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Impactos e expansão das energias renováveis em debate na FIEPA

Impactos e expansão das energias renováveis em debate na FIEPA

A FIPA 2026 debaterá os desafios e oportunidades da Amazônia na era das baterias e o avanço das energias renováveis para uma economia de baixo carbono.

A XVII Feira da Indústria do Pará (FIPA 2026) abordará na programação técnica um debate estratégico sobre transição energética, inovação e desenvolvimento sustentável com o painel “A Amazônia na era das baterias: desafios e oportunidades do armazenamento de energia”. O encontro reunirá especialistas e representantes do setor energético para discutir o papel da região amazônica no avanço das tecnologias de armazenamento e na construção de uma economia de baixo carbono. O painel será moderado por Daniel Sobrinho, diretor da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), e contará com a participação de Santiago Gonzales, diretor geral da Amara Net Zero; Barbara Rubim, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR); e João Caracas, gerente de Novos Negócios da Echoenergia.

A proposta do painel é debater os impactos da expansão das energias renováveis, os desafios tecnológicos e estruturais do armazenamento de energia e as oportunidades econômicas que surgem para a Amazônia diante da crescente demanda global por soluções energéticas mais sustentáveis e eficientes. O painel também deve abordar temas como inovação industrial, segurança energética, investimentos em infraestrutura, novos modelos de negócios e o potencial estratégico da região amazônica na cadeia da transição energética e das tecnologias voltadas ao armazenamento de energia. As inscrições para o Congresso Técnico, assim como para a feira de exposições, estão abertas e devem ser feitas pelo site fipa.fiepa.org.br.

A XVII FIPA é realizada pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (Sistema FIEPA), em parceria com Sebrae e patrocínio das empresas Hydro, Vale, Alcoa, Prefeitura de Barcarena, Sicredi, Elis Circular, Ligga e Mineração Rio do Norte (MRN); com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), Agropalma, Cargill, Coca-Cola, Hidrovias do Brasil, Saint-Gobain, Suzano e apoio cultura da Equatorial Energia.

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Por Rafael Segrera * Ao celebrarmos hoje, 5 de setembro, o Dia da Amazônia, é imperativo que reflitamos sobre o papel crítico que esse ecossistema único desempenha no bem-estar de nosso planeta. A Amazônia abriga uma biodiversidade sem igual, assim como populações indígenas e ribeirinhas. Como executivo e cidadão, tive o privilégio de visitar a Comunidade do Tumbira, localizada a cerca de uma hora e meia de barco de Manaus, em junho deste ano, e posso afirmar que possuímos um grande desafio: alcançar o desenvolvimento sustentável da região antes que a floresta chegue ao ponto de inflexão. Em outras palavras, a Amazônia pode perder sua capacidade de se sustentar e se regenerar após o longo histórico de incêndios e desmatamentos, se transformando em uma savana nos próximos anos. De acordo com dados do MapBiomas, divulgados na COP 27, mais de 45 gigatoneladas de CO² foram emitidas desde 1985 devido ao desmatamento da floresta amazônica. São também preocupantes as inúmeras comunidades ribeirinhas que estão atualmente isoladas devido à infraestrutura energética inadequada ou inexistente. Falta acesso à energia confiável e limpa para os habitantes locais. Portanto, o desenvolvimento sustentável da Amazônia significa proteger o meio ambiente, sem abrir mão da evolução da qualidade de vida dos moradores. Ambos caminham juntos. Mas, como fazer isso? A resposta está na implementação de soluções energéticas inovadoras, como microrredes alimentadas por sistemas solares e hidrelétricos. Assim, podemos abrir caminho para que essas comunidades tenham acesso à eletricidade sem depender de práticas prejudiciais ao meio ambiente. Essas iniciativas de energia limpa não apenas reduzem as emissões de carbono, mas também melhoram o bem-estar das famílias que habitam a região, levando além da energia o acesso ao digital, que abre portas para a educação, a saúde e a geração de renda, sem que as populações nativas precisem se deslocar para outras cidades ou estados. A colaboração entre governos, comunidades locais, ONGs e o setor privado é fundamental para implementar iniciativas que empoderem o conhecimento indígena local e integrem suas práticas sustentáveis com tecnologias modernas. Além disso, investimentos em programas de educação e capacitação podem garantir que as comunidades locais participem ativamente e se beneficiem desses avanços. Assim, é crucial enfatizar que a transição para uma Amazônia sustentável e tecnologicamente avançada não representa apenas um esforço de conservação; é uma estratégia multifacetada que gera oportunidades socioeconômicas. Empregos verdes em energia renovável, ecoturismo e agricultura sustentável podem empoderar as comunidades locais ao mesmo tempo que preservam seu patrimônio cultural e tradições. Ao celebrarmos o Dia da Amazônia, em 5 de setembro, reconheçamos a urgência de nossas ações. A convergência da tecnologia e da inovação energética apresenta uma chance sem igual de preservar a floresta amazônica para as gerações futuras. Ao abraçarmos uma abordagem holística que respeite tanto o meio ambiente quanto o bem-estar das comunidades locais, podemos criar um equilíbrio harmonioso que garanta a sobrevivência desta maravilha natural e promova a prosperidade para todos que a chamam de lar. * Rafael Segrera é presidente da Schneider Electric para a América do Sul

5 de setembro, 2023