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Cedae e estatal chinesa avaliam projetos de saneamento no futuro

Cedae e estatal chinesa avaliam projetos de saneamento no futuro

Representantes da Cedae e da CITIC se reuniram na sede da empresa carioca

No último dia 24 de janeiro, representantes da Cedae e da CITIC Group Corporation, estatal chinesa de investimentos, se reuniram na sede da empresa carioca para avaliar parcerias em projetos de saneamento. Durante o encontro, Ma Xuefeng, diretor-geral da CITIC América Latina, abordou os empreendimentos desenvolvidos em países como China, Angola, Venezuela e Cazaquistão. Os projetos utilizam métodos como água de reúso em indústrias, dessalinização (remoção do sal da água do mar) e membranas para o tratamento avançado da água.

Representada pelo diretor-presidente Aguinaldo Ballon e pelo diretor técnico e de projetos Humberto Mello, a Cedae apresentou à comitiva chinesa as principais obras em andamento, como a modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, a construção do Novo Guandu e as novas ETAs do Sistema Acari. “Para alinharmos futuras parcerias, é importante termos trocas como essas, onde mostramos os nossos desafios e as tecnologias que buscamos implementar. Dessa forma, a empresa pode propor novas soluções para otimizar o processo”, afirmou Ballon.

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ÁGUAS RESIDUAIS
Suez fará tratamento através de vegetação na Ásia

Um parque com 23 hectares de vegetação diversificada é a técnica escolhida pela Suez para tratar os diversos tipos de micropoluentes das águas residuais da Shangai Chemical Industry Park (SCIP), maior petroquímica da China. O investimento totaliza 18,5 milhões de euros. A tecnologia Zone Libellule a ser utilizada no SCIP foi desenvolvida pela Suez e testada pela primeira vez em 2009 na França, na Estação de Tratamento de Esgoto St Just (Hérault). Durante cinco anos, o centro de pesquisas da Suez refinou a tecnologia, dimensionando-a para adequá-la a todos os tipos de tratamento de efluentes e às necessidades locais. O tratamento escolhido permitirá selecionar diversas espécies de plantas pela sua capacidade de depuração, resistência ao sal (é alto o nível de salinidade dos efluentes do parque) e outras características ecológicas, melhorando a qualidade das descargas do parque industrial de Xangai sob vários parâmetros de poluição dos efluentes: demanda química de oxigênio (DQO), metais, fósforo, nitrogênio etc. O projeto contempla um espaço úmido artificial junto à estação de tratamento de águas residuais em que o desenvolvimento da biodiversidade aumenta o combate aos micropoluentes e limita sua difusão em água doce ou marinha. A diversidade de habitats criados pela Suez vai permitir a colonização da fauna local e a sobrevivência de espécies da flora nas zonas úmidas. Para tornar o sistema autossuficiente, o projeto receberá a instalação de painéis solares e turbinas eólicas para produzir energia verde. Na China, a Suez atua na gestão da água e de resíduos na parte continental, Hong Kong, Macau e Taiwan há mais de 40 anos. Com 8 mil funcionários e mais de 60 empresas formadas com parceiros locais, a Suez auxilia as autoridades e a indústria no desenvolvimento de soluções inovadoras para enfrentar o desafio do clima e da gestão sustentável dos recursos. Atualmente, a companhia abastece com água potável 20 milhões de chineses, faz a gestão de resíduos em Hong Kong e presta serviços ambientais em 11 parques industriais. Em 2016, a Suez tornou-se acionista majoritária da NWS Holdings.

24 de fevereiro, 2017
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SANEAMENTO
Reino Unido quer ampliar parcerias no Brasil

Com o objetivo de discutir possibilidades de parcerias e intercâmbio tecnológico na área de saneamento entre o Brasil e o Reino Unido, a Cônsul Geral Britânica em São Paulo, Jo Crellin, realizou um evento em sua residência com representantes de empresas brasileiras e britânicas que operam no Brasil nessa área. Durante a recepção, que contou com a parceria da ABCON/SINDICON, Aquamec, Demarest Advogados e KPMG, Jo Crellin disse que é interesse do governo britânico ampliar para o mercado brasileiro o conhecimento e expertise das instituições e empresas do seu país, principalmente porque os temas água e saneamento foram eleitos pelo Reino Unido como áreas prioritárias de cooperação com o Brasil e América Latina. A Cônsul acredita que há reais possibilidades de atuação conjunta nas Parcerias Público-Privadas (PPP), que devem se intensificar, tendo em vista a necessidade de aumento dos investimentos para aumentar a oferta do serviço. A representante do governo britânico convidou os presentes para um evento em Londres, nos dias 20 a 22 de fevereiro de 2017, sobre saneamento e outro em março (com data ainda em definição), no Brasil, para discutir PPPs e Saneamento. Crellin ainda anunciou que a partir de novembro deste ano se iniciaram as chamadas para financiamento de projetos de pesquisa na área de água e resíduos, por parte de um fundo que conta com recursos de R$ 18 milhões. No final do evento, o consulado distribuiu uma brochura mostrando a experiência britânica em tecnologias e serviços para gestão de água, elaborada pelo Department for International Trade.

23 de novembro, 2016
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SANEAMENTO
Encontro com empresas alemãs é positivo

Ilka Von Borries, representante no Brasil da Confederação Alemã para Empresas de Pequeno e Médio Portes (BVMW) afirmou ter sido “extremamente positiva” a receptividade brasileira à comitiva alemã em evento realizado na última semana na sede da Cetesb. “Ficamos surpresos e tivemos que encerrar as inscrições antecipadamente devido à grande procura”. Ao todo o evento teve a participação de mais de 192 empreendedores e executivos dos mercados de tecnologia, meio-ambiente e de tratamento de água. De acordo com o consultor sênior da Dreberies, Stephan Wegert, que organizou a viagem em nome do Ministério dos Assuntos Econômicos da Alemanha, o objetivo do encontro, que teve presença de diretores da Cetesb e da Fiesp, foi gerar contatos e fomentar parcerias entre empresas brasileiras da área de saneamento ambiental com seus pares tecnológicos alemães, que contam com soluções de ponta no setor. O representante do governo alemão, Michael Prange, afirmou que a ideia não é apenas exportar know-how, mas montar uma rede de contatos entre empresas dos dois países e se familiarizar com problemas específicos enfrentados no Brasil. “Temos mais de 150 anos de experiência no setor de tratamento de águas”, explica ele. Robin Eisenhardt, CEO da IBES, empresa de engenharia e planejamento, veio ao Brasil à procura de parceiros locais para investir no potencial para projetos de tratamento de eflúvios e geração de biogás. Segundo Rodrigo Pascoal, diretor local da alemã VAG, que já mantém parcerias com a Sabesp e já forneceu equipamentos para companhias brasileiras de geração de energia, outro mercado de grande potencial é o de tecnologias contra desperdício de água potável. “O índice de desperdício em São Paulo chega a 39%”, diz ele, “e há soluções inteligentes para minimizar essa perda que não é apenas de água, mas de tudo que foi investido em seu tratamento”. A Arisu Smart Water Solutions, por meio de seu diretor Karsten Flöter, apresentou novas soluções para problemas enfrentados pelo Brasil no setor de tratamento de água, enquanto a alemã Huning, mostrou técnicas e processos de ponta em equipamentos para centrifugação de efluentes.

27 de setembro, 2016
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SANEAMENTO
Finep e Sabesp assinam parceria no setor

A Finep assinou contrato com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para o desenvolvimento de tecnologias na área de saneamento. O Plano Estratégico de Inovação (PEI) da empresa é voltado para soluções para a escassez hídrica, valorização dos resíduos e mitigação dos impactos ambientais das atividades operacionais de saneamento. Serão R$ 60 milhões ao todo, dos quais R$ 48 milhões serão repassados pela financiadora. Os R$ 12 milhões restantes serão destinados pela Companhia, em forma de contrapartida. De acordo com Luis Fernandes, Presidente da Finep, o financiamento ao PEI da Sabesp “coroa” um programa de longo prazo que a Finep mantém há quase duas décadas investindo na área de recursos hídricos. “Formamos recursos humanos e iniciamos um conjunto de ações de Subvenção com pequenas e médias empresas até chegarmos a esse grande contrato”, ressaltou Fernandes. Os projetos serão desenvolvidos tanto com fim industrial como para abastecimento. Além das iniciativas de reuso, haverá ganho tecnológico com processos, como a filtração de odores de esgoto, por meio de biofiltração com casca de coco, e redução de água no lodo das estações de tratamento de esgoto. “Esse contrato representará um aumento significativo no número de estudos para podermos avançar em uma área central como a de saneamento básico e, especialmente, de água”, apontou o governador Geraldo Alckmin. A tecnologia que será desenvolvida pela Sabesp poderá ser compartilhada por outras empresas como, por exemplo, a Cedae. “Já estamos com conversas avançadas com a empresa responsável pelas águas do Rio de Janeiro”, disse o Presidente da Sabesp, Jerson Kelman. Segundo o ministro de MCTI, Aldo Rebelo, as nações vizinhas do Brasil na América do Sul, além de países africanos de língua portuguesa, também podem se beneficiar com o trabalho da Sabesp. “Fui procurado por representantes das Organizações das Nações Unidas (ONU) que me falaram sobre a possibilidade de o Brasil participar do esforço desses países no melhor aproveitamento e reuso da água”.

8 de julho, 2015