RECICLAGEM

Brasil poderia economizar R$ 120 bi

Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Brasil perde aproximadamente R$ 120 bilhões anuais em produtos que poderiam ser reciclados, mas que são descartados. 
 
Maurício Cohab, Diretor da Trisoft, fabricante de itens com lã de PET da América Latina, afirma que a palavra lixo não deveria nem existir. “Tudo que é jogado nos lixões pode ser reaproveitado, seja matéria orgânica, seja descarte seco que pode ser reutilizado em novos produtos, como fazemos com as garrafas PET”, explica ele. Segundo o diretor da Trisoft, no Brasil há muito descaso do Poder Público, que não dá subsídios e não educa a população para a reutilização. 
 
O empresário recorda que a Alemanha recicla mais de 50% do lixo produzido desde 2010, enquanto o Japão criou inclusive usinas que são verdadeiras fábricas de energia e novos produtos a partir do reaproveitamento, além de existir subsídios para as empresas que utilizam material reciclado. Já no Brasil, segundo Maurício Cohab, a tributação encarece todo o processo de reciclagem e o produto feito a partir do reaproveitamento acaba sendo mais caro. “Em Londres, as principais vias têm lixeiras próprias para todos os tipos de resíduos, um incentivo enorme para que a população mude seus hábitos”, reforça Maurício.
 
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), o Brasil tem atualmente quase 3 mil lixões ou aterros irregulares que impactam a qualidade de vida de 77 milhões de brasileiros. “É uma realidade triste, mas que poderia facilmente ser modificada se o Poder Público, aliado à iniciativa privada, optasse por transformar o que chamamos de lixo em novos produtos”, reforça Maurício. O Brasil gera quase 80 milhões de toneladas de rejeitos por ano e apenas 3% são reciclados: “quando começamos a usar a lã de PET para fabricar nossos produtos, tivemos que literalmente brigar contra um mercado inteiro”.

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