, sigla em inglês) e restarão outros trinta para que os países da União Europeia cumpram o prazo definido para descarbonizar completamente a economia do bloco. Entretanto, o bloco europeu ainda sofre para implantação de medidas que viabilizem o fim das emissões de gases poluentes. As emissões do bloco europeu foram 24% inferiores em 2018 na comparação aos números registrados em 1990, o que significa que, após metade do tempo, as nações europeias reduziram as emissões em apenas 1/4. 
 
Por um lado mais otimista, segundo novo relatório do Sandbag, sediado em Londres, A Europa já possui medidas implementadas que podem viabilizar os cortes de emissões em 50% em 2030 com relação a 1990. Isso é importante, já que a discussão política na UE sobre metas para 2030 ainda limita a ambição para em torno de 40% de redução de emissões. Ou seja, o novo "business as usual" europeu deve contar com cortes de 50% nas emissões da UE para o final da próxima década. 
 
O relatório também assinala que é possível aumentar ainda mais o potencial de redução de emissões das políticas que estão implementadas neste momento na Europa. O fechamento de usinas energéticas a carvão, medidas de eficiência energética, aumento no uso de fontes renováveis de energia e de veículos elétricos, além de avanços na precificação de carbono, podem contribuir para que as emissões europeias sejam reduzidas em 58% até 2030. "Esta é uma boa notícia. A União Europeia está no caminho para uma redução significativa de suas emissões de até 58% em 2030", assinala Suzana Carp, coordenadora de engajamento do Sandbag. "Ir além desse potencial depende de vontade política. Tudo isso foi possível pelo progresso incremental feito desde a ratificação do Acordo de Paris e sublinha o fato de termos uma nova linha de base para trabalharmos, que nos leva ao menos para a metade do caminho rumo a uma União Europeia com emissões líquidas zero".
 
Porém, a meta de emissões líquidas zero ainda depende de mais ações e ambição por parte dos governos europeus. "É importante que os compromissos climáticos de alto nível da UE liderem o esforço, de maneira que as políticas climáticas sejam implementadas para viabilizar cortes substanciais de emissões", aponta Dave Jones, analista de carbono e energia do Sandbag. "Para chegarmos ao cenário que queremos em 2050, a UE precisa agir mais. Cortes de emissões de curto prazo tornarão mais fácil e menos custoso eliminar as emissões até a metade deste século".
O relatório da Sandbag pode ser baixado no link https://sandbag.org.uk/project/halfway-there. 

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Próximo presidente terá desafios para cumprir metas de Paris

O Observatório do Clima lançou recentemente o relatório “Emissões de GEE no Brasil e suas implicações para políticas públicas e a contribuição brasileira para o Acordo de Paris”, síntese dos quatro relatórios analíticos setoriais do SEEG - Sistema de Estimativas de Emissões de Gases para as emissões brasileiras até o ano de 2016. O novo documento traz uma avaliação técnica das emissões brasileiras em cinco setores e faz uma análise política da situação. Segundo o OC, o objetivo é fornecer informações à sociedade brasileira que expliquem os rumos do País em relação ao Acordo firmado em Paris em 2015. Os dados mostram a trajetória recente das emissões brasileiras e recomendações aos candidatos nas eleições de 2018. Para o OC, o maior desafio do próximo presidente é apresentar planos robustos para enfrentar os problemas das mudanças climáticas. Os compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris devem ser traduzidos em propostas concretas, já que o próximo presidente será responsável por apresentar resultados ante nossas metas obrigatórias afirma o OC. Os dez tópicos apresentados no relatório são: Definição de uma nova governança climática brasileira, que seja orientada pela ciência e os compromissos no contexto do Acordo de Paris; Suspensão de propostas e de negociações com setores do Parlamento que possam levar a retrocessos ou flexibilizações na legislação ambiental; Revisão dos compromissos do Brasil para alinhá-los às metas do Acordo de Paris para 2025 e 2030, evitando o aquecimento global além de 1,5°C; Rediscussão do papel do petróleo na economia brasileira nos próximos 20 anos e das políticas de subsídio para essa fonte fóssil de energia; Ampliação do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC) e inclusão de emissões nos critérios do sistema de subsídios federais do setor; Aceleração do processo de implementação de mecanismo(s) de precificação de carbono no Brasil, a partir do diálogo entre Governo e sociedade civil; Adequação de políticas públicas e planos de desenvolvimento (em infraestrutura, energia, agropecuária e indústria) à Política Nacional sobre Mudança do Clima; Aprimoramento da gestão e planejamento da Política Nacional sobre Mudança do Clima com efetiva participação da sociedade; Estabelecimento de uma lei de responsabilidade climática que consolide pactos internos para cumprir as metas assumidas pelo Brasil e as aprofunde e, por último, a Ampliação da agenda climática do país, com direcionamento de recursos para institutos de pesquisa em mudança do clima e fortalecimento de programas locais. “Os elementos da governança climática construídos, sobretudo no governo Lula e desmobilizados nos cinco anos e meio de administração de Dilma Roussef continuaram assim na gestão Temer”, afirma o novo relatório da instituição. “O governo federal não entregou um plano de implementação da NDC brasileira, prometido para 2018, nem há noticia de que esteja sendo preparada a estratégia de desenvolvimento de longo prazo, para ações até 2050”. Segundo o OC, algumas medidas recentes representam ameaças particularmente graves à governança climática. Entre elas estão as MP’s 756 e 758, que reduziam duas áreas protegidas na Amazônia, a Floresta e o Parque Nacional do Jamanxim; a MP 759/17, que ampliou o limite de regularização para áreas griladas, permitindo legalizar ocupações ilegais de até 2.500 hectares por valores muito inferiores ao de mercado; a suspensão de demarcações de terras indígenas e o aval a projetos atualmente em tramitação na Câmara e no Senado que visam flexibilizar o licenciamento ambiental. No final de 2017, a base do governo aprovou a chamada MP do Repetro, que concede subsídios ao setor de petróleo até 2040.

17 de agosto, 2018
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EMISSÕES
Brasil precisa de desmatamento zero para atingir meta

Segundo análise realizada por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o Brasil precisa reduzir o desmatamento em 87% até 2025 para atingir as reduções de emissões propostas para o País. Em 2030 seria necessário que o Brasil zerasse as emissões de desmatamento e reduzisse emissões de outros setores para cumprir a meta proposta internacionalmente. O estudo mostra que em 20125 o Brasil emitirá 1,51 bilhão de tonelada de dióxido de carbono (CO2), 9,6% acima do número que consta da NDC (sigla em inglês para contribuição nacionalmente determinada) para 2025: 1,38 bilhão. Para alcançar a meta em 2030, de 1,25 bilhão de toneladas de CO2, é preciso chegar ao desmatamento zero e ainda reduzir em 173 milhões de toneladas de CO2 as emissões somadas dos outros setores (energia, agropecuária, industrial e resíduos). “Ainda que a gente atinja o desmatamento ilegal zero em 2030, haverá emissão equivalente a 10% do desmatamento de 2015”, explica a pesquisadora e diretora do IPAM, Andrea Azevedo. “Ninguém quer mais desmatamento, ilegal e nem legal. Mesmo que cresça a área para a agropecuária com intensificação da produção, é necessário reduzir consideravelmente a conversão do solo de floresta para outros usos”, afirma Andrea. A pesquisadora comenta que diversas empresas são favoráveis ao desmatamento zero de florestas, seja legal ou ilegal. “Muitos foram pressionados pelo Ministério Público Federal, por grandes organizações e até consumidores”, diz. “O resultado é que essas empresas perceberam que é possível produzir, crescer e ganhar mercados mantendo florestas”.

13 de abril, 2016
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EMISSÕES
Especialistas se reúnem antes da COP-21

Representantes do Brasil e da União Europeia reuniram-se no Rio de Janeiro, no evento “Mudanças Climáticas, Somos Todos Responsáveis”para definir os preparativos finais para a Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Especialistas e gestores de diversos países debateram questões relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa a nível internacional. O encontro antecede a 21ª Conferência das Partes (COP 21), marcada para ocorrer em Paris nas duas primeiras semanas de dezembro próximo. Na Cúpula, representantes dos 193 países signatários da Convenção do Clima das Nações Unidas negociarão um acordo com metas distintas de corte de emissões nos próprios territórios. Juntas, precisam conseguir limitar o aumento da temperatura média global da Terra a até 2°C. O Brasil anunciou em setembro que pretende reduzir 37% das emissões de carbono até 2025 e 43%, até 2030.“O Brasil é o único país que, em 40 anos, vai aumentar a população, crescer, se desenvolver e emitir menos do que emitia antes”, declarou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O novo acordo deve começar a valer em 2020. A negociação dos detalhes do instrumento, no entanto, inclui pontos delicados e promete discussões longas durante a COP-21. “Uma das questões é a diferenciação: alguns países têm que fazer mais e outros têm que fazer muito mais”, explicou Izabella Teixeira. Segundo ela, também é necessário definir como será o período de transição para o chamado novo regime climático. A meta brasileira é considerada robusta por especialistas e se soma a outros compromissos já em andamento. Com os Estados Unidos, o Brasil assinou declaração para renovação da matriz energética e restauração de 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Com a Alemanha, firmou pacto para “descarbonização” das economias. “O debate não é mais sobre o problema, é sobre como trilhar novos caminhos”, ressaltou Izabella. A ministra destacou a necessidade de engajamento de todas as esferas de governo. “É preciso haver o engajamento dos Estados com a agenda ambiental”, afirmou. “Os órgãos estaduais têm de mostrar, com transparência, a capacidade de trabalhar questões como a supressão de vegetação.”

11 de novembro, 2015
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Dilma anuncia meta de redução de 43% até 2030

A Presidente Dilma Rousseff anunciou metas para a redução de poluentes de 37% em 2025 e de 43% até 2030, tendo como ano-base 2005 – ano que, segundo especialistas, registrou um grande volume de emissão de poluentes. Com o anúncio, o Brasil é a primeira economia em desenvolvimento a determinar uma meta absoluta. As propostas apresentadas no evento sobre sustentabilidade realizado em Nova York, Estados Unidos, servem como ponto de partida para as negociações em dezembro durante a Conferência Global do Clima (COP 21). Entre 2005 e 2012, as emissões de gases de efeito estufa caíram cerca de 40% com a redução de 80% do desmatamento. Dilma afirmou que o Brasil manterá o “horizonte” de redução das emissões, mas que ”seria um esforço inédito” manter o ritmo. “O crescimento do PIB alimenta o crescimento de emissões”, justificou. O Governo brasileiro defende que países desenvolvidos adotem metas mais rígidas que os emergentes, por terem iniciado o processo de industrialização muito antes e, portanto, emitido mais poluentes. A ONU fixou prazo final para as nações apresentarem suas metas em 1º de outubro. Os Estados Unidos estipularam meta de 32% de redução até 2030; União Europeia e Rússia determinaram 40% e 30%, respectivamente, no prazo ; o Japão quer reduzir as emissões em 25,4% até 2030, enquanto a China quer atingir o pico de emissão até 2030. A expectativa brasileira é de que até 2030 a matriz energética brasileira tenha participação de 23% de fontes renováveis – excluída a hidrelétrica.

30 de setembro, 2015