Parceria lança plataforma para impulsionar reuso e propor metal mundial

Uma nova plataforma, scalingreuse.org, foi lançada em parceria com o Banco Mundial para impulsionar o reúso de água residual globalmente, visando aumentar de 11% para 50% até 2045.
Durante o Global Water Summit realizado em Madrid, na Espanha, ocorreu o lançamento da plataforma scalingreuse.org, iniciativa liderada pela Global Water Intelligence, em parceria com o Banco Mundial. O evento reuniu líderes empresariais, investidores, reguladores e especialistas para definir os caminhos estratégicos do saneamento no mundo. O projeto reúne especialistas de diversos países com o objetivo de impulsionar a agenda de reúso e propor uma meta global: elevar dos atuais 11% para 50% até 2045 o volume de água residual reutilizada no mundo. “Trata-se de uma meta agressiva, mas necessária e viável. A reciclagem é peça-chave para garantir resiliência hídrica, ampliar o acesso à água e adaptar o setor às mudanças climáticas”, afirma Márcio, CEO da Aquapolo, que participa do grupo internacional e coordena discussões relacionadas à água industrial.
O tema reflete uma mudança estrutural no setor, que passa a adotar o conceito de “transição hídrica”, migrando de um modelo linear para uma economia circular da água, baseada em reúso, regeneração de corpos hídricos e uso mais eficiente dos recursos. Nesse contexto, a água deixa de ser apenas um insumo e passa a ser tratada como um ativo estratégico, que segundo Márcio, frequentemente é comparado ao “novo petróleo”. O evento também destacou o papel crescente do setor privado na agenda hídrica. Empresas como Amazon e Intel apresentaram iniciativas voltadas à regeneração hídrica e ao reúso, reforçando a importância de parcerias com operadores de saneamento e comunidades locais para garantir segurança hídrica e sustentabilidade das operações.
O Brasil tem ganhado espaço nesse cenário global com a participação de instituições como Agência Nacional de Águas, Sabesp e Sanepar que reforçam o avanço do País na agenda de universalização do saneamento e gestão hídrica. Um dos destaques da programação é o painel “Revolução Hídrica Brasileira”, que apresenta iniciativas e modelos adotados no país. A ANA, inclusive, figura entre as finalistas ao prêmio de melhor agência pública do ano, reconhecimento internacional pelo trabalho desenvolvido no setor.
Inserida nesse contexto, a Aquapolo se consolida como um dos principais cases globais de reúso de água em larga escala. A empresa atua no fornecimento de água de reúso para uso industrial, contribuindo diretamente para a preservação de mananciais e a redução da pressão sobre os sistemas públicos de abastecimento. A experiência da companhia dialoga diretamente com os debates do Global Water Summit, especialmente na integração entre indústria e operadores de saneamento para promover soluções sustentáveis. Modelos como o da Aquapolo demonstram, na prática, como o reúso pode ser implementado em grande escala, com segurança, eficiência e impacto positivo para a sociedade.
Diante de um cenário em que a segurança hídrica se torna cada vez mais crítica, iniciativas como essa reforçam o papel do Brasil como protagonista na construção de soluções inovadoras e sustentáveis para o futuro da água.








