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ARCELORMITTAL

Metas para ser carbono neutro até 2050

Metas para ser carbono neutro até 2050

Entre as iniciativas estão o aumento do uso de sucata como matéria-prima, a utilização de gás natural e a otimização do uso do carvão vegetal.

A ArcelorMittal Brasil tem meta de reduzir suas emissões de CO₂ em 10% até 2030 durante o evento de divulgação do Relatório de Sustentabilidade da ArcelorMittal 2020, como parte das ações da empresa para marcar a Semana do Meio Ambiente. A meta instituída para as operações do Grupo ArcelorMittal no Brasil é um passo intermediário dentro do esforço global da produtora de aço de se tornar carbono neutro até 2050. Globalmente, a companhia já se comprometeu com investimentos de cerca de R$ 1,9 bilhão para o desenvolvimento de tecnologias de carbono neutro pelos Centros de Pesquisa & Desenvolvimento do Grupo ArcelorMittal. "A indústria do futuro será carbono neutra. E a ArcelorMittal está empenhada em liderar o processo de transição e colaborar decisivamente para que os objetivos do Acordo de Paris sejam alcançados", afirma Benjamin Baptista Filho, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Planos América do Sul.

Segundo no CEO a redução das emissões de CO₂ é uma exigência de governos, sociedade e consumidores de aço de todo o mundo e está em linha com as premissas do Acordo de Paris. "A ArcelorMittal está comprometida publicamente com os objetivos de reduzir significativamente os impactos ambientais, ser uma empresa mais inclusiva e igualitária, atenta aos anseios da sociedade e sua responsabilidade na redução da pegada de carbono do aço. Para atingir esse propósito, iremos buscar as tecnologias disponíveis, ajustar os processos e produzir aço de forma mais reciclável e renovável", explica Jefferson De Paula, CEO ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil.

Entre as iniciativas a serem desenvolvidas e implementadas pela ArcelorMittal Brasil estão o aumento do uso de sucata como matéria-prima, a utilização de gás natural e a otimização do uso do carvão vegetal nas unidades que já utilizam o combustível. Guilherme Abreu, gerente-geral de Relações Institucionais e Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil, diz que os ganhos de eficiência energética serão importantes para preparar a empresa para o grande salto a ser dado. "Até 2030 trabalharemos com melhoria dos processos existentes. Depois disso, teremos acesso a tecnologias disruptivas, que tornarão a ArcelorMittal carbono neutra até 2050. A empresa acredita que tem a escala, os recursos e a capacidade tecnológica para proporcionar um impacto significativo e já identificou as rotas para a fabricação de aço neutro em CO₂", afirma.

Em âmbito global, a ArcelorMittal estuda alternativas tecnológicas para utilizar os gases de processo que contém CO₂, e produzir etanol para consumo e uso na indústria química. A empresa também desenvolve processo de uso de resíduos de madeira para produção de biocombustível, similar ao processo de produção de carvão vegetal que já é utilizado no Brasil. Segundo Abreu, uma tecnologia promissora - em estágio inicial de desenvolvimento na ArcelorMittal Hamburgo, na Alemanha - permitirá a substituição do carbono fóssil por hidrogênio produzido com energia limpa para redução do minério de ferro.

No segmento de Aços Longos da ArcelorMittal, boa parte da produção do aço é obtida por meio do uso de sucata de aço nos fornos elétricos, o que possui menor intensidade de emissão de CO₂. A unidade de Juiz de Fora (MG) utiliza o carvão vegetal como agente biorredutor do minério de ferro em seus altos-fornos. O carvão vegetal é oriundo de florestas plantadas, sendo que o processo de produção do gusa permite que o ciclo do CO2 seja fechado (o CO₂ emitido é sequestrado pelo estoque florestal renovável da ArcelorMittal BioFlorestas). Assim, adicionalmente à contribuição para o clima, o manejo das florestas favorece a biodiversidade. Já no segmento de Aços Planos, a planta industrial de Tubarão (ES) é autossuficiente em energia elétrica, utilizando os gases gerados em seus processos, com uma geração interna equivalente ao consumo de cerca 1 milhão de pessoas no ano. A unidade também é pioneira entre as produtoras de aço no registro e comercialização de créditos de carbono e possui dois Projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) aprovados pelo Comitê Executivo das Nações Unidas para Mudanças Climáticas. Um deles se destaca por ser o primeiro projeto aprovado para uma siderúrgica integrada no mundo e faz a cogeração de energia elétrica por meio do aproveitamento dos gases gerados na aciaria. O outro projeto adotado com geração de crédito de carbono é de recuperação de calor de uma das unidades de coqueria, que produz em média 170 MW de energia elétrica, com potencial de gerar créditos de 2,5 milhões de toneladas de CO2 em dez anos.

Como parte da meta para atingir a emissão neutra em carbono até 2050, o Grupo ArcelorMittal criou o programa XCarb™, anunciado em março deste ano, que direciona os esforços de redução das emissões da empresa em todo o mundo. O programa reunirá todas as atividades e produtos de aço fabricados com baixa emissão de CO₂ ou zero carbono na ArcelorMittal, bem como projetos de inovação verde em um único esforço para se alcançar progressos na neutralidade de carbono.

O Relatório de Sustentabilidade 2020 da ArcelorMittal Brasil foi lançado em evento virtual, no qual foram abordadas as iniciativas de sustentabilidade da empresa e as ações para se alcançar as metas de redução das emissões de CO2. Na publicação é possível entender um pouco mais sobre a gestão da Sustentabilidade da ArcelorMittal, fundamentada nas 10 Diretrizes do Desenvolvimento Sustentável (DDS) e estabelecidas a partir dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU. Cada diretriz inserida no Relatório de Sustentabilidade abrange questões como qualidade de vida dos empregados e comunidades, uso responsável de recursos naturais, cadeia de suprimentos de valor agregado, apoio científico e investimento em novas soluções. Maiores informações pelo no link https://brasil.arcelormittal.com/sala-imprensa/publicacoes-relatorios/brasil/relatorio-de-sustentabilidade-2020.

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