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BIODIVERSIDADE

Arara Azul é finalista em premiação

Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a segunda edição do Prêmio Nacional de Biodiversidade terá o projeto Arara Azul entre os seus finalistas. O prêmio visa reconhecer ações que se destacam pela conservação das espécies da fauna e da flora brasileira. Selecionada na categoria sociedade civil, o projeto Arara Azul concorre com outros 17 trabalhos ao prêmio especial Júri Popular, em que o vencedor será eleito por meio de votação eletrônica. Para votar acesse: http://pnb.mma.gov.br/juri_popular/ , clique em escolher esta iniciativa e, depois, ao final da página, em registrar voto. A cerimônia de entrega ocorrerá em Brasília, em 22 de maio, data em que se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade. “Ser finalista nessa premiação é uma forma de reconhecimento ao nosso compromisso diário em proteger a arara-azul e diversas outras espécies que convivem com essa ave. Pedimos o apoio de toda a população para que votem no projeto Arara Azul, pois será uma forma de colaborar com nossa missão”, explica a presidente do Instituto Arara Azul e pesquisadora dos programas de Mestrado e Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp, Dra. Neiva Guedes. Liderado pela bióloga, o projeto consolidou-se internacionalmente pela promoção de estudos da biologia e as relações ecológicas da espécie e do manejo e conservação em ambiente natural. No último ciclo reprodutivo da espécie em Mato Grosso do Sul, a equipe de profissionais da organização não governamental monitorou mais de 174 ninhos e registrou o nascimento de 75 filhotes de arara-azul. Em 2014, a arara azul mudou de status na lista nacional de animais em extinção, de acordo com documento produzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente. Entretanto, a ave ainda é citada como vulnerável na lista vermelha das espécies ameaçadas (Red List of Threatened Species) da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN - International Union for Conservation of Nature).

Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a segunda edição do Prêmio Nacional de Biodiversidade terá o projeto Arara Azul entre os seus finalistas. O prêmio visa reconhecer ações que se destacam pela conservação das espécies da fauna e da flora brasileira. Selecionada na categoria sociedade civil, o projeto Arara Azul concorre com outros 17 trabalhos ao prêmio especial Júri Popular, em que o vencedor será eleito por meio de votação eletrônica. Para votar acesse: http://pnb.mma.gov.br/juri_popular/, clique em escolher esta iniciativa e, depois, ao final da página, em registrar voto. A cerimônia de entrega ocorrerá em Brasília, em 22 de maio, data em que se comemora o Dia Internacional da Biodiversidade. 
 
“Ser finalista nessa premiação é uma forma de reconhecimento ao nosso compromisso diário em proteger a arara-azul e diversas outras espécies que convivem com essa ave. Pedimos o apoio de toda a população para que votem no projeto Arara Azul, pois será uma forma de colaborar com nossa missão”, explica a presidente do Instituto Arara Azul e pesquisadora dos programas de Mestrado e Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp, Dra. Neiva Guedes. Liderado pela bióloga, o projeto consolidou-se internacionalmente pela promoção de estudos da biologia e as relações ecológicas da espécie e do manejo e conservação em ambiente natural. 
 
No último ciclo reprodutivo da espécie em Mato Grosso do Sul, a equipe de profissionais da organização não governamental monitorou mais de 174 ninhos e registrou o nascimento de 75 filhotes de arara-azul. Em 2014, a arara azul mudou de status na lista nacional de animais em extinção, de acordo com documento produzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente. Entretanto, a ave ainda é citada como vulnerável na lista vermelha das espécies ameaçadas (Red List of Threatened Species) da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN - International Union for Conservation of Nature). 

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RPPN
Estação Veracel comemora 22 anos

A Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) de Mata Atlântica ‘Estação Veracel’, localizada nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, Costa Sul da Bahia, é mantida pela Veracel Celulose e completa 22 anos de projeto de conservação da biodiversidade local. Reconhecida pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como Sítio do Patrimônio Mundial Natural, os trabalhos de conservação da biodiversidade propiciaram à Veracel Celulose o selo Procedimento de Serviços Ecossistêmicos Forest Stewardship Council® - FSC® C017612 emitido no Brasil pelo Imaflora. A certificação pela FSC®, oficializada em maio deste ano, é um reconhecimento inédito no setor de florestas plantadas. "Os 22 anos da RPPN ‘Estação Veracel’ são motivo de imenso orgulho para nós. Além de ser referência no processo de educação ambiental e de se constituir em uma plataforma de diálogo com a sociedade, a Estação é a concretização da visão da Veracel sobre o papel da empresa para a conservação ambiental, dentro do propósito da companhia de ser responsável, inspirar pessoas e valorizar a vida", afirma Virginia Londe de Camargos, coordenadora de Estratégia Ambiental e Gestão Integrada da Veracel. A RPPN tem mais de seis mil hectares, onde podemos encontrar várias espécies da fauna e flora da Mata Atlântica, alguma delas ameaçadas de extinção. A RPPN ‘Estação Veracel’ está entre as dez áreas com maior diversidade de espécies de árvores por hectare do Brasil. A reserva é considerada uma importante área de conservação de aves pela BirdLife International, organização ambiental com sede no Reino Unido, abrigando espécies como a Harpia (Harpia harpyja), uma das maiores aves de rapina do mundo, o Crejoá (Cotinga maculata) e o Pica-pau-de-coleira (Celeus torquatus), entre outras.

9 de novembro, 2020
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PANTANAL
Incêndio ameaça projeto Arara Azul

Um incêndio iniciado em 9 de setembro em uma fazenda vizinha já destruiu aproximadamente 60% do Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda (MS), local que abriga a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), sede dos trabalhos de campo do Projeto Arara Azul. O projeto é comandado pela bióloga Neiva Guedes e completa 30 anos de atividade em 2019. O projeto tem apoio da Fundação Toyota do Brasil e da montadora japonesa. Por conta do clima seco, o período de reprodução das araras está atrasado. Neiva não acredita em uma melhora para a reprodução da espécie ainda em 2019. A equipe do projeto Arara Azul está atuando junto às equipes do Refúgio Ecológico Caiman e auxiliando o trabalho de mais de 150 profissionais, entre funcionários, vizinhos, bombeiros e demais órgãos ambientais, para combater o fogo, durante 24 horas por dia. “Neste momento, o mais importante é conseguir conter o fogo, para que não destrua a RPPN Aracy Klabin, com ambientes naturais protegidos há mais de 20 anos”, salienta a bióloga, que acredita ser necessária uma avaliação mais crítica do impacto ambiental após o término do incêndio. Pessoas físicas e jurídicas podem ajudar os projetos de conservação de espécies com base de campo no Refúgio Ecológico Caiman. Os interessados podem realizar doações no site do Instituto http://institutoararaazul.org.br/como_ajudar . As doações são a partir de R$ 1 e o projeto aceita também materiais e equipamentos como laptops, câmeras, cartões de memória, binóculos, GPS, entre outros. Neste caso, os doadores devem entrar em contato através do e-mail: [email protected] .

25 de setembro, 2019
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FAUNA
Brasil reintegra 50 ararinhas-azuis

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) assinaram acordo que prevê a repatriação de 50 exemplares da ararinha-azul ao Brasil. As aves devem chegar em novembro e serão encaminhadas para o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, unidade de conservação criada em 2018, em Curaçá (BA). Durante o período de adaptação, as aves ficarão sob a guarda da ACTP, que mantém 90% das ararinhas-azuis em cativeiro do mundo após receber os exemplares que estavam em instituição no Catar, recentemente fechada. “É uma responsabilidade enorme”, disse Martin Guth, presidente da ACTP, que pagará pelo novo Centro de Reintrodução. Após o período de adaptação, os animais serão soltos na natureza para satisfação dos integrantes do Projeto de Reintrodução da Ararinha-Azul, coordenado pelo ICMBio e executado com a ajuda de parceiros do Brasil e do exterior. Atualmente, existem apenas 166 exemplares da ave em cativeiro no mundo, sendo 13 no Brasil. “É um feito inédito e importante para biodiversidade brasileira”, destacou o presidente do ICMBio, Homero de Giorge Cerqueira. As primeiras solturas serão feitas em conjunto com maracanãs (Primolius maracana), uma outra espécie de arara, com hábitos semelhantes aos da ararinha-azul – ambas utilizam ocos de caraibeira (ipê-amarelo) para fazer seus ninhos, entre outras similaridades. A soltura está prevista no Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha Azul (PAN Ararinha-Azul), coordenado pelo ICMBio e publicado em 2012. As ações do plano têm o objetivo de aumentar a população manejada em cativeiro e recuperar o habitat de ocorrência histórica da espécie, visando à sua reintrodução na natureza.

17 de junho, 2019
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FAUNA
Papagaios-de-peito-roxo ainda preocupam

Com a contribuição de pesquisadores, observadores de aves e colaboradores, o projeto Charão iniciou, em 2015, censos anuais para determinar a população total do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), uma das espécies da fauna que mais preocupa pesquisadores. Por causa da perda do seu habitat, principalmente das Florestas com Araucárias que possuem menos de 3% de sua área de cobertura original, a ave está ameaçada de extinção. O projeto Charão faz parte do Programa Nacional para a Conservação do papagaio-de-peito-roxo, que tem o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O projeto identificou apenas 2.857 indivíduos, contemplando regiões que vão do Rio Grande do Sul até Minas Gerais, o que preocupou estudiosos da área, pela possibilidade de desaparecimento do papagaio. Porém, os censos de 2016 e 2017 revelaram um aumento significativo no número de papagaios avistados e de sua área de ocupação. No último levantamento realizado em abril e maio deste ano foram identificadas mais de quatro mil aves, sendo a maioria delas na Região Sul do Brasil, e cerca de 64% deles apenas em Santa Catarina. Foram identificados papagaios-de-peito-roxo também em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e em países como a Argentina e o Paraguai. De acordo com Jaime Martinez, coordenador do Projeto Charão e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, a cada ano é possível chegar mais perto da atual área de distribuição geográfica do papagaio-de-peito-roxo. “O programa aproximou a participação de um grande número de pessoas e instituições ao longo do território brasileiro, onde a espécie ocorre. Nesse período, foi possível novamente estabelecer e atualizar o conhecimento sobre o tamanho de uma população que vem preocupando a todos que atuam na conservação da diversidade biológica do Brasil”, afirma Martinez. Além da coleta de dados, a estratégia de proteção da espécie incluiu instalar caixas-ninho nas florestas, enfatizar a importância da manutenção das árvores velhas e ocadas aos proprietários de terras, para auxiliar na reprodução da espécie, além de incentivar a criação de áreas naturais, principalmente na forma de RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural). A diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, acrescenta que iniciativas como o Programa Nacional para a Conservação do Papagaio-de-peito-roxo são prioritárias para receber o apoio da instituição, por contribuir para a conservação da Floresta com Araucárias. “As ações desse programa estão entre as necessidades indicadas no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios da Mata Atlântica, o chamado PAN dos Papagaios, que envolve o papagaio-de-peito-roxo e outras quatro espécies de papagaios (papagaio-charão, papagaio-de-cara-roxa, papagaio-verdadeiro e chauá) – sendo que todas elas já tiveram iniciativas apoiadas pela Fundação”, destaca Malu Nunes.

20 de junho, 2017
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FAUNA
SOS Mata Atlântica recupera aves

A Fundação SOS Mata Atlântica comemorou o Dia da Ave, celebrado dia 05 de outubro, projeto que promoveu o retorno de algumas espécies de aves ameaçadas em extinção ao Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin, localizado em Itu (SP). Em pouco mais de cinco anos, houve um aumento de 140% no número de novas espécies de aves na antiga fazenda de café, cedida pela Brasil Kirin, que se tornou referência em restauração florestal e educação ambiental. Segundo estudo realizado em parceria com os pesquisadores Marcos Melo e Marco Silva, da Universidade Federal de São Carlos, em 2010 foram identificadas 84 espécies de aves no local. No ano passado, o número alcançou 200 espécies, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como a perdiz e a curica. Outras seis espécies estão classificadas como quase ameaçadas de extinção, segundo o Ibama. Ainda de acordo com o levantamento, 13 espécies endêmicas da Mata Atlântica, ou seja, que só sobrevivem no bioma, frequentam a fazenda atualmente. “O trabalho do Centro de Experimentos reforça a importância da restauração para o retorno da fauna. Este local, que antes era um cafezal, hoje é responsável por receber aves em extinção”, afirma Rafael Bitante Fernandes, Gerente de restauração florestal da SOS Mata Atlântica. Além da recuperação de aves, o projeto promoveu mais benefícios na região. Duas nascentes voltaram a verter água, somando-se às 17 já existentes. Criado em 2007, o centro tem a participação de um amplo corpo de funcionários, como engenheiros florestais, biólogos, educadores e viveiristas. O viveiro tem capacidade de produzir 750 mil mudas de 110 espécies nativas da Mata Atlântica por ano, que são implantadas em projetos na região e dentro da própria fazenda. Os projetos de restauração já foram responsáveis pelo plantio de mais de 30 milhões de mudas. Já o trabalho de sensibilização e educação ambiental envolve o público em geral nas questões ambientais, por meio de atividades de visitação.

13 de outubro, 2016