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SANEAMENTO

Maiores do setor faturam R$ 58,2 bilhões

Maiores do setor faturam R$ 58,2 bilhões

Apenas as dez maiores da categoria estadual responderam por uma receita de R$ 42,35 bilhões, ou cerca de 72% do total.

Os principais atores que atuam na prestação de serviços de saneamento no País registraram uma receita líquida, de R$ 58,2 bilhões, em 2018, puxada principalmente pelas grandes companhias estaduais, que participaram com quase 83% do total da receita arrecadada por todas as companhias que fazem parte do ranking Maiores do Saneamento, publicado exclusivamente por Saneamento Ambiental. Apenas as dez maiores da categoria estadual responderam por uma receita de R$ 42,35 bilhões, ou cerca de 72% do total e a maior companhia de saneamento do País, a Sabesp, sozinha obteve uma receita de R$ 16,1 bilhões ou aproximadamente 27,5% do valor total. As dez maiores companhias estaduais são, pela ordem: Sabesp (São Paulo), Cedae (Rio de Janeiro), Copasa (Minas Gerais), Sanepar (Paraná), Corsan (Rio Grande do Sul), Embasa (Bahia), Compesa (Pernambuco), Saneago (Goiás), Caesb (Distrito Federal) e Cagece (Ceará). É importante observar que três das grandes companhias estaduais (Sabesp, Sanepar e Copasa) têm participação de capital privado, embora seu controle acionário esteja em mãos do estado.

Embora participe apenas com cinco grupos empresariais no ranking, o setor privado responde por uma receita de R$ 6,4 bilhões, ou aproximadamente 11% da receita total, sendo que apenas a Aegea aufere R$ 2,485 bilhões, ou quase 39% dos grupos colocados na categoria. O segundo colocado é BRK Ambiental, com R$ 1,73 bilhões, seguido pela Águas do Brasil (R$ 1,07 bilhão), Iguá Saneamento (R$ 786 milhões) e GS Inima Brasil (R$ 325,5 milhões). A expectativa, no entanto, é que esse quadro mude nos próximos anos. Em primeiro lugar, porque a GS Inima Brasil, que adquiriu ativos da BRK Ambiental, deve ampliar significativamente a sua receita, pulando para as primeiras posições. Em segundo, a aprovação do novo marco do saneamento deverá estimular a maior participação da iniciativa privada na prestação de serviços de água e esgotos no País. O avanço dos grupos privados deve ocorrer principalmente naqueles estados onde as companhias estaduais estão deixando mais a desejar em termos de abrangência dos serviços e desempenho operacional, econômico e financeiro.

Os serviços municipais, que atuam em algumas cidades importantes mesmo onde há companhias estaduais, são cerca de metade no ranking e responderam por uma receita de R$ 3,64 bilhões, ou cerca de 6% do total, realmente uma participação pequena em termos de valores. A liderança desses serviços é exercida pela Sanasa, que atende o município de Campinas (SP), seguida pelo DMAE Porto Alegre (RS), SAAE Sorocaba (SP), DAE Jundiaí (SP), DAE Ribeirão Preto (SP), Semae Piracicaba (SP), DMAE Uberlândia (MG), Cesama (MG), Semae São José do Rio Preto (SP) e DAAE Araraquara (SP), para ficar apenas entre os dez mais importantes. Desses municípios, Jundiaí, Ribeirão Preto e Piracicaba têm parceria com a iniciativa privada para coleta/tratamento de esgotos. Veja os detalhes e os perfis das Maiores do Saneamento na edição 194 da revista Saneamento Ambiental, disponível no site:

http://www.sambiental.com.br/revista/194/

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SANEAMENTO
Brasil não trata metade do esgoto

O Instituto Trata Brasil e a GO Associados publicou o novo Ranking do Saneamento, com base nas 100 maiores cidades do Brasil e dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) de 2019. A publicação anual avalia os indicadores de acesso à água potável, coleta e tratamento dos esgotos nos cem maiores municípios do país. O novo ranking atesta que o Brasil mantém quase 35 milhões de pessoas sem serviços de água tratada, dos quais 5,5 milhões nas cem maiores cidades. Em relação à coleta de esgoto, 100 milhões de brasileiros não tem acesso, sendo que 21,7 milhões nos maiores municípios. O Brasil ainda não trata 49% do esgoto gerado, o que representa jogar na natureza, todos os dias, 5,3 mil piscinas olímpicas de esgotos sem tratamento. Nas 100 maiores cidades, em 2019, descartou-se um volume correspondente a 1,8 mil piscinas olímpicas diárias. Dentre os 100 maiores municípios, muitos têm indicadores melhores que a média nacional e, em 2019, investiram, juntos, 50% de tudo o que país colocou na infraestrutura de água e esgoto. Fazendo uma comparação dos indicadores, entre 2012 e 2019, a população com acesso à rede de água no país evoluiu timidamente (de 82,7% com acesso para 83,7%), assim como nas 100 maiores cidades (de 93,45% com acesso para 93,51%). Em sete anos de comparação, o país saiu de 48,3% da população com rede de esgoto (2012) para 54,1% em 2019, enquanto nos 100 maiores municípios foi de 69,39% para 74,47%. O país tratava, em 2012, 38,7% do esgoto gerado e foi para 49,1% em 2019, enquanto nos maiores municípios o índice passou de 48,8% para 62,17%. O Trata Brasil e a GO Associados periodicamente consultam entidades do setor, autoridades, empresas operadoras e ONGs para aperfeiçoar a metodologia do Ranking. Desta vez, foram consultadas mais de 20 entidades em três meses de reuniões e consultas. Entre os consultados, também técnicos da ANA, Ministério do Desenvolvimento Regional e até do Ministério da Saúde. O ranking das cidades manteve Santos (SP) na liderança, seguida por Maringá (PR), Uberlândia (MG), Franca (SP), Limeira (SP) e Cascavel (PR). Já entre as piores cidades, pela primeira vez, Macapá (AP) obteve a pior nota, seguida de outros municípios que sempre ficam entre os últimos, tais como Porto Velho (RO), Ananindeua (PA), São João de Meriti (RJ), Belém (PA) e Santarém (PA). Vimos com preocupação que os municípios mais bem colocados se mantêm entre os que mais investem, enquanto as cidades que mais precisam evoluir persistem com baixos investimentos em água e esgotos. Se nada mudar, ampliaremos a noção de termos dois “Brasis”: o dos com e o dos sem saneamento”, disse Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil. Entre as capitais, pela primeira vez São Paulo aparece como a mais bem colocada (8ª), seguida de Palmas (13ª), Curitiba (16ª), Goiânia-(18ª) e Brasília (20ª). Gesner Oliveira, sócio da GO Associados, pontua a preocupação ao ver capitais nas últimas posições. “Ver cidades desse porte com indicadores baixos em saneamento é ruim, mas quando temos capitais, como Macapá, Porto Velho, Belém e Rio Branco nas últimas posições, o cenário é muito pior, pois são referências em seus estados”.

29 de março, 2021
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SANEAMENTO
Participação do setor privado deve chegar a 7%

Segundo levantamento da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), a aprovação do marco regulatório do saneamento pode ampliar a participação de empresas privadas no mercado dos atuais 5,2% para 6,9% já em 2020. O que pode contribuir para isso acontecer são as 12 licitações com editais já publicados. A expansão poderá ser ainda maior caso saiam do papel projetos de companhias como a Cedae, no Rio de Janeiro, e outras concessões estatais, por exemplo, no Amapá, Acre e Rio Grande do Sul. Estes editais ainda não foram lançados. A participação das companhias privadas no setor tem se mantido estável, na casa dos 6%, desde 2015, pelo menos. A queda para os atuais 5,2% aconteceu devido a uma mudança metodológica que excluiu do indicador os municípios que recebiam apenas assistência técnica das empresas privadas. O diretor-executivo da Abcon, Percy Soares Neto, diz que o crescimento no número de projetos já é um debate do novo marco do saneamento. Em 2019, foram firmados 23 contratos com grupos privados, montante que supera a soma de acordos dos três anos anteriores – 2016 (9), 2017 (3) e 2018 (7). Entretanto, dos 23 projetos, 15 são de municípios com menos de dez mil habitantes e nenhum envolve uma cidade com mais de 100 mil habitantes. A expectativa com o novo marco do saneamento é que sejam lançados novos projetos e em cidades de maior porte. Um dos avanços do novo marco para as companhas privadas é a formação de blocos regionais que possibilitarão concessões de maior escala, além da expectativa de que municípios atendidos de forma irregular por estatais abram concorrências. Atualmente, cidades atendidas por companhias estatais estão com contratos vencidos ou apresentam alguma irregularidade. No caso do abastecimento de água a informalidade é de 26%, enquanto que no esgotamento sanitário alcança 57%.

10 de agosto, 2020
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SANEAMENTO
16,38% da população sem acesso à água

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, lançou em março o novo Ranking do Saneamento com foco nas 100 maiores cidades do Brasil. Como nos anos anteriores, o estudo abordou os indicadores de água e esgotos nas maiores cidades do país com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2018, divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades. Segundo o ranking do SNIS, com ano base 2018, 16,38% da população brasileira não tem ainda acesso ao abastecimento de água, o que representa quase 35 milhões de pessoas – metade da população da França ou do Reino Unido; 46,85% não tem cobertura da coleta de esgoto, o que dá mais de 100 milhões de pessoas sem esses serviços básicos – mais de 2x a população da Argentina. Além disso, o volume de esgoto tratado no Brasil ainda é abaixo do ideal, já que somente 46% do volume gerado passa por tratamento. Entre os dez melhores municípios ranqueados, cinco estão no estado de São Paulo, três no Paraná e os outros dois em Minas Gerais e Bahia. A média de abastecimento de água tratada nos 100 maiores municípios em 2018 foi de 93,31% da população, sendo maior que a média brasileira de 83,6%. Dos dez municípios mais bem ranqueados, cinco contam com o indicador universalizado, sendo que mesmo o menor índice entre as cidades já se encontra próximo da universalização. É o caso de São José do Rio Preto (SP), com 95,81%. Em relação ao esgotamento sanitário, em 2018 o Brasil despejou na natureza 5.715 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento por dia, sendo 2 milhões por ano. O indicador médio de coleta de esgotos nos 100 maiores municípios foi 73,30%. No geral, os 100 maiores municípios possuem coleta de esgoto bastante superior à média do Brasil, que foi de 53,15%. Dentre as dez mais bem posicionadas no Ranking, apenas dois municípios não possuem mais do que 95% de atendimento, que é o caso de São José do Rio Preto (SP) e Vitória da Conquista (BA). Já a média do tratamento de esgotos nos 100 maiores municípios em 2018 foi de 56,07%, o que significa que, na média, as maiores cidades tratam mais esgotos que o País. No entanto, em ambos os casos o índice está baixo. Sete de dez municípios tratam mais do que 90% do esgoto que produzem, com exceção apenas de São José do Rio Preto (SP), Uberlândia (MG) e Ponta Grossa (PR). As perdas de água a partir de vazamentos, erros de leitura dos hidrômetros, furtos (“gatos”), entre outros problemas, registrou indicador médio nas 100 maiores cidades de 34,40%, o que representa um valor abaixo da média nacional de 38,5%. Apenas um município possui menos que 20% de perdas: Santos (SP), com 14,28%. Entretanto, cinco municípios perdem mais que 30% da água produzida. É o caso de Piracicaba (SP), Cascavel (PR), São José dos Campos (SP), Ponta Grossa (PR) e Vitória da Conquista (BA).

4 de maio, 2020
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SANEAMENTO
Mais de 100 milhões sem coleta de esgoto

O Instituto Trata Brasil e a GO Associados divulgaram novo ranking do Saneamento Básico com base nos 100 maiores municípios brasileiros. Em números gerais, usando o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS - base 2018), 16,38% da população ainda não tem acesso ao abastecimento de água (aproximadamente 35 milhões de pessoas), 46,85% não possuem cobertura de coleta de esgoto, o que dá mais de 100 milhões de habitantes, e apenas 46% do volume de esgoto gerado recebe tratamento. O Brasil tem compromisso de universalizar o saneamento básico pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) até 2033. Em 2018, o Brasil despejou 5.715 piscinas olímpicas de esgoto por dia sem tratamento na natureza. Por ano, o volume ultrapassa 2 milhões de piscinas olímpicas de esgoto despejadas de forma indevida. O indicador médio de coleta de esgotos nos 100 maiores municípios foi 73,30%, avanço tímido quando comparado aos 72,77% verificados em 2017. No geral, os 100 maiores municípios possuem coleta de esgoto bastante superior à média do Brasil, que foi de 53,2%. Os piores indicadores de coleta de esgoto estão nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para as capitais Belém (PA) 13,56%, Manaus (AM) 12,43%, Macapá (AP) 11,13% e Porto Velho (RO) 4,76%. Em contrapartida, as dez cidades com maior cobertura de coleta de esgoto estão nos estados de São Paulo e Paraná – muitas com 99% e Piracicaba (SP), com 100%. Já o indicador médio do tratamento de esgoto nos 100 maiores municípios atingiu 56,07% em 2018, ante 55,61%, do ano anterior. Segundo o SNIS, a média nacional foi de 46,3%, ou seja, as maiores cidades tratam, na média, mais esgoto que a média brasileira. No entanto, em ambos os casos o indicador está baixo, mostrando ser um dos maiores desafios a serem enfrentados. O esgoto não tratado afeta diretamente ecossistemas quando lançado in natura, além de comprometer a qualidade da água de córregos, rios, lagoas e praias. Há uma elevada concentração de cidades cujo tratamento não chega a 20% (19 cidades). 37 cidades tratam menos de 40% dos esgotos e apenas 26 municípios tratam 80% ou mais. O tratamento de esgotos é o que está mais longe da universalização, mesmo nos 100 maiores municípios do país em população. O acesso à água tratada é o indicador mais avançado historicamente, e mais ainda quando comparado ao esgotamento sanitário (coleta e tratamento de esgotos). O indicador médio nos 100 maiores municípios em 2018 foi de 93,31% da população; um retrocesso frente a 94,60% em 2017. A média desses maiores municípios é, portanto, superior à média brasileira, que foi de 83,6%. Em relação às perdas de água - vazamentos, fraudes, roubos, erros de medição - o indicador médio nas 100 maiores cidades foi de 34,40%, o que representa uma melhoria frente aos 39,50% de 2017. O valor também é inferior à média nacional no SNIS 2018, que foi de 38,5%. Os pontos de máximo e mínimo correspondem, respectivamente, às cidades de Porto Velho - RO (77,11%) e Santos - SP (14,32%). Apenas três cidades possuem níveis de perdas na distribuição menores que 15% (valor considerado ótimo). Mais de 75% têm perdas superiores a 30%, o que mostra um grande potencial para melhorias. O estudo avaliou a média dos investimentos sobre receita dos últimos cinco anos. Foram considerados aportes das prestadoras de serviço e poder público (Município e Estado). Quanto maior for a razão (investimento/arrecadação), mais investimentos o município está realizando relativamente à arrecadação. O indicador médio dos municípios equivale a 21,45%, ou seja, essa percentagem da arrecadação foi reinvestida nos sistemas de saneamento. O valor foi inferior ao observado em 2017 (22,28%), e menor ainda do que em 2016 (23,19%). Segundo o Plansab, o Brasil necessitaria investir R$ 24 bilhões anuais até 2033 para atingir a universalização dos serviços, sendo que foram investidos nos últimos anos cerca de R$ 12 bilhões.

16 de março, 2020
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SANEAMENTO
Setor privado responde por 6% do setor

Segundo estudo lançado pela ABCON/SINDCON, entidade que reúne os operadores privados de saneamento no Brasil, atualmente apenas 325 municípios contam com algum investimento privado. Em 2018, as concessões e parcerias público-privadas (PPP’s) estavam presentes em 322 cidades. O resultado mostra que o segmento privado tem apenas 6% de participação no saneamento, enquanto as companhias estaduais detêm 70% e as companhias municipais, 24%. A iniciativa privada investiu R$ 1,98 bilhão em serviços de água e esgoto em 2017, ou 18,1% do total investido pelo setor de saneamento naquele ano (R$ 10,9 bilhões). Os números revelam que as concessionárias privadas e PPP’s mantêm participação próxima de 20% dos recursos aplicados no setor, mesmo estando presentes em apenas 6% das cidades brasileiras. Com a MP º 868 em debate no Congresso Nacional, a expectativa é que a participação privada aumente substancialmente, já que o setor reduziu o investimento geral, de R$ 11,7 bilhões em 2016 para R$ 10,9 bilhões em 2017, o que representa um decréscimo de 7,8%. Até 2033, o setor precisa atender uma demanda de mais de 100 milhões de pessoas que não possuem tratamento de esgoto. Hoje, seriam necessários R$ 22 bilhões anuais para alcançar a universalização do setor, conforme prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). A iniciativa privada possui R$ 37 bilhões em investimentos comprometidos em concessões e PPPs, o que equivale a quase quatro vezes a média total investida pelo setor nos últimos anos. Pela primeira vez, o traz um comparativo de investimento em todos os estados onde a iniciativa privada possui concessões ou PPPs de saneamento. O resultado comprovou a maior efetividade dos investimentos privados, o que o SNIS – Sistema Nacional de Informações de Saneamento já havia detectado em seu diagnóstico, divulgado em março. Segundo a ABCON, com base em números do SNIS e do SPRIS (Sistema de Informações do Segmento Privado do Setor Saneamento), a cobertura de água e esgoto entre as concessionárias privadas é superior à média nacional. No caso da água, essa média é de 92,98% em áreas urbanas, mas nos municípios atendidos pelas concessionárias privadas chega a 94,68%. Para coleta de esgoto, a média nacional é de 58,04%, enquanto a média entre as empresas privadas chega a 63,74%.

2 de maio, 2019
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ESGOTOS
Índice de tratamento ainda é crítico

O atendimento em esgotamento sanitário no País ainda deixa muito a desejar, pois os índices de tratamento do esgoto coletado variam de 100% (em alguns poucos casos), até ínfimos 2%. Os serviços ou companhias municipais estão na liderança, a maioria com índices acima de 90%. No total, 21 companhias ou entidades informam tratar mais de 90% do esgoto coletado. Integram esta lista o Semae de Piracicaba (que terceirizou o serviço para a iniciativa privada, através da Aegea), DMAE de Araraquara, DMAE de Poços de Caldas, SAAE Barretos, Samae Mogi Guaçu, DAE Penápolis, SAAE Ituiutaba, SAE Ourinhos, SAE Araguari, Demsur, Semasa, SEMAE S. J. Rio Preto, CSJ (companhia privada, que atende Jundiaí), SAAE Sorocaba, SAAE Indaiatuba, Cesama, Sanasa, DAE Valinhos e SAAE Unaí. Dentre as empresas que estão com os piores índices em termos de tratamento de esgotos encontram-se Caerd (Rondônia), Caesa (Amapá), Cosanpa (Pará), Corsan (Rio Grande do Sul), Caema (Maranhão), Casal (Alagoas), Casan (Santa Catarina), Caern (Rio Grande do Norte), Compesa (Pernambuco), Cedae (Rio de Janeiro), Sanesul (Mato Grosso do Sul), Cagece (Ceará), DESO (Sergipe) e SAAE Atibaia. Estas têm índices variando entre 2% e 50%. Para ter maiores detalhes da situação do saneamento no País, acesse a edição especial Maiores do Saneamento, da revista Saneamento Ambiental, que traz o único ranking das empresas e serviços de saneamento. A edição está disponível em www.sambiental.com.br/revista/SA188.pdf

15 de maio, 2018
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SANEAMENTO AMBIENTAL
Edição Especial “As Maiores do Saneamento”

Já está no ar a edição especial “As Maiores do Saneamento”, publicada anualmente pela revista Saneamento Ambiental, que traz o perfil das maiores companhias estaduais, municipais e privadas do setor, classificadas de acordo com a receita operacional líquida do ano anterior ao da publicação do ranking. Na edição é possível ainda conferir dados como população atendida com serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto de cada localidade, infraestrutura de ETAs e ETEs, extensão das redes e os principais projetos em implantação, uma forma de avaliar como as companhias trabalham para elevar seus índices de atendimento. Analisando os dados informados pelas companhias, o editor da publicação, o jornalista Francisco Alves, chama a atenção dos leitores para o quadro crítico do ponto de vista da coleta de esgotos – “que não necessariamente significa esgoto tratado, já que boa parte do volume coletado não recebe tratamento” e ressalta ainda que os investimentos de pouco mais de R$ 10 bilhões informados pelas empresas, ainda estão aquém das necessidades do setor e do seu plano de universalização. Os perfis completos das empresas de saneamento, com maiores detalhes sobre projetos em andamento e programados, fontes de financiamento, programas ambientais, entre outros tópicos, poderão ser adquiridos em versão PDF. Maiores informações através do e-mail: [email protected]

4 de janeiro, 2016
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SANEAMENTO
Aegea, Sanepar e Sanasa recebem premiação

Aconteceu ontem (05/08), nas dependências do Centro Britânico, em São Paulo, a cerimônia de entrega do prêmio “ Empresas do Ano no Saneamento Ambiental ”. Neste ano, as ganhadoras foram: Aegea, na categoria Empresa Privada, Sanepar , na categoria Empresa Estadual e Sanasa , na categoria Empresa Municipal. A novidade desta premiação foi a palestra feita pelo economista Eduardo Gianetti da Fonseca, que falou ao seleto grupo de convidados sobre as perspectivas da economia brasileira. Saudando as vencedoras na ocasião, o diretor Editorial da revista Saneamento Ambiental lembrou que o prêmio foi instituído há 15 anos pela publicação com o intuito de reconhecer as empresas que se destacam numa área bastante crítica no país, que é o saneamento. Para a indicação das empresas concorrentes, o corpo editorial da revista leva em conta critérios como: investimentos realizados em relação à receita operacional líquida anual; índice de tratamento de esgoto; níveis de perda de água; e receita gerada por funcionário próprio, sendo que os itens operacionais têm peso diferenciado. De acordo com o jornalista, o tratamento de esgotos ainda é o “calcanhar de Aquiles do setor de saneamento” e que a média inferior a 50% é incompatível numa nação que figura entre as 10 maiores economias do mundo – “sob esse ponto de vista, ainda somos um país muito pobre. Quase miserável”. Quanto à perda de água, Francisco Alves salientou que o problema adquire maior gravidade neste momento de crise hídrica – “é inadmissível que se gaste esforços e recursos financeiros para captar água, tratá-la e depois deixar que ela se perca sem utilização”. As empresas premiadas em 2015 já foram escolhidas como as melhores pelos leitores da revista Saneamento Ambiental em outras ocasiões: a Sanepar foi eleita pela segunda vez, a Sanasa pela quarta, assim como a Aegea, que já recebeu o prêmio como Grupo por duas vezes e de forma individual através de suas concessões Prolagos e Águas Guariroba. Outro aspecto ressaltado por Alves em seu discurso foi o crescimento da iniciativa privada no setor ao longo dos 15 anos que a premiação ocorre: “no começo, as empresas privadas atendiam a um número muito pequeno de comunidades. Hoje elas estão em 304 municípios, atendendo a uma população de mais de 32 milhões de pessoas. E a tendência é que essa participação aumente ainda mais, tendo em vista o que ainda precisa ser feito e a baixa capacidade de investimento por parte do setor público”. O jornalista encerrou seu discurso dando boas vindas a todos que desejarem investir em saneamento “em concordância com as regras”, como forma de ajudar o setor a sair do atual “quadro de miséria”. A cerimônia de premiação contou com a presença do diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Sanasa, Pedro Cláudio da Silva, que recebeu a placa das mãos de Everton de Oliveira, Conselheiro da revista. Na sequência, Eugenio Singer, também Conselheiro da publicação, entregou a distinção à Sanepar, representada por seu diretor Administrativo, Francisco Cesar Farah. Por fim, o diretor da revista Saneamento Ambiental, Sergio de Oliveira, entregou o prêmio ao diretor Presidente da Aegea, Hamilton Amadeo. Farah disse que apesar de a Sanepar não ter sido construída para ganhar prêmios, esses reconhecimentos são bem-vindos, pois atestam a eficiência do trabalho prestado, lembrando ainda que a companhia trata, no Paraná, 100% do esgoto que coleta, condição determinada por uma lei estadual. Mostrando-se bastante honrado com a premiação, Hamilton Amadeo enalteceu a iniciativa da revista Saneamento Ambiental, “uma referência do setor”, em sua opinião, e reforçou os esforços do Grupo Aegea para estender o saneamento ao maior número possível de pessoas. A palestra apresentada pelo economista Eduardo Gianetti da Fonseca foi sem dúvida o ponto alto do evento. Em sua fala, lembrou do desafio da universalização da cobertura dos serviços de saneamento, “segmento ainda bastante crítico no Brasil”. Quanto às perspectivas para a economia brasileira, Gianetti dividiu sua apresentação em três etapas: “onde estamos, como chegamos aqui e para onde vamos”. Em sua concepção, o Brasil vive um momento de reversão de expectativas – há pouco tempo era a “estrela do mundo emergente” e hoje se encontra no outro extremo do pêndulo, chamado pelo economista de “fundo do poço”. Três aspectos levam a essa definição: o atual cenário de recessão com a expectativa de PIB negativo de -2,5% para 2015 (o quadro deve se manter negativo em 2016, “apesar de menos grave que agora”, aponta o economista); a inflação verificada de 9,5% a 10% em 2015 que é reflexo dos preços “segurados artificialmente” pelo poder público nos últimos anos e somente em 2017 deve voltar a convergir para o centro da meta; e o desequilíbrio externo. Entre as condições que levaram o país a essa situação Gianetti lista a mudança do ambiente externo, aliada a fatores estruturais e conjunturais – “o mundo que trabalhava a favor do Brasil deixou de fazê-lo”, destaca o economista, acrescentando ainda que outros mercados emergentes também sofreram o impacto do ambiente externo, entretanto em menor escala e que já mostram sinais de recuperação. Ele não foi muito otimista sobre as perspectivas para a economia brasileira, tendo em vista o agravamento do atual quadro político e econômico. E disse que dificilmente o País voltará a crescer antes de 2017. Quanto ao saneamento, Gianetti afirmou que a carência em serviços de coleta e tratamento de esgotos é o principal desafio civilizatório brasileiro. “É um desafio hoje, numa visão de sustentabilidade, com a questão da gestão integrada dos recursos hídricos, a saúde pública, o capital humano e o desenvolvimento do País e da própria dignidade das pessoas”, ressaltou o economista.

6 de agosto, 2015