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CLIMA

OMM alerta para episódio forte de El Niño entre junho e agosto
A Organização Meteorológica Mundial alerta para uma probabilidade de 80% de um episódio forte de El Niño entre junho e agosto de 2026, aumentando o risco de eventos climáticos extremos.
3 de junho, 2026
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O Finaclima-SP, mecanismo de financiamento climático do Governo de São Paulo, é finalista do Prêmio Brasil de Gestão Pública 2026 por sua atuação em impacto social, inclusão e políticas públicas estruturantes.

O Brasil pode enfrentar severos impactos climáticos no segundo semestre de 2026 devido à iminente chegada de um novo evento de El Niño, conforme indicam análises meteorológicas.

Um dos principais pontos da agenda desta sessão é a revisão dos Princípios e Procedimentos que regem o trabalho do IPCC, os quais são revistos a cada cinco anos.

“A resiliência ao clima deixou de ser opcional e passou a ser obrigatória para proteger a criação de valor da organização a longo prazo e manter sua competitividade no mercado”

Por meio de um modelo de Laboratórios Urbanos Participativos, o projeto será desenvolvido em parceria com agências governamentais e associações de moradores de favelas e comunidades urbanas.

A ação teve início em 7 de fevereiro e irá atender cinco mil pessoas até o fim do verão, com a distribuição de água, viseiras, squeezes e kits pet, compostos por vasilha e água.

O espaço permanente reúne mais de um século de observações do tempo e do clima em São Paulo, conectando história científica, dados contemporâneos e experiências educativas abertas ao público.

O Comitê reúne especialistas em meteorologia, operações e comunicação responsáveis por avaliar cenários críticos, antecipar riscos e garantir que a informação chegue ao público de forma clara, responsável e baseada em dados.

O ano mais quente da história segue sendo 2024, que registrou uma média 1,55°C acima deste patamar, superando pela primeira vez o limite de segurança de 1,5°C do Acordo de Paris.

O processo de revisão é fundamental na preparação dos relatórios do IPCC. Ele ajuda a garantir o rigor científico, a mais ampla gama de perspectivas, além de relevância e orientação para aqueles que compilam os inventários de emissões.

As vastas paisagens, que cobrem metade do planeta, armazenam quantidades significativas de carbono, amortecem os extremos climáticos e regulam a água em algumas das regiões mais secas do mundo.

Para reduzir esse cenário seria necessário a eliminação da exploração e uso de combustíveis fósseis a curto prazo em uma transição justa e factível.

Dentre as cinco regiões brasileiras, o Nordeste manteve, em setembro de 2025, o quadro mais severo do fenômeno no País.

Em 2024, o Brasil enfrentou nove ondas de calor, no ano mais quente da história, e foi a primeira vez que o planeta ultrapassou o limite de aumento da temperatura média definido pelo Acordo de Paris – de 1,5 °C.

O volume de créditos em análise chega a 146,695 milhões de toneladas de CO₂, enquanto 12,762 milhões de toneladas já foram listadas.

A Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico – conhecida pela sigla em inglês Amoc é um dos principais “motores” do clima terrestre.

Diálogos sobre clima e biodiversidade ganham força, mas falta de ambição em financiamento climático exige resposta firme em Belém

Especialistas discutem os impactos jurídicos dos desastres climáticos em contratos e alertam: prevenção e gestão de riscos são urgentes.

O documento trata da nova linha diplomática dos Estados Unidos perante os programas das Nações Unidas sediados na capital do Quênia, especialmente o ONU-Habitat e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O painel Sala de Situação apresenta indicadores de desmatamento, degradação, mineração e focos de fogo em vegetação obtidos a partir das informações dos projetos PRODES, DETER e Queimadas, também do INPE.

Com os impactos climáticos devastando fazendas em todo o mundo, a necessidade urgente por mais financiamento climático é nítida.

O Monitor das Secas constatou um período mais brando entre agosto e setembro no Amapá, porém, em outros 19 estados a estiagem ficou mais intens

Mais de 40 instituições brasileiras assinaram carta aberta onde demonstram preocupação sobre a operação adequada e permanente da Rede Meteorológica e da Rede Hidrometeorológica Nacional

A nova unidade terá capacidade estimada de produzir até 222 mil m³ de etanol por ano, 147 mil toneladas de grãos secos de destilaria

As propostas respondem ao aumento no número de queimadas no Brasil, que registrou 68,3 mil focos em agosto deste ano, um crescimento de 144%

A Declaração foi anunciada na Cimeira Mundial de Ação Climática

Suely foi premiada como uma referência da ONU sobre clima

Governo Federal está iniciando uma revisão na Política Nacional de Regulação do Clima com o objetivo de alinhar as metas ao Acordo de Paris

Estudo foi coordenado pela ANA em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME)

O estudo mostra que o cenário é favorável, já que o nível é maior que 50%.

O estudo mostra que mesmo um aumento modesto de temperatura de 1,5°C terá sérias consequências na Índia, China, Etiópia, Gana, Brasil e Egito.

Emissões caíram de 57 milhões de toneladas de CO2 equivalentes em 2015 para 46 milhões em 2021.

A operação reforça o compromisso da empresa com a redução de emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com o estudo, o número de pessoas que enfrentam crises de fome aumentou de forma constante nos últimos cinco anos.

Os US$ 500 milhões deverão financiar pelo menos cinco projetos, com aplicação limitada a até 20% do valor total.

Mara Fornari Segundo o sexto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) recentemente divulgado, é inegável a influência da ação humana para o aumento do aquecimento global e os impactos das variações de temperatura nos próximos anos em diversas áreas do planeta, com sérias consequências para segmentos fundamentais da economia mundial. Buscando trazer essa discussão para o âmbito nacional, a Academia Brasileira de Ciências promoveu o evento “O Brasil e as Mudanças Climáticas – o novo Relatório do IPCC”, coordenado pelo físico e membro titular do órgão, Luiz Davidovich. Abrindo as discussões, Paulo Artaxo, Professor de Física da USP e membro do IPCC, salientou que o novo relatório AR6 WG1 traz linguagem mais incisiva em relação aos anteriores, onde as mudanças recentes no clima são generalizadas, rápidas e intensificadas e sem precedentes em pelo menos 6.500 anos na história do planeta e que as mensagens científicas são diretas, como a que diz que “a menos que haja reduções imediatas, rápidas e em grande escala nas emissões de gases de efeito estufa, limitar o aquecimento a 1,5ºC pode ser impossível”. Sem dúvida, as atividades humanas estão tornando os eventos climáticos mais extremos, incluindo ondas de calor, chuvas fortes e secas, cada vez mais frequentes e severas. Ou seja, se não reduzirmos as emissões, os impactos se tornarão cumulativos e cada vez maiores. O relatório também fala de maneira explícita que algumas mudanças climáticas são irreversíveis – “no entanto, algumas podem ser retardadas e outras interrompidas se as emissões forem limitadas. Recado claro da ciência para que os governos efetivamente tomem medidas concretas para reduzir as emissões”, ressalta Artaxo. Para limitar o aquecimento global são necessárias reduções fortes, rápidas e sustentadas de CO2 , metano e outros gases de efeito estufa. Isso não apenas reduziria as consequências das mudanças climáticas, mas melhoraria a poluição do ar nas cidades. Leia a matéria completa na edição 199 de Saneamento Ambiental

Artigo por Carlos Urbano Por Carlos Urbano * Nos últimos 18 meses, em um período no qual ninguém sonharia ser possível, conquistamos coisas incríveis. Várias vacinas foram desenvolvidas, testadas, aprovadas e produzidas em massa no decorrer de um ano, diferentemente de antes, quando isso poderia demorar cerca de uma década. Indústria após indústria se adaptaram a métodos 100% remotos de trabalho em meses, em vez dos cinco a sete anos que normalmente levariam. As empresas reconfiguraram e adaptaram completamente as cadeias de abastecimento para garantir que produtos, de EPI a papel higiênico e alimentos frescos, pudessem ser adquiridos, produzidos e despachados nas quantidades necessárias, apesar do fechamento de fábricas e de fronteiras. A tecnologia digital tem sido fundamental para permitir cada um desses sucessos no período de tempo acelerado em que foram alcançados. À medida que voltamos nossa atenção para o maior desafio que enfrentamos coletivamente, o aquecimento global, acredito que o digital é a bala prata que procuramos. Por que o digital é a chave para combater as mudanças climáticas? Para evitar uma catástrofe ambiental, precisamos reduzir as emissões de poluentes o máximo que pudermos (em última análise, 100%) o mais rápido possível (nos próximos 30 anos). O digital é um acelerador comprovado de mudança em todas as facetas da sociedade. As tecnologias já existem e podem ser adotadas imediatamente. Isso permite não apenas reduzir as emissões, mas também oferecer um retorno sobre o investimento que significa mais do que se paga ao longo do tempo. Entre os impactos da digitalização nas mudanças climáticas, podemos citar: 1) Visibilidade : as ferramentas digitais nos ajudam a ver e medir o que não podemos capturar a olho nu. A mudança climática é o problema energético: 80% de todas as emissões de carbono estão ligadas à energia. Reduzir (ou erradicar) a perda e o desperdício de energia são medidas que podem ser tomadas hoje com tecnologias que nos permitem monitorar o desempenho e a eficiência energética de casas, escritórios e indústrias. 2) Eficiência : o que pode ser medido pode ser melhorado e otimizado. No geral, dois terços do potencial de eficiência são inexplorados no que diz respeito à economia de energia: 82% em edifícios, 58% na indústria e 79% em infraestrutura. Mesmo os processos de uso intensivo de energia, como a produção de petróleo e gás, podem alcançar reduções significativas nas emissões com melhor planejamento e implantação de soluções digitais. Um estudo recente que realizamos com a McDermott e a io Consulting descobriu que uma redução surpreendente de 76% nas emissões operacionais de instalações de petróleo e gás poderia ser alcançada com um aumento mínimo de gastos de 2%. Isso poderia ser fornecido por meio de uma combinação de energia de rede renovável digital, quadro de distribuição sem SF6 e certas modificações que permitiriam às instalações se livrar das chamadas emissões fugitivas, promovendo operações remotas e a segurança da equipe. 3) Interoperabilidade : soluções projetadas para diminuir erros e dar visibilidade completa de um projeto. Soluções interoperáveis ajudarão a reduzir erros e a criar um sistema de visibilidade completa desde o projeto até o nível de operações, especialmente no ponto em que a colaboração dentro ou fora do local é dada em uma série de segmentos críticos, incluindo estoque de edifícios, rede, transporte e projetos de infraestrutura-chave. Conectar todos os elementos dentro dos edifícios, que respondem por 40% das emissões de carbono, ajudaria a resolver um dos grandes desafios do nosso tempo – a eficiência da construção. 4) Capacitação : implantação e gerenciamento da transição para energias renováveis. À medida que as energias renováveis substituem os combustíveis fósseis, sua produção começa a mudar de mãos. Além dos grandes produtores de energia, existem empresas e indivíduos que a geram por si mesmos e a vendem para a rede. Nossos padrões de uso estão se adaptando com a migração para veículos elétricos, bombas de calor elétricas e serviços de streaming. E estamos consumindo mais eletricidade do que nunca. As tecnologias digitais são essenciais para criar a rede inteligente de próxima geração e para apoiar a integração e a gestão de painéis solares, o carregamento de EV e o aquecimento em casa e nos locais de trabalho. 5) Inovação : o aumento do investimento sustentável gera impacto em escala Com o rápido avanço das tecnologias digitais, podemos acelerar o progresso para cumprir os compromissos globais com as mudanças climáticas usando as ferramentas à nossa disposição hoje. E não há tempo a perder. Governos, empresas e sociedades têm demonstrado grande agilidade para priorizar a saúde pública. Agora precisamos aplicar a mesma urgência quando se trata da saúde de nosso planeta. O digital fornece uma mudança radical na forma como abordamos, entregamos e dimensionamos os esforços de sustentabilidade. Um futuro líquido zero de carbono é certamente verde, mas também deve ser digital e elétrico. * Carlos Urbano é Diretor de Industrial Automation da Schneider Electric Brasil

Webinar abordará o tema “Papel e importância da indústria química para lidar com a mudança climática”, no dia 2 de setembro.

O objetivo é adiar o máximo possível a data do Earth Overshoot Day nos próximos anos.

O dimetilcarbonato (DMC), o ácido acético e o dimetil éter (DME) são os três produtos derivados do dióxido de carbono (CO2) com maior potencial.

"Hoje o prejuízo da mudança climática é três vezes o prejuízo que a economia tem com a pandemia do novo coronavírus."

"Desdenhar da nossa responsabilidade como grande emissor e prometer metas sem planos consistentes é perder espaço no mercado".

Por Reinaldo Dias* Costumamos entender globalização como um fenômeno essencialmente econômico que envolve um aspecto comercial com a abertura dos mercados, uma globalização financeira caracterizada pela liberalização dos movimentos de capitais e uma dimensão tecnológica baseada no desenvolvimento e na expansão das novas tecnologias. Nas análises sobre o processo de globalização a dimensão ecológica tem sido pouco destacada, embora tenha contribuído significativamente para que o mundo reduza seu tamanho. Diversos problemas ambientais tem uma dimensão global como: a redução da biodiversidade, as alterações climáticas induzidas pelo homem, o efeito estufa, a diminuição da camada de ozônio entre outros que contribuem para uma maior aproximação entre os habitantes do planeta que vão se conscientizando de que o mundo é um só, e para mantê-lo é necessária a participação de todos. Como uma das questões mais urgentes a serem enfrentadas destaca-se o aquecimento global que tem afetado diversas regiões do mundo. As altas temperaturas assolaram boa parte do Brasil em 2014, a Califórnia enfrenta a pior seca de sua história, temperaturas de mais de 47°C à sombra mataram mais de 800 pessoas na Índia em maio de 2015. As maiores temperaturas do planeta desde o século XIX, quando se iniciou seu acompanhamento foram registradas no ano passado, e neste ano o prognóstico dos cientistas é que a temperatura média será ainda maior. Nesse caso é a sobrevivência humana que está em pauta. Por isso, a solução deverá vir de uma abordagem ampla que não reduza a área de ação a nenhum lugar geopolítico determinado, pois o meio ambiente, as mudanças climáticas, não reconhecem fronteiras políticas. Aqui surge uma dificuldade. Uma solução global passa pelo estabelecimento de um amplo consenso de como enfrentar a crise ambiental, o que nem sempre é fácil de ser obtido. No entanto os problemas são globais e exigem respostas no plano internacional, nenhum Estado isolado conseguirá resolvê-los. A solução só virá da união consensual de todos. Daí a importância dos fóruns internacionais, debates, discussões, infindáveis reuniões para obtenção de medidas coletivas para enfrentar o problema. Obter propostas comuns envolvendo uma grande diversidade de culturas, que apresentam pontos de vista e ideias muitas vezes completamente opostas, exige um enorme esforço e boa vontade para que se obtenha um consenso. No final deste ano a humanidade terá mais uma oportunidade de dar um salto para frente, pois ocorrerá em Paris a COP-21 (Conferência das partes) que tem como objetivo obter um acordo vinculante global sobre reduções de gases de efeito estufa, que substituirá o protocolo de Quioto que venceu em 2012 e que foi prorrogado até 2020. As discussões anteriores foram difíceis, com destaque para a de Copenhague (COP-15) em 2009 quando se tentou alcançar um novo acordo mundial, mas as negociações fracassaram. A de dezembro de 2014 (COP-21) realizada em Lima já avançou um pouco mais no sentido de que se estabeleceu um novo consenso de que os países em desenvolvimento deveriam arcar de algum modo com os custos de combate ao aquecimento global. Nesse encontro repercutiu positivamente o acordo entre EUA e China, os dois principais emissores de gases efeito estufa (GEE), e que estabeleceram metas de redução de emissões. O cenário positivo para o encontro de Paris é motivado pelo maior conhecimento científico sobre as metas para que se consiga limitar o aquecimento global em, no máximo, 2 graus Celsius, sobre a temperatura do período pré-industrial. O Quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), síntese de estudos de milhares de cientistas de todo mundo, divulgado em 2013, confirmou com ainda maior clareza que o homem é responsável pelo atual aquecimento do planeta. O documento concluiu afirmando que: a principal causa do aquecimento global é a emissão de GEE pelas atividades humanas, com destaque para as emissões de gás carbônico; os mares estão se tornando mais ácidos pela absorção de gás carbônico; o gelo está em recuo acelerado na maior parte das regiões frias do mundo; o regime de chuvas, as correntes marinhas e o padrão dos ventos estão sendo perturbados, aumentando a tendência de secas e enchentes. Se as emissões continuarem dentro das tendências atuais, o aquecimento vai aumentar, podendo chegar a 4,8°C até 2100, com efeitos catastróficos para a humanidade. A contribuição da comunidade científica internacional está sendo decisiva para que se adotem medidas no âmbito político internacional. O passo dado pela China e EUA foi importante para que o encontro de Paris seja um sucesso. Nessa reunião será necessário que se adotem medidas concretas a serem seguidas por todas as nações, deixando de lado as propostas excessivamente endógenas e privilegiando aquelas que visam ao fortalecimento do convívio global e da perspectiva humanitária priorizando a sobrevivência de todos e das gerações futuras. *Reinaldo Dias é professor da Universidade Mackenzie Campinas. É mestre em Ciência Política, doutor em Ciências Sociais pela Unicamp e especialista em Ciências Ambientais.

Governos locais assumem metas até 2030


