Desigualdade marca avanço do saneamento nos maiores municípios do país

Ranking revela que 51 dos 100 maiores municípios investem menos da metade do necessário em saneamento. Apenas dez cidades atingem níveis de excelência no setor.
Enquanto poucos superam níveis de excelência em investimentos, a maioria ainda aplica recursos insuficientes por habitante
O Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, apresenta uma análise detalhada da situação dos serviços de saneamento nos 100 municípios mais populosos do país, evidenciando aqueles que têm registrado avanços nos principais indicadores do setor, especialmente no que se refere ao volume de investimentos per capita.
Para a composição desse indicador, são considerados tanto os aportes realizados pelos prestadores de serviço quanto os investimentos oriundos do poder público, abrangendo estados e municípios. Em 2024, o investimento médio em saneamento nesses municípios foi de R$ 135,89 por habitante. Apesar disso, os dados apontam para um cenário ainda insuficiente frente às necessidades do setor.
Do total de municípios analisados, 51 registraram investimentos inferiores a R$ 100 por habitante, valor que representa menos da metade do patamar de R$ 225 por habitante estabelecido pelo Plano Nacional de Saneamento Básico como necessário para a universalização dos serviços.
Em contrapartida, apenas 17 municípios superaram o investimento de R$ 200 por habitante, sendo que dez deles atingiram níveis considerados de excelência. Entre os destaques, o município de Praia Grande apresentou o maior investimento per capita do período, alcançando R$ 572,87. Entre os dez municípios que superaram o valor de referência do PLANSAB, seis estão localizados na região Sudeste, dois no Centro-Oeste e dois na região Sul.
O investimento em saneamento básico é um elemento essencial para o desenvolvimento socioeconômico e para a promoção da qualidade de vida da população. A expansão desses serviços está diretamente associada à redução de doenças, à preservação ambiental e ao aumento da produtividade. Além disso, os recursos aplicados no setor geram retornos significativos para a sociedade, ao estimular a criação de empregos, ampliar a renda e reduzir os gastos com saúde pública, contribuindo para a construção de um país mais equitativo e sustentável.










