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COPROCESSAMENTO

InterCement Brasil aproveita resíduos do setor moveleiro em MG

InterCement Brasil aproveita resíduos do setor moveleiro em MG

Na fábrica mineira de Ijaci, localizada a cerca de 200 km do polo moveleiro de Ubá (MG), os testes com essa biomassa começaram em 2021, com o uso de 200 toneladas ao mês.

A InterCement Brasil tem substituído o uso de combustíveis fósseis nos fornos por biomassas e outros resíduos e uma das alternativas são os resíduos da indústria moveleira. Na fábrica mineira de Ijaci, localizada a cerca de 200 km do polo moveleiro de Ubá (MG), os testes com essa biomassa começaram em 2021, com o uso de 200 toneladas ao mês. Atualmente, o volume coprocessado é significativamente maior. “A gente coprocessa, atualmente, em torno de sete mil toneladas anuais, entre serragem, madeira usada e cavaco. Isso reduz, em média, a emissão de 10 mil toneladas de CO2 anualmente”, conta Cristiano Ferreira, gerente de Coprocessamento da companhia.

Segundo Rafael Fenerich Mauri, também gerente de Coprocessamento na InterCement Brasil, a maioria dos resíduos utilizados é proveniente do MDF, material feito de fibras de madeira aglutinadas com resinas sintéticas, já que ele possui um poder calorífico maior do que a madeira de origem florestal. Ou seja, além reduzir o uso de combustíveis fósseis, esse tipo de energia também não impacta as florestas. A proximidade entre a fábrica de Ijaci e o polo moveleiro de Ubá, o segundo maior produtor de móveis do país, fortalecem a iniciativa.

Localizada na região, a P&G Transporte e Comércio, forneceu para a InterCement Brasil cerca de 4,2 toneladas de resíduos de madeira em 2025. “Antes de enviarmos o material, fazemos a triagem de todos os resíduos recebidos da indústria moveleira, separando restos de espuma e metal. Tudo de acordo com as normas, que são bem rigorosas para manter a qualidade”, diz Gabriel Silva, responsável administrativo da empresa. Juntos, todos os atores dessa cadeia colaboram para a preservação do meio ambiente e para a circularidade da economia. “Além de dar um destino nobre a resíduos que antes eram passivo ambiental, ainda movimentamos a economia local com geração de renda na cadeia de compra e transporte”, finaliza o gerente de Coprocessamento, Cristiano Ferreira.

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20 de junho, 2017
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29 de outubro, 2015