Ativistas assinam petições para que governos cobrem empresas

Ativistas globais exigem que governos responsabilizem empresas de combustíveis fósseis por danos climáticos através de petições com mais de dois milhões de assinaturas.
Após uma temporada de incêndios, inundações e impactos negativos dos combustíveis fósseis, petições com mais de dois milhões de assinaturas pedirão aos governos que responsabilizem as empresas de combustíveis fósseis pelos danos climáticos. Enquanto líderes mundiais se reúnem em Nova York para a Assembleia Geral da ONU e a Semana do Clima de Nova York, ativistas de todo o mundo se unirão para apresentar petições globais conjuntas.
As petições serão formalmente apresentadas a Selwin Hart, Secretário-Geral Adjunto para Ação Climática das Nações Unidas, por líderes da 350.org , Greenpeace Internacional, Oxfam Internacional e Fossil Free Media, juntamente com ativistas e comunidades que atuam na linha de frente. A temporada marcada por todas essas intempéries e pela contínua insegurança energética global ligada à dependência do petróleo e do gás, fez com que ativistas afirmassem que a mensagem para os governos é simples: “estamos ultrapassando os 1,5°C, e a necessidade de ações urgentes nunca foi tão clara”. Um novo relatório do PNUMA confirmou que o mundo ultrapassará os 1,5°C nos próximos anos, ressaltando a necessidade urgente de reduzir o uso de combustíveis fósseis e acelerar a transição para energias limpas para minimizar a magnitude e a duração desse aumento de temperatura.
A ação destacará a crescente disparidade entre os custos suportados pelas pessoas comuns e os lucros extraordinários que continuam a fluir para as empresas de combustíveis fósseis, que estão causando a destruição climática. Ativistas estão pedindo aos governos que introduzam medidas vinculativas que obriguem as empresas de combustíveis fósseis a contribuir para os custos dos danos que causaram, incluindo impostos sobre danos climáticos, sobretaxas sobre os lucros dos combustíveis fósseis e multas para financiar a recuperação, a adaptação e uma transição justa.
A apresentação da petição ocorre em um momento em que os governos se preparam para discutir segurança global, resiliência e estabilidade econômica na Assembleia Geral da ONU, e menos de três meses antes de se reunirem para negociar formas de sanar a lacuna de financiamento climático internacional público devida aos países do Sul Global nas negociações climáticas da ONU na Turquia e nas negociações do Tratado Global sobre a Tributação no Quênia.
Ativistas argumentarão que não pode haver uma conversa significativa sobre segurança ou justiça climática enquanto as economias permanecerem expostas à volatilidade dos mercados de combustíveis fósseis e as comunidades forem deixadas para arcar com os custos das mudanças climáticas. Acabar com nossa dependência de combustíveis fósseis e investir em energia renovável é a única medida de segurança real.












