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LIXO ELETRÔNICO

Vivo lança campanha sobre descarte consciente

Vivo lança campanha sobre descarte consciente

O Brasil é o 5º maior produtor de lixo eletrônico do mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Índia e Japão.

A Vivo acaba de lançar um filme com o objetivo de estimular o consumo consciente, com a missão de proteger o meio ambiente e reciclar corretamente o lixo eletrônico. A campanha abre as novas produções da Vivo em 2022 e faz parte da iniciativa "Recicle com a Vivo", que convida a sociedade a refletir sobre as ações necessárias para um futuro mais sustentável e realizar o descarte correto do lixo eletrônico.

Com o mote "Transformando o passado em futuro", o filme criado pela agência Africa mostra crianças impactadas por notícias sobre a quantidade de lixo eletrônico gerada no país e que resolvem combater este problema. As crianças sonham com um mundo mais verde e recolhem itens para serem entregues em pontos de coleta da Vivo, que já somam mais de 1.700 em todo o Brasil. O novo filome pode ser visto pelo link https://www.youtube.com/watch?v=ND1_Jn1ZzG0.

O Recicle com a Vivo é um movimento pela economia circular e um dos pioneiros em promover a logística reversa de eletrônicos no país. O Brasil é o 5º maior produtor de lixo eletrônico do mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Índia e Japão, segundo o The Global E-waste Monitor 2020 da ONU. Ao todo, a Vivo já recolheu mais de cinco milhões de itens, sendo mais de um milhão de celulares e 118,9 toneladas de resíduos voltaram para a cadeia produtiva. Apenas em 2020, a empresa recolheu 7,6 toneladas de lixo eletrônico e em 2021 a meta ultrapassa de nove toneladas.

Atualmente, as mais de 1.700 lojas da Vivo pelo país estão equipadas com lixeiras e urnas para receber resíduos eletrônicos como cabos, celulares, pilhas e conectores que não estão mais em utilização.

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ARTIGO
Precisamos (e podemos) reduzir nossa produção de lixo

Por Leo Cesar Melo * Diariamente produzimos no Brasil, aproximadamente, 215 mil toneladas de lixo, um pouco mais de 1,0 quilo por pessoa. Em um mês são quase 6,5 milhões de toneladas e, ao final do ano, 78,4 milhões de resíduos são colocados nas portas das casas. Esses são dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, feito em 2017, que também ressalta que 91% da produção é coletada, mas somente 56% desse total tem a destinação correta. Levando em consideração ainda os 9% que sequer são coletados, podemos concluir que, para cada tonelada gerada, 460 quilos são descartados de maneira irregular, o que demonstra um potencial de prejuízo ao meio ambiente. A primeira coisa a fazer parece um pouco óbvia, que é reduzir a produção de lixo. Será que tudo o que é colocado para destinação final realmente precisa estar ali? No entanto, tenho visto com preocupação o cenário deste mercado de resíduos sólidos no Brasil. Uma pesquisa que realizamos recentemente sobre gestão de resíduos, com empresas de diferentes setores (mineração, farmacêutico, automotivo, agronegócio, entre outros), revela que para 60% delas o "Aterro Zero", que tem por objetivo dar uma destinação mais nobre do que aterros e incineradores a pelo menos 90% dos resíduos gerados durante o seu processo produtivo, ainda não é uma meta. No entanto, os prejuízos vão para além do aspecto ambiental. A pesquisa também mostra que 56% das empresas reconhecem que o desperdício de matéria-prima, água e energia é a principal perda econômica nesse processo. Ou seja, cada vez que sai um caminhão de uma indústria carregado de resíduos, ele leva consigo muito dinheiro. Serve como um bom exemplo os efluentes industriais de uma indústria alimentícia. Este material, normalmente rico em matéria orgânica, pode passar por tratamento para se tornar água de reuso (impactando os custos com água) e também uma biomassa, que pode ser aproveitada como fertilizante ou ser queimada para gerar energia a partir de um biogás (contribuindo na redução de custos com energia, ou gerando um novo produto para venda). Mas há outras inúmeras alternativas. Portanto, que tal olhar de maneira diferente para o que se descarta diariamente? Os orgânicos podem ir para uma composteira e se tornar adubo. Plásticos, vidros, papéis e outros materiais recicláveis podem ser destinados a locais que dão o devido tratamento a eles. Com uma simples mudança de perspectiva, podemos levar cada vez mais aquela tonelada diária que geramos para perto do zero. * Leo Cesar Melo é CEO da Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis

17 de agosto, 2020
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LIXO ELETRÔNICO
Coleta de 2,5 mil t em dez anos

A Coopermiti já recolheu quase 2,5 mil toneladas de lixo eletrônico em dez anos de atividades na cidade de São Paulo. A cooperativa afirma que isso representa 8.300 m3, equivalente a 8.300 gaiolas de armazenamento cheias de eletrônicos que não foram parar no lixo comum e, consequentemente, em aterros sanitários - o pior destino para esses equipamentos, porque passam a ser perigosos quando expostos ao sol e à chuva, uma vez que podem liberar substâncias como mercúrio, cádmio, cobre, cromo, entre outros. O Brasil produz mais de 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico por ano, o que corresponde a cerca de 36% do volume da América Latina. Atualmente, a Coopermiti recebe em sua sede os equipamentos e ainda agenda retiradas com caminhões nos casos de grandes quantidades. A cooperativa também possui uma série de parcerias com shoppings, parques, UBS e subprefeituras para facilitar o descarte. A cooperativa realiza ainda trabalho de conscientização para todas as idades e mantém ativo um museu de antiguidades que foi montado pelos próprios cooperados com objetos descartados pelos parceiros – tais como, Atari, Máquina de Escrever, Vitrolas, televisores de tubo, entre outros. A Coopermiti conta com diversos pontos de coleta espalhados pela cidade que podem ser o endereço final de equipamentos eletrônicos, tanto para empresas quanto para os cidadãos - que cada vez mais estão conscientes em relação ao descarte. Para encontrar o ponto mais próximo ou agendar a retirada, basta acessar o site www.coopermiti.com.br

2 de maio, 2019
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LIXO ELETRÔNICO
Estudantes recolhem mais de 800 kg

A Gincana das Engenharias da Universidade Positivo promovida em julho, recolheu mais de 800 kg de resíduos de lixo eletrônico em Curitiba (PR). A iniciativa quer fomentar entre os estudantes a importância da coleta e do descarte adequado desses resíduos. “São incipientes as campanhas governamentais de sensibilização e o currículo escolar não abrange de forma expressiva o assunto. A conscientização só será possível e alcançará objetivos quando discutirmos este tema nas escolas. Esse é o desafio central”, observa o professor de Engenharia da Universidade Positivo (UP), Giancarlo de França Aguiar. A gincana propôs aos estudantes um período de coleta em Curitiba de “e-waste” e a entrega na universidade. Professores farão o devido descarte e logística reversa dos resíduos, em parceria com organizações ambientais. Segundo estudo da Associação de Empresas da Indústria Móvel (GSMA), o Brasil gera atualmente 1,4 milhão de toneladas de “e-waste”. O levantamento estima ainda que, em 2018, o País deverá gerar 5 milhões de toneladas de lixo a partir do descarte de computadores e acessórios, telefones celulares e baterias, televisores, câmeras fotográficas, impressoras e outros equipamentos eletrônicos. A PNRS promulgada em 2010 prevê que as empresas, indústrias e fábricas sejam responsáveis pela coleta dos resíduos sólidos para reaproveitarem em seus ciclos produtivos ou darem o correto destino ambiental. “A prática constante da logística reversa é uma das alternativas mais dinâmicas para o gerenciamento de resíduos (sejam eles eletrônicos ou não), desde que fomente a tríade da sustentabilidade (economia, sociedade e meio ambiente)”, destaca o professor. Ele também acredita na discussão coordenada envolvendo fabricantes, importadores, distribuidores e coletores de resíduos e empresas de reciclagem. “Para fazer o descarte correto, o primeiro passo é fazer a coleta seletiva em casa e procurar locais que recebam lixo eletrônico”, explica.

24 de julho, 2017
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LIXO
Brasileiro com desinteresse pelo assunto

Segundo números da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), cada brasileiro produz, em média, 387 kg de lixo por ano. Isso corresponde a um volume de mais de 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos no País anualmente, praticamente enchendo 220 Maracanãs de restos do nosso consumo. Para tentar contribuir minimamente, o Comunica Que Muda (CQM), projeto da agência nova/sb, monitorou o comportamento dos internautas brasileiros por três meses, analisando como a questão do lixo é abordada. Foram mais de 125 mil menções analisadas, através da ferramenta Torabit, entre os meses de dezembro de 2016 e fevereiro de 2017. De acordo com as menções, cerca de 53% foi neutra, sem um juízo de valor sobre a questão. Já os comentários positivos, quando as pessoas reconhecem ou relatam problemas gerados pelo lixo, somaram 46%. “É muito difícil que alguém declare que o lixo não é um problema. Entretanto, a conscientização sobre essa questão ainda está longe do ideal, principalmente no sentido de um debate mais profundo. As pessoas falam mais do problema quando são atingidas diretamente”, destaca Bob Vieira da Costa, sócio-fundador e presidente da nova/sb. No período, alagamento (48%), lixo na praia (25%) e lixo na rua (16%) também foram comentados em redes sociais. No entanto, quando se trata de um problema mais distante, com o qual as pessoas não têm um contato direto, mesmo sendo afetadas, o número de comentários é muito menor. Por exemplo, os lixões, quando o termo não é usado como piada, apareceram em apenas 2,5% das menções, e com uma predominância de compartilhamentos de notícias. Já, no monitoramento sobre reciclagem, o termo “coleta seletiva”, fundamental para ações de reciclagem com grande impacto, aparece em apenas 4,7% dos comentários. Entre 2003 e 2014, a geração de lixo subiu 29% no País, enquanto o crescimento populacional foi de 6%. O padrão de consumo está cada vez maior em todo o mundo, fazendo com que a produção de lixo siga pelo mesmo caminho. O projeto Comunica Que Muda tem o objetivo de mostrar como a comunicação tem o poder de agente transformador na sociedade. Ao combinar uma estratégia de constante monitoramento dos assuntos mais debatidos nas redes, aliada à ágil criação de conteúdos específicos, o CQM busca, por meio da alta relevância e interação com o público, realizar um objetivo maior: promover e qualificar o debate sobre temas fundamentais, mas que ainda carecem de espaço na sociedade brasileira. O CQM tem uma forte presença digital, com blog ( www.comunicaquemuda.com.br ) e redes sociais (Youtube, Twitter, Facebook, Instagram e Pinterest). Esta iniciativa segue tradição pioneira iniciada em 2006 pela agência de contribuir com os debates e transformações sociais.

7 de junho, 2017
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LIXO ELETRÔNICO
Instituto 5 Elementos lança campanha de reciclagem

O Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade está lançando a "Campanha Reciclagem de Celulares" direcionada, inicialmente, às empresas da capital paulista e Região Metropolitana de São Paulo com o objetivo de contribuir para reduzir o impacto ambiental e à saúde humana causado pelo descarte incorreto dos aparelhos. O aparelho celular tem em sua composição metais pesados nocivos à saúde e ao meio ambiente, como chumbo, mercúrio e cádmio, entre outros presentes nas baterias que o alimentam e que podem contaminar água e solo, quando descartado inadequadamente; e provocar desde problemas neurológicos até doenças que afetam os movimentos das pessoas. Apesar de 80% dos materiais que compõem os aparelhos poderem ser ser reciclados ou reutilizados, no Brasil cerca de 98% das pessoas não encaminham os aparelhos para reciclagem e 32% o aposentam em gavetas. Cerca de 10% dispensam os aparelhos no lixo comum, levando perigo à saúde das pessoas e ao meio ambiente. "Mais de 7.500 t/ano de celulares são jogadas nos lixões do País", diz Mônica Pilz Borba, especialista em Educação Ambiental, fundadora e gestora do Instituto 5 Elementos, baseada em estimativas da Anatel, do Programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Meio Ambiente e da Fundação Santo André. A emissão de CO2 varia entre 6 a 50 kg por celular. A ação é realizada em parceria com a Recomércio, startup fundada pelo francês Amaury Bertaud e especializada em recuperação e valorização de celulares, smartphones e tablets usados. Para a Recomércio, é grande o potencial desse mercado no Brasil. Até o final deste ano, a empresa planeja comprar 15.000 aparelhos e vender 12.000 seminovos. "A Recomércio é uma empresa nova no País, mas já traz em seu DNA o apoio a entidades do terceiro setor", afirma Mônica. A fundadora da 5 Elementos diz que não há custos financeiros para as empresas participarem da campanha. As empresas terão apenas que disponibilizar aos funcionários uma urna para a coleta dos aparelhos e incentivar o engajamento deles, por meio dos materiais de comunicação e divulgação (banners e telas de descanso para computador, entre eles), cedidos gratuitamente pelo próprio Instituto 5 Elementos. A parceria do 5 Elementos com a Recomércio prevê que todos os celulares arrecadados nas doações das empresas, que podem dispensar nas urnas até os próprios aparelhos corporativos, serão avaliados pela Recomércio, que doará o valor total ao Instituto. Com os recursos recebidos, de acordo com a escolha do participante, o Instituto 5 Elementos realizará uma palestra para os professores nas escolas e/ou funcionários nas empresas sobre “Consumo e Descarte Sustentável”, conceito totalmente alinhado à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Além da palestra, serão doados aos professores exemplares da Coleção Consumo Sustentável e Ação. Em sua terceira edição neste ano, a Coleção, que reúne sete livros e um CD, é um material pedagógico voltado à redução de impactos sobre o meio ambiente por meio de mudanças de atitude e estilo de vida. Segundo Mônica, a campanha pode durar cerca de três meses em cada empresa e poderá ser repetida semestralmente ou anualmente.

6 de maio, 2015