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LIXO ELETRÔNICO

Volume descartado cresce dois milhões de toneladas por ano

Volume descartado cresce dois milhões de toneladas por ano

O principal problema é que a geração global de e-lixo está crescendo cinco vezes mais rápido do que a reciclagem.

Segundo a Sociedade Americana de Química, o lixo eletrônico proveniente de dispositivos eletrônicos descartados tem aumentado em 2 milhões de toneladas métricas por ano e a previsão é de que ultrapasse 70 milhões de toneladas métricas até 2030. O principal problema é que a geração global de e-lixo está crescendo cinco vezes mais rápido do que a reciclagem, de acordo com a 4ª edição do Relatório Global de Monitoramento do Lixo Eletrônico. Cofundador e CEO da Mender, Kent Taggart comenta que a empresa tem como foco a reutilização de eletrônicos. Trabalhamos principalmente com grandes empresas, clientes corporativos com pelo menos três mil funcionários, e também com governos estaduais”, explica. “Todas essas organizações compram equipamentos de TI, que se depreciam com o tempo, e depois os substituem. Geralmente, elas são boas em implantar os novos equipamentos, mas recuperar os antigos é mais complicado. Por isso, criamos programas que coletam todos esses equipamentos e os levam para um local onde os dados podem ser apagados. Depois, reformamos ou reciclamos todos esses dispositivos”.

Os dispositivos eletrônicos mais antigos contêm muito mais aço do que os fabricados atualmente, mas ainda há um volume significativo de aço que a Mender precisa reciclar ou reutilizar. “Recebemos uma quantidade considerável de aço, principalmente em racks que abrigam servidores e equipamentos de rede em data centers. Quando chegam às nossas instalações, retiramos todos os servidores e os reutilizamos, seja como unidades completas ou como peças e componentes. Em seguida, esse rack de aço para servidores, em quase todos os casos, acaba indo para um ferro-velho de reciclagem de aço, porque são muitos e não é um produto desejável do ponto de vista logístico no mercado secundário”. Taggart afirma que não há razão para que os racks de data center não possam ser reutilizados, mas, normalmente, os servidores para data centers são entregues em novos racks de aço. “Eles os instalam nos racks para que estes possam ser carregados em um caminhão e entregues facilmente ao data center, agilizando o tempo de preparação para a reinstalação. Existe um potencial de reutilização para racks de aço, mas não é algo que tenha sido amplamente adotado pelo nosso setor ou pelos compradores finais dos equipamentos”.

Taggart vê muitas oportunidades para tornar o mercado secundário mais eficiente. “Estamos muito focados agora em trabalhar com hiperescaladores, como a Amazon Web Services (AWS) ou a Meta, que estão prestes a substituir aplicações de grande escala. Paralelamente, trabalhamos com parceiros menores que estão construindo data centers e que desejam aproveitar essa mesma tecnologia para estender seu ciclo de vida por mais três anos, aproximadamente. Estamos fortalecendo esses relacionamentos com os usuários finais do mercado secundário”. Muitas multinacionais de tecnologia estão ansiosas para provar que podem contribuir para a economia circular, o que as torna muito receptivas a instalações de reciclagem como a Mender. "A AWS desenvolveu sua própria divisão de logística reversa, que atende outras áreas da empresa e também está começando a considerar o suporte a seus clientes durante as transições para a nuvem e coisas do tipo", diz Taggart. "A Microsoft é outro bom exemplo, pois desenvolveu centros de logística reversa em todo o mundo, principalmente na América do Norte, onde recolhe todos os equipamentos antigos, realiza reparos, reaproveita componentes e reutiliza o que for possível."

A Mender opera através de sua rede de parceiros em 37 países ao redor do mundo, ajudando a prolongar a vida útil de ativos de TI e, quando isso não é possível, reciclando seus componentes feitos de aço e outros metais preciosos. “Existem empresas multinacionais atuando no nosso setor, mas nenhuma delas é tão regionalizada quanto a nossa rede de parceiros. Isso resulta em uma economia logística significativa. Além disso, há uma melhoria no impacto de carbono, pois não é preciso transportar materiais por centenas de quilômetros para reciclagem; é uma solução muito mais local”.

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20 de setembro, 2021