Publicidade
MUDANÇAS CLIMÁTICAS

CBA contrata nova linha de crédito rotativo

CBA contrata nova linha de crédito rotativo

A operação reforça o compromisso da empresa com a redução de emissões de gases de efeito estufa.

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) contratou linha de crédito rotativo (Revolving Credit Facility - RCF) no valor de US$ 100 milhões para substituir a linha vigente da Votorantim S.A. de US$ 200 milhões, da qual a CBA é uma das partes. A operação reforça o compromisso da empresa com a redução de emissões de gases de efeito estufa, na medida que o KPI atrelado ao crédito prevê reduções anuais das emissões até 2025. "Além de ser uma fonte adicional de liquidez, a operação evidencia o comprometimento da CBA com mudanças climáticas, em convergência à implementação de suas metas de longo prazo divulgadas este ano. Nossa estratégia ESG prevê reduzir em 40% as emissões até 2030 (na média dos produtos fundidos, desde a mineração), tendo como ano base 2019.", explica Luciano Alves, CFO da companhia.

A nova operação de crédito rotativo tem prazo de cinco anos e foi realizada junto a oito instituições internacionais financeiras. Ela pode ser acessada a qualquer momento do contrato. A CBA deverá medir e reportar o indicador de emissões e, caso as metas definidas sejam alcançadas, terá um benefício do custo. Em contrapartida, caso não sejam, terá um incremento em seu custo anual.

A CBA contratou a Sustainalytics, referência global em fornecimento de pesquisas, classificações e dados ESG, para conceder um parecer (Second Party Opinion) sobre o escopo de seu financiamento vinculado à sustentabilidade. "A Sustainalytics considera o KPI de intensidade de emissões de carbono definido pela CBA como muito forte com base em sua materialidade e alinhamento com a estratégia ESG da empresa", disse Heather Lang, diretora executiva de soluções corporativas da Sustainalytics. "Além disso, a meta de redução da CBA é considerada altamente ambiciosa em relação ao desempenho histórico da empresa, benchmarking de seus pares da indústria e alinhada com um cenário bem abaixo de 2 graus Celsius. A Sustainalytics considera que os compromissos de reportes e medições assumidos estão alinhados com as expectativas do mercado global."

Além dos produtos financeiros, a CBA tem adotado melhores práticas globais para uma atuação ainda mais sustentável, como a Refinaria de Alumina em Alumínio (SP), uma das primeiras do mundo a ter 100% de capacidade de produção de vapor originado por biomassa em substituição a duas caldeiras que funcionavam a partir da queima de óleo ou gás natural. Com a implantação, a CBA reduziu em 43% a intensidade das emissões de gases de efeito estufa nesta etapa da produção. O projeto, implementado em março de 2020, tem parceria da ComBio Energia S.A.

Desde 2018, a CBA tem modernizado a tecnologia em suas Salas Fornos, visando a automatização do processo de alimentação dos fornos, o que permitirá a redução das emissões e aumentará a eficiência e a segurança da operação, além de gerar ganhos em produtividade e redução de custos. Com um investimento previsto de R$ 900 milhões entre 2021 e 2025, este projeto tem por objetivo replicar o modelo integrado de produção de alumínio de baixo carbono com custos competitivos e incrementará a produção em estimados 80 ktpa. "Do ponto de vista ambiental, outro fator primordial é nossa capacidade de geração de energia 100% renovável, suprindo praticamente a totalidade do consumo de energia elétrica da CBA, o que garante competitividade em custos, segurança de fornecimento, além de possibilitar a produção de um alumínio de baixo carbono", explica Alves.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
SUSTENTABILIDADE
CBA é bem avaliada no rating da CDP

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) recebeu nota A- e foi reconhecida como uma das melhores empresas avaliadas no Programa de Mudanças Climáticas em 2020 na avaliação do CDP, um dos principais ratings de sustentabilidade mundial e um dos mais conceituados sobre mudanças climáticas. Este ano, foram mais de 9,6 mil companhias de diversos setores. Esta é a segunda maior nota do rating na primeira participação da CBA e a coloca entre as líderes globais em boas práticas em ESG. "Estamos muito orgulhosos com o reconhecimento, uma vez que ele traduz nosso empenho em minimizar impactos ao meio ambiente para a produção de um alumínio sustentável, transformando o cotidiano das regiões onde estamos presentes e de toda a sociedade", afirma Ricardo Carvalho, diretor presidente da CBA. A CBA foi avaliada em 116 critérios que englobam práticas relacionadas a emissão de carbono, gestão de resíduos, manejo e preservação de recursos naturais. Por meio de projetos como a diversificação de sua matriz energética - a partir da instalação de uma caldeira de biomassa que irá gerar vapor para a Refinaria de Alumina - e da automatização do processo de alimentação de fornos, a CBA tem conseguido reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa em sua produção, ficando bem abaixo da média global de emissões na indústria do alumínio. Os dados avaliados pelo CDP ficam disponíveis para consulta de investidores e fundos de investimento credenciados, inclusive com o cruzamento das informações entre diversas organizações. As informações da instituição responsável por manter o ranking indicam que mais de 150 empresas ao redor do mundo, com poder de compra de US$ 4 trilhões, utilizam o rating para selecionar fornecedores. Já os fundos de investimento utilizam o CDP como critério para suas decisões e reúnem US$ 106 trilhões em ativos. Além disso, o resultado também pode servir como critério para captação de recursos por meio de títulos verdes e financiamentos com taxas menores. "O resultado confirma a presença da Sustentabilidade em todas as áreas e atividades da CBA e nossa tomada de decisões assertivas, nos trazendo ainda mais confiança para seguir com nossa agenda de transformações", avalia Carvalho.

21 de dezembro, 2020
Saneamento Ambiental Logo
EMISSÕES
CBA recebe Selo Ouro por inventário

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) recebeu, pela terceira vez consecutiva, o certificado do Programa Brasileiro GHG Protocol, que quantifica as emissões de gases geradores do efeito estufa. A companhia obteve Selo Ouro pela divulgação e verificação do inventário de emissões realizado em todas as suas Unidades. A análise considera as emissões diretas e indiretas relacionadas ao consumo de energia elétrica e a emissão específica para transporte de bauxita. Com o resultado do inventário, a CBA conseguiu calcular no processo de eletrólise - etapa de redução do óxido de alumínio em alumínio primário - que são gerados 2,56 t CO2e (toneladas de dióxido de carbono equivalente) para cada tonelada de alumínio líquido produzida. Segundo dados do International Aluminium Institute (IAI), as emissões deste processo, em âmbito mundial, somam 12 t CO2e. A emissão da CBA também é inferior ao índice de 8 t CO2e/ t alumínio líquido, valor de referência estabelecido pela ASI (Aluminium Stewardship Initiative), organização mundial que define padrões e melhores práticas globais para o desempenho de sustentabilidade na indústria do alumínio. "Manter uma matriz energética renovável e ter uma emissão muito abaixo da média de mercado faz parte do nosso propósito de produzir alumínio que transforma vidas. Significa que estamos entregando, para o mercado, um alumínio mais sustentável, beneficiando também os targets de sustentabilidade de outros fabricantes de diversos setores da economia, além de gerar impactos socioambientais positivos para toda a cadeia”, diz Luís Jorge, diretor do Negócio de Produtos Primários da CBA. A partir de 2020, a companhia deve reduzir ainda mais as suas emissões ao adotar a utilização de 100% de vapor originado de biomassa em sua refinaria. A CBA participa do Programa brasileiro GHG Protocol desde 2018, divulgando de forma voluntária os seus resultados de inventário de emissões no ‘Registro Público de Emissões’, plataforma online onde estão disponíveis os dados das empresas participantes do programa.

23 de outubro, 2020