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VALE

Prêmio por mineraleiro com velas rotativas

Prêmio por mineraleiro com velas rotativas

Ganho de eficiência é de até 8% com redução de até 3,4 mil toneladas de CO2 equivalente por navio por ano.

A Vale ganhou o Wind Propulsion Innovation Awards, premiação anunciada pela International Windship Association em Glasgow, na Escócia, durante evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), pelo projeto do primeiro mineraleiro de grande porte do mundo equipado com sistema de velas rotativas (rotor sails). A mineradora recebeu o prêmio na categoria destinada às empresas que fomentam à adoção deste tipo tecnologia por meio de protótipo ou uso comercial - desde maio, a frota de navios a serviço da empresa conta com um Guaibamax equipado com as velas rotativas.

Segundo os organizadores, foram reconhecidos projetos pioneiros, tecnologias inovadoras, pessoas e empresas que estão fazendo a diferença no avanço da propulsão a vento como uma opção eficiente de baixo carbono e sustentável para a frota comercial de navegação. “Essa escuta ativa e engajamento com a sociedade é muito importante, e não só reconhece o nosso trabalho dos últimos anos, mas principalmente nos envia uma mensagem forte de como a agenda de mudanças climáticas e a transição para um mundo de baixo carbono é importante e como devemos ser parte da solução”, afirma o gerente de engenharia naval da Vale, Rodrigo Bermelho.

As velas rotativas são rotores cilíndricos, com quatro metros de diâmetro e 24 metros de altura. Durante a operação, os rotores giram em diferentes velocidades, dependendo das condições ambientais e operacionais do navio, com o objetivo de modificar a pressão para propulsão do navio, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus. As velas rotativas ainda em fase de testes podem oferecer um ganho de eficiência de até 8% e consequente redução de até 3,4 mil toneladas de CO2 equivalente por navio por ano. Estima-se que pelo menos 40% da frota da Vale esteja apta a usar a tecnologia, o que impactaria em uma redução de quase 1,5% das emissões anuais do transporte marítimo de minério de ferro.

O projeto de utilização das velas rotativas faz parte do Ecoshipping, programa criado pela área de navegação da Vale para atender ao desafio da mineradora em reduzir as emissões de carbono. Em 2020, a Vale anunciou investimentos de no mínimo US$ 2 bilhões para reduzir em 33% suas emissões de escopos 1 e 2 até 2030 e redução de 15% nas emissões de escopo 3 até 2035, relativas à cadeia de valor, das quais as emissões de navegação fazem parte, já que os navios não são próprios. As metas são alinhadas com a ambição do Acordo de Paris.

Em agosto deste ano, a Vale recebeu o primeiro navio Guiabamax com air lubrication instalado. A tecnologia cria um carpete de bolhas de ar na parte de baixo do navio, o que permite uma diminuição do atrito da água com o casco. A expectativa é reduzir o combustível em torno de 5 a 8%, com potencial de redução de 4,4% das emissões anuais do transporte marítimo de minério de ferro da Vale. Com a adoção de novas tecnologias e renovação de sua frota, a Vale tem investido em eficiência e inovação ambiental na área de navegação. Desde 2018, a mineradora opera com Valemaxes de segunda geração e, desde 2019, com os Guaibamaxes, com capacidades de 400 mil toneladas e 325 mil toneladas, respectivamente. Os navios estão entre os mais eficientes do mundo e conseguem reduzir em até 41% as emissões de CO2 equivalente se comparadas com as de um navio capesize, de 180 mil toneladas, construído em 2011.

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EMISSÕES
Menos 95% de combustíveis em navios

Um projeto capitaneado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) visa reduzir em 95% o consumo de combustível dos navios atracados nos portos em que for implantado. Os pesquisadores desenvolvem um sistema híbrido - inédito no Brasil – onde o fornecimento aos navios atracados acontecerá por meio da integração de suprimento da energia elétrica convencional (on grid, na rede), com energia de fontes alternativas, tais como energia solar, eólica, marés, ondomotriz, térmica dos oceanos, biomassa, e sistemas de geração de energia alternativa combinado, on grid ou off grid. A proposta participa de competição internacional promovida pela Vale para incentivar a criação de métodos mais sustentáveis para as operações de navios nos seus terminais em todo o Brasil. O resultado será divulgado no dia 18 de setembro e, se aprovado, a expectativa é de que seja concluído até o final de março de 2021. Um dos pesquisadores que participa do projeto é Osvaldo Agripino de Castro Junior, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Jurídica (PPCJ) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Ele trabalha há mais de 15 anos na Linha de Pesquisa Direito Ambiental, Transnacionalidade e Sustentabilidade, com ênfase no Direito Marítimo e Portuário e na regulação setorial, e atuará como consultor em temas jurídicos e regulatórios marítimos e portuários, junto aos órgãos de governo e reguladores, especialmente a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Além disso, o registro da nova invenção foi realizado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).

31 de agosto, 2020
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Vale investe US$ 2 bi para reduzir emissões

A Vale anunciou investimentos de US$ 2 bilhões (já previsto no guidance de Capex) para reduzir em 33% suas emissões absolutas diretas e indiretas (escopo 1 e 2) até 2030. As emissões diretas têm origem nas operações próprias, enquanto as indiretas, de origem externa, são usadas no processo produtivo, como no consumo de energia elétrica. A meta está alinhada com o Acordo de Paris, que estabeleceu um limite máximo de aumento da temperatura média global de 2ºC até 2100. O valor investido é o maior da indústria da mineração no objetivo de combater as mudanças climáticas. Com a iniciativa, a Vale pretende ser uma companhia com emissão líquida zero nos escopos 1 e 2 (emissões diretas e indiretas, respectivamente) em 2050, liderando o setor para uma mineração carbono neutra. O anúncio dos investimentos foi feito pelo diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, durante encontro anual com analistas do Bank of America Merrill Lynch, que por conta da pandemia do novo coronavírus foi realizado virtualmente. "Esta agenda é fruto de um processo de escuta, alinhado com uma demanda real da sociedade relacionada à mudança climática por uma redução robusta nos escopos 1 e 2”, afirma Bartolomeo. "Estamos dando mais um passo na construção de um novo pacto com a sociedade, com transparência e responsabilidade.” A Vale estabeleceu o Fórum de Baixo Carbono, um grupo liderado pelo CEO e composto por seis diretores-executivos e empregados de diversas áreas da empresa, cujo objetivo é guiar a implementação e a entrega dos compromissos assumidos. Segundo o diretor-executivo de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade, Luiz Eduardo Osorio, estão sendo analisadas 35 iniciativas por meio da “Curva de Custo Marginal de Abatimento”, ferramenta que permite a ordenação de projetos em termos de custos e potenciais de redução de emissão. “Há projetos de uso de biodiesel na área de metais básicos, eficiência energética, eletrificação de mina e ferrovia, uso de biocombustíveis na pelotização em substituição ao carvão e de energia renovável, já que uma das metas da Vale é ter 100% da sua autoprodução de energia elétrica vinda de fontes limpas, como eólica e solar, em suas plantas no mundo”, explica Osorio. Até o final de 2020 já estarão em operação os projetos-pilotos da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) que irá receber a primeira locomotiva de manobra 100% elétrica; equipamentos elétricos serão testados em operação subterrânea nas minas de Creighton, Coleman e Copper Cliff no Canadá; e serão feitos testes de uso de biocombustíveis na pelotização em Vitória. O ano-base usado no cálculo da meta carbono foi o de 2017, quando a Vale emitiu 14,1 milhões de toneladas de CO2 equivalente. O objetivo é reduzir para 9,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2030. Paralelamente aos projetos, a Vale terá que restaurar e proteger mais 500 mil hectares de floresta nativa restaurados e protegidos até 2030. Hoje, a empresa já ajuda a proteger mais de 1 milhão de hectares no mundo. Além da neutralização dos escopos 1 e 2 até 2050, a Vale pretende estabelecer uma ambição para o escopo 3, para induzir clientes e fornecedores na mesma direção. A companhia atuará para redução das emissões por meio de engajamento ativo com clientes da siderurgia e metalurgia. A empresa vai orientar sua atuação com base em relações de ganha-ganha, produtos menos intensivos e novas tecnologias.

18 de maio, 2020
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EMISSÕES
Setor marítimo tenta ‘obstruir’ acordo climático

Um estudo recente do think tank britânico Influence Map relacionou a Vale e esforços para enfraquecer um acordo climático proposto da ONU para o setor de transporte marítimo. O relatório está sendo lançada em paralelo a nona rodada de conversas sobre emissões de gases de efeito estufa pelo setor marítimo dentro da ONU, que começaram em 23 de outubro, em Londres, no Reino Unido. O documento trata como a indústria de transporte marítimo pressiona as Nações Unidas para obstruir as ações de mudança climática para setor, garantindo que ele seja o único a não sofrer atualmente com medidas de redução de emissões. Segundo relatório do Parlamento europeu de 2015, o transporte marítimo poderia ser responsável por 17% das emissões globais de gases de efeito estufa até 2050, caso não seja regulamentado. Apesar disso, o setor de transporte marítimo permanece fora do Acordo do Clima da ONU, firmado em Paris em 2015, potencialmente ameaçando as ambições globais nele estabelecidas. A pesquisa da Influence Map revela que no mais recente comitê ambiental da OMI, 31% das nações foram representadas em parte por interesses comerciais diretos. A OMI parece ser a única agência da ONU a permitir uma representação corporativa tão extensa no processo de elaboração de políticas. O relatório mostra que os muitos Estados que têm representação substancial da indústria em suas delegações apoiam ambições climáticas menores, o que envolve o Brasil e a Vale. Além da Vale, o estudo aponta que os grandes grupos de comércio marítimo como ICS, BIMCO e WSC estão "obstruindo" ativamente e coletivamente a política de mudanças climáticas globais para o setor de navegação. O estudo mostra ainda que a navegação marítima consegue manter seu modelo de negócios em relação às emissões de carbono graças à influência sobre o processo de regulamentação. O progresso na regulamentação foi paralisado por associações comerciais de frete, com a International Chamber of Shipping (ICS) liderando esforços para se opor à ação sobre mudanças climáticas na OMI (Organização Maritima Internacional, ou IMO, na sigla em inglês). O ICS, ao lado do BIMCO e do World Shipping Council, tem pressionado coletivamente para atrasar a implementação de quaisquer regulamentos climáticos até 2023 - até mesmo se recusando a apoiar qualquer coisa além de regulamentos voluntários que podem não reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa do setor. O relatório pode ser consultado no endereço https://influencemap.org/report/Corporate-capture-of-the-IMO-902bf81c05… ;

30 de outubro, 2017
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ENERGIA EÓLICA
Tecnologia deve ser aplicada em navios

A tecnologia de navios movidos à energia eólica será testada nos próximos dois anos pela Norsepower Oy Ltd., em parceria com a Maersk Tankers, o Energy Technologies Institute (ETI) e a Shell Shipping & Maritime. A Maersk Tankers fornecerá um navio-tanque Long Range 2 (LR2) de 109.647 toneladas de peso-morto (DWT), que será adaptado com duas velas de rotor Norsepower de 30m de altura por 5m de diâmetro. Os cilindros altos e giratórios já foram usados em embarcações menores no passado, entretanto será a primeira vez em um navio tão grande quanto um petroleiro de 245 metros. As velas do rotor serão instaladas durante o primeiro semestre de 2018 e os testes em alto mar devem acontecer em 2019. Caso os dispositivos economizem cerca de 10% de combustível (projeção), em média, em uma rota típica, a Maersk Tankers poderia usá-los em seus navios maiores, disse Tommy Thomassen, diretor técnico da empresa. O interesse pelo uso da energia eólica cresce no segmento marítimo por conta da proximidade das novas regras de controle da poluição marítima, que devem entrar em vigor em 2020. Elas exigem o uso de combustível com um teor de enxofre muito menor, que deve ser mais caro do que óleos combustíveis atuais. "Esse é um dos fatores de mercado que tornam este tipo de tecnologia de propulsão eólica muito mais interessante", explica Tuomas Riski, CEO da Norsepower, empresa finlandesa que constrói as velas de rotor para o petroleiro Maersk. A Norsepower tem estudado várias ideias para cortar o uso de combustível marítimo ao longo dos anos, desde velas movidas a energia solar até pipas para rebocar embarcações. O Energy Technologies Institute (ETI), um grupo de pesquisa financiado pelo governo britânico, responde pela maior parte dos 3,5 milhões de libras que estão sendo investidos no projeto. “As velas de rotor são uma das poucas tecnologias que permitirão melhorias percentuais de dois dígitos na economia de combustíveis marítimos”, explica Andrew Scott, Gerente de Programa de Energia Renovável Marinha e Offshore do Energy Technologies Institute. Cortar o uso de combustíveis fósseis pode parecer um contra-senso para uma companhia petrolífera como a Royal Dutch Shell. No entanto, sua área de transporte marítimo e negócios marítimos, que está coordenando o projeto, têm 10 petroleiros e cerca de 40 transportadores de gás natural liquefeito. Por isso, a Shell atuará como coordenadora do projeto e prestará consultoria operacional e terminal / portuária à equipe do projeto, enquanto a Maersk Tankers fornecerá insights técnicos e operacionais.

21 de março, 2017