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CONCURSOS

Going Vegan ganha Best Water Ideas

O Stockholm International Water Institute (SIWI) promove anualmente o “World Water Week” que visa premiar campanhas que economizem água. Com 58% dos 2.730 votos contabilizados desde o início de junho, o projeto Going Vegan foi o vencedor dessa edição do “Best Water Ideas”. Pessoas de todas as idades, áreas de atuação e continentes participaram da votação. Para efeito de comparação, a produção de carne utiliza muito mais água que a de grãos. Para se produzir 1 quilo de carne são necessários 15,500 litros de água, enquanto que para produzir a mesma quantidade de tomates e batatas é preciso 180 litros e 250 litros, respectivamente. Através desta campanha o SIWI procura chamar a atenção para o papel fundamental de grandes ideias hídricas para o desenvolvimento da sociedade. Desdeo início, o concurso reuniu mais de 150 ideias sobre a água.

O Stockholm International Water Institute (SIWI) promove anualmente o “World Water Week” que visa premiar campanhas que economizem água. Com 58% dos 2.730 votos contabilizados desde o início de junho, o projeto Going Vegan foi o vencedor dessa edição do “Best Water Ideas”. Pessoas de todas as idades, áreas de atuação e continentes participaram da votação.

Para efeito de comparação, a produção de carne utiliza muito mais água que a de grãos. Para se produzir 1 quilo de carne são necessários 15,500 litros de água, enquanto que para produzir a mesma quantidade de tomates e batatas é preciso 180 litros e 250 litros, respectivamente.

Através desta campanha o SIWI procura chamar a atenção para o papel fundamental de grandes ideias hídricas para o desenvolvimento da sociedade. Desdeo  início, o concurso reuniu mais de 150 ideias sobre a água.

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ÁGUA VIRTUAL
Cálculo reforça a importância do uso consciente

Qualquer processo produtivo utiliza água, mesmo que ela não faça parte do produto final. O total do líquido empregado, desde o início da produção até que ele chegue ao ponto de venda, é chamado de água virtual. Nos produtos agrícolas, como frutas, legumes e grãos, por exemplo, entra no cálculo a água de irrigação da lavoura, a que é necessária na industrialização, na confecção da embalagem e no transporte até o mercado. Segundo reforça Guilherme Karam, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, esse conceito ainda não é muito difundido entre a maior parte das pessoas e seu cálculo não faz parte do dia a dia. “Quando falamos em economia de água, relacionamos com banhos mais curtos ou escovar os dentes de torneira fechada. São atitudes que têm importância, mas também é imprescindível pensar nos nossos hábitos gerais de consumo e como eles podem afetar a disponibilidade de recursos hídricos”. Para ter uma ideia da “pegada hídrica”, na montagem de um computador são utilizados 1,5 mil litros de água na lavagem das peças; a fabricação de um chip de 32 MB usa 16 mil litros de água; uma camiseta de algodão consome 2,7 mil litros; um hambúrguer, 2,4 mil litros e um copo de cerveja, 75 litros. Para que um litro de leite chegue até a mesa do consumidor, foram necessários mil litros de água, contando com o que foi ingerido pela vaca e utilizado no processo industrial posteriormente. Karam salienta que evitar o desperdício de alimentos e outros bens de consumo é uma das medidas para reduzir o gasto de água virtual. Se o consumidor começar a considerar a água virtual envolvida em cada produto ao fazer suas compras e tomar decisões a partir disso, as empresas serão pressionadas a buscar alternativas para reduzir o consumo e conservar cada vez mais esse recurso, defende Karam. “Os empreendedores também podem perceber a importância de adotar ações de prevenção, com impacto direto na melhoria da qualidade e da quantidade da água, como o incentivo à conservação da natureza”, explica.

20 de fevereiro, 2017
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ÁGUA
Disputa de Casas gera economia de 500 mil litros

Com o apoio da Sabesp, a LG realizou a primeira campanha ‘Disputa de Casas São Paulo’ com o objetivo de incentivar novos hábitos de consumo de água na população. Mais de duas mil residências participaram da campanha após passar por processo que incluiu palestras, visitas quinzenais dos promotores, acompanhamento telefônico de seus respectivos consumos, além do recebimento de materiais com dicas de economia. Após o trabalho de reeducação realizado, o consumo das casas participantes foi comparado com o mesmo período de 2015. As 50 famílias que mais economizaram água ganharam uma máquina Lava e Seca LG Smart Care, que sozinha é capaz de economizar até 45% de água em comparação com as máquinas comuns. Os participantes receberam de surpresa, no início da campanha, as máquinas que, juntamente com as dicas de economia, foram indispensáveis para o alcance dos resultados. 80% dos participantes baixaram seu consumo e a média de economia hídrica passou dos 35% ao mês. Em apenas três meses, foram economizados 500 mil litros de água, ou 50 caminhões pipa, o suficiente para suprir as necessidades dos mesmos participantes por quase 5 anos. Já a economia financeira média dos participantes chegou a R$ 50 mensais ou R$ 600 ao longo de um ano. ”Isso comprova que o investimento em tecnologias economizadoras podem se pagar num curtíssimo espaço de tempo, ajudando o planeta mas também o bolso da população diz Kati Dias, Gerente Geral de Home Appliance da LG Electronics do Brasil. A 2ª etapa da campanha deve abrir novas inscrições em agosto de 2016, expandindo o número de inscritos e selecionados. As inscrições poderão ser feitas através do www.disputadecasas.com.br

20 de julho, 2016
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ÁGUA
Participantes da Semana Mundial esperam acordo na COP-21

A Semana Mundial da Água teve em 2015 como tema “Água para o Desenvolvimento” e recebeu 3.300 participantes, de 125 países, representando governos, universidades, sociedade civil, organizações internacionais, o setor privado, e muitos outros. O evento, que é realizado juntamente com o Stockholm Water Prize, completou 25 anos. O Diretor-executivo do SIWI (Stockholm International Water Institute), Torgny Holmgren, resumiu as apresentações durante a semana com a afirmação: "A água é o que une todos os aspectos das mudanças climáticas. A mudança climática é a mudança da água." Segundo o Diretor, o impacto das alterações climáticas é sentido através da água, com inundações, padrões de chuva erráticos, secas e outros eventos climáticos extremos. "É absolutamente vital que a água seja uma parte de ambas as iniciativas voluntárias de mitigação e adaptação às alterações climáticas, bem como da Convenção do Clima em si", disse Karin Lexén, Diretora da Semana Mundial da Água, Processos internacionais e prêmios. A Ministra da Suécia para o Clima e Meio Ambiente e Vice-Primeira-Ministra, Åsa Romson, repercutiu a mensagem do SIWI, afirmando que "se as águas não forem devidamente geridas e a gestão dos recursos hídricos não estiver bem integrada nos esforços climáticos, os impactos do clima terão um efeito significativo sobre nossas sociedades – o que é um desafio para todos os países”. A ministra disse que pretende encorajar novas discussões sobre a forma de reforçar a resiliência da água como parte da agenda de ações para se certificar de que os investimentos nas questões climáticas, incluindo aqueles realizados através do Fundo Verde para o Clima, possam apoiar a resiliência da água. Benedito Braga, Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo no Brasil e presidente do Conselho Mundial da Água, disse que "a segurança da água é provavelmente o maior desafio humano deste século." Em um apelo apaixonado aos negociadores em Paris, no final deste ano, o Presidente das Ilhas Marshall, Christopher J Loeak, disse que não tinha certeza se deveria esperar um compromisso mais forte na redação do acordo sobre o clima, mas disse ter esperanças de que o mundo possa chegar a um compromisso histórico, não apenas para salvar o seu país, mas também o mundo. "Nós (as Ilhas Marshall) estamos literalmente contemplando um futuro no qual estamos sendo varrido do mapa do mundo", disse ele. Durante a semana, vários prêmios foram concedidos para a excelência em questões relacionadas com a água. O Prêmio da Água de Estocolmo para a Indústria foi entregue à empresa de engenharia CH2M, por desenvolver métodos para limpar a água, e aumentar a aceitação pública de água reciclada. Perry Alagappan, dos EUA, recebeu o Prêmio Estocolmo de Água Júnior 2015 por inventar um filtro através do qual os metais pesados tóxicos de lixo eletrônico podem ser removidos da água. E, finalmente, o prêmio de maior prestígio, o Stockholm Water Prize foi atribuído a Rajendra Singh, da Índia, por seus esforços inovadores de restauração de água, melhoria da segurança da água na Índia rural, e por mostrar coragem e determinação extraordinária em sua busca para melhorar as condições de vida para os mais necessitados.

10 de setembro, 2015
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SINDCON
Anunciados vencedores do 1º Prêmio Sustentabilidade

O Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (SINDCON) anunciou, dia 04 de agosto, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, os vencedores do 1º Prêmio Sustentabilidade. No total, foram avaliados 44 projetos/programas, que concorreram à premiação em dinheiro. A Comissão Julgadora foi formada por 18 profissionais de diversas áreas e entidades, como a revista Saneamento Ambiental, através de seu Diretor Sérgio de Oliveira, Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Ethos, Unicef, Finep, UFMG, UFSC, Faculdade de Saúde Pública da USP, Eletrobrás, Abes, BNDES e Caixa Econômica Federal. O Prêmio Sustentabilidade propõe a busca de soluções contra a crise hídrica, e visa incentivar, entre as concessionárias privadas de água e esgoto, as boas ideias para a melhor utilização de recursos naturais, tecnológicos, humanos e financeiros. Entre os 44 projetos/programas, 23 pertencem à categoria “Técnica”, 13, à “Institucional” e oito, de “Gestão”. O presidente do SINDCON, Giuliano Dragone, comemorou o sucesso do Prêmio e garantiu a continuidade do evento para os próximos anos. “O Prêmio Sustentabilidade veio para promover uma justa homenagem aos profissionais que contribuem para o desenvolvimento do saneamento brasileiro”, destacou o Presidente da entidade. O Prêmio Sustentabilidade será realizado a cada biênio, sempre intercalado com a o ENA - Encontro Nacional das Águas, Congresso técnico e científico promovido pelo Sindicato. Na categoria Institucional, o vencedor foi o programa “Frota Ideal”, da Águas de Guará, empresa do Grupo Uniáguas. O projeto tem como líder Luiz Rafael Rizzo e a equipe formada por Elizete Vieira Fazza, Sergio Luis Baraldi e Amanda Adorni Teixeira ; Em segundo lugar ficou o “De Olho no óleo”, da Águas Guariroba, do Grupo Aegea. O líder é Fernando Henrique Garayo Junior e a equipe é constituída por Janaina Cristiane dos Santos, Willian Carvalho e Lucinei Cesario da Cruz Nantes; o terceiro lugar é do projeto “Amigo da Água”, da Águas de Nova Friburgo, empresa do Grupo Águas do Brasil. Christian Esteves Portugal desenvolveu o projeto e contou com Maria Goretti de Rezende Saturnino Braga em sua equipe. O projeto vencedor “Frota Ideal” aproveitou as condições favoráveis de relevo do município paulista de Guará e substituiu o uso de veículos por bicicletas para o deslocamento de colaboradores. Agora, os serviços de micromedição, inspeções em usuários, verificações de leitura, entrega de notificações controle de qualidade da água e esgoto, inspeção em poços e reservatórios, corte por falta de pagamento e demais visitas dispensam ferramentas robustas. Com o projeto constatou-se o aumento das leituras diárias, além de economia de 50% do combustível consumido na unidade do projeto. Houve também redução na utilização de recursos naturais e da emissão de gases poluentes, autonomia para equipes operacionais, agilidade e eficiência na prestação de serviços, melhor relacionamento dos colaboradores com moradores e com a própria concessionária e elevação dos indicadores de saúde dos colaboradores das unidades. Na categoria Gestão, o vencedor foi o projeto “Análise Multicritério para suporte à decisão aplicada em companhias de saneamento”, da Uniáguas (Grupo Latam Water). O projeto foi desenvolvido por Elizete Vieira Fazza e contou com Janaina Correia Fiorentino na equipe. A segunda colocação é do projeto “Sistema de Gestão Ambiental : auditorias ambientais”, das Águas Guariroba, empresa do Grupo Aegea. Fernando Henrique Garayo Junior desenvolveu todo o projeto. Em terceiro, “Supressão da ligação de esgoto”, da Sanessol, pertencente ao Grupo CAB Ambiental. Elizabete Ap. Precioso desenvolveu o projeto, que teve em sua equipe de trabalho, Mariana Gerosa e Luiz Henrique Rodrigues. A Análise Multicritério de Apoio à Decisão (MCDA) tem como objetivo obter “a solução de maior compromisso” com todos os stakeholders envolvidos, compilando além dos fatores de capex e opex, aspectos sociais e ambientais. O método inicia-se a partir da estruturação do problema em questão, por um processo construtivo de entendimento, onde o grupo faz uma representação integrando componentes, definindo dimensões, metas, atributos e pontos de vista. Após aplicação da metodologia é obtido um ranking matemático das soluções e, no final do processo, há uma lista de opções bem como a pontuação de cada uma. A partir daí, as ações são criadas individualmente a partir da avaliação de cada um, com integração posterior, onde é realizada análise da alternativa mais viável, denominada “Modelo Mental Compartilhado”. Este modelo é resultante da MCDA e implica na diminuição do tempo de rtomada de decisão, minimização de conflitos durante o processo, redução da possibilidade de erros, simulação de cenários, além de proporcionar resultados que contemplam pontos de vista de todo o grupo envolvido. O primeiro lugar da categoria Técnica foi do “Programa Água Certa – otimização do uso da água no sistema de abastecimento”, da Águas do Paraíba, do Grupo Águas do Brasil. Desenvolvido por Mário Fazza, o projeto teve a participação de Alexandre Boaretto, Silas de Souza Almeida, Celso Daflon, Munique Tardin e Gabriel Fasola. O segundo lugar ficiu com o “Sistema de reutilização do efluente tratado da ETE Caiçara”, da Ambient, do grupo GS Inima. O projeto foi liderado e conduzido pela dupla Karina Rodrigues Carregari e Ivo Curvelo da Silva. A medalha de bronze coube à “Remoção biológica de fósforo no esgoto da ETE Mogi Mirim”, da SESAMM, do Grupo GS Inima. O projeto foi desenvolvido por Sirlei Cristiana Brignoli. O “Água Certa” tem como meta promover o uso racional da água através da redução de perdas de forma consistente e contínua. A Águas do Paraíba, concessionária de Campos dos Goytacazes (RJ), selecionou as localidades de Goytacazes, São Sebastião e santo Eduardo para realizar o projeto, que recebeu aportes de R$ 18 milhões. O projeto visa combater as perdas de natureza física e aparentes, ações como troca e ampliação do parque de hidrômetros, levantamento de áreas sem rede de abastecimento, fiscalização de fraudes, identificação de vazamentos e melhoria na distribuição de água. Todas essas metas serão colocadas em prática dentro de 18 meses. Iniciado em 2013, o projeto começou a avaliar o Índice de Perda por Ligação (IPL) a partir de setembro de 2014. Goytacazes registrou IPL de 364 (l/ligação ativa/dia) em outubro de 2013, e conseguiu reduzir para 134 em dezembro do ano seguinte. São Sebastião obteve queda no IPL de 1.106 para 254 entre outubro de 2013 e dezembro do ano passado. Com o programa, registrou-se acréscimo de novos clientes e regularização de ligações clandestinas. Em Goytacazes, a economia cresceu 2,77% e com as regularizações, o faturamento aumentou 15,45%. Já em São Sebastião, a economia chegou a 43,62%, enquanto o faturamento teve incremento de 73,87% por causa da regularização das ligações clandestinas.

12 de agosto, 2015
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Programa Água Brasil lança vídeo de consumo responsável

O Programa Água Brasil acaba de lançar animação que explica como podemos fazer escolhas mais corretas que gerem menos impactos ao meio ambiente. Atualmente, a população mundial é de mais de 7 bilhões de pessoas e cada decisão individual pode impactar diretamente o meio ambiente, desde o ato de usar a água de casa, o meio de transporte escolhido no dia a dia, a compra de um produto ou serviço. “Muitas vezes, não sabemos o impacto que nossas escolhas causam nos recursos naturais do planeta. Por isso, queremos que esse vídeo ajude na conscientização da sociedade para que, juntos, possamos repensar nossos hábitos, reduzir a nossa pegada ecológica e garantir então uma maior harmonia entre o ser humano e a natureza” explica Cristiano Cegana, coordenador do Programa Água Brasil pelo WWF-Brasil. Hoje em dia, para manter o estilo de vida dos brasileiros, precisamos de 1,5 planeta, ou seja, estamos consumindo mais de 50% do que a Terra é capaz de produzir. E isso é nada mais do que o reflexo da forma que vivemos e consumimos, que causa das transformações e impactos ambientais graves no meio ambiente. “Para nos tornarmos uma sociedade mais sustentável, é imprescindível incentivar a sociedade para o consumo responsável, e as instituições financeiras podem ter uma importante participação nessa mudança comportamental, viabilizando uma melhor qualidade de vida e conservação ambiental” explica Asclepius Ramatiz Lopes Soares, Gerente Geral da Unidade Negócios Sociais e Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil. O Água Brasil trabalha em cinco cidades com ações de educação ambiental envolvendo o conceito da pegada ecológica, atividades de fortalecimento da cadeia produtiva de reciclagem com o apoio aos técnicos do poder público e aos catadores nas localidades. O vídeo está disponível no canal do Programa Água Brasil no Youtube. Clique e assista: ( https://goo.gl/rsOVgZ )

12 de agosto, 2015
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ÁGUA
7º Fórum Mundial recebe mais de 30 mil pessoas

Com a participação de mais de 30 mil pessoas, de 168 países, a cidade de Daegu, Coreia do Sul, sediou, entre os dias 12 e 17 de abril, o 7º Fórum Mundial da Água, que teve como temática central “Water For Our Future”, água para nosso futuro, um amplo debate sobre a questão dos recursos hídricos e ações para preservação do insumo. O Brasil, que receberá o 8º Fórum Mundial da Água em 2018, esteve presente com uma comitiva composta por 100 pessoas, entre representantes da academia, empresariado e parlamentares. Para Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da ABDIB e Governador do Conselho Mundial da Água, o evento aconteceu no momento em que o tema água recebe grande visibilidade perante a sociedade brasileira, devido ao atual cenário de crise hídrica e à grande prioridade que deve ser conferida ao saneamento. “O Brasil recebeu muitas visitas em seu pavilhão e o interesse de muitos países em apoiar o Fórum de Brasília, que será concebido num estilo americano – a ideia é atingir cerca de 400 milhões de habitantes da América do Sul, onde questões como gestão, tecnologia e soluções para água necessitam de grande avanço”, destacou o Governador da Água. Fazendo um balanço do evento, o sócio diretor da GO Associados, Gesner Oliveira, salientou que entre os painéis realizados durante o Fórum, um dos que chamou a atenção foi que falava sobre a criação do Ministério das Águas, “uma espécie de símbolo da importância que a água deve assumir na política pública”. Outro aspecto interessante foi o processo de inovação que está acontecendo em várias partes do mundo, ações que podem ser adaptadas no Brasil. No painel sobre a América Latina, Gesner citou a experiência dos diferentes países latino-americanos, destacando que o problema não é necessariamente falta de dinheiro, mas uma questão de gestão, de planejamento e de boa regulação – “é um problema mais institucional e menos de recursos naturais, físicos ou humanitários”. Para o diretor da GO Associados, a atual crise hídrica verificada em algumas regiões do Brasil teve o mérito de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de adotar novos padrões de comportamento perante a água: “não é só um problema do Governo ou do Estado e sim de toda a sociedade. Temos que nos concentrar agora numa forma de engajar as ONGs, as empresas, universidades e centros de pesquisa nesse esforço de organizar o encontro em Brasília”. “Rumo à Brasília 2018” Existe grande expectativa em relação ao Fórum de Brasília e, segundo ressalta Newton Azevedo, é preciso ousar um pouco mais: “os sete fóruns anteriores adotaram procedimentos burocráticos que acabaram cerceando a participação da sociedade no processo que define os assuntos a serem discutidos. O encontro no Brasil, em 2018, será o primeiro Fórum Mundial da Água no hemisfério Sul e a ideia do projeto ‘Rumo à Brasília’ objetiva preencher o vácuo que existe entre o final de um fórum e o início do outro. Queremos aproveitar essa sensibilização que já existe da sociedade sobre o tema água e tornar isso uma discussão organizada e programada, baseada em alguns ciclos”. O primeiro é a realização de um “road show” em seis ou sete cidades brasileiras que representem as regiões do Brasil e a visão da água dentro de seus conflitos de uso (abastecimento humano, industrial, agricultura, saúde); o segundo seria a organização do “Water Fun Fest” – evento de uma semana onde a sociedade, de forma lúdica, poderia interagir com o tema água como insumo básico. A ideia do projeto é motivar e atrair diversos atores a discutirem o tema água. Newton Azevedo reforça a necessidade de um planejamento integrado dos recursos hídricos, já que 70% do uso é agricultura, 20% indústria e somente 10% abastecimento humano – não há como discutir as questões de forma isolada. Nesse aspecto, Gesner Oliveira ressaltou as experiências bem sucedidas apresentadas durante o 7º Fórum, como a narrativa do Japão que nos fins dos anos 60, início dos anos 70, passou por um procedimento de racionamento de água para atingir hoje uma situação de segurança hídrica bastante importante e com níveis de perdas de apenas 2% a 3%. Também chamou a atenção do diretor da GO Associados a mudança tecnológica e a redução de custos de alternativas como a dessalinização presentes em várias partes do mundo, assim como ações de educação ambiental e consumo racional da água, além da adoção de equipamentos simples e portáteis que fazem a rega de jardins com água de reuso. Principais temas da Declaração de Daegu Newton Azevedo elencou sete principais temas que fazem parte da Declaração de Daegu, a seu ver, como a questão do planejamento integrado dos recursos hídricos – “nesse ponto o Brasil leva certa vantagem em razão de planos setoriais já elaborados, como o Plano Nacional de Saneamento, o Plano de Recursos Hídricos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas que ainda não se comunicam como deveriam. Com a integração destes, teríamos como definir uma política pública sobre água em nível de governo federal, onde se pudesse discutir o assunto segurança hídrica”. Na questão tecnológica, as práticas de reuso e dessalinização já existem há algum tempo e se o Brasil tiver a intenção de implantar um projeto de dessalinização dentro de cinco ou seis anos precisa começar a discutir agora o assunto. Outro ponto importante é a regulação, com o estabelecimento de um ambiente jurídico institucional saudável. A complementariedade de recursos públicos com os privados – já temos exemplos de sucesso de PPPs. Um novo olhar sobre as mudanças climáticas também será objeto de destaque no documento, assim como maior atenção ao aspecto capacitação, melhor gestão e requalificação de cada nível dos funcionários que atuam no setor . Durante o 7º Fórum Mundial da Água foi assinado um ofício para criação do Centro Hydros de Formação e Qualificação para atuar na capacitação dos funcionários na base da pirâmide, ou seja, a fase operacional das empresas de saneamento. Para Newton Azevedo, os pontos citados estão de acordo com as necessidades brasileiras do momento e algumas soluções já podem começar a ser implementadas.

23 de abril, 2015