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INOVAÇÃO

Bicicleta elétrica feita com resíduos marinhos e fibras de abacaxi

Bicicleta elétrica feita com resíduos marinhos e fibras de abacaxi

A cada bicicleta vendida, a iniciativa irá limpar 200 m² de litoral no Brasil, além da Parley se comprometer a limpar 30 m² de regiões costeiras

A marca de biclicletas elétricas Lev acaba de desenvolver em parceria com a organização global de proteção dos oceanos Parley for the Oceans um modelo projeto com materiais eco-inovadores, incluindo o Parley Ocean Plastic® – produzido com resíduos marinhos interceptados de regiões costeiras – e couro ecológico derivado de fibras de abacaxi. A cada bicicleta vendida, a iniciativa irá limpar 200 m² de litoral no Brasil, além da Parley se comprometer a limpar 30 m² de regiões costeiras, destacando a missão da parceria de preservar as comunidades e ambientes locais em todo o Brasil.

Para Bruno Affonso, sócio-fundador da Lev, a parceria reflete um desejo antigo da empresa de contribuir mais para a preservação ambiental. "Sempre tivemos vontade de realizar uma ação significativa nessa direção, e agora, com a Parley, conseguimos chegar a um resultado bacana. A colaboração traz inovação às nossas e-bikes e uma oportunidade concreta de impacto sustentável, que faz parte do DNA da Lev. Cada e-bike se torna uma oportunidade de transformar o plástico retirado da costa em algo positivo”. A nova bicicleta possui paralamas feitos a partir de plásticos interceptados do meio ambiente, o Parley Ocean Plastic®, e substituio assento tradicional da bicicleta produzido a partir pelo couro de abacaxi, o Piñatex. Tais mudanças de design reforçam o compromisso da Lev em buscar soluções inovadoras que respeitem o meio ambiente em todas as etapas de produção, utilizando métodos regenerativos e não prejudiciais.

Fundada em 2012, aParley for the Oceans tem um novo formato de organização ambiental que colabora com uma rede global de parceiros para aumentar a sensibilização sobre a beleza e fragilidade dos oceanos e assim acabar com a sua destruição. No Brasil, a Parley trabalha com comunidades locais para abordar a poluição marinha por plástico, realizar limpezas em ilhas remotas e criar programas educacionais, promovendo um espírito colaborativo para proteger os ricos ecossistemas marinhos do país. "Juntos, estamos transformando um símbolo de ameaça em um símbolo de mudança. Essa bicicleta não é apenas um produto, mas uma mensagem de que podemos reduzir os danos causados ao meio ambiente”, comenta Guilherme Braga, Head de Colaborações da Parley Brasil. Como parte desta parceria, a Parley também vem oferecendo educação ambiental aos colaboradores da Lev, capacitando-os e incentivando-os a fazer parte do movimento pelos oceanos, pelo clima e pela vida.

O lançamento oficial da bicicleta colaborativa está previsto para acontecer no dia 1º de dezembro, na praia do Leblon, no Rio de Janeiro. O evento contará com um Parley Talk que abordará a conservação dos oceanos, uma ação de limpeza de praia, apresentação da bicicleta da collab e também uma pedalada simbólica pela Orla Carioca, berço do nascimento da marca. A iniciativa vai reunir grandes nomes ligados à proteção dos oceanos e criar um espaço para promover a conscientização sobre a importância da preservação ambiental.

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Startup contribui para limpar oceanos

A startup brasileira Positiv.a é uma das empresas que faz parte do Sistema B desde 2017, com linhas de produtos feitos a base de ingredientes 100% vegetais. “As pessoas entenderam que suas compras são um manifesto e querem investir em propósito, não querem mais empresas que agridem o meio ambiente. Ninguém mais quer comprar de quem polui oceanos, por exemplo", destaca Marcella Zambardino, co-CEO da Positiv.a. Segundo a ONG Pew Charitable Trusts e a SYSTEMIQ, a quantidade de lixo plástico despejada nos oceanos anualmente quase triplicará até 2040, chegando a 29 milhões de toneladas métricas. A Positiv.a se considera uma marca amiga dos oceanos, pois, em 2019, realizou oito mutirões no litoral brasileiro e na cidade de São Paulo com o objetivo de conscientizar sobre o destino do que consumimos ao recolher lixos jogados no meio ambiente. Em 2020 atingiram a meta de todos os plásticos utilizados nos frascos dos produtos serem de materiais reutilizados, ressignificando esse resíduo que é abundante e prejudicial ao ecossistema. "A pandemia, como em muitos setores, afetou fortemente as cooperativas de reciclagem e a realização de novos mutirões. Mas, assim que possível, iremos retomar essa limpeza efetiva do litoral brasileiro", afirma Marcella. A empresa prioriza ingredientes naturais que menos agridem o meio ambiente e o trabalho com fornecedores que seguem a mesma linha de pensamento. Um desses fornecedores é Nara Guichon. Em 1998, Nara percebeu o grande número de redes de pesca industrial que eram jogadas na natureza, poluindo todo um ecossistema em larga escala no Brasil. As redes de poliamida são tão resistentes que levam centenas de anos para se decompor. A partir daí, ela decidiu desenvolver um projeto de reaproveitamento do material composto por poliamida, que até então não era reciclado no Brasil. A partir das redes, hoje, são feitos esfregões de limpeza e saquinhos ideais para substituir sacolinhas plásticas. No total, a Positiv.a já vendeu 476,3 kg de produtos feitos a partir da rede de pesca reutilizada e Nara e sua equipe reusam em média duas toneladas de rede de pesca ao ano. "Temos uma dívida com o meio ambiente e precisamos urgentemente conscientizar as pessoas e também as marcas para, de alguma forma, recuperar esse estrago que já foi feito. Nós, da Positiv.a, temos o compromisso e propósito de sempre oferecer as alternativas mais ecossociais possíveis para o mercado. E assim somos uma empresa melhor para o mundo", finaliza.

29 de março, 2021
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A petroquímica Braskem, a Martiplast, do segmento de utilidades domésticas, e Leroy Merlin, uma das maiores redes de lojas para o mercado de material de construção, se uniram para oferecer aos consumidores caixas organizadoras feitas de plástico 100% reciclado. A parceria é mais uma iniciativa no âmbito da plataforma Wecycle, criada pela Braskem em 2015, que busca fomentar negócios que valorizem os resíduos plásticos ao longo de toda a cadeia produtiva, contribuindo com ações a favor da reciclagem, do pós-consumo e do meio ambiente. A Braskem fornecerá polipropileno reciclado à marca <Ou>, da Martiplast, que produzirá uma linha exclusiva de caixas organizadoras para venda nas 41 lojas e no e-commerce da Leroy Merlin no Brasil. A estimativa inicial é de uso de cerca de 60 toneladas de polipropileno reciclado por ano para produção de caixas organizadoras de três diferentes tamanhos. Nas lojas, o produto poderá ser identificado pelo selo da Plataforma Wecycle e da Martiplast, informando sua origem a partir de plástico reciclado. Além das caixas, há a possibilidade de ampliar a parceria entre as marcas para a criação de outros produtos que ajudem na organização e decoração da casa. “Acreditamos que o crescimento da reciclagem contribuirá ainda mais para o desenvolvimento e o crescimento da indústria do plástico. A parceria entre Braskem, Martiplast e Leroy Merlin é mais uma ação importante capaz de impactar outros players do mercado e conscientizar os consumidores”, afirma Fabiana Quiroga, diretora da área de Reciclagem & Plataforma Wecycle da Braskem.

19 de janeiro, 2018
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Embalagens usarão plásticos retirados do oceano

Em projeto piloto, as embalagens da Dell passam a utilizar 25% de resíduo plástico reciclado retirados de canais e praias – com a iniciativa, 7 mil toneladas de materiais plásticos deixarão de contaminar os oceanos neste ano. A ação integra o Programa Dell Legacy of Good que pretende, até 2020, utilizar 100% de embalagens recicláveis em seus produtos. As embalagens feitas a partir do plástico retirado do oceano passarão a ser usadas globalmente nas caixas do notebook 2-em1 Dell XPS 13 a partir do dia 31 de abril de 2017. A empresa ainda incluirá informações educativas em todas as embalagens, para aumentar a conscientização global de saúde dos ecossistemas dos oceanos. Para ajudar a garantir que as embalagens da Dell também não terminem nos oceanos, a Dell irá carimbar cada caixa com o símbolo de reciclagem Nº 2, designando-as como HDPE (que é comumente reciclável em muitos locais). O processo de produção das embalagens feitas a partir dos plásticos retirados dos oceanos é composto por várias etapas: os parceiros da Dell coletam os plásticos oceânicos em cursos de água, costas e praias antes de chegarem ao oceano. Em seguida, o plástico usado é processado e refinado, e se faz uma mistura do plástico retirado dos oceanos (25%) com outros plásticos HDPE reciclados (os 75% restantes), de fontes como garrafas e recipientes de armazenamento de alimentos. Por fim, flocos de plástico reciclado são moldados e transformados em embalagens, que são enviadas nas caixas que chegarão aos clientes.

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26 de abril, 2016