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ENERGIA SOLAR

BMW Group instala placas em fábrica

BMW Group instala placas em fábrica

Os painéis vão gerar energia suficiente para abastecer o equivalente a 143 residências em um ano.

A BMW Group instalou em sua unidade de Araquari (SC) 562 placas fotovoltaicas no telhado do prédio da Montagem. Os painéis ocupam uma área de 1.068 m², que tem a possibilidade de ser expandida, e vão gerar 261.397 kWh de energia em um ano, o que seria suficiente para abastecer 143 residências, de acordo com a média de consumo brasileiro.

A instalação começou a ser feita no fim de 2020 e a BMW espera deixar de emitir cerca de 28,75 toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a 2.738 árvores. Com isso, a planta de Araquari segue também a meta do BMW Group no mundo de reduzir a emissão de CO₂. Dentre os objetivos - que devem ser alcançados até 2030 - estão reduzir em 20% a emissão de CO₂ por veículo na cadeia produtiva, em 80% na produção, por veículo, e em 40% na fase de uso, também por veículo. "Assim como em todo o BMW Group, seguimos tendo a sustentabilidade como um assunto de extrema importância. E, por isso, estamos muito orgulhosos de mais esse passo dado aqui na fábrica de Araquari", releva Mathias Hofmann, diretor geral da fábrica do BMW Group em Araquari.

A fábrica catarinense já conta com a utilização de energia proveniente de fontes renováveis, promovendo a redução das emissões de CO2 em suas atividades - o que rendeu a certificação I-REC, um instrumento de compensação do consumo de energia elétrica proveniente de fontes que emitem CO₂ na atmosfera.

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RESÍDUOS
BMW Brasil reinsere PVC na produção

A BMW Group Brasil em parceria com empresas consumidoras de pasta de PVC desenvolve um processo interno em sua fábrica de automóveis em Araquari (SC), incentivando a economia circular e práticas sustentáveis com grupos locais. O selante de PCV é usado diariamente no processo de pintura dos carros produzidos na fábrica de Araquari. As sobras da substância durante o procedimento são inevitáveis - excedentes do processo gerados, por exemplo, em ações de manutenção dos equipamentos. Apesar desses resíduos já terem a destinação adequada e sustentável - o envio para blendagem e coprocessamento e o desafio de criar oportunidades de economia circular e reinseri-los na produção, o chamado “Seal the Deal”. As sobras do selante de PVC são separadas de maneira estratégica e com cuidados específicos para garantir a sua qualidade e potencial de reuso. Posteriormente, o material é destinado a empresas parceiras locais que utilizam o selante como matéria-prima em seu processo produtivo. O material pode ser usado para fazer produtos como tapetes, carpetes, solas de sapato, cones de trânsito e até barracas para acampamento. Com a implantação deste conceito de expansão do ciclo de vida do selante, o “Seal the Deal” tem potencial global de impedir a emissão de mais de 2500 toneladas de gás carbônico em um ano e ainda evitar o consumo de 15 milhões de litros de água, referente ao material que seria adquirido de outra forma por empresas que usam o PVC como matéria-prima. O “Seal the Deal” é um dos vencedores de um desafio mundial que procurava iniciativas de inovação e contou com o apoio do Accelerator Program do BMW Group, um programa de 12 semanas que tem como objetivo acelerar as ideias em um curto período. Além do “Seal the Deal”, a fábrica em Araquari já conta com a utilização de energia proveniente de fontes renováveis, promovendo a redução das emissões de CO₂ em suas atividades - o que rendeu a certificação I-REC, um instrumento de compensação do consumo de energia elétrica proveniente de fontes que emitem CO₂ na atmosfera. A meta da companhia é reduzir em 20% a emissão de CO₂ por veículo na cadeia produtiva, em 80% na produção, por veículo, e em 40% na fase de uso, também por veículo até 2030. No Upcycle Element, outro projeto idealizado pelos próprios funcionários da fábrica de Araquari, excedentes da produção como retalhos, uniformes usados e acessórios, são encaminhados a um grupo de mulheres artesãs da comunidade local que transformam os resíduos em bolsas, nécessaires e mochilas, gerando oportunidade de renda. De 2014 até hoje, o BMW Group realizou ajustes nos sistemas produtivos de suas fábricas em Araquari e Manaus (AM) e implantou o reuso da água em alguns processos, medida que provocou uma redução de 39% da água na produção.

1 de fevereiro, 2021
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ENERGIA SOLAR
Brasil deve alcançar 1,2 milhão de geradores

O Brasil apresenta 17.408 conexões, segundo a Aneel (Agencia Nacional de Energia Elétrica). Dentre as classes de consumo (comercial, iluminação pública, industrial, poder público, residencial, rural e serviço público) o consumo residencial é o que mais se destaca, superando 13 mil conexões. A opção por energia fotovoltaica – seja instalação comercial ou industrial - tem aumentado constantemente em todo território nacional. Os dados são atualizados constantemente pela Aneel. Segundo a pesquisa, os estados que mais se destacam são: (1° Minas Gerais 3.858, 2° São Paulo 3.363, 3° Rio Grande do Sul 2.061, 4° Rio de Janeiro 1.385 e 5° Paraná 1.300). Anaibel Novas, gerente da Unidade de Negócio de Energia Solar da multinacional austríaca Fronius, disse que a população brasileira tem investido cada vez mais em energia sustentável, em especial por conta das constantes secas, crise hídrica e aumentos das tarifas de energia elétrica. “O Brasil é um país rico em bases hídricas, diferente de outros países da Europa, por exemplo. Por esse motivo, as hidrelétricas são bem exploradas”. A especialista conta que ainda faltam incentivos do governo em relação ao uso, conhecimento da população em energias alternativas e os benefícios da utilização da energia renovável, que são incontáveis. Segundo a Alternative Technology Association, a Austrália deve transitar para uma rede elétrica 100% renovável até 2030, pois além de mais seguro é muito mais rentável e sustentável. Infelizmente, neste quesito, o Brasil caminha a passos lentos. Atualmente a energia solar representa apenas 1% da matriz energética brasileira. “Além de trazer redução de custos na conta elétrica, é comprovado que há valorização do imóvel, baixo impacto ambiental, energia inesgotável e redução das emissões de fases dos efeitos estufa. O investimento de R$ 12 mil em todo sistema fotovoltaico em uma residência é revertido em torno de sete a oito anos”, ressalta. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até 2024 cerca de 1,2 milhão de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil, representando 15% da matriz energética brasileira e até o 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões. A energia solar fotovoltaica é agora, depois de hidráulica e eólica, a terceira mais importante fonte de energia renovável em termos de capacidade instalada no mundo. Mais de 100 países utilizam energia solar fotovoltaica. A China, Japão e Estados Unidos atualmente são os mercados de energia fotovoltaica, contribuindo com quase 6% de sua demanda de eletricidade. A Alemanha é o maior produtor, mas estima-se que em breve será superado pela China.

14 de dezembro, 2017
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EMISSÕES
Siemens quer atingir carbono zero em 2030

A Siemens anunciou que tem objetivo de ser a primeira empresa industrial do mundo a atingir a pegada de carbono zero até 2030. A Companhia planeja cortar sua emissão de dióxido de carbono (CO 2 ) – que atualmente, soma cerca de 2,2 milhões de toneladas métricas por ano – pela metade até 2020. Para atingir a meta, a Siemens investirá cerca de 100 milhões de euros nos próximos três anos, a fim de reduzir a pegada de energia de suas instalações de produção e edifícios, incluindo locais nos Estados Unidos, Alemanha, China, Brasil e Grã-Bretanha. “Com esta iniciativa, a Companhia espera demonstrar a outras empresas que cortar a pegada de carbono não é apenas possível, mas rentável, pois todo o investimento será direcionado a projetos que se paguem ao longo do tempo, gerando uma redução dos custos mundiais de energia de 20 milhões de euros por ano”, explica Henrique Petersen Paiva, Gerente de Sustentabilidade da Siemens Brasil. Como atua em áreas que vão desde turbinas eólicas e de gás até sistemas de automação para trens de alta velocidade e máquinas de ressonância magnética, a Siemens entende que essa medida é uma responsabilidade, e que não é necessário esperar por um tratado internacional ou novos regulamentos para pôr em prática planos de redução de impacto ambiental. Para reduzir suas emissões, a Siemens focará três iniciativas – inicialmente, usará sistemas de energia distribuídos em suas instalações de produção e edifícios para otimizar os custos de energia, por meio da combinação do uso de painéis solares, turbinas eólicas e a gás com gestão energética inteligente, smart grids e soluções de armazenamento energético; em segundo lugar, vai empregar sistematicamente veículos de baixa emissão e conceitos de e-mobilidade em sua frota de automóveis global. Atualmente, sua frota é de aproximadamente 45 mil veículos, que produzem cerca de 300 mil toneladas métricas de emissões de carbono por ano. Em terceiro lugar, seguirá em direção ao uso de uma combinação de energia limpa – a exemplo do gás natural e da energia eólica – que emitem pouco ou nenhum CO2. Para compensar as emissões que não podem ser evitadas a curto prazo, a Siemens comprará energia limpa a partir de fontes renováveis como parques eólicos e créditos de carbono de organizações que trabalham para reduzir o carbono em todo o mundo por meio do reflorestamento, por exemplo. No Brasil, a Siemens seguirá o planejamento global e continuará investindo em iniciativas próprias, como nos projetos de certificação LEED, em sua política de home office que promove melhor uso dos recursos (inclusive de energia), no desenvolvimento de competências em eficiência energética para público interno selecionado (com o propósito de identificar oportunidades nesta área que possam ser convertidas em projetos de investimento viáveis de melhoria na eficiência energética) nas certificações ISO 14001 e no monitoramento e controle de indicadores de eficiência energética para gestão de governança dos resultados.

8 de outubro, 2015