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OCEANOS

CSIRO realiza pesquisa de poluição marinha

O CSIRO está realizando pesquisa de poluição marinha com países de todo o mundo para ajudá-los a avaliar e reduzir a quantidade de lixo que entra nos oceanos. Alguns dos 20 maiores poluidores do mundo participarão do projeto, incluindo China, Bangladesh, Indonésia, Vietnã e Estados Unidos, além de outros países, como Austrália, Coréia do Sul e Taiwan. "Até agora, temos contado com estimativas de dados do Banco Mundial, então esta será a primeira vez que alguém reunirá um grupo de países para ver exatamente a quantidade de lixo que se despeja nos oceanos", disse a cientista sênior do CSIRO, Denise Hardesty. Com o projeto poderão ser localizados os pontos de acesso de lixo ao observar como as pessoas, o vento, o solo e a água das tempestades se movem para o oceano. No início de junho houve encontro com representantes de cinco países parceiros na Coreia do Sul para o primeiro workshop de treinamento do projeto. O Dr. Sunwook Hong, da Rede do Leste da Ásia Oriental, liderará o envolvimento da Coréia do Sul no projeto e disse que tomar uma abordagem global era essencial para enfrentar o problema. "Ao coordenar nossa abordagem, poderemos conseguir algumas vitórias rápidas e saber onde estabelecer nossas metas para objetivos em mais longo prazo", disse o Dr. Hong. O lixo despejado nos oceanos, além de causar danos marinhos e ambientais, pode fazer com que drenos de águas pluviais sejam bloqueados, levando a inundações localizadas significativas e graves riscos para a saúde das pessoas locais. O projeto segue anos de pesquisa de detritos marinhos liderados por Denise e sua equipe, que publicou conclusões significativas, incluindo a quantificação da quantidade de lixo em todo o litoral australiano e relatando o número de aves marinhas e outros animais selvagens comendo plástico.

O CSIRO está realizando pesquisa de poluição marinha com países de todo o mundo para ajudá-los a avaliar e reduzir a quantidade de lixo que entra nos oceanos. Alguns dos 20 maiores poluidores do mundo participarão do projeto, incluindo China, Bangladesh, Indonésia, Vietnã e Estados Unidos, além de outros países, como Austrália, Coréia do Sul e Taiwan. 
 
"Até agora, temos contado com estimativas de dados do Banco Mundial, então esta será a primeira vez que alguém reunirá um grupo de países para ver exatamente a quantidade de lixo que se despeja nos oceanos", disse a cientista sênior do CSIRO, Denise Hardesty. Com o projeto poderão ser localizados os pontos de acesso de lixo ao observar como as pessoas, o vento, o solo e a água das tempestades se movem para o oceano. No início de junho houve encontro com representantes de cinco países parceiros na Coreia do Sul para o primeiro workshop de treinamento do projeto. 
O Dr. Sunwook Hong, da Rede do Leste da Ásia Oriental, liderará o envolvimento da Coréia do Sul no projeto e disse que tomar uma abordagem global era essencial para enfrentar o problema. "Ao coordenar nossa abordagem, poderemos conseguir algumas vitórias rápidas e saber onde estabelecer nossas metas para objetivos em mais longo prazo", disse o Dr. Hong. 
 
O lixo despejado nos oceanos, além de causar danos marinhos e ambientais,  pode fazer com que drenos de águas pluviais sejam bloqueados, levando a inundações localizadas significativas e graves riscos para a saúde das pessoas locais. 
 
O projeto segue anos de pesquisa de detritos marinhos liderados por Denise e sua equipe, que publicou conclusões significativas, incluindo a quantificação da quantidade de lixo em todo o litoral australiano e relatando o número de aves marinhas e outros animais selvagens comendo plástico. 

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LIVROS
A questão dos resíduos nos oceanos

A Cátedra UNESCO para Sustentabilidade do Oceano, vinculada ao Instituto de Estudos Avançados e ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), lançou o livro ‘Lixo nos mares: Do entendimento à solução’, que aborda um olhar científico sobre as questões dos resíduos nos mares. A obra é produto do convênio com a Plastivida, estabelecido em 2012, e que resultou no “Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo”. Foi escrita em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Marinha do Brasil, por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM). O professor e pesquisador do IOUSP, Alexander Turra, diz que o livro engloba material apurado desde o início do convênio entre Plastivida e IOUSP, estabelecido para o entendimento da questão e o endereçamento das discussões sobre o tema no Brasil. “Esse trabalho apontou que o lixo nos mares é uma questão multissetorial e que a degradação do ambiente marinho está fortemente associada à má gestão dos resíduos sólidos urbanos, além falta da educação ambiental, uma vez que esse lixo vem em grande parte do continente.”, relata Turra. O convênio entre as instituições é estruturado em três pilares: conhecer e disseminar informações sobre o tema no Brasil, promovendo ações de educação ambiental dentro do Programa “Entenda o Lixo”, ao qual o livro vem se somar; desenvolver e implementar o Programa Pellet Zero, para combater a perda de matéria-prima plástica para o ambiente, e apoiar as atividades do Fórum Setorial dos Plásticos - Por um Mar Limpo. O pilar de educação ambiental do convênio entre Plastivida e IOUSP é diversificado a cada ano, o que inclui a promoção de um curso à distância para professores da rede pública de ensino. Segundo o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, o livro traz um registro sobre um trabalho inovador, alavancado pela cadeia produtiva dos plásticos, é parte das ações de educação ambiental e vai nos acompanhar nas ações em prol da sustentabilidade. “O setor foi pioneiro em lançar um olhar para as questões do lixo nos mares e mobilizar sua cadeia produtiva e outras fora dela, para que, com conhecimento científico, pudesse ser possível endereçarmos ações efetivas na solução dessa questão”, afirma o executivo. O download do livro pode ser feito no endereço http://catedraoceano.iea.usp.br/oceanoteca/ .

30 de setembro, 2020
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RESÍDUOS
Projeto combate poluição marinha

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e a prefeitura de Ipojuca (PE) iniciaram as atividades do projeto ‘Lixo Fora D’Água’, que conta com apoio também da Agência de Proteção Ambiental da Suécia. O projeto visa identificar as fontes geradoras de poluição e vazamento de resíduos sólidos para o mar, além de assistir à cidade de Ipojuca para o desenvolvimento de melhores práticas e prevenir que os resíduos continuem a poluir os mares da localidade. "As ações de combate ao lixo marinho devem focar na cidades, de onde parte o problema. Caso contrário, a retirada dos resíduos servirá apenas como um paliativo, já que a fonte de emissões continuará existindo", observa Carlos Silva Filho, diretor presidente da Abrelpe e Vice Presidente da ISWA. Além de Ipojuca, o Projeto Lixo Fora D'Água acontece simultaneamente em outras cinco cidades da costa brasileira: Balneário Camboriú (SC), Bertioga (SP), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA). Nos dias 5 e 6 de março representantes da prefeitura de Ipojuca e da Abrelpe realizaram visitas técnicas ao aterro sanitário e à Central de Segregação de Recicláveis (Recicle), em Porto de Galinhas para fazer um dignóstico do município. As atividades contaram com a presença da Prefeita Célia Sales, da Secretária de Infraestrutura Giuliana Lins, do Diretor Presidente da Abrlpe, Carlos Silva Filho, entre outras autoridades locais.

16 de março, 2020
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OCEANOS
Acordo para proteção até 2021

O CEO do Grupo Suez, Jean-Louis Chaussade, e Vladimir Ryabinin, secretário executivo da Comissão Oceanográfica Intergovernamental e diretor da Unesco, assinaram acordo que visa a proteção dos oceanos até 2021. A participação da Suez em áreas de inovação e pesquisa com acadêmicos sobre temas como a acidificação e a oxigenação dos oceanos alimentará inovações e soluções, políticas e ações nacionais, além de educar sobre a poluição oceânica. Principal regulador climático, o oceano atualmente é ameaçado por uma poluição originária 80% na terra. Calcula-se que entre 8 e 12 milhões de toneladas de plásticos sejam despejadas nos oceanos anualmente. A produção global de plástico chega a 300 milhões de toneladas por ano, dos quais apenas 25% são reciclados. Desde o lançamento da campanha #suez4ocean, em junho de 2017, mais de 48 coletas de resíduos sólidos foram organizadas em 15 países, engajando cerca de 1.650 guardiões do oceano, que têm evitado que 15,5 toneladas de resíduos cheguem aos oceanos. “Em alguns anos, o alarme desencadeado pelo estado dos oceanos tornou-se uma saudável urgência de agir,” diz Jean-Louis Chaussade, CEO do Grupo Suez. “O aquecimento global, a poluição, a urbanização galopante das orlas geram uma degradação sem precedentes da qualidade dos oceanos que ocupam 70% da superfície terrestre. As ações necessárias ainda são muito numerosas”. Segundo as duas partes, o novo acordo permitirá um conhecimento maior dos oceanos e das ações que precisam ser implementadas para sua proteção.

14 de setembro, 2018
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RESÍDUOS
Drones ajudam a mapear lixo nos oceanos

A organização ambiental britânica The Plastic Tide mapeou a quantidade de lixo encontrada nos oceanos e quais os tipos de materiais que prevalecem na natureza. São produzidos 78 milhões de toneladas de plástico anualmente, sendo que a maior parte é embalagem de alimentos utilizada apenas uma vez e posteriormente descartada. Calcula-se que também 25 milhões de toneladas desse lixo acaba indo para o meio ambiente, levando até 100 mil anos para se decompor completamente. Para melhorar o mapeamento das praias, a The Plastic Tide adotou o uso de drones. O projeto passou a utilizar um DJI Phantom 4 adaptado com tecnologia de inteligência artificial que aprende com imagens capturadas, além de identificar e classificar os objetos recolhidos. O drone reconhece a concentração de poluição graças a alguns algoritmos de aprendizado implantados na máquina e detecta remotamente acúmulo de plástico. O equipamento, moldado pela organização, tem auxiliado no planejamento, já que com os dados coletados é possível traçar estratégias e encontrar a melhor solução para os problemas. “Nós sabíamos que precisávamos de um drone versátil e estável para fazer o trabalho de pesquisa e havia apenas um no mercado que poderia realizar isso na época – o DJI Phantom 4. O uso do drone foi essencial e nos permitiu capturar imagens detalhadas das praias que precisávamos para a próxima etapa do projeto“, conta Peter Kohler, fundador da The Plastic Tide.

17 de agosto, 2018
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LÍTIO
Austrália pode reciclar e reutilizar baterias

De acordo com o relatório "Reciclagem de baterias de lítio na Austrália" do CSIRO, o país da Oceania pode se tornar o líder em reutilização e reciclagem de baterias de lítio-íon. O estudo aponta que este tipo de lixo cresce 20% ao ano mundialmente. O levantamento aborda a crescente demanda por tecnologia de lítio, atualmente usada em grandes quantidades em dispositivos eletrônicos e domésticos. As baixas taxas de reciclagem de baterias podem ser superadas através de uma melhor compreensão da importância da reciclagem, melhores processos de coleta e da implementação de formas de reciclagem eficientes. Hoje em dia apenas 2% das 3.300 toneladas anuais de resíduos de baterias de íons de lítio da Austrália são reciclados. Com a taxa de crescimento de 20% anual, esta quantidade pode ultrapassar 100 mil toneladas até 2036, mas caso seja reciclado, 95% dos componentes podem ser transformados em baterias novas ou usados em outras indústrias. Como efeito de comparação, das 150 mil toneladas de baterias de chumbo-ácido vendidas em 2010, 98% foram recicladas. A maior parte dos resíduos de baterias da Austrália é embarcada para o exterior, e os resíduos deixados em aterros sanitários, levando a possíveis incêndios, contaminação ambiental e riscos à saúde humana. A pesquisa da CSIRO apoia esforços de reciclagem, com pesquisas em andamento sobre processos de recuperação de metais e materiais, desenvolvimento de novos materiais de bateria e suporte para a economia circular em torno do reaproveitamento e reciclagem de baterias. "Como líder mundial na adoção de sistemas solares e de baterias, devemos administrar com responsabilidade nosso uso de tecnologia de lítio-íon para apoiar nosso futuro de energia limpa; a CSIRO estabeleceu um caminho para isso", disse o líder da pesquisa de baterias CSIRO, Dr. Anand. Bhatt. O especialista afirma ainda que a Austrália pode extrair valor adicional dos materiais existentes, minimizar o impacto no meio ambiente e também catalisar uma nova indústria na reutilização / reciclagem de íons de lítio. O Dr. Bhatt e sua equipe estão trabalhando com a indústria para desenvolver processos que possam apoiar a transição para a reciclagem doméstica de baterias de íons de lítio. "O desenvolvimento de processos para efetivamente e eficientemente reciclar essas baterias pode gerar uma nova indústria na Austrália. Além disso, a reciclagem efetiva de baterias de lítio pode compensar as preocupações atuais em torno da segurança do lítio", disse Bhatt. A CEO da Iniciativa de Reciclagem de Bateria da Austrália, Libby Chaplin, disse que o relatório chegou em um momento crítico. "Estamos correndo para um mundo onde as baterias de lítio são uma parte muito importante de nosso suprimento de energia, mas ainda temos algum trabalho real a fazer para garantir que possamos reciclar o produto final assim que ele chegar ao seu uso por data". Disse Libby. “O documento da CSIRO fornece informações críticas em um momento oportuno, dadas as discussões sobre como moldar um esquema de gerenciamento de produtos para o setor de armazenamento de energia”. O relatório também descobriu que a pesquisa, o governo e a indústria devem trabalhar de perto para desenvolver padrões e soluções de melhores práticas para essa questão.

28 de julho, 2018
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OCEANOS
MMA prepara Plano para combater lixo

Entre os dias 6 e 8 de novembro, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou seminário para debater propostas de combate ao lixo descartado em oceanos. Especialistas e ambientalistas trocaram ideias com o objetivo de conter a poluição das águas e reduzir os impactos ambientais provocados por essa ação. O seminário foi o primeiro passo do processo de elaboração do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar que o governo federal está preparando – um compromisso assumido durante a Conferência dos Oceanos, realizada em Nova Iorque, em junho deste ano. Entre uma variedade imensa de material descartado nos oceanos, o principal vilão é o plástico. Cerca de oito milhões de toneladas do material são jogadas anualmente no mar em todo o mundo. “Considerando que o tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 400 anos, com essa poluição se repetindo a cada ano, estamos causando um estrago praticamente irreversível ao meio ambiente. Se não pararmos já com isso, vamos liquidar de vez com a vida marinha”, diz o biólogo João Alberto Paschoa dos Santos, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS). Segundo pesquisa realizada há dois anos pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, constatou-se que, caso a poluição marinha não diminua até 2050, 99% das aves marinhas terão pedaços de plástico no organismo. Na época da publicação da pesquisa, 90% já eram vítimas dessa poluição ao meio ambiente. A tartaruga marinha é outra vítima frequente do plástico. “Muitas morrem por se alimentar desse material. Pensam que é água-viva, o seu alimento natural. Entre algumas espécies, como a tartaruga verde, por exemplo, a probabilidade de ingestão de plástico nos últimos 25 anos quase dobrou”, explica o biólogo. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, chamou a atenção da necessidade do engajamento da sociedade civil e da iniciativa nesse processo, e ressaltou que a questão do lixo no mar será tratada como prioridade pela pasta. “É o que realmente esperamos e o que realmente se faz urgente. Nosso país representa uma das maiores zonas costeiras em escala mundial, com mais de oito mil quilômetros de faixa litorânea, onde fomos contemplados com um bioma riquíssimo. Nossos mares não podem mais sofrer os efeitos e os impactos ambientais dessa prática irresponsável”, conclui o membro do CRBio-01.

24 de novembro, 2017