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Águas Cuiabá mantém parceria para reaproveitar resíduos de ETAs e ETEs

Águas Cuiabá mantém parceria para reaproveitar resíduos de ETAs e ETEs

Águas Cuiabá e Agricultura Bioativa Ambiental transformam resíduos de saneamento em fertilizante orgânico, impulsionando a economia circular.

A Águas Cuiabá em parceria com a Agricultura Bioativa Ambiental, empresa cuiabana especializada em compostagem, arrumou novo destino para o resíduo do saneamento retornar para a natureza em forma de fertilizante orgânico, contribuindo para a agricultura e fortalecimento da economia circular. Gerado a partir do processo de tratamento de água e esgoto, o projeto conhecido como biolodo é a transformação do lodo em um fertilizante rico em matéria orgânica e nutrientes. O resíduo passa por processos específicos de estabilização e tratamento para garantir segurança ambiental e viabilidade de reaproveitamento. “A iniciativa transforma o que antes era um passivo ambiental em composto orgânico que pode ser utilizado na recuperação do solo, pastagens, fruticultura e outras culturas”, explica Jully Anne Carvalho, coordenadora de qualidade e meio ambiente da Águas Cuiabá.

Durante 2025, a Águas Cuiabá destinou mais de 10,7 mil toneladas de resíduos provenientes das estações de tratamento para a compostagem, garantindo que 100% desse material seja reaproveitado e receba destinação sustentável. Desse total, 7,4 mil toneladas foram de lodo de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) destinada para a compostagem orgânica. A iniciativa da compostagem é realizada em parceria com a Bioativa, que atua há cinco anos no setor, e recebe diariamente mais de 120 toneladas de resíduos sólidos e líquidos, transformando o material em fertilizante orgânico. “Esse material tem grande capacidade de enriquecimento, contribuindo para a recuperação de áreas e aumento da produtividade, principalmente em pastagens. Além disso, é uma solução prática e sustentável, que reforça a economia circular ao transformar um resíduo em insumo de valor”, comenta o diretor de produção da Agricultura Bioativa Ambiental, Paulo Theodoro.

O diretor da Bioativa diz ainda que após o processamento do biolodo, parte da produção do fertilizante também retorna para a Águas Cuiabá, em forma de cashback. O insumo passa então a ser utilizado em ações socioambientais desenvolvidas na capital do Mato Grosso. Somente em 2025, 25,8 toneladas do insumo foram aplicadas em iniciativas promovidas pela concessionária. Entre as ações já beneficiadas estão o plantio de mudas para compensação ambiental na comarca do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, apoio à recuperação de pastagem em propriedade de pequeno agricultor e o plantio de ipês em parceria com o Ministério Público, por meio do projeto “Em memória delas”. Neste ano, as ações preveem que o biolodo seja utilizado na implantação inicial de uma horta no Abrigo Bom Jesus, fortalecendo ações socioambientais e promovendo melhorias nos espaços da instituição.

Parte do lodo gerado nas Estações de Tratamento de Água (ETA) também recebe destinação sustentável por meio de parcerias locais. No último ano, 3,3 mil toneladas de lodo foram destinadas para a compostagem e parte desses resíduos são doados para olarias, para fabricação de tijolos, e para artesãs da comunidade São Gonçalo Beira Rio, que utilizam o insumo na produção de peças artesanais de argila. A coordenadora da Águas Cuiabá destaca que o projeto demonstra, na prática, os benefícios da economia circular para a cidade. “O projeto Biolodo mostra que é possível dar um novo significado aos resíduos gerados no saneamento. Mais do que uma destinação ambientalmente correta, estamos promovendo reaproveitamento, reduzindo impactos ambientais e criando benefícios que retornam para a própria população, seja no fortalecimento de projetos sociais, ambientais ou na recuperação de áreas produtivas”, afirma. A relevância ambiental da iniciativa também resultou na criação do prêmio “Sustentabilidade na Prática – Ano 2025”, promovido pela Agricultura Bioativa Ambiental para incentivar a compostagem ambiental. A concessionária foi premiada com 43 mil kg em fertilizantes, além de um troféu que reconhece ações que transformam potenciais passivos ambientais em soluções sustentáveis.

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Uso de resíduos na produção agrícola

Uma parceria entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP) e a concessionária Mirante, do grupo Aegea, poderá transformar cerca de 1.200 toneladas de lodo de esgoto, 180 toneladas de poda de árvores e 500 toneladas de grama mensais – que seriam descartadas em aterro sanitário - em composto orgânico para a agricultura em Piracicaba (SP). O uso sustentável do resíduo do tratamento de esgoto e dos trabalhos de limpeza do município será possível graças a acordo assinado em setembro para desenvolver o projeto até julho de 2021. Os especialistas irão utilizar a técnica de compostagem para viabilizar o uso desses resíduos na produção agrícola. "A compostagem é o processo mais adaptado para tratar resíduos orgânicos. Com ela, é possível estimular a decomposição de materiais orgânicos e a redução de contaminantes como patógenos e metais pesados para se obter um material estável, rico em matéria orgânica humificada e nutrientes minerais", explica a pesquisadora da APTA, Edna Ivani Bertoncini. Segundo Edna, o método permite o pós-tratamento do lodo de esgoto sem que haja mau cheiro e moscas. O processo de decomposição leva aproximadamente 60 dias. "A APTA realizará a montagem das pilhas de compostagem com diferentes cenários de composição dos resíduos e formas de revolvimento e irrigação das pilhas. O processo será monitorado diariamente e haverá coletas constantes dos materiais e sua análise laboratorial para verificar se o composto está adequado para ser usado nas plantações. Ao final do processo, teremos que aprovar o fertilizante no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)", afirma Edna. Paulo S. Pavinato, professor da Esalq/USP, explica que o projeto de Piracicaba faz parte de um plano maior a ser enviado para aprovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que busca dar um destino sustentável para todo o resíduo do tratamento de esgoto das cidades do Estado de São Paulo. "Estes projetos estão alinhados com o Novo Marco de Saneamento Básico, sancionado neste ano, que objetiva que as cidades tenham 100% de tratamento de esgoto e seus resíduos até 2030. É uma ação importante, que está alinhada à economia circular, de reciclagem de um resíduo que seria destinado a aterro sanitário, a um alto custo econômico e ambiental", explica. O supervisor de operações da concessionária Mirante, Andrey de Souza, disse esperar que o projeto possa tratar 100% do lodo gerado no processo de tratamento de esgoto do município, e que não haja necessidade do descarte em aterros sanitários. "Hoje, já desenvolvemos processo de secagem do lodo, o que reduz muito nosso volume de resíduo. Por mês, o município gera 1.200 toneladas de lodo. Com a secagem, esse volume cai para 320 toneladas. Queremos, agora, eliminar todo esse resíduo de forma completamente sustentável", diz Souza. O presidente da Mirante, Jacy Prado, diz que "a implantação do secador solar de lodo e a parceria com a APTA e a Esalq/USP viabilizam a demanda em preservar o meio ambiente, pois, os ganhos obtidos com a implantação do projeto vão além da esfera corporativa, ao gerar benefícios ao meio ambiente e à população. “O processo permite a estabilização microbiológica e a inertização do lodo, o que representa o uso sustentável, evitando impactos e degradação do meio ambiente".

9 de novembro, 2020
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Compostagem ajuda Atibaia no reflorestamento

Empresa do Grupo Iguá, a Atibaia Saneamento adotou um método mais sustentável para a realização do descarte do lodo que é gerado no processo de tratamento de esgoto, a fim de reduzir a sobrecarga nos aterros sanitários e beneficiar o ecossistema da região. Os resíduosgerados nos tanques de aeração são encaminhados para uma empresa em Jundiaí (SP), onde é realizado o reaproveitamento do composto, transformando-o em adubo orgânico. Até o momento, cerca de 116 toneladas de lodo já foram para a compostagem, sendo que 46 toneladas foram transformadas em fertilizantes que auxiliam diversos agricultores, além de servir de insumo em plantios de mudas de diversas espécies, em especial as nativas que são apropriadas para ações de reflorestamento. O adubo também auxilia na manutenção de áreas verdes e enriquece o solo da cidade e região. Indiara Guasti, gerente operacional da Atibaia Saneamento, diz que a alternativa é uma das mais seguras, sustentáveis e que atende à legislação vigente. “Esse aproveitamento do lodo é totalmente benéfico ao meio ambiente. Afinal, o que iria para um aterro sanitário é transformado em fertilizantes ricos em nutrientes. São necessários cerca de 3 litros de adubo orgânico para o cultivo de mudas, sendo assim podemos dizer que a Atibaia Saneamento já contribuiu para o plantio de aproximadamente 15 mil árvores”, ressaltou a gerente. A Atibaia Saneamento já contribuiu com o plantio de mais de 2.800 mudas de 86 espécies distintas em áreas apropriadas para o reflorestamento no estado de São Paulo.

30 de setembro, 2020