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PNEUS

Aumenta 5,8% coleta e destino correto no Brasil

A Reciclanip, entidade que é parte do Sistema ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos coletou e destinou de forma ambientalmente correta mais de 236,6 mil toneladas de pneus inservíveis no primeiro semestre de 2015, um aumento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado (223 mil toneladas). Este incremento equivale a 47,3 milhões de pneus de passeio. Desde o início do programa, em 1999, até junho deste ano, foram retirados de circulação cerca de 670 milhões de pneus de passeio, com custo de R$ 748,4 milhões cobertos pelos fabricantes de pneus instalados no Brasil e reunidos na ANIP. “Este ano a entidade por meio de seus associados investirá cerca de R$ 105 milhões, valor superior ao investido no ano passado. Atualmente os custos são de responsabilidade exclusiva dos fabricantes, o que onera inclusive a parcela de pneus destinados à exportação e não envolve os outros participantes da cadeia. O nosso objetivo é um acordo setorial que distribua o custo do processo de destinação competitiva a todos os participantes da cadeia, desde fabricantes a revendedores e consumidores”, explica o Gerente geral da Reciclanip, Cesar Faccio. Dentro dos valores investidos estão inclusos a alta taxação sobre o setor de reciclagem de pneus. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a consultoria LCA, a incidência tributária sobre a coleta, triagem, transporte e reciclagem dos pneus custou R$ 9,3 milhões ao setor em 2013 e R$ 12,1 milhões no último ano. A ANIP explica que a desoneração dos resíduos sólidos, além de estimular seu uso como matéria-prima, contribui para baixar o custo gerado na logística reversa onerosa dos pneus, da mesma forma que o de outros produtos. Para Faccio, a desoneração total de impostos e taxas – inclusive ICMS pelo transporte de pneus inservíveis inteiros ou triturados – tornará a matéria-prima mais competitiva com o produto virgem na fabricação de artefatos, além de ter sua utilização ampliada nas ruas e estradas brasileiras por meio do asfalto borracha. “Nosso intuito é adotar um sistema similar ao da Europa, onde o custo é coberto por uma taxa paga pelo consumidor na hora da aquisição do pneu, o que divide a responsabilidade por toda a cadeia e também os importadores independentes, parte dos quais não realiza o recolhimento”, conta o gerente geral da entidade. Atualmente, o modelo brasileiro segue a gestão europeia de alguns países com experiência na coleta e destinação de pneus inservíveis, em especial a Aliapur, na França, Signus, na Espanha, e ValorPneu, em Portugal. A principal diferença está no fato das empresas europeias serem remuneradas pelos vários agentes da cadeia produtiva para garantir a destinação de pneus em seus países. Estas empresas não são projetadas para lucrar, mas recebem recursos para cobrir as despesas operacionais. Na Reciclanip, ao contrário da Europa, os novos fabricantes arcam com todos os custos de coleta e destinação de pneus inservíveis, como transporte, trituração e destinação, que incide sobre toda a produção, inclusive a destinada ao exterior. O Brasil conta com 834 pontos de coleta distribuídos em todos os estados e Distrito Federal, criados, a princípio, em parceria, com prefeituras de municípios com mais de 100 mil habitantes ou um consórcio de municípios que possibilite atingir esse número mínimo. As prefeituras cedem os terrenos dentro das normas específicas de segurança e higiene para receber os pneus inservíveis vindos de origens diversas. O responsável pelo Ponto de Coleta comunica à Reciclanip sobre a necessidade de retirada do material quando atinge a quantidade de 2 mil pneus de passeio ou 300 pneus de caminhões. A partir daí, a Reciclanip programa a retirada do material com os transportadores conveniados. Para saber onde levar pneus inservíveis é só consultar a lista com todos os pontos de coleta que está no site www.reciclanip.org.br .

A Reciclanip, entidade que é parte do Sistema ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos coletou e destinou de forma ambientalmente correta mais de 236,6 mil toneladas de pneus inservíveis no primeiro semestre de 2015, um aumento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado (223 mil toneladas). Este incremento equivale a 47,3 milhões de pneus de passeio. Desde o início do programa, em 1999, até junho deste ano, foram retirados de circulação cerca de 670 milhões de pneus de passeio, com custo de R$ 748,4 milhões cobertos pelos fabricantes de pneus instalados no Brasil e reunidos na ANIP. “Este ano a entidade por meio de seus associados investirá cerca de R$ 105 milhões, valor superior ao investido no ano passado. Atualmente os custos são de responsabilidade exclusiva dos fabricantes, o que onera inclusive a parcela de pneus destinados à exportação e não envolve os outros participantes da cadeia. O nosso objetivo é um acordo setorial que distribua o custo do processo de destinação competitiva a todos os participantes da cadeia, desde fabricantes a revendedores e consumidores”, explica o Gerente geral da Reciclanip, Cesar Faccio. Dentro dos valores investidos estão inclusos a alta taxação sobre o setor de reciclagem de pneus.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a consultoria LCA, a incidência tributária sobre a coleta, triagem, transporte e reciclagem dos pneus custou R$ 9,3 milhões ao setor em 2013 e R$ 12,1 milhões no último ano. A ANIP explica que a desoneração dos resíduos sólidos, além de estimular seu uso como matéria-prima, contribui para baixar o custo gerado na logística reversa onerosa dos pneus, da mesma forma que o de outros produtos. Para Faccio, a desoneração total de impostos e taxas – inclusive ICMS pelo transporte de pneus inservíveis inteiros ou triturados – tornará a matéria-prima mais competitiva com o produto virgem na fabricação de artefatos, além de ter sua utilização ampliada nas ruas e estradas brasileiras por meio do asfalto borracha. “Nosso intuito é adotar um sistema similar ao da Europa, onde o custo é coberto por uma taxa paga pelo consumidor na hora da aquisição do pneu, o que divide a responsabilidade por toda a cadeia e também os importadores independentes, parte dos quais não realiza o recolhimento”, conta o gerente geral da entidade.

Atualmente, o modelo brasileiro segue a gestão europeia de alguns países com experiência na coleta e destinação de pneus inservíveis, em especial a Aliapur, na França, Signus, na Espanha, e ValorPneu, em Portugal. A principal diferença está no fato das empresas europeias serem remuneradas pelos vários agentes da cadeia produtiva para garantir a destinação de pneus em seus países. Estas empresas não são projetadas para lucrar, mas recebem recursos para cobrir as despesas operacionais. Na Reciclanip, ao contrário da Europa, os novos fabricantes arcam com todos os custos de coleta e destinação de pneus inservíveis, como transporte, trituração e destinação, que incide sobre toda a produção, inclusive a destinada ao exterior.

O Brasil conta com 834 pontos de coleta distribuídos em todos os estados e Distrito Federal, criados, a princípio, em parceria, com prefeituras de municípios com mais de 100 mil habitantes ou um consórcio de municípios que possibilite atingir esse número mínimo. As prefeituras cedem os terrenos dentro das normas específicas de segurança e higiene para receber os pneus inservíveis vindos de origens diversas. O responsável pelo Ponto de Coleta comunica à Reciclanip sobre a necessidade de retirada do material quando atinge a quantidade de 2 mil pneus de passeio ou 300 pneus de caminhões. A partir daí, a Reciclanip programa a retirada do material com os transportadores conveniados. Para saber onde levar pneus inservíveis é só consultar a lista com todos os pontos de coleta que está no site www.reciclanip.org.br.

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LOGÍSTICA REVERSA
Indústria de pneus dá exemplo

Segundo o trabalho de Logística Reversa realizado pela Reciclanip, uma entidade ligada à Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), o Brasil é o 7º produtor mundial na categoria de pneus para automóveis e o 5º em pneus para caminhões e ônibus. No ano passado foram fabricados mais de 41 milhões de pneus de passeio. Do outro lado da operação, o setor de pneus é um dos mais engajados com a logística reversa de seus produtos e mais de 470 mil toneladas de pneus inservíveis foram coletadas e destinadas de forma ambientalmente adequada em 2019. Criada em 2007, a Reciclanip já reuniu 1.026 pontos de coleta distribuídos por todo o Brasil. Além disso, mais de 90 caminhões percorrem diariamente todos os estados para coletar e destinar corretamente mais de 100% dos pneus produzidos no país, evitando que este resíduo sólido seja descartado na natureza. "A indústria de pneumáticos no Brasil atende a todos os requisitos ambientais nos seus processos de produção, não há outra forma de operarmos. Quando se trata de ações pós-consumo, no tratamento do resíduo sólido - pneu, as fabricantes nacionais estão em constante busca de soluções cada vez mais sustentáveis", explica o presidente executivo da ANIP, Klaus Curt Müller. A economia circular é um sistema que busca o uso mais eficiente dos recursos naturais, ampliando a competitividade da indústria ao substituir o conceito de "fim de vida" de um produto por um modelo regenerativo, que abre novas possibilidades de reutilização, reciclagem e recuperação da produção, mantendo seus níveis de utilidade e valor ao longo do tempo. Além disso, a economia circular estimula novas maneiras sustentáveis de exploração dos recursos e o processamento e a produção de bens e serviços. Na Reciclanip, o ciclo de vida de um pneu se insere nesse modelo. Após a coleta em mails de mil municípios, os pneus inservíveis são destinados às empresas trituradoras, onde por sua vez são transformados em produtos que oferecem diversos benefícios para a sociedade, mas muitas vezes desconhecidos. Ao término de sua vida útil, o pneu é utilizado por diversas indústrias, entre elas a cimenteira, onde os pneumáticos inservíveis são utilizados como combustível alternativo em fornos, em substituição ao coque de petróleo. Além de todos os benefícios claros pela destinação dos pneus, há ainda o fator dos pneus inservíveis possuírem um nível de enxofre muito menor em comparação ao coque de petróleo. O material é usado também na fabricação de artefatos de borracha – a borracha retirada dos pneus inservíveis dão origem a diversos artefatos, dentre os quais tapetes para automóveis, pisos industriais e pisos para quadras poliesportivas. Outro uso ocorre em produtos laminados, onde os pneus não-radiais são cortados em lâminas que servem para a fabricação de percintas (utilizadas em indústrias moveleiras), solas de calçados, dutos de águas pluviais etc. A indústria siderúrgica utiliza a borracha e todo o aço retirado das calotas dos pneus durante os processos de trituração também é retornado para as siderúrgicas. O último exemplo é no asfalto borracha (asfalto ecológico), produzido com a adição de pó extraído dos pneus usados ao ligante asfáltico. Este processo torna o material muito mais resistente e durável do que o convencional. Além da durabilidade, ele reduz o risco de derrapagens e também o ruído dos veículos. E, para finalizar, este tipo de asfalto pode ser mais vantajoso para as concessionárias, já que reduz o consumo de massa asfáltica na obra e reduz o custo de manutenção.

23 de novembro, 2020
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PNEUS
Reciclanip coleta mais que programado

Por meio da Reciclanip, entidade que gerencia o setor de logística reversa, os fabricantes de pneus coletaram mais de 458 mil toneladas de pneus inservíveis em 2017, o que significa que a indústria atingiu 101,78% da meta estabelecida pelo Ibama. O número equivale a cerca de 91,6 milhões de pneus para carros de passeio e foram divulgados pelo Ibama no Relatório de Pneumáticos 2018, atendendo à Resolução Conama nº 416/09. “Mais um ano atingimos a meta ambiental e comemoramos o sucesso da logística reversa da indústria nacional de pneus. Estamos fazendo nossa parte e contribuindo com o meio ambiente, buscando sempre ampliar as destinações possíveis, com objetivo de tornar o pneu um resíduo de valor positivo”, destacou Rafael Martins, gerente da Reciclanip. O Sudeste respondeu por 56,83% do total coletado e destinado, seguido pelo Sul, com 21,17%. Na sequência apareceu Centro-Oeste, Nordeste e Norte, com 9,77%, 9,05% e 3,17%, respectivamente. Os pneus inservíveis são coletados e destinados para empresas trituradoras, onde o material é aproveitado como combustível alternativo nas indústrias de cimento, fabricação de solados de sapatos, borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, além de tapetes para automóveis e a produção de asfalto-borracha. Consumidores e empresas podem consultar o site da Reciclanip ( www.reciclanip.org.br ) para saber os locais de destinação de pneus inservíveis e os pontos-de-coleta mais próximos de cada um. É possível ainda saber como prestar serviço de transporte para a entidade, além de conhecer o processo de destinação e ver em quais materiais o pneu inservível pode se tornar.

3 de outubro, 2018
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RESÍDUOS
Brasil gera mais, apesar da crise

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) lançou, dia 04 de outubro, a nova edição do ‘Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil’, documento que mostra uma radiografia na gestão dos resíduos no País. O total de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%. Entre 2005 e 2015, a geração de resíduos sólidos no Brasil cresceu 26%, entretanto a gestão de materiais descartados ainda apresenta deficiência. Cerca de 76,5 milhões de brasileiros ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, onde 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões, já que não contemplam o conjunto de medidas necessárias para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.“O desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos continua bastante considerável, uma vez que, apesar de uma melhora percentual, a cada ano um volume maior de resíduos é depositado em locais inadequados, sendo que mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o Diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. Os serviços de coleta permaneceram estáveis em relação ao último levantamento, com uma cobertura nacional de mais de 90%. As regiões Norte e Nordeste mantiveram cobertura de cerca de 80%, inferior às outras três regiões onde o índice ultrapassa os 90%. “No momento em que o mundo firma um pacto global em favor do meio ambiente, em que se discutem as bases da economia circular e se estabelecem as metas para um futuro sustentável, a gestão dos resíduos assume um caráter ainda mais prioritário para as sociedades”, afirma Silva Filho. “No entanto, o Brasil continua bastante atrasado no atendimento às determinações da PNRS, aprovada em 2010. No ritmo atual, o País não conseguirá cumprir o compromisso assumido perante a ONU, para implementar as ações definidas como prioridade até 2030”, observa o Diretor- presidente da associação. Segundo o documento, houve aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva, conforme determinado pela PNRS, em todas as regiões do País. Estas iniciativas passaram de 64,8%, em 2014, para cerca de 70% em 2015. O aumento das iniciativas em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto nas regiões Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional. Apesar desta melhora, os índices de reciclagem ficaram estagnados e apresentaram retrocessos em alguns setores em comparação aos índices registrados anteriormente. “O incremento da reciclagem é uma meta buscada não apenas no Brasil mas também em várias partes do mundo, que já contam com medidas concretas de estímulo e desoneração para viabilizar os avanços pretendidos. Ações nesse sentido ainda são incipientes por aqui, e toda a cadeia da reciclagem sofre com a ausência de um sistema de gerenciamento integrado para superação dos gargalos existentes”, afirma Silva Filho. Em relação aos Resíduos de Construção e Demolição (RCD) abandonados em vias públicas e os RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) gerados em unidades públicas de Saúde, os municípios brasileiros totalizaram 125 milhões de toneladas em 2015, o que equivale a encher 1.450 estádios do Maracanã. “As obrigações municipais para com a gestão de resíduos sólidos aumentam a cada ano, seja em termos de volume a gerenciar, seja em termos de obrigações a cumprir. Por outro lado, os orçamentos municipais têm seguido em sentido contrário, sofrendo com reduções periódicas. Esse cenário mostra claramente que serviços essenciais como a limpeza urbana não podem mais ficar vinculados ao orçamento geral das cidades, e devem ser custeados individualmente pelos geradores, o que garante a sustentabilidade financeira dos serviços e mais justiça social, com aplicação efetiva do princípio do poluidor-pagador”, finaliza o Diretor-presidente da Abrelpe.

13 de outubro, 2016
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RECICLAGEM
Abrelpe quer maior estímulo ao setor

Números divulgados pela Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) indicam que somente 3% dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil (76,8 milhões de toneladas) são efetivamente reciclados. Para a entidade, tais númeris mostram que “o País ainda não avançou no modelo de aproveitamento dos resíduos gerados, apesar da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) já estar em vigor desde 2010 e estabelecer a reciclagem como uma das prioridades”. Os baixos índices de reciclagem, os gargalos e a necessidade de avanços foram apresentados pelo Deputado Federal Carlos Gomes, presidente da Frente Parlamentar pela Reciclagem, no Grande Expediente da Câmara Federal, na último dia 18 demaio, quando foi exposto o “Panorama do Setor de Reciclagem no Brasil”, e que contou com a presença do diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. Na ocasião, a Abrelpe manifestou apoio às propostas apresentadas que visam estimular um maior aproveitamento e recuperação dos materiais, dentre as quais destacamse a Desoneração fiscal da cadeia produtiva da reciclagem para elevar a produção e baratear o preço dos artigos feitos a partir de material reciclado; o desenvolvimento de campanhas permanentes, em nível nacional, para a conscientização da população sobre o tema; a criação de pólos regionais e descentralização das indústrias recicladoras, para viabilizar a melhor comercialização dos materiais; a cCriação de linhas de crédito especiais junto ao BNDES para indústrias e demais organizações para a reciclagem; a redução da taxa de importação para equipamentos utilizados no processo de recuperação e transformação dos materiais em novos produtos; e a criação de Lei de incentivo à Reciclagem, que conceba um mecanismo semelhante às leis de incentivo à cultura e ao esporte, e que permita o incentivo fiscal para empresas interessadas em investir na estruturação de cooperativas e em projetos de gestão de resíduos sólidos. "Um grande volume de materiais com grande potencial de reciclagem ainda vai parar em locais inadequados, trazendo danos ao meio ambiente e à saúde pública, que tem gasto grandes fortunas para tratar dos problemas de saúde causados pelos lixões. Esse é um motivo mais do que suficiente para darmos nosso total apoio às medidas que estimulem a reciclagem", concluiu o diretor presidente da ABRELPE.

6 de junho, 2016
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RECICLAGEM
Semasa renova parceria com a Anip

Através da Reciclanip, iniciativa da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), o Semasa renovou sua parceria com a associação, que tem como objetivo a coleta e destinação adequada de pneus. A cidade de Santo André tem cerca de 60 toneladas de pneus coletados mensalmente. A parceria iniciou-se em 2007 e a associação faz o recolhimento de todos os pneus provenientes das Estações de Coleta, descarte irregular, limpeza pública, campanhas de combate à dengue e estabelecimentos geradores cadastrados, como borracharias, e os encaminha para a reciclagem. No último ano, a Anip recolheu mais de 695 toneladas de pneus. Entre janeiro e agosto deste ano, já foram contabilizadas 511,65 toneladas. Até o momento, Anip e Semasa já destinaram corretamente 4,7 mil toneladas de pneus, ou seja, 826 mil unidades de pneus. A Reciclanip envia os detritos a uma multinacional que utiliza o material como combustível para a secagem de cimento, no reparo de trincas de asfalto em rodovias e até mesmo para confecção de tapetes para automóveis. A destinação adequada dos pneus é fundamental para o aumento da vida útil do Aterro Sanitário de Santo André, além de evitar que estes materiais sejam levados para rios e córregos sendo queimados. O recolhimento também promove a saúde pública, não permitindo o acúmulo de água e combatendo a proliferação do mosquito da dengue. Para descartar pequenas quantidades de pneus, os moradores podem se dirigir a qualquer uma das Estações de Coleta do Semasa. Grandes geradores, como indústrias pneumáticas, borracheiros e revendedores, devem fazer um cadastro prévio junto à autarquia para realizar o descarte no ecoponto localizado dentro do Aterro Sanitário.

30 de setembro, 2015
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RESÍDUOS SÓLIDOS
Abrelpe lança Panorama 2014 e constata poucos avanços

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) lançou, dia 27 de julho, a nona edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, com os dados consolidados de 2014. De acordo com o documento, das 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos geradas no ano passado, 29,6 milhões de toneladas foram despejadas em lixões e aterros controlados, locais considerados inadequados e que oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente. Isto significa que 78 milhões de brasileiros ou 38,5% da população não tem acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos. Além disso, mais de 20 milhões não contam com coleta regular de lixo, já que 10% do material gerado nas cidades não são coletados. “Apesar de estar em vigor desde 2010, a PNRS pouco contribui pata mudar o cenário da gestão de resíduos no Brasil. Vencidos, em 2014, os prazos finais determinados pela lei, o Brasil ainda encontra dificuldades para lidar com uma gestão integrada de resíduos sólidos de forma correta”, disse o Diretor-Presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho. O Panorama 2014, segundo a Abrelpe, é o primeiro documento que retrata a real situação da gestão de resíduos no momento de plena vigência da PNRS. O documento mostra avanços lentos e estagnação em alguns pontos. Entre 2003 e 2014, a geração de lixo aumentou 29%, cinco vezes superior à taxa de crescimento populacional do mesmo período, que foi de 6%. A quantidade da destinação final de resíduos ficou praticamente inalterada, passando de 57,6%, em 2010, para 58,4% no ano passado. Segundo a entidade, este resultado é consequência dos 3.334 municípios brasileiros que ainda lançam seus resíduos em lixões e aterros controlados. “Houve um aumento significativo na demanda por serviços, infraestrutura e, é claro, por recursos financeiros para gerenciar os resíduos. Entretanto, os valores efetivamente aplicados não acompanharam esse crescimento” comentou Silva Filho. O valor médio aplicado pelas administrações públicas nos serviços de limpeza pública foi de R$ 9,98/hab/mês em 2014. Este valor era de R$ 9,95/hab/mês em 2010. “A carência por serviços básicos de gestão de resíduos – coleta e destinação adequada - traz muitos prejuízos para a sociedade, a começar com a contaminação do meio ambiente que, além do impacto ambiental e da saúde pública, impõe grande demanda de recursos para futura remediação e culmina com o desperdício de recursos, que poderiam ser investidos em processos de recuperação, reciclagem e tratamento adequados”, afirmou o Diretor da Abrelpe. Na questão da reciclagem, o avanço verificado no Panorama 2014 foi tratado como baixo. Em 2010, um total de 57,6% dos municípios brasileiros tinham alguma iniciativa de coleta seletiva. No ano passado, este índice saltou para 64,8%. Os índices de reciclagem dos principais materiais ficaram praticamente inalterados na comparação dos períodos. Pela primeira vez, o Panorama 2014 da Abrelpe apresenta números relacionados aos sistemas de logística reversa já implementados e em funcionamento, como é o caso dos segmento de embalagens de agrotóxicos, embalagens de óleos lubrificantes e pneus inservíveis.

28 de julho, 2015
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RESÍDUOS SÓLIDOS
Setor precisa de R$ 11 bilhões para universalização até 2031

Quanto é necessário para adequar a gestão de resíduos sólidos no Brasil e fazer frente aos desafios da universalização dos serviços de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)? Segundo o estudo inédito, apresentado em meados de junho, “Estimativas e Custos para viabilizar a universalização da destinação adequada de Resíduos Sólidos no Brasil” são necessários R$ 11,6 bilhões até 2031 na infraestrutura. Junto a este montante somam-se mais R$ 15,59 bilhões/ano para custos de operação e manutenção. O estudo demorou um ano e meio a ser concluído e foi solicitado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) junto à consultoria GO Associados. “Com uma cobertura de coleta de mais de 90% dos resíduos gerados no Brasil, consideramos essa parte do serviço já universalizado. No entanto, até hoje o Brasil ainda utiliza sistema de gestão de resíduos linear, que vem desde a década de 70. Para universalizar a destinação final adequada nos termos da PNRS, o desafio está na implementação de um sistema cíclico, que abrange o maior aproveitamento e recuperação dos materiais, através da coleta seletiva, compostagem, reciclagem, recuperação energética e disposição final em aterro sanitário”, explicou Carlos Silva Filho, Diretor-Presidente da Abrelpe. Para chegar à estimativa de investimentos, o estudo considerou dois cenários: um que contempla a recuperação energética dos resíduos por meio do tratamento térmico (incineração) e outro que exclui essa tecnologia. “Ao avaliarmos todas as variáveis, concluímos que, nesse momento, a solução do aproveitamento energético é viável apenas em municípios com geração de resíduos não recicláveis superiores a 500 toneladas/dia, ou seja, os maiores centros urbanos do Brasil – São Paulo e Rio de Janeiro” enfatizou Gesner Oliveira, sócio da GO Associados.

16 de junho, 2015
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PNEUS
Reciclanip recolhe mais de 114 mil t no trimestre

A Reciclanip coletou e destinou de forma ambientalmente correta mais de 114,5 mil t de pneus inservíveis, quantia que equivale a 22,9 milhões de unidades de pneus de carros de passeio no primeiro trimestre de 2015. Desde 1999, quando começou a coleta pelos fabricantes, 3,11 milhões de t de pneus inservíveis foram coletados e destinados adequadamente, o equivalente a 623 milhões de pneus de passeio. Desde então, os fabricantes de pneus já investiram R$ 724 milhões no programa até março de 2015. “Prevemos investir 5% a mais do que no ano passado neste serviço, atingindo R$ 105,0 milhões em 2015, custos estes rateados pelos fabricantes nacionais”, comenta Alberto Mayer, Presidente da ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos) e da Reciclanip. “Esperamos que os importadores independentes também cumpram sua meta, o que não aconteceu nos anos anteriores e criou um passivo ambiental superior a 150 mil t não recolhidas por eles, segundo os dados do Ibama”, acrescenta o presidente executivo da ANIP. Para ele, a melhor forma de evitar este problema é a criação de uma taxa cobrada na primeira venda de qualquer pneu, seja importado ou produzido no País, dividindo assim o custo da operação de coleta e destinação do inservível por toda a cadeia produtiva. Os recursos da Reciclanip são utilizados principalmente para os gastos logísticos, que hoje representam mais de 60% dos desembolsos. “Temos hoje 834 pontos de coleta e uma média de 90 caminhões transitando diariamente em todos os dias do ano. Toda essa complexa operação logística é comandada pela Reciclanip, que já tem experiência acumulada desde 1999, quando começou a coleta pelos fabricantes”, diz César Faccio, Gerente Geral da Reciclanip. Os 834 pontos de coleta estão distribuídos em todos os estados e Distrito Federal e foram criados em parceria com as prefeituras, que cedem os terrenos dentro das normas especifica de segurança e higiene para receber os pneus inservíveis vindos de origens diversas. No Brasil, os pneus inservíveis são reaproveitados de diversas formas, como combustível alternativo para as indústrias de cimento, na fabricação de solados de sapato, em borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, asfalto-borracha e tapetes para automóveis. As utilizações recebem aval do Ibama como destinações ambientalmente adequadas.

23 de abril, 2015