RECURSOS HÍDRICOS

Diretora da ANA aborda desafios da água e mineração na Exposibram

Diretora da ANA aborda desafios da água e mineração na Exposibram

Ana Carolina Argolo enfatizou que essa redução pode comprometer recursos destinados à capacitação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

A diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Ana Carolina Argolo participou da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) 2025, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em Salvador (BA). O objetivo da exposição é debater inovação e desenvolvimento sustentável da região Nordeste do Brasil; com executivos, especialistas, investidores e representantes do Poder Público.

Ana Carolina Argolo participou de dois painéis, o primeiro com o tema Desafios Regulatórios no Brasil – Estrutura, Orçamento e Relação com a Sociedade que debateu estratégias que a ANA tem adotado para fortalecer o diálogo com a sociedade civil e o setor mineral em relação aos processos de gestão participativa dos recursos hídricos. Na ocasião, a diretora destacou que a ANA tem investido em capacitação em prol da implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH). “Por meio do nosso Portal de Capacitação, oferecemos cursos on-line e gratuitos, que alcançam em média 25 mil pessoas por ano. Esses processos formativos ampliam o conhecimento, desenvolvem habilidades e fortalecem competências técnicas essenciais para uma gestão mais qualificada e integrada”, pontuou Ana Carolina.

Sobre a atuação da ANA na regulação da água na mineração, especialmente em áreas de conflito pelo acesso aos recursos hídricos, diante das limitações econômicas e de quadro técnico enfrentados atualmente com orçamento que passou de R$ 301 milhões para R$ 196 milhões, a diretora Ana Carolina Argolo enfatizou que essa redução pode comprometer recursos destinados à capacitação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH).

A dirigente também destacou que os cortes orçamentários podem afetar o pagamento do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (PROGESTÃO), que incentiva a boa gestão das águas nos estados. Para Argolo também há risco de desativação de pontos da Rede Hidrometeorológica Nacional, o que pode impactar o monitoramento de secas e enchentes.

Para além das adversidades, Ana comentou que a atual situação tem exigido mais planejamento, eficiência e inovação, pontos em que a ANA tem apostado. “Temos modernizado o monitoramento da quantidade e da qualidade da água, com ampliação e atualização da Rede Hidrometeorológica e da Rede Nacional de Qualidade da Água, incorporando tecnologias de sensoriamento remoto e transmissão de dados em tempo real. Hoje, nossos sistemas coletam e compartilham informações automaticamente, com mais abrangência e precisão”, destacou Ana Carolina.

A diretora concluiu a participação no painel Interface entre Agências – Mandatos, Convergência e Cooperação que abordou iniciativas de formalização de acordos de cooperação técnica entre a ANA e outras agências reguladoras, visando à maior integração institucional e ao aumento de eficiência nos processos regulatórios. Também foi discutido como a agência incorpora a variável minerária em sua Agenda Regulatória, considerando os impactos da atividade sobre os recursos hídricos e a necessidade de conciliar os usos múltiplos da água.

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