Publicidade
REMEDIAÇÃO DO SOLO

Estudo da Esalq e Unesp é premiado

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq) realizou estudo em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal que acabou premiado como melhor trabalho científico da Comissão de Poluição, Remediação do Solo e Recuperação de Áreas Degradadas durante a 20ª Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água. Organizado pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, o encontro foi realizado entre 20 e 24 de novembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O estudo, sobre predição dos teores de cobre, zinco e chumbo no solo utilizando espectroscopia de reflectância difusa foi desenvolvido no Laboratório de Química do Solo (LQS), do Departamento de Ciência do Solo (LSO) da Esalq, e tem como autores o professor Luís Reynaldo Ferraciú Alleoni, do LSO, e os pesquisadores Livia Arantes Camargo , José Marques Júnior e Gener Tadeu Pereira , da Unesp Jaboticabal. A pesquisa teve ainda apoio da FAPESP e do CNPq. Segundo Alleoni, a determinação dos teores de elementos potencialmente tóxicos (EPTs) nos solos é necessária para avaliação de seus impactos ambientais. Além da extração química normalmente usada em laboratórios, o estudo avaliou técnicas mais baratas e que gerem menos resíduos, como a espectroscopia de reflectância difusa (ERD). “No laboratório, foram utilizadas a espectrometria de emissão ótica (ICP-OES) e a ERD para obtenção dos teores de cobre (Cu), chumbo (Pb) e zinco (Zn) em amostras de solos do Nordeste do Estado de São Paulo intensamente cultivados com cana-de-açúcar”, explicou o docente. Os valores verificados foram satisfatoriamente preditos pela espectroscopia de reflectância difusa, principalmente para Cu e Zn. “As técnicas de predição dos elementos potencialmente tóxicos apresentadas no trabalho podem auxiliar na obtenção de informações para fins de avaliações do risco de poluição e quanto às estratégias de remediações com baixo custo-benefício”, concluiu Alleoni. Os participantes do projeto buscam agora adaptações quanto aos preditores e estratégias de calibração dos modelos de predição dos teores de EPTs em solos mineralogicamente diferentes e/ou situados em variados modelos de paisagem.

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq) realizou estudo em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal que acabou premiado como melhor trabalho científico da Comissão de Poluição, Remediação do Solo e Recuperação de Áreas Degradadas durante a 20ª Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água. Organizado pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, o encontro foi realizado entre 20 e 24 de novembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O estudo, sobre predição dos teores de cobre, zinco e chumbo no solo utilizando espectroscopia de reflectância difusa foi desenvolvido no Laboratório de Química do Solo (LQS), do Departamento de Ciência do Solo (LSO) da Esalq, e tem como autores o professor Luís Reynaldo Ferraciú Alleoni, do LSO, e os pesquisadores Livia Arantes Camargo, José Marques Júnior e Gener Tadeu Pereira, da Unesp Jaboticabal. A pesquisa teve ainda apoio da FAPESP e do CNPq.

Segundo Alleoni, a determinação dos teores de elementos potencialmente tóxicos (EPTs) nos solos é necessária para avaliação de seus impactos ambientais. Além da extração química normalmente usada em laboratórios, o estudo avaliou técnicas mais baratas e que gerem menos resíduos, como a espectroscopia de reflectância difusa (ERD). “No laboratório, foram utilizadas a espectrometria de emissão ótica (ICP-OES) e a ERD para obtenção dos teores de cobre (Cu), chumbo (Pb) e zinco (Zn) em amostras de solos do Nordeste do Estado de São Paulo intensamente cultivados com cana-de-açúcar”, explicou o docente. Os valores verificados foram satisfatoriamente preditos pela espectroscopia de reflectância difusa, principalmente para Cu e Zn. “As técnicas de predição dos elementos potencialmente tóxicos apresentadas no trabalho podem auxiliar na obtenção de informações para fins de avaliações do risco de poluição e quanto às estratégias de remediações com baixo custo-benefício”, concluiu Alleoni. Os participantes do projeto buscam agora adaptações quanto aos preditores e estratégias de calibração dos modelos de predição dos teores de EPTs em solos mineralogicamente diferentes e/ou situados em variados modelos de paisagem. 

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
PRÊMIO
Professor da Esalq é Destaque Ambiental

O professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, do departamento de Ciências Florestais, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), recebeu o prêmio Destaque Ambiental - categoria Cidadão – entregue pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente. O prêmio reconheceu a contribuição do professor à cobertura urbana de Piracicaba. A outorga do prêmio Destaque Ambiental ao docente da Esalq representa o reconhecimento de sua inestimável contribuição ao município, à silvicultura urbana e à comunidade acadêmica decorrente de sua ampla experiência em ferramentas de diagnóstico de árvores e destacado trabalho científico desenvolvido como professor livre docente na USP e coordenador de diversos cursos na área de silvicultura urbana na Esalq. Demóstenes atua no curso de Engenharia Florestal da Esalq e no programa de Pós-graduação em Recursos Florestais, desenvolvendo produção científica, tecnológica e artístico-cultural relacionados à silvicultura urbana, desenho florestal urbano, florestas urbanas, arborização urbana, áreas de lazer, desenvolvimento urbano, paisagismo, videografia multiespectral, gestão da arborização urbana, manejo florestal urbano e tomografia de impulso para avaliação do risco de queda de árvores. "Acredito que esse prêmio mostra como a Universidade pública e o sistema de financiamento de pesquisa no estado de São Paulo em entidades como a Fapesp, podem ser efetivos na melhoria da qualidade de vida de seus moradores", declarou o docente. A iniciativa premiou também a Hyundai Motor Brasil, na categoria Empresa, a Aperp (Associação dos Pescadores Esportivos do Rio Piracicaba e Afluentes), na categoria Terceiro Setor e o Colégio Salesiano Dom Bosco São Mário, na categoria Instituição de Ensino.

15 de março, 2021
Saneamento Ambiental Logo
FERTILIZANTES
Melhor uso do Fósforo pode economizar R$ 20 bi

O departamento de Ciência do Solo, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) tem como objetivo equilibrar o nível de fósforo (P) na lavoura a favor de uma produtividade atrelada à sustentabilidade agrícola. O professor Paulo Pavinato, do departamento de Ciência do Solo da Esalq/USP, disse que o fósforo é um dos nutrientes mais limitantes ao crescimento de plantas nos solos brasileiros. "Em geral, o problema não é a baixa concentração de fósforo no solo, mas a baixa disponibilidade do nutriente às plantas. Cerca de 70% do fósforo aplicado via fertilizantes (mineral ou orgânico) é acumulado no solo em formas pouco ou não acessíveis às plantas. Este nutriente acumulado ou residual é conhecido como “legacy P". Pavinato liderou estudo publicado na revista Scientific Reports do grupo Nature, onde ficou constatado que, desde os anos 1960, cerca de 33,4 milhões de toneladas de fósforo foram acumuladas nos solos agrícolas brasileiros. O estudo mostra que essa quantia representa um acúmulo de 1,6 milhões de toneladas do nutriente por ano nesta última década. Caso este ritmo seja mantido, serão mais de 100 milhões de toneladas acumuladas até 2050. Para os pesquisadores, a adoção de estratégias de manejo como calagem, sistema plantio direto com rotação de culturas, sistemas integrados, variedades melhoradas e inoculação de microorganismos solubilizadores de fósforo podem proporcionar melhor aproveitamento do nutriente acumulado no solo. "Ações nesse sentido poderiam gerar uma economia de fertilizantes fosfatados na ordem de US$ 20 bilhões nas próximas décadas. Estes números chamam a atenção, e ilustram o enorme potencial que ainda temos para tornar a agricultura brasileira ainda mais eficiente, rentável e sustentável", complementa o professor Maurício Cherubin, também do departamento de Ciência do Solo, um dos autores do estudo. O artigo, intitulado Revealing soil legacy phosphorus to promote sustainable agriculture in Brazil, contou com a colaboração de pesquisadores da Bangor University – UK e pode ser acessado em https://www.nature.com/articles/s41598-020-72302-1 . A pesquisa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (#2017/04186-2).

9 de novembro, 2020
Saneamento Ambiental Logo
RESÍDUOS TÓXICOS
Alunos de Etec desenvolvem método para aproveitar cobre

Três estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Trajano Camargo, de Limeira (SP), desenvolveram uma metodologia para separar o cobre dos rejeitos e aproveitá-lo novamente na indústria. A pesquisa elaborada pelos alunos Elizandra Larissa da Silva, Kaíque Gonçalves Ferreira e Vitória Ventura, do curso técnico de Química Integrado ao Ensino Médio conquistou primeiro lugar na categoria Engenharia, da 16ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em março, na capital paulista. Os estudantes foram credenciados para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel ISEF), que será realizada entre os dias 13 e 19 de maio, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Os estudantes contaram com a orientação dos professores Gislaine Delbianco e Sérgio Delbianco Filho no projeto iniciado em 2017 como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A metodologia desenvolvida separa o cobre do lodo residual da produção das joias folheadas por meio de uma troca de elétrons utilizando palha de aço. O cobre depositado na palha recebe posteriormente um tratamento com ácido clorídrico para que se separe do ferro.No final do processo é possível obter o próprio cobre metálico utilizado como matéria-prima na produção das joias ou o sulfato de cobre, uma solução aplicada em banhos de galvanização. “As empresas da região gastam altas quantias de dinheiro no tratamento e no descarte de toneladas de resíduos. Com a nossa proposta de baixo custo, será possível reverter esse prejuízo em lucro”, explica um dos autores da pesquisa, Kaíque, de 16 anos. ] Os pesquisadores comentam que após todo processo químico para separação do cobre, os elementos residuais ainda presentes não possuem mais os metais pesados em quantidade nociva para o meio ambiente e podem ser despejados sem risco em aterros sanitários. “Porém, nossa ideia é dar continuidade à pesquisa e encontrar uma maneira para reaproveitar também esses outros resíduos e transformá-los, por exemplo, em adubo mineral”, planeja Kaíque. “Estudos internacionais apontam que as jazidas de cobre correm sério risco de esgotamento nas próximas décadas. Por isso, é urgente buscar fontes alternativas”, ressalta Gislaine, que foi a vencedora do prêmio Professor Destaque da 16ª Febrace.

12 de abril, 2018
Saneamento Ambiental Logo
AGROTÓXICOS
São Paulo libera R$ 2,25 milhões para controle

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, liberou R$ 2,25 milhões para o Instituto Biológico (IB-APTA) desenvolver projeto de pesquisa para monitorar os impactos ambientais da aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas. O financiamento aconteceu por meio do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, e a expectativa é que os estudos tenham duração de três anos. “Nós estamos acelerando ao máximo os projetos e documentação. Nós queremos o mais rápido possível assinar todos os convênios deste ano e ainda regularizar os convênios anteriores”, afirmou o governador. O projeto “Impactos ambientais na aplicação de agrotóxicos em áreas agrícolas” tem o objetivo de avaliar a contaminação de agrotóxico em diversas áreas do estado. Os primeiros pontos a passar por avaliação serão a cidade de Brotas e Ibiúna. A primeira é cortada pelo Rio Jacaré Pepira e está próxima a áreas de cultivo de cana-de-açúcar e laranja, enquanto que a segunda é grande produtora de hortaliças. Outras regiões serão definidas durante o andamento do trabalho. “O uso de agrotóxicos leva ao aparecimento de resíduos em amostras ambientais. Diante deste fato e da periculosidade que apresentam à manutenção da biodiversidade, existe hoje a necessidade de se intensificarem estudos que possibilitem o monitoramento eficiente de áreas próximas à agricultura”, explicou Eliane Vieira, pesquisadora do IB e coordenadora do projeto. Os pesquisadores do Instituto recolherão amostras do solo, sedimento, águas superficiais, de rios e córregos, e águas subterrâneas, como poços artesianos. O material será analisado no Laboratório de Ecologia dos Agroquímicos do IB, em São Paulo. “O estudo irá colaborar para a prevenção de problemas de saúde pública, devido ao uso de compostos químicos na agricultura, e promover acesso a informações que contribuam para a escolha dos meios mais eficazes e ao mesmo tempo mais acessíveis para avaliação da qualidade das águas”, afirmou. O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, afirmou que o trabalho ajudará o Estado a criar políticas públicas mais eficientes de preservação ambiental. “Esse trabalho desenvolvido pelo Instituto Biológico auxiliará do desenvolvimento de técnicas de produção agrícola eficiente, tanto do ponto de vista da produtividade quanto da sustentabilidade”.

31 de julho, 2017
Saneamento Ambiental Logo
SÃO PAULO
SSA debate conservação do solo

O secretário de Agricultura e Abastecimento (SSA) do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, participou, dia 24 de agosto, no Parque Tecnológico de Piracicaba de encontro onde foram debatidos os desafios do setor sucroalcooleiro, a conservação do solo e da água nas áreas de cultivo e o controle dos prejuízos causados pela mosca-dos-estábulos, cuja incidência tem sido mais frequente em locais onde há o acúmulo de resíduos agroindustriais, como a vinhaça e a torta de filtro, associados à palha da cana. “Quando há uma grande evolução, como ocorreu com a mecanização da colheita da cana-de-açúcar, surgem novos desafios. Precisamos manter uma boa sintonia com os municípios para que o nosso trabalho funcione”, afirmou Jardim. O evento reuniu centenas de produtores, representantes de usinas, pesquisadores e técnicos dos Escritórios de Defesa Agropecuária (EDA) e de Desenvolvimento Rural (EDR) das regionais de Limeira, Sorocaba, Mogi Mirim, Campinas e Piracicaba. Novas práticas para conservação do solo e da água nas áreas de cultivo da cana foram atualizadas e compiladas no Boletim Técnico “Recomendações de Práticas Conservacionistas para a Cultura da Cana-de-Açúcar”, apresentado aos participantes da reunião pela pesquisadora da Secretaria que atua no Instituto Agronômico (IAC) Isabella Clerici De Maria. O documento foi elaborado com auxílio de consulta pública e atualmente passa por uma revisão e será disponibilizada em breve. “As mudanças no sistema de manejo da cana-de-açúcar provocaram impacto no solo e isso se relaciona principalmente ao aumento da mecanização, o que passou a ser uma preocupação de todo o setor. Nas diferentes condições de paisagens, temos várias práticas e três estratégias principais, que são o aumento da cobertura e da infiltração e o controle do escoamento superficial”, explicou a pesquisadora. No evento, o pesquisador André Vitti apresentou as características do trabalho da Secretaria, alertando sobre a necessidade de observar a topossequência de solos em cada região do Estado. Apesar de não ter ainda uma solução definitiva, a elevada incidência da mosca-dos-estábulos especialmente na região oeste do Estado, - onde o solo argiloso dificulta a infiltração da vinhaça- exige ações imediatas para evitar possíveis focos de larvas, conforme orientaram os pesquisadores da Secretaria durante palestra sobre o tema. Para o Diretor técnico do EDR de General Salgado, Sidney Ezídio Martins, um dos palestrantes do evento, o controle da mosca deve envolver tanto os produtores como os representantes das usinas. A picada do inseto hematófago causa dor e incômodo, transmite doenças, ocasiona a perda de 15 a 20% de peso do gado e queda de até 60% na produção de leite. Para o pesquisador, com a suspensão da queimada é preciso estar alerta ao empoçamento do líquido no solo, visto que a larva se desenvolve no período de 48 horas. Às usinas, o especialista recomenda a escarificação e a subsolagem da palha antes do despejo da vinhaça, bem como promover a manutenção periódica dos sistemas de aplicação da vinhaça; vistoriar as áreas e, se necessário, fazer a drenagem e aplicação de calcário nas poças. “Já os pecuaristas devem adotar boas práticas sanitárias, com a limpeza e remoção de dejetos e resíduos animais; eliminar o uso de cama de frango ou adubos orgânicos nas áreas consideradas de maior risco para o surgimento de larvas e utilizar armadilhas para controle do inseto”, explicou.

5 de setembro, 2016
Saneamento Ambiental Logo
GREEN TALENTS
Três brasileiros estão entre os vencedores

Paulo Tarso Sanches de Oliveira, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Marchiori Pacheco, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP, e Paula de Carvalho Machado Araújo, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) são os brasileiros vencedores do concurso “Green Talents - International Forum for High Potentials in Sustainable Development”, promovido pelo Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF, na sigla em alemão). Entre 550 candidatos de mais de noventa países, um júri selecionou 27 cientistas promissores, entre os quais os brasileiros. Os três destacaram-se com projetos nas áreas de hidrologia e ciência do solo, energia renovável e agropecuária. “Venho desenvolvendo pesquisas sobre processos hidrológicos junto ao Departamento de Hidráulica e Saneamento da EESC, utilizando vários dados hidrometeorológicos para desenvolver e melhorar modelos hidrológicos e de erosão do solo. Além disso, busco novos modelos de processos físicos sobre a infiltração de água no solo, evapotranspiração, interceptação e erosão para o Cerrado nativo e as principais culturas agrícolas encontradas na região”, explicou Oliveira. Paulo Tarso Sanches de Oliveira desenvolveu a pesquisa “ Modelagem dos processos hidrológicos na região de Cerrado ” com o apoio da Fapesp. O pesquisador se dedicou a ampliar a compreensão do Cerrado – área que corresponde a 22% do território brasileiro e fundamental para os recursos hídricos nacionais. Os resultados obtidos por Oliveira poderão subsidiar tomadas de decisão sobre o uso, a ocupação e a segurança hídrica da região. As brasileiras premiadas foram reconhecidas pelas suas pesquisas de mestrado: Larissa Pacheco na área de energia renovável e Paula Araújo em estratégias de manejo de pastagens em unidades familiares na região do médio Rio Solimões, na Amazônia Central. Os 27 vencedores do Green Talents foram homenageados no dia 30 de outubro em uma cerimônia de premiação em Berlim, Alemanha. Antes, participaram do Fórum Internacional para Iniciativas de Alto Potencial em Desenvolvimento Sustentável, duas semanas de interação com especialistas de instituições de pesquisa e empresas internacionais. Em 2016, os premiados retornam à Alemanha para uma estadia de pesquisa financiada pelo governo alemão em instituições que escolherem.

17 de novembro, 2015
Saneamento Ambiental Logo
PRÊMIO
Fundação Bunge premia trabalhos em meio ambiente

No último dia 30 de setembro ocorreu a entrega de prêmios da 60ª edição do Prêmio Fundação Bunge no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Os vencedores receberam quantias de R$ 150 mil e medalha de ouro (categoria Vida e Obra) e R$ 60 mil e medalha de prata (categoria Juventude). Para a categoria “Vida e Obra” foram escolhidos profissionais pelo conjunto de seus trabalhos realizados e na “Juventude”, jovens de até 35 anos que se destacaram em seus campos de atuação. A edição 2015 elegeu os temas “Recuperação de solos degradados para a agricultura” e “Saneamento básico e manejo de água” como guias da premiação. Os vencedores da 60ª edição foram na área de Ciências Agrárias – tema “Recuperação de solos degradados para a agricultura”, Marlene Cristina Alves na categoria Vida e Obra por diversos trabalhos com ênfase em conservação e recuperação de solos. Na categoria Juventude, o mineiro Diego Antonio França de Freitas por seu trabalho com ênfase em manejo e conservação do solo e da água. Na área de Ciências Biológicas, Ecológicas e da Saúde– tema “Saneamento básico e manejo de água”, o pernambucano José Fernando Thomé Jucá na categoria Vida e Obra, por sua contribuição em pesquisas sobre temas como: contaminação do subsolo, biodegradação de materiais orgânicos, geotecnia ambiental, bioenergia e resíduos sólidos urbanos, entre outros. Já Dulce Buchala Bicca Rodrigues foi agraciada na categoria Juventude por seus projetos de pesquisa sobre conservação do solo e recursos hídricos. Criado em 1955, o Prêmio Fundação Bunge tem como objetivo incentivar o conhecimento científico em diversas áreas, homenagear o poder transformador dos indivíduos na sociedade e estimular novos talentos. Os candidatos participantes não são inscritos, mas indicados por universidades e entidades culturais e científicas brasileiras. Uma Comissão Técnica composta por cinco membros em cada área de premiação, sendo um do exterior, seleciona os pesquisadores em cada ramo do conhecimento na categoria "Vida e Obra", indicando-os para a decisão do Grande Júri. No caso dos jovens talentos, a Comissão Técnica escolheu diretamente os homenageados do ano. O prêmio destaca a inovação incorporada nos projetos, que acabam beneficiando a sociedade brasileira e até outros países, que podem adotar iniciativas bem sucedidas aqui e que servem para outras sociedades.

5 de outubro, 2015