Publicidade
RESÍDUOS ELETRÔNICOS

CETEM abre chamada para submissão de trabalhos no VII SIREE

CETEM abre chamada para submissão de trabalhos no VII SIREE

O evento visa promover a difusão de conhecimento, estimular o networking e fortalecer a articulação entre os diversos atores da cadeia de logística reversa de resíduos eletroeletrônicos.

O Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) abriu chamada para submissão de trabalhos no VII Seminário Internacional sobre Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (SIREE), que será realizado de 14 a 16 de outubro de 2025, na sede do CETEM, no Rio de Janeiro. Com o tema “Estratégias de economia circular para a recuperação de minerais críticos e estratégicos”, o evento visa promover a difusão de conhecimento, estimular o networking e fortalecer a articulação entre os diversos atores da cadeia de logística reversa de resíduos eletroeletrônicos. A temática está alinhada com novas regulamentações que enfatizam o potencial da recuperação de materiais secundários como solução para uma economia circular.

Organizado pelo grupo de pesquisa R3MINARE, o evento receberá palestrantes nacionais e internacionais, representantes governamentais e contará ainda com stand de empresas que atuam na gestão dos resíduos eletrônicos, indústrias do setor com processos de recuperação de minerais críticos e estratégicos. A submissão de trabalhos iniciou em 15 de janeiro e segue até o dia 30 de abril de 2025. Serão aceitos trabalhos em português, inglês e espanhol. O evento ainda receberá proposta de workshops de empresas e startups que atuam no setor. Maiores informações sobre o evento e submissão dos trabalhos em: https://www.gov.br/cetem/pt-br/central-de-conteudos/eventos/SIREE

Artigos Relacionados

A Economia Circular em nosso cotidiano e sua importância no futuro
ARTIGO
A Economia Circular em nosso cotidiano e sua importância no futuro

Artigo por Sergio de Carvalho Mauricio Por Sergio de Carvalho Mauricio * As transformações do ser humano acontecem em níveis sociais, econômicos e culturais e elas chegam em momentos decisivos para que o homem alcance um novo patamar de sua história. Atualmente, os grandes debates e rodas de negócios, sejam nacionais ou internacionais, estão pautados sobre a sustentabilidade e as mudanças climáticas. Economia Circular é o nome do conceito que nós, especialistas, entusiastas e ativistas, trabalhamos para que as ações em sustentabilidade, conscientização e preservação ambiental entrem em equilíbrio com as questões econômicas e ganhem atenção especial no mundo corporativo. O conceito tem evoluído ao longo dos anos e o avanço da tecnologia tem contribuído para que soluções inovadoras sejam incorporadas à rotina dos cidadãos e das empresas. Hoje encontramos empresas, associações e profissionais capacitados oferecendo produtos e serviços em todos os elos da cadeia da Economia Circular. Os famosos 3R’s (Reduzir o consumo, Reutilizar e Reciclar) são fundamentais, mas não são suficientes. É preciso reinserir os materiais reciclados na cadeia produtiva, permitindo a redução do consumo de recursos naturais. Aí começa a prática da Economia Circular. Otimização de processos, novas tecnologias e principalmente a crescente conscientização do consumidor serão vitais para que o conceito saia do papel e contribua para o desenvolvimento de uma sociedade melhor. Um estudo da agência de pesquisa Union + Webster, divulgado em 2019 pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) aponta que 87% dos brasileiros compram os produtos e serviços de empresas que tenham como legado ser sustentável e que 70% dos entrevistados ainda falaram que “pagar um pouco mais por isso” não há problema nenhum. Portanto, o ambiente está propicio para as transformações. Antes a Economia Circular só era discutida como mais um conceito a ser introduzido no mundo. Hoje, quem não correr atrás de organizar ações, atender metas e comunicar seus resultados, pode perder espaço mercadológico e financeiro. A Economia Circular envolve várias ações, sendo a logística reversa uma das fundamentais nessa cadeia. Há algum tempo temos trabalhado para intensificar a logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos e eletrodomésticos em fase final de vida útil, desenvolvendo a rede de recebimento desses produtos e levando conscientização aos cidadãos. Fazer a gestão, criar ações, produzir conteúdo de educação ambiental, fazer parcerias e ampliar redes de pontos de recebimento não é fácil, mas estamos conseguindo um passo de cada vez. Toda a cadeia tem trabalhado para fazer a sua parte, além também de incentivar o consumidor a realizar a sua contribuição, que é tão importante, levando o produto até o ponto de recebimento mais próximo. Há muitas formas de estimular o descarte de produtos em final de vida útil. Cito o exemplo de uma parceira que traz em seu modelo de negócio uma gamificação simples para reforçar a importância do consumidor levar o produto até o ponto de coleta cadastrado. A pessoa junta produtos pós-consumo, faz um cadastro no aplicativo da marca, leva até a estação de reciclagem da empresa e ganha pontos pelo tipo de produto entregue. Depois ela pode trocar por benefícios, produtos ou descontos. Isso gera curiosidade, interatividade e diversão. Assim começa a logística reversa e o meio ambiente agradece! Estamos sempre acompanhando os dados mercadológicos para reafirmar o nosso compromisso com o setor e com o meio ambiente. A própria CNI – Confederação Nacional da Indústria – relatou em sua pesquisa de 2019 que 76,5% das indústrias possuem alguma ação sobre economia circular, como práticas de otimização de processo (56,5%), uso de insumos circulares (37,1%) e recuperação de recursos (24,1%). O empresariado busca a eficiência para que haja ganho em escala e para que todo mundo ganhe. Uma outra pesquisa, também da CNI, mostra que o brasileiro separa produtos para reciclagem, e que cresceu de 47% em 2013 para 55% em 2019. Trabalhar com sustentabilidade também gera oportunidades de negócios, renda, novos postos de trabalho e mão de obra qualificada. O Brasil precisa disso. O país deu um passo importante, com a aprovação, em fevereiro de 2020, do Decreto Federal 10.240, que oficializa a política de Logística Reversa de eletroeletrônicos e eletrodomésticos e define metas para os próximos cinco anos. A implantação desse processo está em ritmo acelerado e estamos convictos da contribuição para a sustentabilidade do país. O momento é de manter o foco e promover a consciência coletiva. Todos nós podemos e devemos colaborar, deixando um legado para as futuras gerações! * Sergio de Carvalho Mauricio é Presidente da ABREE – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodoméstico.

20 de setembro, 2021
Saneamento Ambiental Logo
LIXO ELETRÔNICO
Cetem lança nova edição de manual

O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) lançou, dia 20 de fevereiro, a 2ª edição do e-book Manual para a Destinação de Resíduos Eletroeletrônicos. O documento eletrônico traz dados sobre a localização dos pontos de destinação, bem como as minas urbanas (pontos de maior geração desses resíduos), no Rio de Janeiro. O lançamento ocorreu no Auditório do Parque Tecnológico da UFRJ. O evento contou com a presença de Fernando Lins (Diretor do Cetem), Prof. Walter Suemitsu (Decano do Centro de Tecnologia da UFRJ), Lúcia Helena Xavier (Pesquisadora do Cetem), Marlene Caldas (Coordenadora de SGI do CT/UFRJ), Renata da Matta (Gerência de Licenciamento de Risco Ambiental do INEA). Durante a tarde aconteceu minicurso sobre o tema, com a participação do Prof. Júlio Afonso (Instituto de Química da UFRJ), Marianna Ottoni (PIBIC Cetem), Raíssa Araújo (PIBIC Cetem e Erica Cardoso (Gerência de Licenciamento de Risco Ambiental do INEA). No curso estiveram presentes 32 pessoas. Na ocasião também foi realizada uma coleta de equipamentos eletroeletrônicos pós-consumo doados pelos participantes do evento. A campanha permanece do dia 21 ao dia 28 de fevereiro para os servidores do Cetem descartarem equipamentos que forem de uso pessoal. A organização do evento informou que estará organizando capacitações sobre o tema ao longo do ano. Novas informações serão publicadas em breve no site do Cetem.

7 de março, 2019