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ENERGIA EÓLICA

Estudo mostra impacto positivo

A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) publicou o estudo “Impactos Socioeconômicos e Ambientais da Geração de Energia Eólica no Brasil” , realizado pela consultoria GO Associados, que quantifica os conhecidos impactos positivos da energia eólica. O trabalho avalia os efeitos multiplicadores dos investimentos realizados pelas empresas, assim como o impacto dos valores pagos para arrendamentos de terras para colocação de aerogeradores. O estudo ainda realizou comparação entre um grupo de municípios que recebeu parques eólicos e outro que não possui a fonte alternativa de energia. O objetivo era mensurar o impacto da chegada dos parques no Índice de Desenvolvimento Humano – IDHM e no PIB municipal. “No que se refere ao IDHM e PIB Municipal, os municípios que têm parques eólicos tiveram um desempenho 20,19% e 21,15% melhor, respectivamente, para estes dois indicadores. Este é um resultado que mostra que não há dúvidas: a energia eólica chega e seus efeitos positivos multiplicadores impactam nos indicadores do município”, avalia Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica. Entre 2011 e 2019, o setor de máquinas e equipamentos, incluindo manutenção e reparos e aquisição de produtos e a contratação de serviços no mercado doméstico, investiu R$ 66,9 bilhões. “Partindo deste valor efetivamente investido pela indústria, pudemos então calcular os efeitos diretos, indiretos e efeito renda causados por estes investimentos, utilizando a MIP – metodologia da Matriz Insumo-Produto Regional, do IBGE. Chegamos à conclusão de que estes investimentos tiveram potencial para expandir a produção das Regiões Nordeste e Sul (valor agregado) na ordem de R$ 262 bilhões, com geração de mais de 498 mil empregos por ano, em média e R$ 45,2 bilhões em massa salarial. Reitero que isso é uma somatória dos chamados efeitos multiplicadores: diretos, indiretos e massa salarial. Além disso, foram arrecadados R$ 22,4 bilhões em tributos relacionados, sendo R$ 11,8 bilhões em ICMS e R$ 1,9 bilhão em IPI”, explica Gesner Oliveira, sócio da GO Associados. Em relação aos efeitos positivos do pagamento de arrendamento, Elbia explica que “este é um ponto importantíssimo do estudo, porque os arrendamentos são uma injeção de renda direta na região. Importante explicar que quando um pequeno proprietário arrenda um pedaço da sua terra para colocação de um aerogerador, ele pode continuar com suas plantações ou criação de gado. O pagamento de arrendamento se torna, então, um valor fixo para os proprietários que podem investir em sua própria terra e ampliar sua produção”, explica Elbia. Considerando os dados de 2018, os pagamentos de arrendamento de terras para expansão do setor eólico ficaram em torno de R$ 165,5 milhões ao ano e têm potencial de levar a uma expansão da produção das Regiões Nordeste e Sul (valor agregado) da ordem de R$ 524,6 milhões, gerando mais de oito mil empregos e R$ 43,2 milhões em massa salarial. Além disso, são arrecadados R$ 45,4 milhões em tributos relacionados, sendo quase R$ 25,5 milhões em ICMS e R$ 2,5 milhões em IPI. O estudo avaliou que a energia eólica contribui também para uma baixa taxa de ocupação do solo. Em um cenário com aerogeradores mais próximos, pelo menos 92% da área ficaria livre para outras atividades, podendo este valor ser maior ainda dependendo da distribuição dos aerogeradores. “Considero que este estudo está sendo publicado num momento muito importante, já que a pandemia parece abrir ainda mais os olhos da humanidade para o inadiável combate ao aquecimento global. E, nesse processo, as fontes que não emitem gases de efeito estufa e apresentam benefícios sociais, econômicos e ambientais, como é o caso da eólica, são nossa melhor aposta para quando chegar o momento da retomada econômica. No caso do Brasil, a boa notícia é que temos como uma das suas principais vantagens comparativas em relação a uma grande maioria dos países o fato de sermos uma potência energética com uma grande diversidade de energias limpas e, no caso das eólicas, tem ainda o fato de que o Brasil tem um dos melhores ventos do mundo, o que significa energia muito competitiva”, comenta Elbia.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) publicou o estudo “Impactos Socioeconômicos e Ambientais da Geração de Energia Eólica no Brasil”, realizado pela consultoria GO Associados, que quantifica os conhecidos impactos positivos da energia eólica. O trabalho avalia os efeitos multiplicadores dos investimentos realizados pelas empresas, assim como o impacto dos valores pagos para arrendamentos de terras para colocação de aerogeradores. 

O estudo ainda realizou comparação entre um grupo de municípios que recebeu parques eólicos e outro que não possui a fonte alternativa de energia. O objetivo era mensurar o impacto da chegada dos parques no Índice de Desenvolvimento Humano – IDHM e no PIB municipal. “No que se refere ao IDHM e PIB Municipal, os municípios que têm parques eólicos tiveram um desempenho 20,19% e 21,15% melhor, respectivamente, para estes dois indicadores. Este é um resultado que mostra que não há dúvidas: a energia eólica chega e seus efeitos positivos multiplicadores impactam nos indicadores do município”, avalia Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica.

Entre 2011 e 2019, o setor de máquinas e equipamentos, incluindo manutenção e reparos e aquisição de produtos e a contratação de serviços no mercado doméstico, investiu R$ 66,9 bilhões. “Partindo deste valor efetivamente investido pela indústria, pudemos então calcular os efeitos diretos, indiretos e efeito renda causados por estes investimentos, utilizando a MIP – metodologia da Matriz Insumo-Produto Regional, do IBGE. Chegamos à conclusão de que estes investimentos tiveram potencial para expandir a produção das Regiões Nordeste e Sul (valor agregado) na ordem de R$ 262 bilhões, com geração de mais de 498 mil empregos por ano, em média e R$ 45,2 bilhões em massa salarial. Reitero que isso é uma somatória dos chamados efeitos multiplicadores: diretos, indiretos e massa salarial. Além disso, foram arrecadados R$ 22,4 bilhões em tributos relacionados, sendo R$ 11,8 bilhões em ICMS e R$ 1,9 bilhão em IPI”, explica Gesner Oliveira, sócio da GO Associados.

Em relação aos efeitos positivos do pagamento de arrendamento, Elbia explica que “este é um ponto importantíssimo do estudo, porque os arrendamentos são uma injeção de renda direta na região. Importante explicar que quando um pequeno proprietário arrenda um pedaço da sua terra para colocação de um aerogerador, ele pode continuar com suas plantações ou criação de gado. O pagamento de arrendamento se torna, então, um valor fixo para os proprietários que podem investir em sua própria terra e ampliar sua produção”, explica Elbia. Considerando os dados de 2018, os pagamentos de arrendamento de terras para expansão do setor eólico ficaram em torno de R$ 165,5 milhões ao ano e têm potencial de levar a uma expansão da produção das Regiões Nordeste e Sul (valor agregado) da ordem de R$ 524,6 milhões, gerando mais de oito mil empregos e R$ 43,2 milhões em massa salarial. Além disso, são arrecadados R$ 45,4 milhões em tributos relacionados, sendo quase R$ 25,5 milhões em ICMS e R$ 2,5 milhões em IPI.

O estudo avaliou que a energia eólica contribui também para uma baixa taxa de ocupação do solo. Em um cenário com aerogeradores mais próximos, pelo menos 92% da área ficaria livre para outras atividades, podendo este valor ser maior ainda dependendo da distribuição dos aerogeradores. “Considero que este estudo está sendo publicado num momento muito importante, já que a pandemia parece abrir ainda mais os olhos da humanidade para o inadiável combate ao aquecimento global. E, nesse processo, as fontes que não emitem gases de efeito estufa e apresentam benefícios sociais, econômicos e ambientais, como é o caso da eólica, são nossa melhor aposta para quando chegar o momento da retomada econômica. No caso do Brasil, a boa notícia é que temos como uma das suas principais vantagens comparativas em relação a uma grande maioria dos países o fato de sermos uma potência energética com uma grande diversidade de energias limpas e, no caso das eólicas, tem ainda o fato de que o Brasil tem um dos melhores ventos do mundo, o que significa energia muito competitiva”, comenta Elbia.

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ENERGIA SOLAR
Setor cria 37 mil empregos até maio

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) informa que o setor gerou 37 mil empregos nos cinco primeiros meses de 2020, mesmo com a queda da atividade econômica e com a pandemia COVID-19. Até maio, a associação comenta que o setor adicionou 1.236,6 MW em capacidade instalada, um crescimento de 27,3% em relação ao histórico consolidado de 2019. Entre janeiro e maio deste ano os novos investimentos privados somam R$ 6 bilhões no Brasil. Com isso, os empreendimentos fotovoltaicos já operacionais proporcionaram uma arrecadação agregada de mais de R$ 2 bilhões em tributos aos cofres públicos em 2020. Apenas em maio, o setor gerou 7,2 mil empregos, trazendo R$ 1 bilhão em novos investimentos e a arrecadação de mais de R$ 424,5 milhões aos governos do País. O CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, comenta que o Brasil tem a seu favor uma ferramenta estratégica em prol da competitividade e do desenvolvimento sustentável. “Além de ser limpa, renovável e cada vez mais competitiva, a solar alivia os gastos dos consumidores com eletricidade, protegendo-os de aumentos recorrentes nas tarifas. Com isso, fortalece a economia do País e acelera os setores produtivos brasileiros, do agronegócio ao comércio, dos serviços à indústria. E ainda ajuda na recomposição dos cofres públicos e no cumprimento das metas ambientais assumidas pelo Brasil internacionalmente”, conclui Sauaia. Cenário mundial A expectativa é que o setor de energias renováveis alcance a marca de 29,5 milhões de empregos até 2030 no mundo todo, com políticas públicas de recuperação econômica e transição energética no pós-pandemia. Os dados são do novo estudo internacional da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) intitulado “The post-covid recover: an agenda for resilience, development and equality”, divulgado no final de junho. Deste total, a fonte solar lideraria em novos postos de trabalho, representando cerca de 11,6 milhões de empregos, ou seja, mais de 39% do total. O estudo mostra, ainda, que o mundo poderá chegar a 100 milhões de novos trabalhadores no setor de energia até 2050, cerca de 40 milhões a mais do que hoje, o que inclui até 42 milhões de empregos no segmento de renováveis, hoje com 11 milhões de empregos totais. Uma transição energética acelerada poderia adicionar 5,5 milhões de empregos a mais até 2023 do que o cenário de referência.

6 de julho, 2020
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ENERGIA EÓLICA
RambollEnviron Brasil anuncia entrada no segmento

O crescimento na produção de energia eólica em todo o mundo e a forte expansão dessa alternativa no Brasil, onde ocupa a terceira maior fonte de geração renovável, já com 8,71 GW de capacidade instalada, segundo dados da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), impulsionaram a RambollEnviron a estruturar uma equipe de profissionais no País para oferecer consultoria e serviços para as empresas e instituições ligadas à produção eólica. Com 30 anos de experiência, a empresa possui participação em 65% dos projetos globais do setor eólico. Eugenio Singer, diretor geral da RambollEnviron Brasil, ressalta que a expertise do grupo em todas as etapas dos projetos eólicos chega em momento oportuno ao País: “a participação eólica tende a crescer de modo significativo para fortalecer a matriz energética nacional. Isto porque o Brasil apresenta ventos constantes, sem grandes rajadas, e volatilidade em torno de apenas 5%, o que favorece muito a ampliação da geração. Outro fator que contribui para este crescimento é a crise hídrica, que atingiu diversas regiões do País, mostrando a fragilidade de manter o sistema energético focado majoritariamente na produção hidrelétrica”. De origem dinamarquesa, o Grupo Ramboll oferece consultoria e gestão (técnica, econômica e ambiental) em todas as etapas de um projeto eólico: análise de viabilidade; planejamento de gestão, viabilidade e monitoramento socioambiental; seleção de fornecedores e tecnologias; comissionamento; operação; elaboração e análise de contratos de aquisição e de gestão; testes WTG (Wind Turbine Generation); monitoramento constante do desempenho, gestão de relacionamentos e de riscos; entre outros serviços. Outro diferencial da RambollEnviron são as soluções de engenharia para os parques eólicos onshore e offshore , que incluem a infraestrutura elétrica; civil – design estrutural e geotécnico, construção de fundações, em concreto e ancoradas em rocha, bem como específicas para geração no mar; e logística, entre outras.Além disso, a empresa trabalha com parceiros estratégicos como, por exemplo, a KjellerVindteknikk, consultoria norueguesa especializada em serviços de monitoramento e análise de medições de vento, incluindo uma variedade de avaliações adaptadas às fases de desenvolvimento específicas de um projeto de energia eólica. “Temos especialistas preparados para lidar com a diversidade de stakeholders , bem como com questões econômicas, técnicas e socioambientais, envolvidas nos processos, desde a idealização do projeto até as turbinas entrarem em funcionamento, integradas aos demais sistemas que compõem a matriz energética. Podemos gerir riscos e incertezas de forma sistemática, baseados em análises constantes e assertivas de tecnologias, metodologias, benefícios e custos, de modo a contribuir para agilizar e tornar mais eficazes, sustentáveis e rentáveis as iniciativas eólicas”, reforça Singer. A RambollEnviron conta com diversos centros de pesquisa e desenvolvimento globais e 12.800 profissionais especializados, distribuídos em uma rede de 300 escritórios presentes em 35 países, inclusive em território nacional, prontos a participar de projetos de gestão estratégica, operacional e socioambientais de empresas de todos os setores da matriz energética nacional (hidroelétrico, eólica, solar, biomassa, termoelétrico, óleo e gás, etc).

5 de fevereiro, 2016
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ENERGIA EÓLICA
Subsistema Nordeste atinge novo recorde de geração

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), no dia 12 de outubro a geração eólica verificada no Subsistema Nordeste atingiu 3.689 MW, o que representou 46% da demanda desse Subsistema, com fator de capacidade de 84%, além de ser um novo recorde. Durante o ano de 2015 a fonte já havia superado seus índices de geração. Para o Nordeste, a marca anterior era de 3.495 MW em setembro, representando 35% do abastecimento e 83% em fator de capacidade. A região Sul também atingiu números relevantes em agosto, quando foram constatados 1.238 MWde geração, correspondendo a 80% da capacidade total instalada na região e 16,5% da carga do Submercado Sul. Em 2014, as usinas eólicas geraram em todo o ano 12 TWh de energia, com fator de capacidade médio de 38%. No primeiro semestre de 2015 já foram gerados por fonte eólica 8 TWh, mais da metade gerada ao logo de todo o ano anterior. “A geração verificada indica números que comprovam a relevância da fonte eólica para a segurança do sistema. No período de seca a contribuição proveniente dos ventos mostra-se ainda maior, podendo alcançar novos recordes ainda este ano”, destaca Elbia Gannoum, Presidente executiva da ABEEólica. A energia eólica mostra sua relevância principalmente nesta época de escassez hídrica, desde o final de 2013. Em agosto do ano corrente, verificou-se recorde de geração eólica do Sistema Interligado Nacional – SIN, 4.432 MW, representando 8% da carga deste sistema, com um fator de capacidade de 78%. “Sobre esse aspecto, reforçamos a importância em considerarmos a complementariedade entre as diversas fontes renováveis para a concepção diversificada da matriz elétrica brasileira contemporânea”, diz Elbia. Atualmente, o Brasil conta com 7.657,9 MW instalados. O montante é responsável por abastecer 13 milhões de residências, em média, e ajuda a evitar a emissão de 13,5 milhões de toneladas de CO 2 na atmosfera, além de representar um benefício líquido para o Sistema de quantias financeiras elevadas, evitando o alto custo do despacho térmico.

19 de outubro, 2015
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ENERGIA EÓLICA
Brasil atinge 7GW de capacidade instalada

Com a instalação de três parques eólicos no Rio Grande do Norte, o Brasil atingiu a marca de 7GW e a fonte eólica passa a ter participação de 5% na matriz energética nacional. Atualmente, o Brasil possui 281 parques eólicos, distribuídos por 11 estados. Em índices sustentáveis, essa capacidade representa mais de 100 mil empregos gerados, 12 milhões de residências abastecidas mensalmente e 12 milhões de toneladas de CO2 evitadas. Para a Presidente-executiva da ABEEólica, Elbia Silva Gannoum, a marca alcançada traduz o crescimento virtuoso e a consolidação da indústria eólica brasileira. “Trata-se de mais energia para o País, uma geração limpa, competitiva e sustentável compondo a matriz elétrica brasileira com uma fonte renovável complementar. Os benefícios proporcionados pela fonte eólica têm sido mais expressivos a cada dia, tendo promovido ganhos para todo o sistema elétrico brasileiro, desde a otimização da operação até a sua redução de custos”. Elbia diz ainda que “as eólicas têm papel representativo na expansão do parque gerador. Somente em 2014 a energia dos ventos teve geração total de 12 TWh e representou um beneficio liquido para o sistema de mais de R$ 5 bilhões, evitando o alto custo do despacho térmico”. Os níveis de geração de energia continuam quebrando novos recordes em 2015. No dia 30 de julho, por exemplo, o Brasil atingiu a marca de 3.269 MW de geração eólica no Subsistema Nordeste, representando 33% da carga deste subsistema com fator de capacidade de 76%. Segundo as perspectivas do Governo, o setor eólico deve atingir cerca de 23 GW de potência instalada em 2023, e as previsões do setor indicam um crescimento ainda maior, que alcança 27 GW. “Os desafios envolvendo a logística de transportes, a transmissão e as condições de financiamento não devem impedir a continuidade da trajetória excepcional da indústria de energia” avalia a executiva.

12 de agosto, 2015
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ENERGIA EÓLICA
Economista avalia benefícios e desafios no Nordeste

A economista e professora do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Luziene Dantas de Macedo, analisa em sua tese de doutorado “Produção de energia elétrica por fonte eólica no Brasil e aspectos de seu impacto na Região Nordeste e Rio Grande do Norte” os benefícios e desafios de se obter eletricidade a partir dos ventos. Luziene é orientada pelo professor José Bonifácio de Souza Amaral Filho e a tese foi defendida no Instituto de Economia (IE) da Unicamp. O estudo de Luziene abrangeu o Nordeste, em especial o Rio Grande do Norte, e ela justifica a escolha devido às boas condições de vento, tanto no litoral como no semiárido, respondendo por mais de 50% da potencialidade existente no País. “Há quatro anos, quando pensei no tema para o doutorado, as perspectivas eram extremamente positivas e amplamente veiculadas pela mídia, o que despertou meu interesse em investigar os impactos desta atividade na região em termos de geração de emprego e renda. Se do ponto de vista nacional esta produção é importante, por possibilitar a diversificação da matriz energética, quis saber o que ela representa para o desenvolvimento regional.” A autora relembra que a energia eólica passou a ser muito debatida para o setor de energia elétrica em meados dos anos 2000, quando os Planos Decenais de Expansão de Energia Elétrica (PDEEs), elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), começaram a destacar com maior veemência a sua essencialidade na matriz elétrica do País. E que os dados do PDEE 2022, levando em consideração a taxa de crescimento média anual, revelaram que a energia eólica apresenta o maior percentual para o período de 2012 a 2022, de 25,5% - o que representa um salto de participação na matriz de 1,5% para 9,5% nestes dez anos. Para a economista, os parques eólicos ganham importância no Nordeste, ao possibilitar às empresas fabricantes de equipamentos um encadeamento produtivo (aerogeradores, torres, pás e nacelas). “Entretanto, especificamente no Rio Grande do Norte, a atividade tem se concentrado em poucos elos da cadeia, limitando o seu potencial transformador da estrutura produtiva e de distribuição da renda gerada. Isto apesar de o Estado ter se destacado em 2014 como o primeiro em número de projetos eólicos, outorgados e em construção, respondendo por 86,5% de todos os empreendimentos no País; e de aparecer na segunda posição em operação comercial de energia eólica, perdendo somente para o Ceará.” Luziene explica que a principal razão para isto acontecer é que os fabricantes de equipamentos se concentram nos Estados vizinhos, que oferecem uma boa escala de produção, por conta da infraestrutura já montada, como os portos de Suape (PE) e de Pecém (CE), e uma sincronia com várias indústrias de outros segmentos. “Além do mais, os outros governos vêm oferecendo incentivos financeiros, e não apenas fiscais, para que as empresas lá se instalem, ajudando ainda com licenças ambientais e preparação de suas malhas viárias. No Rio Grande do Norte, isso não acontece. Apesar da importância estratégica para o Estado, a atividade não gera encadeamento produtivo, não se comunica com os demais setores da economia, a não ser o de serviços.” Outro ponto citado pela economista é a concentração da cadeia produtiva de equipamentos eólicos nos Estados de Pernambuco, Bahia e Ceará. O Rio Grande do Norte conta com apenas duas fábricas - Parazinho e Areia Branca. Ainda segundo ela, uma turbina eólica típica contém até 8 mil componentes: os mais onerosos são as torres, cuja altura varia de 40 a 120 metros (responsáveis por 26% dos custos) e as pás do rotor, que normalmente medem até 60 metros, podendo chegar a 100 metros (22% dos custos). Benefícios e Desafios Entre os benefícios da energia eólica mencionados por Luziene à população potiguar estão o arrendamento de terras, que assegura uma renda relevante às famílias que disponibilizam parte de suas propriedades para a implantação de parques eólicos. “O pagamento pode ser de mil reais mensais por torre instalada, feito diretamente aos proprietários, por um período mínimo de 20 anos. Como os empreendimentos eólicos ocupam em média apenas 20% da área arrendada, os proprietários ainda podem manter as atividades complementares que desejarem”. Um benefício direto do arrendamento é a exigência da regularização fundiária, com a possibilidade de a empresa, visando à segurança do empreendimento, quitar a dívida que pesa sobre o proprietário rural – o que ele não conseguiria por meio da agricultura familiar – para depois abatê-la em parcelas do pagamento pelo arrendamento. “Não devemos ignorar que a atividade mudou a realidade de municípios como Parazinho, que tem uma fábrica de torres e parques eólicos instalados. Além da abertura de novos comércios (lojas, restaurantes, pousadas), houve melhoria na infraestrutura rodoviária para o transporte de pás e torres. Isso possibilitou ao Estado maior arrecadação de ICMS, PIS e Cofins, e às prefeituras, de ISS (decorrente da cessão do espaço para instalação dos empreendimentos)”. Mais um aspecto benéfico, conforme a pesquisadora, tem relação com a formação técnica e superior, levando muitas pessoas a buscarem qualificação – há uma estimativa de criação de 170 mil postos de trabalho até 2020. “O aerogerador (as pás e a nacela que abriga o gerador) é um componente de maior conteúdo tecnológico. Nos municípios onde o setor eólico é pujante, o pagamento de salários mais altos para profissionais habilitados tem atraído inclusive os estrangeiros. Destaque-se também que o BNDES está implantando projetos sociais em algumas dessas localidades, juntamente com empresas empreendedoras de 24 parques eólicos no Estado. Acho que o RN poderia se concentrar nas atividades de operação e manutenção, onde há uma rotatividade interessante.” Já para comentar os desafios, a economista toma como base estudos e pesquisas realizados para destacar a má qualidade das estradas, em sua maioria estreitas e esburacadas, entre os maiores percalços para o desenvolvimento da indústria eólica. “As informações coletadas são de caminhões que chegam a medir mais de cem metros de comprimento e que as condições das estradas já propiciaram acidentes e uma redução drástica da velocidade, mudando a dinâmica dos moradores de comunidades próximas. Além disso, existem restrições a certas cargas do setor eólico (como de transporte no período noturno) e, dependendo da distância, a mobilização de equipamentos pode durar um mês, encarecendo a operação”. Outro problema é a lentidão na emissão de licenças ambientais, o que vem atrasando as obras dos novos empreendimentos, e a infraestrutura de transmissão. Quanto aos impactos ambientais, a autora diz que atualmente o nível de ruído é tolerável. “Outra preocupação é com a destinação dos resíduos sólidos das usinas, não havendo uma política que defina o que fazer com equipamentos inativados, visto que os parques têm vida útil de 20 anos.” De acordo com os dados apresentados por Luziene Macedo em sua tese de doutorado, a região Nordeste participou dos 11 leilões para contratação de energia eólica no ambiente regulado entre 2009 e junho de 2014, o que equivale a um total de 406 empreendimentos, perfazendo uma potência de 10.491 MW – ou 85,3% de toda a capacidade eólica contratada no País. O Rio Grande do Norte possuía, em junho do ano passado, 40 projetos eólicos em operação, totalizando 906.359 kW de capacidade instalada, representando 40,4% do total do Nordeste; perdeu para o Ceará, que apresentou menos projetos (39), mas maior capacidade instalada (42,5%) desta fonte para efeito de geração de eletricidade. A tendência é de que o RN volte a ser competitivo graças aos investimentos em linhas de transmissão que entraram em operação em 2014.

4 de agosto, 2015
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ENERGIA EÓLICA
Comemorado Dia Mundial do Vento

Hoje, dia 15 de junho, é celebrado o Dia Mundial do Vento ou Global Wind Day. Criada em 2010, a data tem como objetivo informar à população sobre a importância de desenvolver uma matriz elétrica com participação das energias renováveis complementares, em especial a fonte eólica. O Global Wind Energy Council - GWEC em parceria com a European Wind Energy Association - EWEA organizam ações ao redor do mundo para comemorar esta data. Para comemorar a data no Brasil a ABEEólica realizou uma campanha a fim de divulgar o dia. Milhares de pessoas em todo mundo estão envolvidas com a produção de energia a partir dos ventos, mas para muitos essa fonte de energia ainda é um mistério. A ABEEólica decidiu expor, em pontos estratégicos da cidade de São Paulo, um anúncio comemorando a data e informando a população sobre os benefícios da fonte eólica. Nesta campanha foram disponibilizados dados socioambientais, como a geração de 100 mil postos de trabalho, o abastecimento de 12 milhões de residências, e a emissão de 12 milhões de toneladas de CO2 evitadas. “A campanha da ABEEólica para o Dia Mundial do Vento tem como objetivo divulgar os benefícios e princípios da energia eólica, que tem a força dos ventos como fator fundamental para a geração de energia limpa, renovável e competitiva” afirma Elbia Gannoum, Presidente-Executiva da ABEEólica. O setor eólico brasileiro comemora o ano de 2014. Foi gerado recorde de 2.155 MW médios em outubro, o que respondeu por 20% da demanda no Nordeste. No dia 11 de junho deste ano foi registrado mais um recorde de geração eólica no Subsistema Nordeste, atingindo 2.779 MW, o que representa 27% da carga deste Subsistema com um fator de capacidade de 71%. Os parques eólicps brasileiros estão com capacidades 10% acima dos melhores indicadores que se conhece na Europa e que se situam entre 28% e 31%. “Terminamos o ano de 2014 com 238 parques e 5,9 GW em capacidade instalada. O Brasil mostra que é definitivamente um País atrativo para investimentos em energia eólica. No ano passado essa capacidade nos colocou entre os 10 maiores países em termos de usinas, o 4º maior em termos de investimentos e o 2º em atratividade, perdendo apenas para a China”, informou Elbia. Reforçando o efeito da complementariedade entre as fontes, a executiva afirma, “A fonte eólica mostra que é altamente complementar às hidrelétricas”, e lembrou ainda que a geração pela força dos ventos devolveu R$ 3,5 bilhões aos consumidores por meio da Coner, a conta de energia de reserva. O planejamento para este ano é que o setor encerre com 9,6 GW de capacidade instalada. Caso seja confirmada essa previsão, o Brasil avançará para um patamar entre 4º e 5º maior entre os países do mundo que possuem geração eólica. Esse volume vem associado à ampliação da cadeia de produção nacional que foi exigida e atendida pelas regras do BNDES, que é a principal fonte de recursos para a continuidade desses investimentos no longo prazo, e cujas regras de conteúdo nacional estarão totalmente implementadas em junho de 2016. Em 2014, o Brasil recebeu R$ 18 bilhões em investimentos em energia eólica, e grande parte desses aportes foi financiado pelo BNDES.

15 de junho, 2015
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FONTES ALTERNATIVAS
Leilão viabiliza 96,9 MW de eólica e biomassa

O Leilão de Fontes Alternativas – LFA 2015, realizado dia 27 de Abril, exclusivamente para as Fontes Eólica e Biomassa, viabilizou a contratação de 96,9 MW médios e deste montante a fonte eólica contribuiu com a contração de 31% do total. A potência eólica total comercializada foi de 90 MW, ao preço médio de R$ 177,47/MWh e deságio de 0,85%. Para a Presidente-Executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum, o resultado é parte da maturidade da indústria eólica e as opções de contratação no momento presente. Com os A-3 e o 2º LER já agendados para este ano, é razoável supor que os investidores vão optar por um prazo de entrega mais extensos, destaca. Com a potência de 90 MW, a fonte eólica será responsável pela aplicação de R$ 405 milhões em investimentos e produção de, em média, 45 aerogeradores e 135 novas pás. Esse volume de energia será capaz de abastecer cerca de 180 mil residências mensalmente e evitar mais de 185 mil toneladas de CO2, por ano. Além disso, a capacidade viabilizada poderá criar mais de 1.300 postos de trabalho. O LFA 2015 objetivou a contratação de energia proveniente de empreendimentos de geração a partir das fontes eólica e biomassa. O início do suprimento de energia será a partir de 1º de janeiro de 2016 para empreendimentos termelétricos a biomassa, novos ou existentes, e 1º de julho de 2017 para novos empreendimentos a partir de fontes termelétrica a biomassa e eólica.

29 de abril, 2015