Publicidade
COPROCESSAMENTO

Setor de cimentos destrói 1,5 milhão t em 2015

O Diretor de Tecnologia da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Yushiro Kihara, disse que a indústria do cimento coprocessou, em 2015, aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de resíduos, o que representa uma redução de 13,4% da matriz de combustíveis do setor. O setor possui um potencial de destruição de resíduos de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas. A ABCP informou ainda que a indústria coprocessou mais de 350 mil toneladas de pneus, o que equivale a cerca de 60.270 mil pneus automotivos inservíveis destruídos. O coprocessamento é a tecnologia em que o mesmo forno que é usado para fazer cimento é também utilizado para destruir resíduos e material inservível. No processo, os resíduos industriais e pneus são utilizados como combustíveis da chama dos fornos e também substituto de matéria-prima (componentes do calcário e da argila). O coprocessamento é um processo controlado por agências ambientais e não altera a qualidade do cimento. É uma alternativa significativa para a destruição segura de resíduos causadores de passivos ambientais e doenças, além de contribuir para mitigação das emissões de CO 2 .

O Diretor de Tecnologia da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Yushiro Kihara, disse que a indústria do cimento coprocessou, em 2015, aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de resíduos, o que representa uma redução de 13,4% da matriz de combustíveis do setor. O setor possui um potencial de destruição de resíduos de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas.

A ABCP informou ainda que a indústria coprocessou mais de 350 mil toneladas de pneus, o que equivale a cerca de 60.270 mil pneus automotivos inservíveis destruídos. O coprocessamento é a tecnologia em que o mesmo forno que é usado para fazer cimento é também utilizado para destruir resíduos e material inservível. No processo, os resíduos industriais e pneus são utilizados como combustíveis da chama dos fornos e também substituto de matéria-prima (componentes do calcário e da argila).

O coprocessamento é um processo controlado por agências ambientais e não altera a qualidade do cimento. É uma alternativa significativa para a destruição segura de resíduos causadores de passivos ambientais e doenças, além de contribuir para mitigação das emissões de CO2.

Artigos Relacionados

Pandemia não afeta programa para reduzir emissões
INDÚSTRIA DO CIMENTO
Pandemia não afeta programa para reduzir emissões

Francisco Alves Apesar dos problemas gerados pela pandemia Covid-19, a indústria cimenteira avançou no processo de implementação do Roadmap que estabeleceu metas de redução das emissões de carbono até 2050. “Não houve nenhuma interrupção no período de crise. O que houve foram situações que comprometeram o desempenho em razão do fornecimento de produtos de adição”, diz o presidente do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) e da ABPC (Associação Brasileira de Cimento Portland), Paulo Camillo Penna, referindo-se às cinzas volantes das termoelétricas e a escória da indústria do aço, que são utilizadas como insumo pela indústria. Explicando que o Roadmap está baseado em quatro pilares (adições, combustíveis alternativos, eficiência energética e estocagem de carbono), o presidente do SNIC e da ABCP disse que, antes mesmo do lançamento oficial do programa de metas, que ocorreu em 2019, a indústria brasileira já havia conseguido, em julho de 2018, mudar a norma da ABNT para o cimento e aumentar a participação do filler calcário na composição do produto, o que permite uma redução na utilização do coque. Isto, por si só, já possibilitou uma redução de 6% nas emissões de carbono. Além disso, a indústria brasileira de cimento atuou fortemente nos combustíveis alternativos, principalmente biomassa e resíduos industriais, conseguindo aumentar a participação desses insumos na substituição do coque de 15%, em 2014, para um total de 31% em 2019. Ou seja, acima da meta estabelecida no Roadmap, que era de 29% em 2025. “Apesar das dificuldades que tivemos na obtenção de insumos e na modernização dos marcos regulatórios do coprocessamento, avançamos bastante em combustíveis alternativos”, afirmou Paulo Camillo Penna, acrescentando que, nos últimos 20 anos, o Brasil ficou como um dos países com menores emissões no mundo pela indústria do cimento e voltou a ser líder mundial em baixas emissões de CO2 por tonelada de cimento produzida. Os números de 2019 (os mais recentes) indicam que o Brasil está emitindo 564 kg por tonelada, para uma média mundial de 634 kg por tonelada. A projeção brasileira para 2050 é de apenas 375 km por tonelada. “A meta é reduzir as emissões de 40 milhões de toneladas para 44 milhões t, mas numa base de 70 milhões t em 2014 e 115 milhões t em 2050, o que é algo desafiador”, enfatiza Camillo Penna. Ele informa também que, ainda na linha dos combustíveis alternativos, agora a indústria do cimento está trabalhando com o Ministério do Meio Ambiente no programa Lixão Zero. E conseguiu aprovar uma resolução que permite a utilização dos resíduos domésticos e comerciais (o lixo comercial e doméstico não reciclável) como combustível alternativo, o que contribuirá para que os cerca de 3 mil aterros sanitários existentes no País ganhem sobrevida, já que passarão a receber menos resíduos, alongando sua vida útil. Leia a reportagem completa na edição 198 de Saneamento Ambiental

2 de agosto, 2021
Saneamento Ambiental Logo
RESÍDUOS
Lançada frente pela recuperação energética

A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Associação Brasileira de Empresas Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) e Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), se uniram e criaram a Frente Brasil de Recuperação Energética de Resíduos (FBRER). Com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, as quatro entidades assinaram o Acordo de Cooperação para Recuperação Energética de Resíduos e, de forma inédita, vão trabalhar juntas para viabilizar soluções técnicas e operacionais em prol de uma destinação mais sustentável e ambientalmente adequada dos resíduos. Segundo o presidente da ABiogás, Alessandro Gardemann, o trabalho em conjunto com as demais associações é de suma importância para colocar a Política Nacional de Resíduos Sólidos em prática. "O biogás é uma das formas de se promover a recuperação energética dos resíduos e a colaboração entre as associações permitirá a realização de estudos técnicos de modo a levar ao governo propostas de ações estruturadas, auxiliando na criação de políticas específicas para o setor de resíduos", afirma. Um estudo realizado em parceria entre a ABiogás e a Abrelpe constatou que 50% do total de resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil correspondem à fração orgânica, o que representa um enorme potencial para o aproveitamento energético por meio do biogás. Entretanto, um volume pouco acima da metade desse material é destinado para aterros sanitários, onde poderia haver o aproveitamento energético. "Quase 80% do biogás produzido hoje no País é oriundo de resíduos de aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto, comprovando o alto potencial energético das usinas implantadas nestes locais", explica o executivo da ABiogás. O aperfeiçoamento da recuperação energética depende da eliminação de quase três mil lixões que causam graves danos ambientais e a substituição dos mesmos por aterros sanitários regionais. "Através dos aterros sanitários regionais e a recuperação energética teremos um ganho muito grande para a sociedade e para o País, pois resolveremos um grave problema ambiental, geraremos energia e ainda teremos o conceito de zero desperdício, que é a base da chamada economia circular", destaca Luiz Gonzaga, presidente da Abetre. "Com um ano de funcionamento, os aterros sanitários estarão aptos a produzir metano e, através das usinas de biogás, podemos ter uma produção elétrica quase dez vezes maior que a atual", completa Gonzaga. A indústria de cimento, por exemplo, é o segmento com maior potencial para operar com grandes volumes de lixo urbano selecionado. A tecnologia de coprocessamento transforma resíduos sólidos urbanos e industriais e passivos ambientais em energia térmica. Neste processo, o resíduo substitui parte do combustível que alimenta a chama do forno - que transforma argila e calcário em clínquer (matéria-prima do cimento). Uma opção segura para a destinação adequada e sustentável de resíduos e de passivos ambientais em fornos de cimento. "O setor cimenteiro pode contribuir no aumento da vida útil dos aterros sanitários e industriais licenciados e, principalmente, às metas públicas de eliminação de lixões e aterros controlados e de recuperação de áreas contaminadas pelos governos estaduais e municipais, atuando novamente na redução das emissões na utilização com o coprocessamento (utilização de combustíveis alternativos em substituição às matérias-primas oriundas do petróleo (Coque) no processo de fabricação de cimento)", diz o presidente da ABCP, Paulo Camillo Penna. Segundo dados da entidade, enquanto a produção de cimento aumentou 273% entre 1990 e 2014 (de 26 para 71 milhões de toneladas), a curva da emissão de carbono cresceu 223% nesse intervalo, uma redução de 18% das emissões específicas (de 700 para 564 kg CO2 /t cimento). Com investimentos que podem chegar a R$ 15 bilhões a partir da implantação de diferentes tecnologias, o processo de recuperação energética de resíduos vai contribuir diretamente para a redução da geração de chorume nas unidades de disposição final; redução da geração de gases de efeito estufa, mitigando a emissão de 90 mil toneladas/ano de CO2 equivalente na atmosfera para cada mil toneladas de RSU tratado nas UREs, comparável com a emissão de cinco mil carros; aumento da reciclagem de materiais contidos nos Resíduos Sólidos Urbanos, a partir de uma melhor seleção ou separação, com a consequente preservação dos recursos naturais; retorno de parte da energia consumida na produção; substituição de combustíveis não renováveis (fósseis) na produção de cimento, com resíduo processual perto de zero; e ampliação da vida útil dos aterros sanitários atualmente em operação, medida extremamente importante, já que em todo o país são registradas crescentes dificuldades na implantação de novos aterros sanitários.

8 de junho, 2020
Saneamento Ambiental Logo
COPROCESSAMENTO
Votorantim Cimentos reduz emissões em TO

A Votorantim Cimentos adota, desde a inauguração de sua fábrica em Xambioá (TO), em 2010, o coprocessamento de resíduos para reduzir o passivo ambiental no aterro sanitário e as emissões de CO2. A medida consiste em substituir parte do combustível fóssil na fabricação de cimento. Com isso, a empresa consegue aproveitar moinhas de carvão de polos siderúrgicos que funcionam em Marabá (PA) e Açailândia (MA), localidades próximas a Xambioá para escoamento dos resíduos. A fábrica realiza coprocessamento também de produtos e resíduos gerados internamente, como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embalagens de produtos químicos, pó de serra usados em limpezas de graxa e óleo e estopas. Além da questão ambiental, o coprocessamento auxilia na eliminação de focos do mosquito da dengue, zika e chikungunya. Para contribuir para combater o mosquito, a fábrica de Xambioá está em fase final de licenciamento para coprocessar pneus picados. A unidade deve ainda coprocessar Revestimentos Gastos de Cubas (RGC), materiais gerados pela produção de alumínio que, por conterem elementos contaminantes, podem gerar passivo ambiental se descartados inadequadamente. A Votorantim Cimentos faz o coprocessamento de mais de 5 mil toneladas mensais de moinhas de carvão. Em todo o Brasil, a Votorantim Cimentos realiza o coprocessamento em 15 unidades, distribuídas em 11 Estados e no Distrito Federal. A empresa possui como meta global utilizar, em média, 30% de combustíveis não fósseis em suas fábricas até 2020. No Brasil, a Votorantim Cimentos já alcançou o patamar de 16%, em 2015. Em Xambioá, a fábrica estabeleceu para 2017 substituir 40% dos combustíveis fósseis por renováveis, meta que foi superada no mês de abril, quando a unidade obteve o percentual de 49,1% de substituição. Segundo o assessor de Meio Ambiente da Votorantim Cimentos, Ângelo Zerbini, para 2018 o percentual de substituição poderá ser ainda maior com o coprocessamento de biomassa. “O projeto envolverá o uso de uma variedade específica de cana de açúcar para alimentar o forno de cimento. Com isso, esperamos reduzir ainda mais o consumo de combustível fóssil, chegando bem próximo a uma produção ‘carbono-neutro’, ou seja, utilizando combustíveis renováveis na nossa matriz energética”, afirmou.

20 de junho, 2017
Saneamento Ambiental Logo
CIMENTO
Indústria lança programa para reduzir emissões

Embora esteja bem posicionada mundialmente em termos de geração de CO2, a indústria brasileira de cimento quer melhorar ainda mais os seus índices. Para isto está implementando um programa denominado Road Map Brasil, que tem por objetivo fazer o mapeamento das tecnologias existentes e aquelas que o País precisa implementar para obter uma maior redução na emissão de CO2 até 2050. O anúncio do programa foi feito pelo presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), José Otávio de Carvalho, durante o 7o. Congresso Brasileiro de Cimento, que se realiza em São Paulo, de 20 a 23 de junho. O evento, promovido pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e SNIC, reúne cerca de 250 profissionais ligados à indústria cimenteira do Brasil e de outros países para discussão de temas como inovações, emissões atmosféricas/controle ambiental, normalização e qualidade. De acordo com Renato Giusti, presidente da ABCP, apesar de ter registrado uma redução nas vendas da ordem de 10% em 2015 e de esperar resultado semelhante para este ano, a indústria cimenteira brasileira mantém suas metas de aumento da eficiência energética e redução das emissões de gases de efeito estufa, apesar de já se destacar em termos mundiais. Com uma geração de 600 kg de CO2 por tonelada de cimento produzida, a indústria brasileira participa com 2,8% da geração desse gás, enquanto no mundo as cimenteiras respondem por 5,0% da geração. Mesmo assim, em termos do total de emissões da indústria brasileira como um todo, o cimento responde por 29,6%, perdendo apenas para a siderurgia, que gera 43%. Daí a razão do programa Road Map Brasil, que vai focar em quatro áreas: combustíveis alternativos, melhoria da eficiência energética, aditivos para o clínquer e captura e estocagem de carbono. O programa, coordenado pelo cientista José Goldenberg (presidente da Fapesp), conta com a participação da maioria da empresas produtoras de cimento no País, de universidades, entidades governamentais e da sociedade civil.

21 de junho, 2016
Saneamento Ambiental Logo
CIMENTOS
Votorantim quer ampliar volume coprocessado

O Vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana, acompanhou comitiva de representantes da Administração Regional de Sobradinho, da Fercal e também de membros do governo do Distrito Federal, e reuniu-se com os representantes da Votorantim Cimentos, na sede da fábrica em Sobradinho, no último dia 13 de abril. Na ocasião, Santana conheceu a tecnologia de coprocessamento utilizada na fábrica para substituir parte do combustível fóssil usado na produção de cimento. A medida contribui para reduzir as emissões de CO2 e o passivo ambiental, além de ajudar a eliminar focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, já que a fábrica coprocessa pneus, além de biomassas, como casca de arroz e cavaco de madeira. A fábrica de Sobradinho elimina atualmente 1.800 pneus de carros de passeio e outros 750 de caminhão Ao todo, são coprocessados por dia 36 toneladas de pneus, mas a capacidade é de coprocessar um volume ainda maior, de aproximadamente 130 toneladas. Para ampliar este volume, a Votorantim Cimentos aguarda autorização de órgãos competentes. Já de casca de arroz e cavaco de madeira, a fábrica coprocessa 85 toneladas por dia. “Atuamos sempre com transparência, por isso é tão importante obtermos essa autorização para ampliarmos a capacidade atual de coprocessamento, o que também permitirá coprocessar outros materiais. Já temos parcerias firmadas com órgãos federais e distritais, que são devidamente licenciados para destinar seus resíduos para nosso forno”, afirmou o Gerente-geral da Regional Centro-Norte da Votorantim Cimentos, Fábio Garcia. “O funcionamento de uma indústria como essa é como se fosse uma cidade e isso precisa ser valorizado. São essas empresas que geram um volume de recursos considerável que compõe o PIB do Distrito Federal. A fábrica demanda resíduos e nós queremos disponibilizar”, disse Renato Santana, Vice-governador do DF. Em Sobradinho, o cimento é fabricado de forma ecoeficiente desde 2004. O forno de cimento garante a total destruição térmica dos resíduos e a incorporação das cinzas no processo de fabricação, sem comprometer a qualidade do produto final. A Companhia tem como meta a utilização de 30% de combustíveis não-fósseis em suas plantas até 2020. No Brasil, a Votorantim Cimentos já alcançou o patamar de 16%, em 2015, em 15 unidades, distribuídas em 11 Estados e no Distrito Federal. Outro objetivo é diminuir as emissões de CO2 por tonelada de cimentícios em 25% em comparação com os níveis registrados em 1990. Em 2015, a empresa já atingiu o índice de 22,6%.

20 de abril, 2016
Saneamento Ambiental Logo
COPROCESSAMENTO
Votorantim Cimentos avança em Mato Grosso

A Votorantim Cimentos está substituindo combustíveis fósseis em sua fábrica de cimentos localizada nos distritos de Aguaçu e Nossa Senhora da Guia, no estado do Mato Grosso. Com uma produção de 1,2 milhão toneladas de cimento por ano, a fábrica realiza o coprocessamento de 20 mil toneladas de resíduos por mês, um volume com potencial para crescer a partir de novas parcerias com os setores público e privado. “É possível aprimorar o gerenciamento e a destinação de outros resíduos sólidos, como o lixo urbano. Estamos analisando alternativas que impulsionem ainda mais essas atividades e coloquem Cuiabá entre as cidades brasileiras que possui as melhores políticas de manejo de resíduos”, afirmou Edson Rodriguez, consultor de coprocessamento da Votorantim Cimentos. A atividade da Votorantim Cimentos já tem o aval da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). A empresa realizou testes de queima de resíduos, nos quais foram avaliadas as emissões atmosféricas geradas pela queima dos resíduos, além de estudos de viabilidade de queima e relatórios de testes para obter o licenciamento ambiental. A fábrica utiliza pneus picados, resíduos sólidos triturados, resíduos vegetais e materiais provenientes de atividade agrícola. Os materiais substituem parte do volume de combustível fóssil que alimenta o forno onde o calcário e a argila são transformados em clínquer, matéria-prima do cimento. Segundo o Gerente de fábrica da Votorantim Cimentos de Cuiabá, Murrib Moussa, ao investir na substituição de combustíveis fósseis com o uso de resíduos no forno de clínquer, a empresa ajuda a reduzir o passivo ambiental no município, diminuindo a quantidade de resíduos no aterro sanitário. A medida exerce também uma grande contribuição para melhorar a qualidade de vida da população, porque o lixo no aterro emite gases, como o metano, que são prejudiciais à saúde humana e aumentam o efeito estufa. “Como atuamos com responsabilidade ambiental, o coprocessamento está entre as práticas sustentáveis que consideramos essenciais em nossas operações, sem diminuir a qualidade de nossa produção, que se tornou mais limpa e competitiva”, disse Moussa. Além da fábrica de Cuiabá, a Votorantim Cimentos também realiza em Mato Grosso o coprocessamento de resíduos na fábrica de Nobres, localizada a 120 quilômetros da capital. Em 2014, os resíduos coprocessados pelas fábricas da Votorantim Cimentos representaram a eliminação de um passivo ambiental de 580 mil toneladas de resíduos, mais de um terço do total de 1,25 milhão de toneladas coprocessadas no País, segundo a ABCP - Associação Brasileira de Cimentos Portland (ABCP). A empresa possui como meta de Ecoeficiência e Inovação utilizar 30% de combustíveis não fósseis em suas fábricas até 2020. Atualmente, são 15 unidades que coprocessam resíduos, distribuídas em 11 Estados e no Distrito Federal.

29 de outubro, 2015