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DESSANILIZAÇÃO

Cidades irão depender de processo

A ACCIONA – grupo global de origem espanhola e especializado em promoção desenvolvimento e gestão de infraestruturas, água, serviços e energia renovável -, e uma das principais empresas do mundo em projetos de dessalinização da água do mar, participou da palestra “Plantas de Dessalinização ao redor do mundo: desafios e facilidade” durante a Fenasan 2017. Virgínia Sodré, responsável pelo desenvolvimento de negócios da Acciona Agua no Brasil - divisão da empresa para o setor de saneamento e gestão hídrica, disse que um dos principais gargalos da infraestrutura brasileira é a gestão correta dos recursos hídricos. “Num futuro não tão distante, populações inteiras, em diversas cidades do País, dependerão de projetos de dessalinização da água do mar e de reuso de água residual para terem água potável”, observa Virgínia. Em sua palestra, ela abordou o uso da expertise da Acciona em projetos de dessalinização, realizados para garantir água potável em diversos países. A ACCIONA é pioneira no desenvolvimento da técnica de osmose inversa para plantas de dessalinização da água do mar e água salobra. A empresa pode atuar em todas as fases de construção de uma planta de dessalinização, seja para municípios ou indústrias privadas, desde o design, construção e instalação, até a operação e manutenção da estação. No mundo, a ACCCIONA tem mais de 75 estações de dessalinização, em países como a Espanha, Austrália, Itália, Reino Unido, EUA, Qatar e Arábia Saudita, que servem como referência para o setor, com uma capacidade combinada de 2,7 milhões de m³ de água tratada por dia, abastecendo mais de 13,4 milhões de pessoas.

A ACCIONA – grupo global de origem espanhola e especializado em promoção desenvolvimento e gestão de infraestruturas, água, serviços e energia renovável -, e uma das principais empresas do mundo em projetos de dessalinização da água do mar, participou da palestra “Plantas de Dessalinização ao redor do mundo: desafios e facilidade” durante a Fenasan 2017. 
 
Virgínia Sodré, responsável pelo desenvolvimento de negócios da Acciona Agua no Brasil - divisão da empresa para o setor de saneamento e gestão hídrica, disse que um dos principais gargalos da infraestrutura brasileira é a gestão correta dos recursos hídricos. “Num futuro não tão distante, populações inteiras, em diversas cidades do País, dependerão de projetos de dessalinização da água do mar e de reuso de água residual para terem água potável”, observa Virgínia. Em sua palestra, ela abordou o uso da expertise da Acciona em projetos de dessalinização, realizados para garantir água potável em diversos países. 
 
A ACCIONA é pioneira no desenvolvimento da técnica de osmose inversa para plantas de dessalinização da água do mar e água salobra. A empresa pode atuar em todas as fases de construção de uma planta de dessalinização, seja para municípios ou indústrias privadas, desde o design, construção e instalação, até a operação e manutenção da estação. No mundo, a ACCCIONA tem mais de 75 estações de dessalinização, em países como a Espanha, Austrália, Itália, Reino Unido, EUA, Qatar e Arábia Saudita, que servem como referência para o setor, com uma capacidade combinada de 2,7 milhões de m³ de água tratada por dia, abastecendo mais de 13,4 milhões de pessoas. 

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ESGOTO
Acciona conclui sistema para Capibaribe

Por meio de sua linha de negócio de água, a Acciona em consórcio com a brasileira GEL concluiu as obras do Sistema de Esgotamento Sanitário de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Agora, o sistema está em fase de operação assistida e tem capacidade de vazão de 360 litros por segundo, devendo beneficiar 196 mil pessoas até 2037, conforme crescimento populacional local. A construção incluiu uma Estação de Tratamento Esgoto, quatro Estações elevatórias de esgoto e suas respectivas linhas de recalque e 17,8 Km de interceptores com 187 caixas de tempo seco. A parte estrutural do projeto da ETE e Elevatórios teve o consumo de cerca de 10.000m³ de concreto com aplicação de 840 t de aço, enquanto a execução de oito interceptores com diâmetros variados entre 150 e 1000 mm totalizou 17,8 Km de tubulações. A ETE conta com um supervisório para o controle e operação da estação e elevatórias e com um laboratório de análise para monitorar a qualidade do efluente tratado. Com o objetivo de garantir o bem estar das comunidades circunvizinhas, o consórcio instalou o tratamento de odor por carvão ativado em todas as unidades. O investimento foi de R$ 99 milhões em um projeto que englobou toda a engenharia executiva, obras e operação assistida durante um ano, o que já está em andamento. O projeto fez parte do Plano de Sustentabilidade Hídrica de Pernambuco - PSHPE e contou com o financiamento do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), deixando um importante legado ambiental para a Bacia do Rio Capibaribe e para a qualidade de vida e saúde da população local. No setor de saneamento, a Acciona atua no tratamento do ciclo integral da água para usuários finais nas áreas que vão desde a captação e depuração da água —incluindo a dessalinização — até o tratamento do esgoto e devolução ao meio ambiente. Atualmente, a companhia atende às necessidades de abastecimento de uma população de mais de 100 milhões de pessoas em mais de 30 países no mundo.

20 de julho, 2020
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SEGURANÇA HÍDRICA
Dessalinização e reúso devem crescer

Com a introdução do novo Manual de Segurança da Água da IDA, a Associação Internacional de Dessalinização (IDA) e a Global Water Intelligence (GWI) divulgaram a última visão para os mercados mundiais de dessalinização e reutilização de água. O documento mostra que após três anos – período onde o mercado de dessalinização permaneceu estável – 2019 deve ser o ano de maior crescimento de projetos de dessalinização desde o final dos anos 2000. O 31º inventário de dessalinização (que cobre de julho de 2017 a junho de 2018) aponta que a capacidade mundial instalada de dessalinização é de 97,4 milhões m³/dia, enquanto a capacidade total acumulada global é de 104,7 milhões m³ diários. Até junho de 2018, mais de 20 mil usinas de dessalinização haviam sido contratadas em todo o mundo. Em relação ao reúso, a capacidade global de reutilização contratada quase dobrou desde 2010, com a capacidade contratada acumulada aumentando de 59,7 milhões de m³/dia, em 2009, para 118 milhões de m³/dia, em 2017. "A IDA sempre defendeu soluções para a escassez de água apoiando o desenvolvimento da indústria de dessalinização e reutilização de água para garantir água sustentável e recursos naturais. Nas últimas décadas, nossa indústria alcançou uma importante redução nos custos não convencionais de água e aumentou a qualidade para garantir a sustentabilidade da água", afirmou Miguel Angel Sanz, Presidente da IDA. Dessalinização e reutilização da água são soluções de abastecimento ambientalmente corretas e estão em consonância com a economia circular da água. "As tendências que estamos vendo apontam para um amplo reconhecimento de que essas soluções avançadas de tratamento de água são essenciais para a saúde e o bem-estar das pessoas e das economias em todo o mundo, tanto agora como no futuro", disse Shannon McCarthy, Secretária-Geral da IDA. De acordo com Christopher Gasson, editor da GWI, o grande avanço recente está relacionado ao custo dos projetos de dessalinização. "Propostas de projetos na Arábia Saudita e Abu Dhabi viram o preço cair abaixo de US$ 0,50/m³ pela primeira vez, o que é uma ótima notícia”. Gasson espera que 2019 seja o melhor ano no mercado de dessalinização. Em termos de reutilização de água, os preços para água potável indireta estão na faixa de US$ 0,30 a US$ 0,40, mas o mercado ainda é retido pelas percepções do público. Os projetos de dessalinização crescem cada vez mais entre os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) – formado por Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein e Kuwait. De acordo com o Manual de Segurança Hídrica de 2018-2019, 1,9 milhão de m³/dia de capacidade de água do mar foram contratados no primeiro semestre de 2018, um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2017. Desde então, os licitantes preferidos surgiram em projetos que totalizam mais de 1 milhão de m³ diários em novas capacidades adicionais na região. No entanto, nem todas as grandes fábricas de água do mar contratadas estão localizadas no Oriente Médio. O maior empreendimento de dessalinização de água do mar listado no 31º inventário de dessalinização é o projeto de 378 mil m³/dia de osmose reversa de água do mar (SWRO) em Rosarito, México. Globalmente, a capacidade contratada de dessalinização de água salobra diminuiu 19% ano a ano, mas nos EUA a dessalinização de água salobra aumentou significativamente, totalizando 205.600 m³/dia, o maior nível desde 2012 e um aumento de 26% em relação a 2016, uma divisão razoavelmente uniforme entre plantas municipais e industriais. A dessalinização de água de alimentação de baixa concentração, como água residual e água superficial de baixa concentração, cresceu quase 25% da capacidade total em 2017, em comparação a aproximadamente 15% em 2016. A maior parte dessa capacidade é composta por grandes estações de tratamento de águas residuais na China e na Índia. O manual também relata que o mercado de dessalinização industrial cresceu 21% em capacidade contratada entre 2016 e 2017. O aumento da atividade em petróleo e gás upstream e downstream representou mais de um terço da capacidade industrial contratada em 2017, enquanto o aumento dos preços das commodities revitalizou a atividade de dessalinização na indústria de mineração, com 201.000 m3/dia de nova capacidade contratada somente no primeiro semestre de 2018. A indústria de microeletrônica também está criando oportunidades para tecnologias de dessalinização, com capacidade contratada neste setor mais do que dobrando entre 2016-2017. Do ponto de vista geográfico, a capacidade contratada no Oriente Médio - o maior mercado de dessalinização - caiu de 2016 para 2017, mas foi compensada em 2018 com a concessão de vários grandes projetos.

21 de janeiro, 2019
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IDA
Miguel Sanz assume presidência até 2019

A International Desalination Association (IDA) nomeou Miguel Angel Sanz, diretor de desenvolvimento estratégico de infraestrutura de tratamento da Suez, como seu novo presidente para o período 2017/2019. Sanz substituirá Emilio Gabbrielli, diretor de desenvolvimento de negócios da Toray no exterior, que trouxe o Congresso para a América Latina pela primeira vez. O Congresso Mundial da IDA acontece entre 15 e 20 de outubro no Sheraton World Trade Center de São Paulo. Jair Vieira Tannus Junior, secretário de recursos hídricos e qualidade ambiental no Ministério do Meio Ambiente (MMA) disse que o programa Agua Doce trará água dessalinizada para meio milhão de pessoas até 2019. O programa pode promover acesso à água potável para diversos municípios através da dessalinização com controles ambientais, sociais e técnicos apropriados. "A água é definida como uma propriedade pública no Brasil e deve ser gerenciada como parte do meio ambiente, descentralizada e participativa. A dessalinização se enquadra como parte de uma agenda global de desenvolvimento sustentável", disse Junior. Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água e secretário de recursos hídricos do estado de São Paulo, comentou que após a crise hídrica de 2014 o estado de São Paulo tem compartilhado conhecimento e tecnologia com outras partes do Brasil e publicou novos regulamentos avançados sobre reutilização de água. "A crise da água ajudou a população a entender que eles tiveram que usar a água com mais cuidado, impulsionaram os desenvolvimentos tecnológicos e fizeram as pessoas perceberem que a dessalinização e a reutilização serão uma parte importante da solução", disse Braga. O plenário de abertura do Congresso Mundial da IDA 2017 também falou sobre a política de dessalinização e reutilização de água em outras partes do mundo, de Abdullah bin Ibrahim Al Abdulkaim, vice-governador, planejamento e desenvolvimento, na SWCC na Arábia Saudita; Niu Bo, diretor, departamento de conservação de recursos e proteção ambiental, China; e Yousef Ebrahim Al Akraf, vice-presidente executivo da DEWA, Dubai.

30 de outubro, 2017
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PERDA DE ÁGUA
Suez mostra cases de combate na Fenasan

Durante a Fenasan 2017, a Suez apresentou resultados de contratos de performance para combater o desperdício de água tratada em São Paulo e Pernambuco. De acordo com o engenheiro Flávio Lemos, diretor de Serviços da Suez Brasil, a prestação de serviços de controle de perdas de água potável para companhias estaduais tem se mostrado um negócio extremamente vantajoso, pois tem permitido às operadoras atender melhor a demanda de seus usuários sem precisar expandir sua produção. “Há 10 anos estamos atuando com a Sabesp e vimos aperfeiçoando juntos esse tipo de contrato”, informou. “Nosso desempenho vem melhorando paulatinamente, prorrogando a vida útil dos ativos, reduzindo os custos de energia e aumentando a eficiência do abastecimento da população. A expectativa é que essa evolução também ocorra na relação com a Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) no trabalho de redução de perdas em Olinda.” Lemos afirmou que as soluções tecnológicas exclusivas da Suez oferecidas a clientes, como gerenciamento dos sistemas de abastecimento de água em tempo real, com consumo de energia otimizado e monitoramento digital de todos os processos, está ajudando as cidades a se prepararem para se tornar inteligentes: "Em 2050, 66% da população mundial viverá nas cidades," diz o diretor de Serviços da Suez Brasil. "Os centros urbanos vão competir cada vez mais para atrair visitantes, moradores, empresas e investimentos. E só as cidades que atenderem às expectativas de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos é que se serão bem sucedidas".

10 de outubro, 2017
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SANEAMENTO
Brasil apresenta condições de investimentos

O diretor presidente da Acciona no Brasil, André Clark Juliano, comentou, durante o evento “As Soluções para o Saneamento Básico e os Recursos Hídricos no Brasil”, realizado pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), em São Paulo, que o Brasil apresenta diversas oportunidades de investimentos, com novos projetos greenfield e um grande mercado para expansão. Segundo ele, há muito capital internacional disponível, o que pode acelerar essa interação entre o setor público e privado, no contexto das Leis das Estatais e do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). Entretanto, o executivo citou pontos como a governança heterogênea e fragmentada da gestão da água, a falta de planejamento e de transparência, a estrutura tarifária, a regulação difusa, a ineficiência do setor, a falta de projetos básicos e de definição das prioridades e respectivos prazos, além da falta de garantia de prazo para liberação dos recursos (Caixa Econômica, BNDES) e a própria estrutura dos editais como entraves para aportes no setor. “No Brasil, as perdas na gestão da água chegam a R$ 10 bilhões/ ano, enquanto a média de investimento é cerca de R$ 8,5 bilhões”, disse Clark. Na visão de Clark, uma tarefa primordial do BNDES é estruturar as transações para o setor de saneamento de forma que contemplem mais municípios em cada projeto, como forma de atrair investimentos de maior porte. “Para investir, precisamos de clareza nas responsabilidades e na regulação do setor, projetos mais estruturados, mais garantias e um melhor entendimento entre os setores público e privado. Os investidores estrangeiros deste setor se interessam por ativos maiores do que apenas disputar uma única concessão”, ressaltou o diretor presidente da Acciona no Brasil. “A lei das Estatais melhora as parcerias, mas muitas chamadas para as empresas participarem dão apenas dois meses para se avaliar o investimento, quando este deve ser muito bem analisado, por se tratarem de projetos de 40 anos”, exemplificou. Entre as prioridades mencionadas pelo diretor presidente da Acciona estão a necessidade de planejamento estratégico das bacias, de se olhar a questão do esgotamento sanitário como matéria-prima, a necessidade de melhoria da eficiência na distribuição da água, com controle de perdas e exploração de novos mananciais; a importância de diversificação da matriz para solucionar a crise hídrica a partir de uma visão de médio e longo prazo; os projetos waste to energy, bem como a possibilidade de se investir em tecnologia, cuja aplicação ainda é limitada no País.

21 de março, 2017
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DESSALINIZAÇÃO
Cubatão ganha primeira planta

A empresa britânica de água Hydrology vai construir e operar uma planta de dessalinização “ajustável” para o polo industrial da Unigel, em Cubatão (SP). O contrato no valor de US$ 616 mil terá validade de dez anos. A informação é do portal www.desalination.biz “Financiamos nossos projetos com a criação de títulos específicos “water bonds”. Muitas pessoas que precisam dessas plantas não conseguem empréstimos de bancos devido à crise financeira”, disse Chris MacNee, chefe executivo da Hydrology. “É um ótimo lugar para estar, para quem quer obter financiamentos e, particularmente para este tamanho de projeto, existem oportunidades em títulos, desde que sejam contratos de longo prazo de, digamos, 10 a 15 anos”. O Consórcio PCJ foi uma das primeiras entidades brasileiras a cogitar a viabilidade de dessalinização para resolver os problemas de acesso à água e de disponibilidade hídrica. Ao final de 2014, no momento mais grave da crise hídrica, o Consórcio realizou estudo de viabilidade e custos para dessalinizar a água no litoral paulista e enviá-la para o Sistema Cantareira, que na época operava com a reserva técnica (volume morto). A parceria com autoridades israelenses permitiu visita técnica a Israel em outubro de 2015, onde conheceu de perto Soreq, a maior usina de dessalinização do país, com capacidade para tratar 150 milhões de metros cúbicos anuais de água salina, o equivalente a 7 m³/s. Na ocasião, representantes do Consórcio PCJ realizaram reunião com o gerente de desenvolvimento de negócios de Sorek, Fredie Lokie, com o objetivo de desenvolver um projeto vitrine dessa tecnologia no Brasil. Retornando de Israel, o Consorcio PCJ entrou em contato com o Presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias, o engenheiro Lupercio Ziroldo Antônio, solicitando apoio para a localização de local viável e de parceiros, para implantar uma “Estação de Dessanilização de Porte Médio”, em nosso país. A iniciativa encontra-se em estudo ainda. A estratégia é abastecer o litoral do Brasil com água dessalinizada para que as fontes no interior do continente fiquem reservadas para regiões com estresse hídrico.

20 de julho, 2016
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FENASAN
A experiência da Califórnia no combate à seca

Garantir o abastecimento das cidades com água potável, em meio ao grande crescimento da população, períodos de seca e deficiências nos investimentos em infraestrutura, é hoje um dos principais desafios para todos os países. No Brasil, a falta de água, com a forte seca em 2013 em 2014, atinge os principais reservatórios há mais de um ano, principalmente no Estado de São Paulo. O Estado da Califórnia, nos EUA, também vive uma de suas piores secas, desde 2012. As medidas para enfrentamento do período de estiagem no Estado americano foram tema de uma mesa-redonda realizada ontem durante a 26ª edição da Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan). O debate, promovido pela consultoria GO Associados, em parceira com o Instituto das Américas, contou com a coordenação de Carlos Alberto Rosito, senior advisor da consultoria e membro da Associação Internacional da Água (IWA) e de Jamal Khokhar, presidente do Instituto, além de Allison Lassiter, doutora em planejamento ambiental pela Universidade de Berkeley e editora do livro “Sustainable Water: Challenges and Solutions”, que fez a explanação das práticas adotadas pelo governo californiano e de como as 400 agências responsáveis pelo abastecimento de 90% dos municípios da Califórnia têm atuado para reduzir em 25% o seu consumo de água, em resposta às restrições fixadas pelo governador Jerry Brown. Para garantir a eficácia da meta, foram previstas medidas punitivas, incluindo multas que podem chegar até US$ 10.000. O debate contou com as presenças de Shimon Constante, da empresa israelense Miya Group, especialista na redução de perdas de água; Lee Mackey, pesquisador da Universidade da Califórnia (UCLA) em planejamento ambiental; Carlos Roberto Vieira da Silva Filho, diretor presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe); Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil; Newton Azevedo, governador do Fórum Mundial da Água e vice-presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB).

5 de agosto, 2015
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ÁGUA
A dessalinização como opção de abastecimento

Por Diogo Taranto* No Brasil, assim como em países onde se têm abundância de recursos hídricos oriundos de água doce, a dessalinização nunca foi uma opção de abastecimento, mesmo tendo uma extensa área litorânea. No entanto, as recentes faltas de chuvas nas grandes regiões metropolitanas do País, a redução do volume nos reservatórios de água doce e consequentes desdobramentos para possíveis racionamentos fizeram com que grandes empresas e até municípios próximos ao litoral iniciassem análises de viabilidade para implantação de sistemas de dessalinização para abastecimento público. A dessalinização, ou simplesmente “dessal”, como atualmente é chamada, é um conjunto de processos físico-químicos que tem por objetivo a retirada do sal da água. Esta retirada do sal pode se dar com a utilização de diferentes tecnologias, tais como: osmose reversa, destilação por multiestágios, e destilação térmica, o processo mais antigo conhecido para a dessalinização. Em alguns lugares do mundo como, por exemplo, países do Oriente Médio, Árabia Saudita, Israel e Kuwait é comum o uso de tecnologias de dessal para provimento de água potável à população. Já no Brasil, a crise de abastecimento deve impulsionar os projetos de dessalinização. Um grande exemplo recente deste tipo de comportamento pode ser observado no governo do estado do Rio de Janeiro, que em fevereiro de 2015 encomendou para uma empresa especialista no segmento um projeto de uma usina de dessalinização para abastecimento de até um milhão de pessoas. Este exemplo, em menor escala, poderia ser replicado para cidades litorâneas com objetivo de suprir a falta de abastecimento de água em períodos de pico, como festas de fim de ano e feriados prolongados, ou ainda em empresas localizadas nestes locais próximos ao mar, que possuem a água como um recurso importante dentro de seu processo industrial. Atualmente, o mercado brasileiro possui empresas do segmento de tratamento de água com a expertise necessária em projetar, instalar e até operar sistemas de dessalinização, fazendo com que as barreiras tecnológicas não mais sejam um obstáculo na viabilidade de fontes alternativas de abastecimento público e privado. O que ainda deixa dúvida em relação à viabilidade destes sistemas são os custos de operação e manutenção, os quais podem chegar a quatro vezes ao valor de metro cúbico (1.000 litros) em comparação ao tratamento de água doce. Todavia, a cada ano esta diferença de custo está diminuindo, seja pela dificuldade na captação e tratamento da água doce, a qual está cada vez mais longe e em determinados locais mais poluídos, ou pela própria redução dos custos dos sistemas de dessalinização mediante o avanço tecnológico dos processos, materiais e equipamentos aplicados. Ações e projetos como estes seriam de grande valia para preservação dos recursos hídricos naturais, redução das perdas por vazamentos devido as enormes adutoras para transporte de água potável aos locais de consumo e liberação de capacidade das estações de tratamento de água existentes para locais e cidades mais distantes do litoral. *Diogo Taranto é diretor de Operações da Nova Opersan

18 de junho, 2015