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SANEAMENTO

Espírito Santo que chegar à universalização em 2026

Espírito Santo que chegar à universalização em 2026

Os resultados de uma parceria público-privada (PPP) já se mostram relevantes

O presidente da Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) e vice-presidente Regional Sudeste da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), Munir Abud, participou do painel “Parceiras como Instrumento para a Universalização do Saneamento” no Master Class Saneamento, realizado na Arena B3, em São Paulo, no último dia 23 de outubro.

“O Espírito Santo conseguirá universalizar o saneamento na Região Metropolitana até 2026. Isso significa dizer que os resultados de uma parceria público-privada (PPP) já se mostram relevantes. O estado alcançará a universalização bem antes das metas do novo marco regulatório. A Cesan consegue hoje aportar R$ 4 bilhões, sendo necessários mais R$ 7 bilhões, entre despesas operacionais e investimentos. As parcerias são fundamentais para cobrir esse déficit de investimentos”, disse Munir Abud. O evento, organizado pela Hiria e a B3, reuniu líderes e especialistas do setor para discutir os temas mais prementes no cenário nacional de saneamento.

O painel em que Abud participou teve ainda a presença de Roberto Sérgio Linhares, vice-presidente Regional Nordeste da Aesbe e presidente da Caern; Marcus Vinícius Fernandes Neves, ex-presidente da Aesbe e Presidente da Cagepa, e Carlos Nascimento, professor honorário da University College London (UCL) e coordenador geral do MBA PPP e Concessões.

Ainda durante o evento, o coordenador Jurídico da Cesan, Mateus Casotti, participou do painel, “Parcerias público-privadas para o saneamento”, que contou ainda com a participação de um representante da FGV e do diretor de Gestão e Parcerias da Cagece. O Master Class Saneamento tem como objetivo promover debates construtivos sobre questões cruciais relacionadas ao saneamento básico no Brasil. A participação de Munir Abud e outros líderes do setor permitiu a troca de informações sobre como parcerias estratégicas podem ser utilizadas para alcançar a universalização do saneamento no País.


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Aegea assina PPP com a Cesan

A Aegea Saneamento assinou contrato de Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), resultado da vitória da companhia em leilão promovido em outubro de 2020 para realização de obras de melhoria de infraestrutura em esgotamento sanitário, manutenção e operação dos sistemas para cidade de Cariacica, abrangendo ainda o tratamento de esgoto proveniente de bairros do município de Viana, também no estado capixaba. A projeção de investimentos é de R$ 580 milhões nos próximos 30 anos de concessão, que beneficiarão mais de 400 mil pessoas. Entre as melhorias operacionais estão a construção e expansão da rede e novas estações de tratamento. A Aegea irá operar na região por meio da concessionária Ambiental Cariacica. “O início das atividades em mais uma cidade no Espírito Santo reforça o compromisso da Aegea em promover vidas mais dignas e saudáveis, diminuindo o déficit do saneamento no Brasil, que afeta milhões de brasileiros. Proporcionar o saneamento adequado para mais um importante município do estado, com a Cesan que já é nossa parceira, é um motivo de orgulho para companhia,” afirma Radamés Casseb, diretor-presidente da Aegea Saneamento. A PPP tem como objetivo universalizar o sistema de esgoto até o décimo ano de concessão. O índice de cobertura de coleta e tratamento de esgoto atual é de 45%. A Cesan continuará responsável pela captação, tratamento e distribuição da água na região. “Nossa atuação em Cariacica já começa com impactos positivos, como a geração de empregos e renda durante as obras. Estes resultados iniciais demonstram a importância desta parceria em diferentes setores,” explica Justino Brunelli, diretor-presidente das unidades Aegea no Espírito Santo.

11 de janeiro, 2021
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SANEAMENTO
Associações promovem Dia da Universalização

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), a Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) e a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae) realizam, em 11 de novembro, o Dia Nacional pela Universalização do Saneamento. Será uma mobilização em todo o Brasil pela universalização dos serviços e melhoria do PL nº 3261/19, que deve ser votado pela Câmara dos Deputados ainda em novembro. As entidades acreditam que, da forma como se apresenta, o PL 3261/19, que deve ir à votação no Plenário da Câmara em novembro, não só não promoverá a universalização como impedirá que ela aconteça, além de desestruturar totalmente o setor de saneamento no Brasil. Segundo as entidades, o PL fere a autonomia dos municípios que, segundo a Constituição Federal de 1988, são os titulares dos serviços de saneamento. Atualmente, os municípios podem prestar os serviços de saneamento diretamente, pelo próprio município; indiretamente, por meio de concessão após uma licitação ou ainda através da gestão associada com outro ente público, nos termos do Artigo 241 da Constituição Federal, por meio de consórcio ou convênio de cooperação e celebração de contrato de programa (Lei 11.107/05). O PL 3261/19 extingue os contratos de programa e impõe a concessão dos serviços, impedindo que Estados e Municípios façam gestão associada de forma voluntária e alinhada ao interesse público. O texto também permite a venda da empresa estadual de saneamento e a transformação dos contratos de programa com os municípios – aqueles que foram firmados no arranjo da gestão associada entre entes públicos com dispensa de licitação – em contratos de concessão com a empresa privada que vier a assumir a estatal. Além disso, as entidades alegam que o atual PL traz insegurança jurídica para a prestação de serviços de saneamento básico. Por outro lado, as entidades defendem a manutenção dos contratos de programa, com a união dos setores público e privado, aliada a uma gestão eficiente. Por isso, as associações propõem o Fortalecimento da regulação por meio da Agência Nacional de Águas; Definição da titularidade conforme orientação do STF, municípios titulares e nas regiões metropolitanas, titularidade compartilhada; Equidade entre as cláusulas dos contratos de programa e contratos de concessão com estímulo à eficiência (metas e indicadores de desempenho para a universalização); Aumento da participação do setor privado no Saneamento, em parceria com as empresas públicas, por meio de parcerias público privadas (PPPs), sociedades de propósito específico (SPEs), participação no capital social das empresas de economia mista, subdelegação, etc; Estabelecimento de tarifa justa aos usuários dos serviços de saneamento, garantindo o acesso aos serviços com equilíbrio financeiro.

8 de novembro, 2019
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Vila Velha a caminho da universalização

O Governo do Estado do Espirito Santo assinou contrato de concessão administrativa com a empresa Vila Velha Ambiental, do Grupo Aegea, para ampliação, manutenção e operação do sistema de esgotamento sanitário de Vila Velha, na Região Metropolitana da Grande Vitória. Através de Parcerias-Público-Privadas (PPP’s), o governo pretende agilizar a universalização do sistema de esgotamento sanitário para a população. Vila Velha é o segundo município capixaba a receber este tipo de PPP. O primeiro foi à cidade de Serra. "Temos muito chão pela frente na área do saneamento básico, mas iniciar um plano de investimentos para construir mais de 600 km de rede para coletar e tratar todo esgoto de Vila Velha é uma notícia muito boa em qualquer tempo, ainda mais durante a crise socioeconômica que castiga o país. Aqui estamos dando um salto. Buscamos o capital privado para modernizar a infraestrutura. Não vamos parar por aí. Vamos modelar Cariacica e Viana para realizar uma nova PPP do Saneamento Básico nestes municípios", adiantou o governador Paulo Hartung. Os investimentos previstos no Plano de Universalização do Saneamento para o município de Vila Velha são da ordem de R$ 684 milhões, aplicados pela companhia e por meio de parceria com o Banco Mundial. Do total, R$ 408 milhões serão implementados pela concessionária nos primeiros dez anos de contrato. Outros R$ 277 milhões serão executados nos próximos cinco anos pela Cesan, por meio do contrato de parceria com o BIRD. O presidente da Cesan, Pablo Andreão, comentou que 30 bilhões de litros de esgoto deixarão de ser lançados no meio ambiente. "Mesmo com os desafios da crise hídrica e econômica estamos conseguindo fazer os investimentos. Serão R$ 600 milhões para Vila Velha universalizar o esgotamento em dez anos. Mas antes disso perceberemos os benefícios", disse. Outro diferencial segundo o presidente da Cesan será a transformação de seis estações de tratamento de esgoto em duas, que já estarão preparadas para utilizar o esgoto tratado como água de reúso para fins mais nobres como rega de jardins e até uso industrial. O presidente da empresa vencedora do leilão da PPP, Hamilton Amadeo, disse que o grupo está pronto para servir ao Estado. "Nos comprometemos em cumprir o contrato e com o compromisso de trazer investimentos antecipados, além de contratar mão-de-obra local e promover o desenvolvimento", falou. A PPP prevê a ampliação da cobertura atual de esgotamento sanitário de 56% para 98% do serviço em até 12 anos, a implantação de 643 km de rede coletora de esgoto e 62 mil novas ligações.

10 de fevereiro, 2017