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REÚSO

Aquapolo recebe prêmio internacional

Projeto de reúso de água para fins industriais, o Aquapolo recebeu o National ENERGY GLOBE Award 2018, prêmio internacional que reúne projetos de 182 países e seleciona os melhores de cada um com foco em iniciativas que fazem uso sustentável de recursos naturais. O Aquapolo é uma parceria entre a BRK Ambiental e a Sabesp, inaugurado em 2012. Anualmente, cerca de dois mil projetos são submetidos à análise da comissão julgadora e o Aquapolo foi destaque para o Brasil nesta edição. O prêmio tem apoio do governo austríaco e de diversas organizações e empresas do setor de energia. “Vivemos no Brasil e em muitos lugares do mundo períodos cada vez mais prolongados de seca e restrição hídrica. O Aquapolo é um exemplo concreto de que é possível vencer essas barreiras e fazer um uso mais inteligente da água, um bem precioso e essencial para vida no planeta. Já provamos que temos tecnologia e operação de qualidade para transformar o esgoto em água limpa”, diz Marcos Asseburg, diretor da planta. A planta do Aquapolo pode fornecer mil litros de água de reúso por segundo, volume equivalente ao consumo de água potável de 500 mil pessoas – uma cidade do porte de Santos (SP). São poupados 900 milhões de litros/mês de água, que podem ser direcionados para outros fins. A água de reúso industrial é produzida a partir do esgoto tratado. O efluente passa por um novo tratamento, complementar, com tecnologia de ponta que inclui membranas de ultrafiltração e osmose reversa. Localizado em área de intensa produção industrial, o projeto abastece o Polo Petroquímico de Capuava, em Mauá (ABC paulista), além de três grandes indústrias na região.

Projeto de reúso de água para fins industriais, o Aquapolo recebeu o National ENERGY GLOBE Award 2018, prêmio internacional que reúne projetos de 182 países e seleciona os melhores de cada um com foco em iniciativas que fazem uso sustentável de recursos naturais. O Aquapolo é uma parceria entre a BRK Ambiental e a Sabesp, inaugurado em 2012. 
 
Anualmente, cerca de dois mil projetos são submetidos à análise da comissão julgadora e o Aquapolo foi destaque para o Brasil nesta edição. O prêmio tem apoio do governo austríaco e de diversas organizações e empresas do setor de energia. “Vivemos no Brasil e em muitos lugares do mundo períodos cada vez mais prolongados de seca e restrição hídrica. O Aquapolo é um exemplo concreto de que é possível vencer essas barreiras e fazer um uso mais inteligente da água, um bem precioso e essencial para vida no planeta. Já provamos que temos tecnologia e operação de qualidade para transformar o esgoto em água limpa”, diz Marcos Asseburg, diretor da planta.
 
A planta do Aquapolo pode fornecer mil litros de água de reúso por segundo, volume equivalente ao consumo de água potável de 500 mil pessoas – uma cidade do porte de Santos (SP). São poupados 900 milhões de litros/mês de água, que podem ser direcionados para outros fins.
 
A água de reúso industrial é produzida a partir do esgoto tratado. O efluente passa por um novo tratamento, complementar, com tecnologia de ponta que inclui membranas de ultrafiltração e osmose reversa. Localizado em área de intensa produção industrial, o projeto abastece o Polo Petroquímico de Capuava, em Mauá (ABC paulista), além de três grandes indústrias na região.

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ESGOTO
Atibaia inaugura sistema de reciclagem

A Atibaia Saneamento inaugurou, em março, um sistema de reciclagem interna de efluente tratado, o que representa o reaproveitamento do recurso que seria devolvido ao Rio Atibaia após o devido tratamento. O processo de tratamento de esgoto gera lodo, resíduo que passa por um processo de remoção de umidade para ser transportado e destinado a aterro sanitário. O lodo é submetido a tratamento químico para ser desidratado e depois direcionado a um equipamento rotativo capaz de fazer separação entre líquidos e sólidos. Seguindo a linha da sustentabilidade, a Atibaia Saneamento implantou um projeto que visa reduzir o consumo de água potável na Estação de Tratamento de Esgoto Estoril, aplicando o reuso do efluente tratado na etapa de desidratação do lodo excedente. De acordo com a Gerente Operacional da Atibaia Saneamento, Indiara Jogas, com a aplicação desse projeto a Atibaia Saneamento reduzirá em cerca de 78% o consumo de água potável na operação da ETE Estoril. “A gestão racional da água é um desafio-chave para o planeta neste século XXI e nós não queremos apenas observar esse momento, mas participarmos ativamente contribuindo para um melhor uso dos recursos ambientais. O lodo da ETE Estoril já é destinado a uma empresa especializada em soluções ambientais, que transforma o lodo em fertilizante agrícola e agora reutilizando o efluente tratado no processo de desidratação, tornamos nossa operação ainda mais sustentável”, concluiu a gerente. A Atibaia saneamento inscreveu o projeto na 15ª edição do Prêmio FIESP de Conservação e Reuso da Água que homenageia as empresas que adotam medidas efetivas na redução do consumo e do desperdício de água, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais.

23 de março, 2020
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REUSO
Projeto Aquapolo ganha Prêmio Eco

O projeto Aquapolo para produção de água de reuso industrial, uma parceria entre a BRK Ambiental, a Sabesp, com soluções de IoT da Schneider Electric, recebeu o Prêmio Eco, premiação de sustentabilidade empresarial do País, uma iniciativa da Amcham Brasil que já está na 36ª edição. O Aquapolo utiliza modernos processos tecnológicos e está apto a produzir 1.000 litros de água de reuso por segundo – volume equivalente ao consumo de água potável por cerca de 500 mil pessoas. O projeto não usa tecnologias de ultrafiltração e osmose reversa, ambas com altíssimo grau de automação e controle. Atualmente o Aquapolo fornece, de forma ininterrupta e em conformidade com 20 parâmetros de qualidade, 650 litros de água de reuso por segundo para clientes do Polo Petroquímico do ABC Paulista, no estado de São Paulo. Sensores em Estações Elevatórias da Sabesp medem o nível de toxicidade da carga, e, a partir daí, o esgoto é bombeado até a ETE do ABC. Concluída essa etapa, a vazão seguiria em sua totalidade (2.000 litros/segundo) para o Córrego dos Meninos, mas o Aquapolo capta parte do efluente (650 litros/segundos) e o trata, produzindo água de reuso. Para produzir a água de reuso, a Schneider Electric customizou uma solução de EcoStruxure – sua plataforma e arquitetura de sistema aberta, interoperável e habilitada para IoT que contempla desde produtos conectados a aplicativos, análises e serviços. A empresa implantou tecnologias de software para controle em tempo real do processo de tratamento por membranas de ultrafiltração; software historiador de armazenagem de todos os dados da operação, de forma inviolável; software de gestão da produção que permite integrar dados financeiros a dados de produção para realizar a cobrança aos usuários finais; e solução de inteligência da operação para automação de processos e otimização do tratamento para que o processo se ajuste a alterações em tempo real, reduzindo perdas de energia e reagentes químicos e evitando que os parâmetros da água não atinjam o estabelecido em contrato. A água percorre uma extensão de 17km de São Paulo até uma torre de distribuição em Capuava, em Mauá, onde está o Polo. A partir daí, uma rede de distribuição de 3,6km cuida da entrega para cada um dos clientes. A água disponibilizada – com parâmetros e qualidade determinados pelo próprio Polo Petroquímico – é utilizada para limpar torres de resfriamento e caldeiras, principalmente. "A Schneider Electric, há mais de 40 anos, desenvolve soluções de automação, gestão de energia e tecnologias digitais para o segmento de saneamento por acreditar que os recursos naturais – que são nossa maior riqueza – merecem a mais alta dedicação e tecnologia", comenta Marcos Matias, presidente da empresa para o Brasil. Dentre os benefícios do EcoStruxure, da Schneider, os principais são a redução do consumo de energia em até 30%, o aumento da eficiência operacional em até 25% e a redução do custo de propriedade em 25%.

2 de maio, 2019
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EFLUENTES
Braskem registra melhor índice de tratamento

Adepta do mais amplo sentido do conceito de sustentabilidade, a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, investiu de 2002 até 2016 cerca de R$ 280 milhões na gestão de água em suas unidades industriais, em projetos de melhoria da eficiência hídrica. Como resultado, a companhia petroquímica atingiu um recorde em sua história com o índice de 1,11m³/t na geração de efluentes líquidos, o que representa uma melhora acumulada de 41% desde 2002, além de uma economia de R$ 115 milhões com tratamento de efluentes. O valor inclui redução de custos com tratamento de efluentes líquidos e consumo de água, além de ganhos ambientais relevantes para o entorno da empresa e toda a cadeia do plástico. A Braskem informa que em 2016 o índice de consumo de água atingiu 3,93m³/t, registrando uma melhora de 5% desde 2002. O índice é 6,5 vezes inferior à média da indústria química mundial, de acordo com dados do ICCA (International Council of Chemical Associations) - 25,64m³/t (2013). A prática do reuso foi incorporada às operações da Braskem em 2011, ano em que a reutilização da água de chuva, efluente industrial e esgoto doméstico tratado melhorou 27%. Apenas de 2014 a 2016, a companhia reutilizou 25 milhões de m³ de água por meio do Projeto Aquapolo. A iniciativa liberou o consumo de água potável para a região do Grande ABC, em São Paulo, em um volume equivalente a 10 mil piscinas olímpicas. Desde 2015, a companhia integra o Pacto Global e lidera, em conjunto com a Sanasa, um movimento contra o desperdício de água na distribuição, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU. Em 2016, a Braskem também passou a mobilizar toda a sua cadeia de fornecedores na plataforma do CDP Supply Chain Água. A iniciativa foi um passo além para a empresa, que já fornecia informações aos investidores sobre riscos hídricos e gestão estratégica da água por meio do CDP Water.

24 de fevereiro, 2017
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TRATAMENTO E REUSO DA ÁGUA
Um investimento recompensador

Por Renato Rossato* Desde o começo da crise hídrica a sociedade vem cobrando respostas para a escassez de água. Dentre os principais questionamentos, a água de reuso é um dos temas recorrentes quando se fala em soluções. Esse recurso tem sido de grande importância para os negócios nos períodos de estiagem e vem ganhando ainda mais força com o atual cenário. Se considerarmos que, segundo a Uniagua, o setor industrial e a agricultura são os principais consumidores de água potável e que seria possível reutilizar, pelo menos, 60% desse consumo com sistemas de reuso. Temos como exemplo nacional o projeto Aquapolo, uma parceria da Sabesp com a iniciativa privada, que distribui água de reuso para 10 fábricas da região do ABC. A economia de água potável equivale ao consumo diário de uma cidade com 500 mil habitantes. A economia é de 2,58 bilhões de litros de água potável por mês. Mas também é possível planejar e instalar estações de tratamento mesmo em locais pequenos, de acordo com o perfil do negócio. Com a reciclagem da água empresas economizam no gasto da água potável, pagando o custo de implantação do sistema para tratamento e reuso da água ao longo do tempo, e com ganhos ainda maiores em um longo prazo. Vamos fazer um cálculo hipotético considerando um negócio médio, que tem um gasto mensal entre água e esgoto de R$ 1.300,00. É possível instalar uma estação de tratamento para reuso em um “cômodo” ou menos e os custos de implantação seriam de aproximadamente R$35.000,00. Se considerarmos um número modesto de economia de água, com o tratamento de 100% da água, a economia chegaria em aproximadamente R$ 972,00 por mês. Assim, em 36 meses é possível recuperar o investimento feito e, daí em diante, essa economia passa a fazer parte dos rendimentos da empresa. Em alguns projetos é possível tratar volumes maiores da água utilizada, para retornos de volumes ainda mais expressivos, como é o caso da Estação de Reabastecimento de Àguas Subterraneas - GWRS na Califórnia, que produz diariamente cerca de 265 mil m³ de água de alta qualidade, conseguindo abastecer cerca de 600 mil residentes do condado de Orange. O importante ao considerar estas soluções é operar com sistemas eficientes de tratamento, além de uma atenção maior às legislações vigentes para o tratamento do esgoto e aquelas que deverão surgir voltadas a potabilidade das águas de reuso, algo que ainda não existe no Brasil. Como em qualquer investimento também é importante considerar as soluções que serão compradas, considerando custos de manutenção, durabilidade, adequação do projeto ao negócio, vida útil dos sistemas, eficiência energética dos equipamentos, entre outros. E ter em mente que qualquer investimento naquilo que diz respeito ao reuso, deve visar, sempre, ganhos futuros, sejam eles econômicos ou ambientais. *Renato Rossato é Engenheiro de Desenvolvimento da REHAU

2 de julho, 2015
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ÁGUA
Braskem utiliza seis vezes menos desde sua criação

Segundo dados do International Council of Chemical Associations (ICCA), a Braskem consome seis vezes menos água do que a média da indústria química internacional. Em 2014, a petroquímica consumiu 2,16 m 3 /t, enquanto a média internacional do setor foi de 25,9 m 3 /t. O aporte de R$ 250 milhões, realizado desde a criação da Companhia, em 2002, resultou em uma economia acumulada da ordem de R$ 154 milhões na redução de custos com tratamento de efluentes líquidos e na demanda pelo recurso hídrico. “O crescimento populacional e econômico ocorrido nos últimos 50 anos triplicou o consumo de água no planeta - apenas 2,5% do total de água existente na Terra é aproveitável para o uso. Precisamos ainda levar em consideração que questões de inviabilidade técnica e econômica podem fazer com que essa pequena parcela do insumo natural seja desperdiçada”, diz Jorge Soto, Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. “Por isso, a empresa tem na eficiência hídrica um de seus objetivos prioritários de atuação”, explica. O índice de geração de efluentes líquidos diminuiu 34% nos últimos 12 anos, representando uma redução acumulada de R$ 154 milhões principalmente com tratamento de efluentes Atualmente, a Braskem colhe resultados de dois projetos de reuso : o Aquapolo, criado em 2010 e que abastece o Polo Petroquímico do ABC, em São Paulo e o Água Viva (dezembro de 2012), fruto de uma parceria entre a Braskem e a Cetrel. O primeiro é responsável pelo tratamento de água proveniente de esgoto para utilização em fins industriais, enquanto o segundo, com investimento de R$ 20 milhões, possibilita reduzir também o uso de energia elétrica com a substituição de métodos antigos de tratamento de água fluvial e efluentes por um processo único de reaproveitamento. Entre 2011 e 2014, o percentual de reuso total de água (proveniente de chuva, efluente industrial e esgoto doméstico tratados) aumentou em 55%. No biênio 2013/2014, foram reutilizados 38,7 milhões de m 3 de água, liberando para as cidades o consumo de um volume equivalente a 15 mil piscinas olímpicas, suficientes para suprir o consumo anual de uma cidade de cerca de 500 mil pessoas. Em Duque de Caxias (RJ), um projeto de reuso e redução de água desenvolvido por um colaborador proporcionará, a partir de 2015, uma redução no consumo de 22,6 mil m 3 de água e promover o reuso anual de um volume de 40,1 mil m 3 de água. Idealizada em 2013, a iniciativa consiste no reaproveitamento de água utilizada em processos produtivos, que antes eram descartadas como efluente, para uso nas torres de resfriamento das plantas. A implementação do projeto resultou em uma economia de R$ 291 mil por ano.

9 de junho, 2015
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REUSO
Sabesp quer produzir água potável com água de reuso

A Sabesp informa que irá utilizar água de reúso para produzir água potável, tecnologia já utilizada em alguns países da Europa, nos Estados Unidos, Israel e Cingapura. Duas estações de produção de água de reúso vão produzir 3.000 litros por segundo, que serão lançados nas represas Guarapiranga e Isolina – esta do Sistema Baixo Cotia - aumentando o volume de água armazenada dos reservatórios. No primeiro caso, será implantada uma estação de produção de água de reúso próxima à estação de trem Jurubatuba, na zona sul de São Paulo. O esgoto coletado da região de Interlagos, que passa por uma tubulação às margens do rio Pinheiros, será captado e tratado na nova estação. Após o tratamento diferenciado, a água de reúso será lançada no córrego Julião, que já foi despoluído pelo Programa Córrego Limpo, da Sabesp, e então despejada na Represa Guarapiranga. A partir da represa, a água de reúso, misturada à água acumulada pelas chuvas, será coletada e tratada, passando pelo processo já usado no tratamento tradicional, e distribuída à população. No caso da água de reúso que será aproveitada pelo Sistema Baixo Cotia, todo o esgoto habitualmente despoluído na estação de tratamento Barueri passará pelo mesmo tratamento refinado, com membranas e osmose. Em seguida, a água de reúso será levada para a repre¬sa Isolina, que integra o sistema. Antes, o esgoto tratado pela ETE Barueri era despejado no rio Tietê. Paulo Nobre, superintendente de Tratamento de Esgotos da Região Metropolitana, explica que para chegar a esse resultado duas estações de produção de água de reúso serão equipadas com reatores biológicos de membranas, que fazem uma ultrafiltração e têm ca¬pacidade para remover partículas sólidas com tamanho correspondente a um diâmetro mil vezes menor que um fio de cabelo. Depois das membranas, será empregado o processo de osmose por foto-oxidação, que vai eliminar peque¬nas partículas, como bactérias e vírus. Como última etapa, a água é submetida a um processo de desinfecção final, com emprego de radiação ultravioleta associada ao peróxido de hidrogênio. A qualidade da água de reúso será moni¬torada continuamente pela Sabesp, por analisadores online e análises laboratoriais.

22 de abril, 2015