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FONTES RENOVÁVEIS

Grupo Gera quer ampliar investimentos

Grupo Gera quer ampliar investimentos

Em 2020, o Grupo Gera iniciou as operações das usinas a partir de biogás de São Pedro da Aldeia (1,4MW).

O Grupo Gera planeja investir na construção de projetos próprios de geração de energia limpa que somam 35 MW em diversos estados brasileiros. Além dos projetos da própria empresa, a Gera quer agregar ainda um portfólio de mais de 70 MW de usinas com participação direta da organização na viabilização e implantação. O plano de investimento em projetos próprios é cinco vezes maior em 2021 do que o montante investido em 2020, dividido entre empreendimentos e soluções tecnológicas.

Em 2020, o Grupo Gera iniciou as operações das usinas a partir de biogás de São Pedro da Aldeia (1,4MW), para atender a um contrato de fornecimento para a Vivo, e de Três Rios, com 1 MW fornecido para as Lojas Americanas e mais 1 MW para a rede Santander. A companhia também mantém contratos de fornecimento de energia para empresas como Grupo Águas do Brasil, Oi e Raízen, bem como expandiu em 2020 os negócios com as Lojas Americanas e o Banco Santander.

Ramon Oliveira, diretor do Grupo Gera, disse que apesar de 2020 ter sido um ano de pandemia, a empresa conseguiu manter o foco e entregar projetos e atender aos compromissos junto aos clientes, graças a uma equipe muito comprometida e rápida adaptação a nova realidade de ambiente de trabalho e volatilidade do mercado. “Como resultado, tivemos um crescimento de faturamento de 120% de 2019 para 2020”, informa. “As constantes variações do câmbio foram um desafio adicional, que exigiu muito comprometimento de toda a equipe para buscar opções de financiamento e negociação com fornecedores para manter o planejamento de implantação e viabilizar os projetos”, acrescenta Oliveira. O Grupo colocou consumidores e clientes no centro da tomada de decisão e, por isso, conseguiu uma demanda para novos projetos e desenvolvimento de soluções.

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Investimentos somam mais de R$ 13 bilhões

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) divulgou que o setor registrou mais de R$ 13 bilhões em investimentos em 2020, o que representa um crescimento de 52% em relação aos investimentos acumulados no País desde 2012. Os aportes foram feitos em grandes usinas e os sistemas de geração em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Apenas em 2020, o setor solar fotovoltaico brasileiro criou mais de 86 mil novos empregos, espalhados por todas as regiões do território nacional. Desde 2012, a fonte solar fotovoltaica já movimentou mais de R$ 38 bilhões em negócios e gerou mais de 224 mil postos de trabalho. Em 2020, as contratações cresceram 62% em relação aos empregos acumulados no País desde 2012. No que se refere à capacidade de geração de energia elétrica limpa e renovável, o Brasil possui atualmente 7,5 GW de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte (geração centralizada) com os pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos (geração distribuída). Segundo a ABSOLAR, o País saltou de 4,6 GW ao final de 2019 para 7,5 GW ao final de 2020, crescimento de 64%, mesmo em meio a um ano desafiador de pandemia global. No último ano, o mercado de energia solar arrecadou mais de R$ 3,9 bilhões aos cofres públicos, acréscimo de 52% em relação ao total arrecadado no período entre 2012 e 2019. No segmento de geração centralizada, o Brasil possui 3,1 GW de potência instalada em usinas solares fotovoltaicas, o equivalente a 1,6% da matriz elétrica do País. Em 2019, a solar foi a mais competitiva entre as fontes renováveis nos dois Leilões de Energia Nova, A-4 e A-6, com preços-médios abaixo dos US$ 21,00/MWh. Em 2020, o Governo Federal não realizou novos leilões de energia renovável, devido à pandemia. Atualmente, as usinas solares de grande porte são a sétima maior fonte de geração do Brasil, com empreendimentos em operação em nove estados brasileiros: Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte. Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. Os investimentos acumulados deste segmento ultrapassam os R$ 15 bilhões. A soma dos segmentos de geração distribuída e geração centralizada coloca a fonte solar fotovoltaica em sexta posição na matriz elétrica brasileira, atrás das fontes hidrelétrica, eólica, biomassa, termelétricas a gás natural e termelétricas a diesel e outros combustíveis fósseis. A fonte solar já representa uma potência instalada 32% maior do que a somatória de todas as termelétricas a carvão e usinas nucleares, que totaliza 5,6 GW. No segmento de geração distribuída, são 4,4 GW da fonte solar fotovoltaica, que representam R$ 20 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. O Brasil possui mais de 350 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, que geram economia e sustentabilidade para cerca de 450 mil unidades consumidoras. “Embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil – detentor de um dos melhores recursos solares do planeta – continua com um mercado solar ainda pequeno e muito aquém de seu potencial. Há mais de 85 milhões de consumidores de energia elétrica no País, porém apenas 0,5% fazem uso do sol para produzir eletricidade”, afirma Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR. Já o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, diz que a energia solar terá função cada vez mais estratégica para o atingimento das metas de desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil, inclusive ajudando na retomada sustentável da economia, por ser a fonte renovável que mais gera emprego e renda no mundo. “A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País. O setor solar fotovoltaico trabalha para acelerar a expansão renovável da matriz elétrica brasileira, a preços competitivos. Somos a fonte renovável mais barata do Brasil e ajudaremos o País a crescer com cada vez mais competitividade e sustentabilidade”, aponta Sauaia.

11 de janeiro, 2021
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Enc Energy constrói usinas no Rio e PE

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25 de novembro, 2019