RESÍDUOS

InterCement Brasil reaproveita 10 mil toneladas de gesso da construção por mês

InterCement Brasil reaproveita 10 mil toneladas de gesso da construção por mês

Sobras de forros, drywall e moldes cerâmicos substituem a gipsita nas fábricas de Apiaí (SP), Ijaci (MG), Nova Santa Rita e Candiota (RS); a empresa também usa fosfogesso e gesso de termelétricas.

A InterCement Brasil transforma cerca de dez mil toneladas de resíduos de gesso por mês provenientes da construção civil. O gesso é utilizado nas fábricas de Apiaí (SP), Ijaci (MG), Nova Santa Rita (RS) e Candiota (RS), pois, quando misturado ao clínquer (ingrediente base para a fabricação do cimento) na etapa final da produção, atua principalmente para controlar o tempo de pega (endurecimento), fundamental para que concretos e argamassas possam ser preparados, transportados e aplicados. “O que deixa de ter utilidade em uma atividade pode se transformar em matéria-prima para outra. Ao criar alternativas para incorporar esses materiais ao nosso processo, conseguimos dar uma nova destinação a resíduos e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo de recursos naturais”, comenta Bryan Garrido, gerente de Suprimentos da companhia.

O reaproveitamento de resíduos de gesso evita que o material seja descartado em aterros ou locais inadequados e reduz a necessidade de extração da matéria-prima natural, que é a gipsita. Segundo Denis Silva, gerente de Qualidade da InterCement Brasil, esses materiais vêm de diversas fontes tradicionais e de acabamento da construção civil, como forros de gesso, moldes de peças cerâmicas e paredes de drywall, por exemplo.

A utilização desse tipo de gesso na produção de cimento é resultado de pesquisas de universidades que contaram, desde as etapas iniciais, com a parceria da InterCement Brasil. Essa colaboração entre a indústria e o meio acadêmico contribuiu para comprovar a viabilidade técnica desses materiais como alternativa ao gesso mineral e ampliar o conhecimento sobre sua aplicação. Em busca de alternativas cada vez mais sustentáveis para a produção de cimento, a empresa também investe em outras formas de obtenção desse material. Uma delas reutiliza o gesso gerado no processo de dessulfurização de termelétricas a carvão, principalmente no Sul do país. Esse processo retira compostos de enxofre dos gases produzidos na geração de energia e tem o gesso como um de seus subprodutos. Outra forma é a utilização do chamado fosfogesso. “O fosfogesso é um subproduto gerado na produção de ácido fosfórico em indústrias de fertilizantes. Hoje, reaproveitamos esse material na produção do cimento e os resultados são excelentes, o que reforça o potencial de aproveitamento de resíduos de outros setores e contribui, cada vez mais, para um futuro mais sustentável na indústria”, conclui Denis Silva.

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