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IDA

Miguel Sanz assume presidência até 2019

A International Desalination Association (IDA) nomeou Miguel Angel Sanz, diretor de desenvolvimento estratégico de infraestrutura de tratamento da Suez, como seu novo presidente para o período 2017/2019. Sanz substituirá Emilio Gabbrielli, diretor de desenvolvimento de negócios da Toray no exterior, que trouxe o Congresso para a América Latina pela primeira vez. O Congresso Mundial da IDA acontece entre 15 e 20 de outubro no Sheraton World Trade Center de São Paulo. Jair Vieira Tannus Junior, secretário de recursos hídricos e qualidade ambiental no Ministério do Meio Ambiente (MMA) disse que o programa Agua Doce trará água dessalinizada para meio milhão de pessoas até 2019. O programa pode promover acesso à água potável para diversos municípios através da dessalinização com controles ambientais, sociais e técnicos apropriados. "A água é definida como uma propriedade pública no Brasil e deve ser gerenciada como parte do meio ambiente, descentralizada e participativa. A dessalinização se enquadra como parte de uma agenda global de desenvolvimento sustentável", disse Junior. Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água e secretário de recursos hídricos do estado de São Paulo, comentou que após a crise hídrica de 2014 o estado de São Paulo tem compartilhado conhecimento e tecnologia com outras partes do Brasil e publicou novos regulamentos avançados sobre reutilização de água. "A crise da água ajudou a população a entender que eles tiveram que usar a água com mais cuidado, impulsionaram os desenvolvimentos tecnológicos e fizeram as pessoas perceberem que a dessalinização e a reutilização serão uma parte importante da solução", disse Braga. O plenário de abertura do Congresso Mundial da IDA 2017 também falou sobre a política de dessalinização e reutilização de água em outras partes do mundo, de Abdullah bin Ibrahim Al Abdulkaim, vice-governador, planejamento e desenvolvimento, na SWCC na Arábia Saudita; Niu Bo, diretor, departamento de conservação de recursos e proteção ambiental, China; e Yousef Ebrahim Al Akraf, vice-presidente executivo da DEWA, Dubai.

A International Desalination Association (IDA) nomeou Miguel Angel Sanz, diretor de desenvolvimento estratégico de infraestrutura de tratamento da Suez, como seu novo presidente para o período 2017/2019. Sanz substituirá Emilio Gabbrielli, diretor de desenvolvimento de negócios da Toray no exterior, que trouxe o Congresso para a América Latina pela primeira vez. O Congresso Mundial da IDA acontece entre 15 e 20 de outubro no Sheraton World Trade Center de São Paulo. 
 
Jair Vieira Tannus Junior, secretário de recursos hídricos e qualidade ambiental no Ministério do Meio Ambiente (MMA) disse que o programa Agua Doce trará água dessalinizada para meio milhão de pessoas até 2019. O programa pode promover acesso à água potável para diversos municípios através da dessalinização com controles ambientais, sociais e técnicos apropriados. "A água é definida como uma propriedade pública no Brasil e deve ser gerenciada como parte do meio ambiente, descentralizada e participativa. A dessalinização se enquadra como parte de uma agenda global de desenvolvimento sustentável", disse Junior. 
 
Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água e secretário de recursos hídricos do estado de São Paulo, comentou que após a crise hídrica de 2014 o estado de São Paulo tem compartilhado conhecimento e tecnologia com outras partes do Brasil e publicou novos regulamentos avançados sobre reutilização de água. "A crise da água ajudou a população a entender que eles tiveram que usar a água com mais cuidado, impulsionaram os desenvolvimentos tecnológicos e fizeram as pessoas perceberem que a dessalinização e a reutilização serão uma parte importante da solução", disse Braga. 
 
O plenário de abertura do Congresso Mundial da IDA 2017 também falou sobre a política de dessalinização e reutilização de água em outras partes do mundo, de Abdullah bin Ibrahim Al Abdulkaim, vice-governador, planejamento e desenvolvimento, na SWCC na Arábia Saudita; Niu Bo, diretor, departamento de conservação de recursos e proteção ambiental, China; e Yousef Ebrahim Al Akraf, vice-presidente executivo da DEWA, Dubai. 

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ARCELORMITTAL
Prêmio por projeto de dessalinização

A ArcelorMittal Tubarão (ES) recebeu o prêmio "Projeto Inovador" pelo projeto de dessalinização da água do mar durante o Congresso IDA – International Desalination Association, maior evento mundial de dessalinização e tratamento avançado do mundo, realizado entre os dias 20 e 24 de outubro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. As obras do projeto deverão ser iniciadas ainda este ano. A planta de tratamento de água do mar em grande escala começará a ser construída pela empresa Fluence Corporation e deverá ser concluída até 2021. De acordo com o gerente-geral de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal Tubarão, João Bosco Reis da Silva, o projeto também dará oportunidade ao Espírito Santo de aprender mais sobre esse tipo de tecnologia. "Desenvolveremos parcerias com várias instituições do meio acadêmico, que poderão conhecer e estudar o funcionamento e operação deste tipo de sistema, fomentando o desenvolvimento de mão de obra capixaba especializada nesta área, que é totalmente inovadora", comenta. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento ArcelorMittal, formado por pesquisadores do Brasil e da Espanha (Astúrias), analisou as melhores tecnologias e fornecedores do mundo, considerando riscos, custos e aspectos operacionais para definir o melhor projeto a ser implantado. O sistema irá captar água do mar, que será tratada pelo processo de osmose reversa, tecnologia já estabelecida e aplicada em países como Israel, Espanha, Austrália, Argentina e Estados Unidos. A ArcelorMittal Tubarão investiu R$ 50 milhões na planta a ser instalada próxima da Central Termelétrica da empresa e ocupará cerca de 6.000 m². A unidade terá capacidade inicial de 500 m³/hora (12.000 m³/dia) e poderá ser ampliada no futuro.

4 de novembro, 2019
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SEGURANÇA HÍDRICA
Dessalinização e reúso devem crescer

Com a introdução do novo Manual de Segurança da Água da IDA, a Associação Internacional de Dessalinização (IDA) e a Global Water Intelligence (GWI) divulgaram a última visão para os mercados mundiais de dessalinização e reutilização de água. O documento mostra que após três anos – período onde o mercado de dessalinização permaneceu estável – 2019 deve ser o ano de maior crescimento de projetos de dessalinização desde o final dos anos 2000. O 31º inventário de dessalinização (que cobre de julho de 2017 a junho de 2018) aponta que a capacidade mundial instalada de dessalinização é de 97,4 milhões m³/dia, enquanto a capacidade total acumulada global é de 104,7 milhões m³ diários. Até junho de 2018, mais de 20 mil usinas de dessalinização haviam sido contratadas em todo o mundo. Em relação ao reúso, a capacidade global de reutilização contratada quase dobrou desde 2010, com a capacidade contratada acumulada aumentando de 59,7 milhões de m³/dia, em 2009, para 118 milhões de m³/dia, em 2017. "A IDA sempre defendeu soluções para a escassez de água apoiando o desenvolvimento da indústria de dessalinização e reutilização de água para garantir água sustentável e recursos naturais. Nas últimas décadas, nossa indústria alcançou uma importante redução nos custos não convencionais de água e aumentou a qualidade para garantir a sustentabilidade da água", afirmou Miguel Angel Sanz, Presidente da IDA. Dessalinização e reutilização da água são soluções de abastecimento ambientalmente corretas e estão em consonância com a economia circular da água. "As tendências que estamos vendo apontam para um amplo reconhecimento de que essas soluções avançadas de tratamento de água são essenciais para a saúde e o bem-estar das pessoas e das economias em todo o mundo, tanto agora como no futuro", disse Shannon McCarthy, Secretária-Geral da IDA. De acordo com Christopher Gasson, editor da GWI, o grande avanço recente está relacionado ao custo dos projetos de dessalinização. "Propostas de projetos na Arábia Saudita e Abu Dhabi viram o preço cair abaixo de US$ 0,50/m³ pela primeira vez, o que é uma ótima notícia”. Gasson espera que 2019 seja o melhor ano no mercado de dessalinização. Em termos de reutilização de água, os preços para água potável indireta estão na faixa de US$ 0,30 a US$ 0,40, mas o mercado ainda é retido pelas percepções do público. Os projetos de dessalinização crescem cada vez mais entre os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) – formado por Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein e Kuwait. De acordo com o Manual de Segurança Hídrica de 2018-2019, 1,9 milhão de m³/dia de capacidade de água do mar foram contratados no primeiro semestre de 2018, um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2017. Desde então, os licitantes preferidos surgiram em projetos que totalizam mais de 1 milhão de m³ diários em novas capacidades adicionais na região. No entanto, nem todas as grandes fábricas de água do mar contratadas estão localizadas no Oriente Médio. O maior empreendimento de dessalinização de água do mar listado no 31º inventário de dessalinização é o projeto de 378 mil m³/dia de osmose reversa de água do mar (SWRO) em Rosarito, México. Globalmente, a capacidade contratada de dessalinização de água salobra diminuiu 19% ano a ano, mas nos EUA a dessalinização de água salobra aumentou significativamente, totalizando 205.600 m³/dia, o maior nível desde 2012 e um aumento de 26% em relação a 2016, uma divisão razoavelmente uniforme entre plantas municipais e industriais. A dessalinização de água de alimentação de baixa concentração, como água residual e água superficial de baixa concentração, cresceu quase 25% da capacidade total em 2017, em comparação a aproximadamente 15% em 2016. A maior parte dessa capacidade é composta por grandes estações de tratamento de águas residuais na China e na Índia. O manual também relata que o mercado de dessalinização industrial cresceu 21% em capacidade contratada entre 2016 e 2017. O aumento da atividade em petróleo e gás upstream e downstream representou mais de um terço da capacidade industrial contratada em 2017, enquanto o aumento dos preços das commodities revitalizou a atividade de dessalinização na indústria de mineração, com 201.000 m3/dia de nova capacidade contratada somente no primeiro semestre de 2018. A indústria de microeletrônica também está criando oportunidades para tecnologias de dessalinização, com capacidade contratada neste setor mais do que dobrando entre 2016-2017. Do ponto de vista geográfico, a capacidade contratada no Oriente Médio - o maior mercado de dessalinização - caiu de 2016 para 2017, mas foi compensada em 2018 com a concessão de vários grandes projetos.

21 de janeiro, 2019
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PRÊMIO
IDA anuncia vencedores em congresso

A International Desalination Association (IDA) divulgou os vencedores dos prêmios relacionados ao Programa Técnico do Congresso Mundial da IDA 2017, realizado em São Paulo. Os prêmios para os melhores trabalhos orais e escritos apresentados contemplaram cinco categorias e foram selecionados por membros do Comitê de Concessões do Congresso Mundial. Na categoria State-of-The-Art o vencedor foi Sahil R. Shah, M.Sc, Aluno de Pós-Graduação, Laboratório de Engenharia e Pesquisa Global, Massachusetts Institute of Technology, EUA, com o projeto "Design Ótimo de um Sistema de Eletrodiálise em Lote para Desalinização Doméstica". Em Inovação, o contemplado foi Sergio Salinas Rodríguez, M.Sc, Ph.D., Professor Titular do IHE Delft Institute for Water Education, Engenharia Ambiental e Departamento de Tecnologia da Água, Países Baixos, por "Um novo método de avaliação do crescimento bacteriano nos sistemas SWRO: desenvolvimento de métodos e aplicações. Em Pesquisa & Desenvolvimento o vencedor foi Raphael Rodrigues, Ph.D., Professor Assistente da Escola Politécnica de Engenharia da Universidade de São Paulo, Brasil, para "Reutilização direta de água potável no Brasil - Um estudo de planta piloto", enquanto que em Meio Ambiente e Sustentabilidade foi premiado Sylvain Donnaz, B.S, Engenheiro de Desenvolvimento Estratégico, Infraestrutura de Tratamento Internacional da Suez, França, por "Infraestrutura sustentável para reutilização de água na agricultura: A ETAR de Samra na Jordânia". A última categoria premia o melhor Líder Jovem. Neste caso, o vencedor foi Nicholas Charles Nelson, B.Eng, Chefe do Centro de Competências para Tratamento de Água, Omya International, Suíça, pelo projeto "Avaliação Tecnoeconômica e Teste Piloto de Novo Processo de Estabilização para Água Desalinizada". A Almar Water patrocinou o Prêmio Emerging Leader Achievement Award em Desalinização e Reutilização de Água no Congresso Mundial deste ano, feito para um membro do Programa de Jovens Líderes da IDA, com um prêmio monetário de US$ 5.000. O vencedor, em 2017, foi Steven Lam, gerente de departamento NPI, Gradiant Corporation, Estados Unidos.

9 de novembro, 2017
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DESSANILIZAÇÃO
Cidades irão depender de processo

A ACCIONA – grupo global de origem espanhola e especializado em promoção desenvolvimento e gestão de infraestruturas, água, serviços e energia renovável -, e uma das principais empresas do mundo em projetos de dessalinização da água do mar, participou da palestra “Plantas de Dessalinização ao redor do mundo: desafios e facilidade” durante a Fenasan 2017. Virgínia Sodré, responsável pelo desenvolvimento de negócios da Acciona Agua no Brasil - divisão da empresa para o setor de saneamento e gestão hídrica, disse que um dos principais gargalos da infraestrutura brasileira é a gestão correta dos recursos hídricos. “Num futuro não tão distante, populações inteiras, em diversas cidades do País, dependerão de projetos de dessalinização da água do mar e de reuso de água residual para terem água potável”, observa Virgínia. Em sua palestra, ela abordou o uso da expertise da Acciona em projetos de dessalinização, realizados para garantir água potável em diversos países. A ACCIONA é pioneira no desenvolvimento da técnica de osmose inversa para plantas de dessalinização da água do mar e água salobra. A empresa pode atuar em todas as fases de construção de uma planta de dessalinização, seja para municípios ou indústrias privadas, desde o design, construção e instalação, até a operação e manutenção da estação. No mundo, a ACCCIONA tem mais de 75 estações de dessalinização, em países como a Espanha, Austrália, Itália, Reino Unido, EUA, Qatar e Arábia Saudita, que servem como referência para o setor, com uma capacidade combinada de 2,7 milhões de m³ de água tratada por dia, abastecendo mais de 13,4 milhões de pessoas.

10 de outubro, 2017
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AGÊNCIA REGULADORA
Ricardo Andrade assume direção da ANA

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, empossou no dia 11 de julho Ricardo Medeiros de Andrade como novo diretor da Agência Nacional de Águas (ANA). Medeiros atua na ANA desde 2007 e será, agora, o responsável pela área de gestão do órgão. O mandato tem quatro anos de duração, prorrogável por mais quatro. “A indicação pelo ministro Sarney Filho trouxe muita satisfação pela demonstração de confiança. Portanto, será uma honra poder contribuir com a ANA nas tarefas complexas que a Agência tem para cumprir”, afirmou Andrade. O novo diretor irá fortalecer as parcerias já em andamento com órgãos estaduais e de bacias hidrográficas na gestão dos recursos hídricos, além de reforçar instrumentos de gestão como o pagamento por resultado. “Sem excluir estratégias tradicionais, mas dando ênfase à meritocracia”, completou o diretor. Engenheiro civil graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ricardo Andrade atua na ANA desde 2007. Na Agência, foi coordenador de iniciativas como o Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (PROÁGUA Nacional) e de Desenvolvimento do Setor Água (INTERÁGUAS) e o GEF Amazonas. Em 2009, foi indicado para comandar a Superintendência de Implementação de Programas e Projetos (SIP), onde coordenou a manutenção e a execução de iniciativas como o Programa Produtor de Água, criado pela ANA em 2001 e que conta, hoje, com mais de 40 projetos implementados no Brasil, beneficiando mananciais usados para abastecimento de grandes cidades; o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (PRODES), que desde seu lançamento, também em 2001, já contratou mais de 80 empreendimentos que atenderam a cerca de 9 milhões de brasileiros e desembolsou mais de R$ 400 milhões pelo esgoto tratado; entre outras ações. O novo diretor é também um dos governadores do Conselho Mundial da Água, instituição que organiza o Fórum Mundial da Água juntamente com o país anfitrião do evento. “Será a primeira edição do Fórum na era moderna a ser realizada em um país em desenvolvimento. Será, portanto, uma excelente oportunidade para que nós possamos compartilhar experiências, discutir problemas e buscar soluções para eles, em parceria com todas as regiões do mundo”, afirmou Medeiros.

24 de julho, 2017
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ESPECIAL ÁGUA
A crise hídrica já passou?

O Brasil, maior potência hídrica do mundo, com 12% das reservas de água doce do planeta e que detém em seu subsolo dois dos maiores aquíferos do mundo, está longe da chamada “zona de conforto”. O país, de dimensões continentais e realidades distintas nas cinco regiões geográficas, precisa resolver com urgência os graves problemas de distribuição e degradação ambiental para garantir atendimento à demanda futura. Uma das possibilidades que começa a se mostrar, nesse sentido, é a infraestrutura verde, que reforça a conservação das florestas, dos rios, das nascentes e do manejo do solo, como forma de valorizar os serviços naturais de disponibilidade hídrica – aspectos que também devem ser observados sob o ponto de vista da Lei Nacional das Águas, que está completando 20 anos. Para discutir essas questões, a The Nature Conservancy (TNC) reuniu, em São Paulo, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, o coordenador da Rede de Recursos Hídricos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Percy Soares Neto, e o gerente nacional de Água da TNC, Samuel Barrêto que, sob a coordenação da jornalista Rosana Jatobá, falaram sobre os caminhos para ampliar a segurança hídrica no Brasil. O site Saneamento Ambiental ( www.sambiental.com.br ) acompanhou o encontro e publica os principais trechos desse debate. Percy Soares: Iniciativas são valorosas, mas precisam de escala Percy Soares Neto, coordenador da Rede de Recursos Hídricos da Confederação Nacional da Indústria, organismo que procura articular os mais de 500 representantes do setor industrial com os colegiados de recursos hídricos, ressaltou como primeiro desejo a vontade que o debate dos 20 anos da Lei das Águas seja mais efetivo que o debate dos primeiros 10 anos, quando as discussões não se traduziram em ações objetivas. A indústria entende que, ao estar dentro dos mais diversos colegiados, incentiva o avanço da PNRH. Conforme explicou Soares Neto, o protagonismo de gestão de águas no Brasil veio dos Estados (na União, a água era parte da agenda do setor elétrico/DNAE), que começaram a instalar um sistema de gestão um pouco mais democrático entre Governo e sociedade, dando origem aos primeiros comitês de bacias, ao uso múltiplo, descentralizado, o que vai até a aprovação da Lei nº 9433. Em 2000, acontece a criação da ANA – Agência Nacional das Águas e um dos maiores ganhos é que a água sai da política setorial e ganha o status de uso múltiplo, passando a conceder as outorgas para os setores de energia, saneamento e irrigação. Nessa revisão, Soares Neto afirma que a ANA revitaliza o diálogo federativo, mas mostra a fragilidade de discussão dos comitês de bacias, ressaltando os problemas de eficiência, especialmente nos planos de recursos hídricos com materialização frágil. E iniciativas como infraestrutura verde (com o Programa Produtor de Águas), compra de efluente tratado para reuso de água, além de outras ideias inovadoras, acabam não entrando no plano institucional. Esse é um desafio importante dos 20 anos da Lei das Águas: reconhecer que à margem da institucionalidade da gestão das águas tem muita iniciativa valorosa, inovadora e criativa de grandes empresas, que precisam ganhar escala para entrar na gestão de águas do Brasil. Para Soares Neto, um dos destaques positivos é que nos últimos 20 anos houve grande avanço em termos de tecnologia da informação: “temos condições de fazer análises e quantificações com muito mais detalhes e melhor qualidade de planejamento, tanto para o setor empresarial para identificar a disponibilidade hídrica de regiões específicas, quanto para o gestor público da água conhecer as limitações de trechos específicos de rios ou de bacias inteiras. Nesse aspecto o Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos editado pela ANA é um bom exemplo de ferramenta, com suas informações precisas. É o momento de avançar a discussão, pois em 20 anos a Lei das Águas mostrou que em situações de crise ainda não consegue dar respostas tão rápidas aos problemas que se mostram”. Samuel Barreto: Uma das leis mais modernas do mundo Samuel Barrêto, gerente de Águas da TNC e coordenador da Coalizão Cidade pelas Águas, baseando-se na sua vivência internacional sobre o assunto, destacou que a Lei das Águas brasileira é uma das modernas do mundo, mas que tem grande caminho ainda a percorrer e o desafio será encontrar elementos de convergência. Hoje existem mais de 250 comitês de bacias no Brasil funcionando em graus diferentes de implementação, mas atuando em prol da gestão dos recursos hídricos. A participação social é outra quebra de paradigma da lei, embora ainda com dificuldades de representatividade, mas que trouxe um ambiente interessante de aprendizado e de controle social. Os instrumentos de gestão também foram lembrados pelo especialista da TNC, que os classificou como um dos aparatos mais poderosos no plano de bacias, no enquadramento dos corpos d’água, na licença de uso da água, na organização da cobrança pelo uso do sistema de informação e monitoramento. Barrêto citou ainda que os prognósticos são desafiadores: “de acordo com a ONU/Unesco, nos próximos 15 anos deverá acontecer uma redução de 40% da oferta de água, seja por degradação dos sistemas aquáticos, por sobreuso, ou pelo desafio conceitual de infraestrutura. Sendo assim, a conservação é um aliado poderoso para promover desenvolvimento econômico e social”. A TNC lançou um estudo realizado em 4 mil cidades do mundo inteiro, batizado no Brasil de “Além do Manancial – benefícios sociais e econômicos”, que mostra como a conservação ambiental pode auxiliar na parte econômico-social. De acordo com Barrêto, um investimento per capita anual de R$ 6,00 geraria um benefício para 1,4 bilhão de pessoas, sendo possível em pelo menos 25% dessas cidades recuperar integralmente os investimentos realizados em infraestrutura verde. Outro problema citado pelo especialista da TNC é a barreira conceitual dos elementos de conservação na agenda de água e de desenvolvimento – “parece que são questões antagônicas e não há uma preocupação quanto ao desmonte da política ambiental brasileira”. Barrêto lembrou ainda que em janeiro de 2015 havia apenas 4% de água disponível no Sistema Cantareira e não havia um plano B. Hoje Brasília vive uma situação dramática e isso deve se intensificar com a continuidade de uso do modelo business as usual, ou o modelo romano de buscar água em distâncias cada vez maiores, a elevados custos, gerando conflitos de interesse. “É preciso pensar de forma mais inteligente o balanço entre oferta e demanda, pois já estamos usando mais do que os sistemas têm capacidade de repor. Esse é um cenário que deve se acentuar nos próximos anos e os prognósticos mostram isso”, reforça o gerente da TNC. A conservação ambiental ou a infraestrutura verde é elemento fundamental na agenda dos recursos hídricos, mas ainda aparece de forma periférica. Uma forma de convencimento são os indicadores de gestão, que precisam ser traduzidos para a sociedade, que em sua maioria desconhece a política da água. É o momento de estabelecer diálogos de relevância e ações concretas entre os diversos setores. O movimento Coalizão Cidade Pelas Águas, tema estratégico para a TNC no Brasil e no mundo, conta com uma plataforma latino-americana de água, desenvolvida em parceria com outros organismos, que traz uma análise de regiões com mais de 25 milhões de habitantes que enfrentam estresse hídrico e onde as intervenções de infraestrutura verde podem dar maior resultado. Num ranking de 25 regiões, duas delas estão no Brasil e representam 45% do PIB do País. De acordo com o estudo, pelo menos 40% dos mananciais das cidades listadas estão degradadas. Em São Paulo, esse índice sobe para70% e áreas importantes para a produção de água em estado avançado de degradação não têm como cumprir seu papel. A iniciativa pretende recuperar, proteger e conservar essas áreas, estimulando a participação de proprietários rurais, o que tem acontecido sem conflitos. “É preciso entender a importância de proteger essas áreas e mostrar que vale a pena pagar por isso, o que é seis vezes mais barato que buscar água cada vez mais longe ou adicionando insumo químico para tratar e recuperar a degradação. Essa inversão de lógica precisa ser mostrada, assim como o compromisso das empresas privadas de aprimorarem sua gestão sustentável de água e também da sua cadeia produtiva”, defende Barrêto. O caminho é longo e inclui questões como saneamento, uso da água na irrigação – que deve crescer mais de 9 vezes, segundo estimativas do Plano Nacional de Recursos Hídricos, e da geração de energia. Sem a proteção das fontes, esses usos estão comprometidos. Vicente Andreu: Foco na gestão dos recursos hídricos Vicente Andreu, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), ressalta que este é um momento importante para a gestão de recursos hídricos – “na Constituição de 1988 o Brasil fez a correta opção de criar um sistema de recursos hídricos diferente dos demais. Naquela ocasião, o sistema de gerenciamento de recursos hídricos ganhava identidade própria, um caminho correto pela diversidade e pelo tamanho do País, que impedem o tratamento da água de maneira idêntica em todo o território brasileiro. Cada realidade deve ser olhada de acordo com suas diferenças regionais”. Outra decisão correta do setor, segundo Andreu, foi a criação da ANA e sua vinculação ao Ministério do Meio Ambiente, “embora existam pontos onde é preciso fazer uma distinção entre a racionalidade do uso da água e a lógica do sistema ambiental brasileiro preservação e conservação, mais que de uso da água”. No avanço dos últimos anos a ANA se especializou “e, nesse processo – contínuo, necessário e permanente, o tema da água passou a ser visto muito mais em função dos seus usos do que propriamente por uma concepção geral de preservação. A água é tida como saneamento, como rotor da energia, na agricultura como segurança alimentar e por aí afora”, lamentou Andreu. Mas em duas regiões br

22 de março, 2017
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POLLUTEC
BNDES e gestores debatem saneamento

Newton de Lima Azevedo, governador brasileiro do Conselho Mundial da Água, Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e Arian Bechara, chefe do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES, participam do debate “ Implementa çã o da Gest ã o Integrada da Á gua ”na Pollutec Brasil, feira de tecnologias ambientais mundial, que acontece entre os dias 12 e 15 de abril no Anhembi. O “Implementação sobre Gestão Integrada da Água”terá mediação de Newton Azevedo, além da participação de João Carlos Mello, Presidente da Thymos Consultoria, James Miralves, consultor sênior em gestão de resíduos da PHEBEE Consulting e Ana Flávia, representante do Parlamento Nacional da Juventude pela Água (PNJA). Antes dos debates, haveráuma exposição feita por Jean-François Donzier, Diretor-geral do Office International de l’Eau, organização francesa que foca a importância da capacitação técnica e gerencial dos profissionais de saneamento. O debate seráorganizado pelo movimento Rumo a Bras í lia 2018 , iniciativa da se çã o Brasil do Conselho Mundial da Água que prevêuma série de ações preparatórias ao Fórum trianual da entidade, a ser realizado daqui a dois anos na capital federal. O debate integra o fórum “ Cuidando do Futuro ” , evento simultâneo àfeira que discutirácases, desafios e oportunidades ligados ao desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo. No dia 14, às 11h30, o debate foca na garantia no futuro da água para abastecimento e uso industrial, e o papel fundamental desempenhado por boas práticas em áreas correlatas àgestão hídrica —financiamento e viabilização de projetos, gestão de resíduos e efluentes, energia (matrizes geradoras/consumo), conscientização socioambiental. Desenvolvido em parceria com a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), o fórum “Cuidando do Futuro” promoverá 32 palestras em quatro dias. Integram o painel empresas como Suez, Solví, Estre ambiental, Thermo Fisher, Nalco / Ecolab, Mizumo,Pellenc e Actemium, além de diversas entidades ligadas ao setor ambiental —Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos), Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), Abrecon (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição), Abal (Associação Brasileira do Alumínio) e Abividro (Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro). A programação completa do evento pode ser conferida no http://www.pollutec-brasil.com/Eventos-Simultaneos/Forum-Cuidando-do-Futuro . Nos dias 12 e 13, o Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon) promoverána Pollutec o 6º Encontro Nacional das Águas (6º ENA) onde serádebatida a troca de experiências e soluções para a expansão dos serviços. A programação está disponível no link http://www.abconsindcon.com.br/ena/programacao ). No dia 14 estáprevista visita técnica ao Aquapolo, projeto de água de reuso construído a partir de parceria entre Sabesp e Odebrecht Ambiental, que é o maior empreendimento do tipo na América do Sul. A Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), organiza o Encontro Internacionais de Neg ó cios da Pollutec Brasil . No estande da Rede CIN, o público terá contato com projetos e serviços oferecidos pelas empresas do segmento de Meio Ambiente e Tecnologias de Produção Limpa do Sistema Indústria, que ajudam o setor produtivo a desenvolver inovações e soluções ambientais. A expectativa épromover pelo menos 200 encontros de negócios. A Pollutec Brasil acontece simultaneamente à Feicon Batimat 2016, evento do mercado de construção civil. Maiores informações sobre a Pollutec podem ser obtidas no http://www.pollutec-brasil.com/

5 de abril, 2016
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SANEAMENTO
Fenasan reúne especialistas em São Paulo

Começou ontem, em São Paulo, o 26 º Congresso Nacional de Saneamento e Meio Ambiente/ Fenasan (Feira Nacional de Saneamento Ambiental), sob o tema “A crise da água e suas consequências no séc. XXI”, com palestra ministrada pelo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, que abordou a necessidade de se constituir um capital cívico, pautado pela confiança da sociedade nos poderes públicos e pelo exercício da cidadania. Kelman atribuiu a crise hídrica às intempéries climáticas, com a maior seca em mais de oito décadas e relatou o enfrentamento com as medidas adotadas pela Sabesp, como a concessão de bônus e campanhas de conscientização para a sociedade, bem como ações trabalhadas pelo corpo técnico da empresa, como as obras de interligação de sistemas de distribuição de água; as ampliações de estações de tratamento e construção de adutoras. Em âmbito interno, informou que a Sabesp estrutura um planejamento estratégico, focado na detecção de problemas de abastecimento, gestão de perdas, destinação de recursos e contratos de programas, que priorizam o tratamento de água e esgoto para a população, além de uma revisão com a agência reguladora de saneamento para questões tarifárias. No ano passado, a produção de água potável da companhia foi 28% menor em comparação ao volume registrado em 2013 – com isso, o faturamento da companhia também foi menor, informou Kelman, sem mencionar valores. Na ocasião, o presidente da AESabesp Reynaldo Young Ribeiro presenteou o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, com um guarda-chuva, reforçando sua esperança de que o brinde seja bastante utilizado. A Feira deste ano conta com cerca de 250 estandes, com a estimativa de recebimento de 20 mil visitantes. Os expositores estão convictos que terão bons volumes de negociação de seus produtos e serviços.

5 de agosto, 2015
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ÁGUA
7º Fórum Mundial recebe mais de 30 mil pessoas

Com a participação de mais de 30 mil pessoas, de 168 países, a cidade de Daegu, Coreia do Sul, sediou, entre os dias 12 e 17 de abril, o 7º Fórum Mundial da Água, que teve como temática central “Water For Our Future”, água para nosso futuro, um amplo debate sobre a questão dos recursos hídricos e ações para preservação do insumo. O Brasil, que receberá o 8º Fórum Mundial da Água em 2018, esteve presente com uma comitiva composta por 100 pessoas, entre representantes da academia, empresariado e parlamentares. Para Newton de Lima Azevedo, vice-presidente da ABDIB e Governador do Conselho Mundial da Água, o evento aconteceu no momento em que o tema água recebe grande visibilidade perante a sociedade brasileira, devido ao atual cenário de crise hídrica e à grande prioridade que deve ser conferida ao saneamento. “O Brasil recebeu muitas visitas em seu pavilhão e o interesse de muitos países em apoiar o Fórum de Brasília, que será concebido num estilo americano – a ideia é atingir cerca de 400 milhões de habitantes da América do Sul, onde questões como gestão, tecnologia e soluções para água necessitam de grande avanço”, destacou o Governador da Água. Fazendo um balanço do evento, o sócio diretor da GO Associados, Gesner Oliveira, salientou que entre os painéis realizados durante o Fórum, um dos que chamou a atenção foi que falava sobre a criação do Ministério das Águas, “uma espécie de símbolo da importância que a água deve assumir na política pública”. Outro aspecto interessante foi o processo de inovação que está acontecendo em várias partes do mundo, ações que podem ser adaptadas no Brasil. No painel sobre a América Latina, Gesner citou a experiência dos diferentes países latino-americanos, destacando que o problema não é necessariamente falta de dinheiro, mas uma questão de gestão, de planejamento e de boa regulação – “é um problema mais institucional e menos de recursos naturais, físicos ou humanitários”. Para o diretor da GO Associados, a atual crise hídrica verificada em algumas regiões do Brasil teve o mérito de chamar a atenção das pessoas para a necessidade de adotar novos padrões de comportamento perante a água: “não é só um problema do Governo ou do Estado e sim de toda a sociedade. Temos que nos concentrar agora numa forma de engajar as ONGs, as empresas, universidades e centros de pesquisa nesse esforço de organizar o encontro em Brasília”. “Rumo à Brasília 2018” Existe grande expectativa em relação ao Fórum de Brasília e, segundo ressalta Newton Azevedo, é preciso ousar um pouco mais: “os sete fóruns anteriores adotaram procedimentos burocráticos que acabaram cerceando a participação da sociedade no processo que define os assuntos a serem discutidos. O encontro no Brasil, em 2018, será o primeiro Fórum Mundial da Água no hemisfério Sul e a ideia do projeto ‘Rumo à Brasília’ objetiva preencher o vácuo que existe entre o final de um fórum e o início do outro. Queremos aproveitar essa sensibilização que já existe da sociedade sobre o tema água e tornar isso uma discussão organizada e programada, baseada em alguns ciclos”. O primeiro é a realização de um “road show” em seis ou sete cidades brasileiras que representem as regiões do Brasil e a visão da água dentro de seus conflitos de uso (abastecimento humano, industrial, agricultura, saúde); o segundo seria a organização do “Water Fun Fest” – evento de uma semana onde a sociedade, de forma lúdica, poderia interagir com o tema água como insumo básico. A ideia do projeto é motivar e atrair diversos atores a discutirem o tema água. Newton Azevedo reforça a necessidade de um planejamento integrado dos recursos hídricos, já que 70% do uso é agricultura, 20% indústria e somente 10% abastecimento humano – não há como discutir as questões de forma isolada. Nesse aspecto, Gesner Oliveira ressaltou as experiências bem sucedidas apresentadas durante o 7º Fórum, como a narrativa do Japão que nos fins dos anos 60, início dos anos 70, passou por um procedimento de racionamento de água para atingir hoje uma situação de segurança hídrica bastante importante e com níveis de perdas de apenas 2% a 3%. Também chamou a atenção do diretor da GO Associados a mudança tecnológica e a redução de custos de alternativas como a dessalinização presentes em várias partes do mundo, assim como ações de educação ambiental e consumo racional da água, além da adoção de equipamentos simples e portáteis que fazem a rega de jardins com água de reuso. Principais temas da Declaração de Daegu Newton Azevedo elencou sete principais temas que fazem parte da Declaração de Daegu, a seu ver, como a questão do planejamento integrado dos recursos hídricos – “nesse ponto o Brasil leva certa vantagem em razão de planos setoriais já elaborados, como o Plano Nacional de Saneamento, o Plano de Recursos Hídricos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas que ainda não se comunicam como deveriam. Com a integração destes, teríamos como definir uma política pública sobre água em nível de governo federal, onde se pudesse discutir o assunto segurança hídrica”. Na questão tecnológica, as práticas de reuso e dessalinização já existem há algum tempo e se o Brasil tiver a intenção de implantar um projeto de dessalinização dentro de cinco ou seis anos precisa começar a discutir agora o assunto. Outro ponto importante é a regulação, com o estabelecimento de um ambiente jurídico institucional saudável. A complementariedade de recursos públicos com os privados – já temos exemplos de sucesso de PPPs. Um novo olhar sobre as mudanças climáticas também será objeto de destaque no documento, assim como maior atenção ao aspecto capacitação, melhor gestão e requalificação de cada nível dos funcionários que atuam no setor . Durante o 7º Fórum Mundial da Água foi assinado um ofício para criação do Centro Hydros de Formação e Qualificação para atuar na capacitação dos funcionários na base da pirâmide, ou seja, a fase operacional das empresas de saneamento. Para Newton Azevedo, os pontos citados estão de acordo com as necessidades brasileiras do momento e algumas soluções já podem começar a ser implementadas.

23 de abril, 2015