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EMISSÕES

Menos 95% de combustíveis em navios

Um projeto capitaneado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) visa reduzir em 95% o consumo de combustível dos navios atracados nos portos em que for implantado. Os pesquisadores desenvolvem um sistema híbrido - inédito no Brasil – onde o fornecimento aos navios atracados acontecerá por meio da integração de suprimento da energia elétrica convencional (on grid, na rede), com energia de fontes alternativas, tais como energia solar, eólica, marés, ondomotriz, térmica dos oceanos, biomassa, e sistemas de geração de energia alternativa combinado, on grid ou off grid. A proposta participa de competição internacional promovida pela Vale para incentivar a criação de métodos mais sustentáveis para as operações de navios nos seus terminais em todo o Brasil. O resultado será divulgado no dia 18 de setembro e, se aprovado, a expectativa é de que seja concluído até o final de março de 2021. Um dos pesquisadores que participa do projeto é Osvaldo Agripino de Castro Junior, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Jurídica (PPCJ) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Ele trabalha há mais de 15 anos na Linha de Pesquisa Direito Ambiental, Transnacionalidade e Sustentabilidade, com ênfase no Direito Marítimo e Portuário e na regulação setorial, e atuará como consultor em temas jurídicos e regulatórios marítimos e portuários, junto aos órgãos de governo e reguladores, especialmente a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Além disso, o registro da nova invenção foi realizado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).

Um projeto capitaneado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) visa reduzir em 95% o consumo de combustível dos navios atracados nos portos em que for implantado. Os pesquisadores desenvolvem um sistema híbrido - inédito no Brasil – onde o fornecimento aos navios atracados acontecerá por meio da integração de suprimento da energia elétrica convencional (on grid, na rede), com energia de fontes alternativas, tais como energia solar, eólica, marés, ondomotriz, térmica dos oceanos, biomassa, e sistemas de geração de energia alternativa combinado, on grid ou off grid. 

A proposta participa de competição internacional promovida pela Vale para incentivar a criação de métodos mais sustentáveis para as operações de navios nos seus terminais em todo o Brasil. O resultado será divulgado no dia 18 de setembro e, se aprovado, a expectativa é de que seja concluído até o final de março de 2021. 

Um dos pesquisadores que participa do projeto é Osvaldo Agripino de Castro Junior, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Jurídica (PPCJ) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Ele trabalha há mais de 15 anos na Linha de Pesquisa Direito Ambiental, Transnacionalidade e Sustentabilidade, com ênfase no Direito Marítimo e Portuário e na regulação setorial, e atuará como consultor em temas jurídicos e regulatórios marítimos e portuários, junto aos órgãos de governo e reguladores, especialmente a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Além disso, o registro da nova invenção foi realizado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).

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MOBILIDADE URBANA
Furnas e COPPE desenvolvem ônibus híbrido

Furnas desenvolveu um ônibus movido a eletricidade e etanol em parceria om a COPPE UFRJ. Esse é o novo projeto que já inclui um veículo movido a eletricidade e hidrogênio e outro 100% a energia elétrica. A apresentação do protótipo de veículo híbrido aconteceu no último dia 9 de maio, em Brasília, durante o seminário internacional de Eletromobilidade Aplicada ao Transporte Público por Ônibus: Desafios, Benefícios e Oportunidades. Na ocasião, o Diretor de Novos Negócios e de Participações de Furnas, Claudio Semprine, comentou sobre as pretensões da companhia. “O maior desafio de Furnas é o desenvolvimento tecnológico. Nascemos para fomentar a tecnologia no país”, afirmou. O projeto teve custo inicial de R$ 1,5 milhão e tem como objetivo ampliar e fortalecer conhecimentos, além de aprimorar a capacidade técnica para compartilhar soluções em eletromobilidade nas cidades. O ônibus híbrido traz como diferencial a condição do sistema de passar da etapa inicial (cabeça de série) para tornar-se um lote pioneiro (pronto para circulação), com produção em escala. “Hoje acreditamos que o veículo híbrido a etanol teria capacidade de quebrar o paradigma e entrar no mercado. Um fator facilitador é que a cadeia produtiva do etanol já existe e está consolidada”, explicou Nelson de Araújo dos Santos, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Furnas. O ônibus possui 13 metros, piso totalmente baixo, ar-condicionado e três portas para corredor expresso, além de suspensão a ar e autonomia de 400 km para um ciclo urbano. A capacidade de abastecimento de 300 litros de etanol, com conexão bidirecional à rede elétrica, também reforça o conceito do protótipo, que permitirá boas performances com autonomia.

25 de maio, 2018
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ENERGIA RENOVÁVEL
Matriz 100% até 2030? Cientistas acreditam

Segundo pesquisa realizada pela Rede de Políticas de Energias Renováveis para o Século 21 (REN 21), 71% dos especialistas acreditam que é possível ter uma matriz 100% renovável até 2030. Os dados são parte do Relatório da Situação Global das Energias Renováveis e foram o tema do debate “Nexo Água-Energia: como a geração hidrelétrica pode liderar o desenvolvimento sustentável em um ambiente em mudança”, promovido pela Itaipu Binacional em parceria com a Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas na 23ª Conferência Mundial do Clima (COP-23), em Bonn, na Alemanha. A empresa reuniu diferentes atores do setor de geração energética para discutir ações rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e 7. As metas tratam de água e energia e são parte da lista de 17 objetivos ratificados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na lista estão ações de eficiência energética, cooperação internacional e universalização do acesso a ambos os recursos. O diretor de Coordenação da Itaipu, Hélio Amaral, destacou ações do Cultivando Água Boa, um amplo programa de cuidados com as microbacias da região. “Fazemos tudo com a participação da comunidade local e promovendo o desenvolvimento regional. Consideramos a segurança da água como parte dos nossos negócios”, disse. As ações envolvem recuperação de nascentes, capacitação de agricultores, reflorestamento e também a diversificação da matriz energética. A Itaipu investe também na geração de biogás a partir de dejetos dos animais e instalou placas de geração de energia solar no estacionamento de um de seus escritórios, porém ainda em sistema piloto e sem objetivos de comercialização.

16 de novembro, 2017
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ENERGIA EÓLICA
Tecnologia deve ser aplicada em navios

A tecnologia de navios movidos à energia eólica será testada nos próximos dois anos pela Norsepower Oy Ltd., em parceria com a Maersk Tankers, o Energy Technologies Institute (ETI) e a Shell Shipping & Maritime. A Maersk Tankers fornecerá um navio-tanque Long Range 2 (LR2) de 109.647 toneladas de peso-morto (DWT), que será adaptado com duas velas de rotor Norsepower de 30m de altura por 5m de diâmetro. Os cilindros altos e giratórios já foram usados em embarcações menores no passado, entretanto será a primeira vez em um navio tão grande quanto um petroleiro de 245 metros. As velas do rotor serão instaladas durante o primeiro semestre de 2018 e os testes em alto mar devem acontecer em 2019. Caso os dispositivos economizem cerca de 10% de combustível (projeção), em média, em uma rota típica, a Maersk Tankers poderia usá-los em seus navios maiores, disse Tommy Thomassen, diretor técnico da empresa. O interesse pelo uso da energia eólica cresce no segmento marítimo por conta da proximidade das novas regras de controle da poluição marítima, que devem entrar em vigor em 2020. Elas exigem o uso de combustível com um teor de enxofre muito menor, que deve ser mais caro do que óleos combustíveis atuais. "Esse é um dos fatores de mercado que tornam este tipo de tecnologia de propulsão eólica muito mais interessante", explica Tuomas Riski, CEO da Norsepower, empresa finlandesa que constrói as velas de rotor para o petroleiro Maersk. A Norsepower tem estudado várias ideias para cortar o uso de combustível marítimo ao longo dos anos, desde velas movidas a energia solar até pipas para rebocar embarcações. O Energy Technologies Institute (ETI), um grupo de pesquisa financiado pelo governo britânico, responde pela maior parte dos 3,5 milhões de libras que estão sendo investidos no projeto. “As velas de rotor são uma das poucas tecnologias que permitirão melhorias percentuais de dois dígitos na economia de combustíveis marítimos”, explica Andrew Scott, Gerente de Programa de Energia Renovável Marinha e Offshore do Energy Technologies Institute. Cortar o uso de combustíveis fósseis pode parecer um contra-senso para uma companhia petrolífera como a Royal Dutch Shell. No entanto, sua área de transporte marítimo e negócios marítimos, que está coordenando o projeto, têm 10 petroleiros e cerca de 40 transportadores de gás natural liquefeito. Por isso, a Shell atuará como coordenadora do projeto e prestará consultoria operacional e terminal / portuária à equipe do projeto, enquanto a Maersk Tankers fornecerá insights técnicos e operacionais.

21 de março, 2017
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FONTES ALTERNATIVAS
Barco movido à energia solar é apresentado

O engenheiro naval Lorenzo Souza, de Santa Catarina, desenvolveu o primeiro barco autônomo movido a energia solar no Brasil, apresentado no último dia 10 de dezembro em Búzios, no Rio de Janeiro, durante o Desafio Solar 2016. A embarcação é composta por dois cascos, com placas fotovoltaicas, GPS, bússola e um sistema que recebe informações via satélite e indica a direção em que ele deve navegar. Não há necessidade de um piloto para guiar o barco. “Depois de alguns anos desenvolvendo projetos com equipes do Desafio, pensei na possibilidade de criar um barco que navegasse sem piloto e que usasse energia solar para alimentar o sistema de navegação”, conta Souza. O projeto foi desenvolvido em parceria com engenheiros da Universidade Federal de Santa Catarina. Com apoio financeiro da Faperj, a ideia saiu do papel e a embarcação foi construída para ser apresentada no campeonato deste ano. “Não tenho registro de nenhuma embarcação como essa no país, talvez no mundo”, comemora o engenheiro. O Desafio Solar Brasil é uma competição de barcos movidos à energia solar. O campeonato é promovido anualmente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), através do NIDES (Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social), em parceria com a Enel, Prefeitura de Búzios e a Secretaria Estadual de Esporte. A edição 2016 contou com a participação de aproximadamente 250 estudantes, de quatro estados brasileiros. As provas aconteceram entre os dias 7 e 11 entre as 19 equipes participantes. As provas são divididas em sete etapas, com circuitos de até 12 km. O vencedor é a equipe que completar os percursos no menor tempo.

16 de dezembro, 2016