UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Brasil tem áreas reconhecidas como Ramsar

Unidades de Conservação que abrangem os estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul receberam reconhecimento como Sítios Ramsar- são o principal instrumento adotado pela Convenção sobre Áreas Úmidas de Importância Internacional (Convenção Ramsar). 
 
As UCs brasileiras contempladas são a Área de Proteção Ambiental (APA) Cananéia-Iguape-Peruíbe, em São Paulo; parte da APA de Guaratuba, no Paraná; e o Parque Nacional de Ilha Grande, também no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
 
A Convenção Ramsar é um tratado intergovernamental criado inicialmente com o objetivo de proteger, mas que, com o tempo, expandiu sua preocupação com as demais áreas úmidas de modo a promover sua conservação e uso sustentável, bem como o bem-estar das populações humanas que delas dependem. 
 
“Estima-se que as áreas úmidas representam cerca de 20% do território brasileiro e englobam ecossistemas tanto marinho e costeiros, quanto continentais, abrigando uma grande variedade de ambientes e espécies. Parte dessas áreas são reconhecidas como Sítio Ramsar, o que significa uma vitória para essas unidades, aumentando a visibilidade das mesmas e dando acesso ainda a benefícios financeiros para conservação e uso racional. Além disso, esse reconhecimento deve priorizar também a implementação de políticas governamentais e investimentos com fontes nacionais e internacionais”, avalia a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Malu Nunes.
 
Para preservar áreas úmidas brasileiras a Fundação O Boticário lançou, em 2017, edital de apoio a projetos do segundo semestre, realizado pela Fundação, teve como foco iniciativas que contribuíssem para a conservação das áreas úmidas, mais especificamente o bioma Pantanal - considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta - e todos os Sítios Ramsar nacionais.
 
Somente nas três áreas designadas como novos Sítios Ramsar, a Fundação já apoiou 33 projetos desde 1991 (18 na APA de Guaratuba, 11 na APA Cananéia-Iguape-Peruíbe e quatro no Parque Nacional de Ilha Grande), em parceria com outras instituições. Os trabalhos foram focados em diferentes ecossistemas e espécies de flora e fauna, como por exemplo, onças, papagaios, morcegos, cavalos-marinhos, botos, micos, entre outros. O reconhecimento favorece o projeto “Monitoramento de Manguezais - guardiões das zonas costeiras”, em desenvolvimento na APA Cananéia-Iguape-Peruíbe pelo Instituto BiomaBrasil, pois abre margem para obtenção de recursos técnicos e financeiros em projetos que promovam o desenvolvimento sustentável da região. 

Artigos Relacionados

São Paulo avança com programas de preservação
FLORESTAS
São Paulo avança com programas de preservação

Entre 2023 e 2025, São Paulo colocou aproximadamente 34 mil hectares em processo de restauração, dos quais 11 mil hectares somente em 2025.

7 de janeiro, 2026
AGU evita que ICMBio pague indenização de quase R$ 9 bilhões
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
AGU evita que ICMBio pague indenização de quase R$ 9 bilhões

O STJ entendeu que a pretensão indenizatória da autora já estava prescrita em 2018, antes mesmo do ajuizamento da ação.

27 de novembro, 2025
Comissão aprova prioridade de recursos para municípios em UCs
SANEAMENTO
Comissão aprova prioridade de recursos para municípios em UCs

Embora a lei já garanta prioridade e simplificação de licenciamento ambiental para obras de saneamento conforme o porte e o impacto das atividades, essa previsão se limita à tramitação administrativa dos projetos.

11 de novembro, 2025
AGU obtém decisões favoráveis para reparações ao Pantanal e Mata Atlântica
BIOMAS
AGU obtém decisões favoráveis para reparações ao Pantanal e Mata Atlântica

A área ocupada abrange cerca de sete hectares, está inserida na Mata Atlântica e tem sofrido reiteradas infrações ambientais, com a prática de atividades turísticas comerciais clandestinas em área embargada.

4 de novembro, 2025
ICMS Ecológico aporta mais de R$ 20 milhões no litoral paranaense
MEIO AMBIENTE
ICMS Ecológico aporta mais de R$ 20 milhões no litoral paranaense

Em 2024, dos 399 municípios paranaenses, 269 receberam recursos do ICMS Ecológico, que contemplou 901 Unidades de Conservação e mais de 150 bacias de mananciais.

30 de setembro, 2025
Paraná terá R$ 1,2 milhão para projetos de preservação no litoral
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
Paraná terá R$ 1,2 milhão para projetos de preservação no litoral

Os recursos serão operacionalizados pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), responsável pela gestão financeira do Programa, e as instituições executoras terão até 24 meses para implementar as ações aprovadas

3 de setembro, 2025
Garimpo ilegal ameaça as 20 maiores árvores do bioma
AMAZÔNIA
Garimpo ilegal ameaça as 20 maiores árvores do bioma

20 maiores árvores já registradas na Amazônia e na América Latina – todas da espécie angelim-vermelho (Dinizia excelsa), com alturas entre 70 e 88 metros – permanecem ameaçadas pelo garimpo ilegal, desmatamento e grilagem de terras.

23 de agosto, 2025
Censo revela mais de 11 milhões vivendo em Unidades de Conservação
SANEAMENTO
Censo revela mais de 11 milhões vivendo em Unidades de Conservação

Falta de água, esgoto e coleta de lixo afeta 40% dos moradores de áreas ambientalmente protegidas no país.

13 de julho, 2025