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RECICLAGEM

Minas Gerais repassou mais de R$ 900 mil a cooperativas de catadores

Minas Gerais repassou mais de R$ 900 mil a cooperativas de catadores

Ao todo, o programa destinou mais de R$ 910 mil a 91 associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis e beneficiou diretamente cerca de 1,6 mil catadores em todas as regiões do Estado.

Por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Governo de Minas Gerais realizou entre os dias 22 e 30 de agosto o repasse referente ao 4º trimestre de 2024 do Programa Bolsa Reciclagem. Ao todo, o programa destinou mais de R$ 910 mil a 91 associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis e beneficiou diretamente cerca de 1,6 mil catadores em todas as regiões do Estado. O pagamento reforça a relevância histórica do programa, que se consolidou como referência em políticas públicas voltadas para a inclusão social e a gestão sustentável dos resíduos sólidos.

Em 2025 o orçamento anual do Bolsa Reciclagem passou de R$ 3 milhões para R$ 3,6 milhões, com a aplicação da correção pelo IPCA. Essa recomposição inflacionária assegura a continuidade e a sustentabilidade do programa, permitindo que mais organizações sejam contempladas. Além disso, a Semad tem viabilizado ajustes orçamentários para garantir o remanejamento de recursos ao final de cada exercício. Essa estratégia possibilitou, por exemplo, que o repasse do 3º trimestre de 2024 atingisse o valor de R$ 1,77 milhão, o maior da série histórica.

Criado em Minas Gerais, o Bolsa Reciclagem é considerado pioneiro no Brasil por remunerar, de forma trimestral, serviços ambientais prestados por associações e cooperativas de catadores. O programa incentiva a reintrodução de resíduos nos processos produtivos, reduzindo a exploração de recursos naturais e fortalecendo a economia circular. “Reafirmamos nosso compromisso com o Programa Bolsa Reciclagem, que é um exemplo de política pública que alia gestão ambiental eficiente e inclusão social. O reforço do orçamento e a manutenção da regularidade dos repasses garantem não apenas a valorização do trabalho dos catadores, mas também permitem a expansão contínua do programa”, afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo.

O subsecretário de Saneamento da Semad, Anderson Diniz, acrescentou que a modernização do processo também está em andamento. “Além da constância do pagamento e da ampliação dos valores repassados, estamos concentrando esforços para sistematizar a apuração de dados e cálculos por meio de um sistema eletrônico, desenvolvido em parceria com instituições. Isso trará mais celeridade e segurança aos processos”, explicou. No último trimestre de 2024, as cooperativas e associações participantes processaram aproximadamente 873 mil kg de metal; 7,2 milhões de kg de papel; 3,4 milhões de kg de plástico e 2,2 milhões de kg de vidro. Esses números refletem o impacto positivo da atuação dos catadores na gestão de resíduos e na promoção da sustentabilidade em Minas Gerais.

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A Prefeitura de São Paulo, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), anunciou investimentos de R$ 5,7 milhões para auxiliar os catadores de materiais recicláveis na cidade de São Paulo. A medida beneficiará 900 famílias associadas às 25 cooperativas habilitadas no Programa Socioambiental de coleta seletiva. Cada família irá receber da Prefeitura R$ 1,2 mil reais mensais, por até três meses. Além dos cooperados habilitados nas cooperativas, outros 1.400 catadores autônomos receberão o recurso de R$ 1,2 mil mensais pelo mesmo período. No caso dos catadores autônomos, o auxílio será dividido entre Prefeitura e Governo Federal, cada um pagando R$ 600 aos catadores autônomos. “A cidade de São Paulo e o Brasil passam por um momento de grande crise. Por isso, é preciso elencar prioridades. A minha prioridade, a da Prefeitura, e tenho certeza que a do Governo do Estado, é com os mais vulneráveis. E nosso objetivo é preservar vidas”, afirmou o prefeito Bruno Covas, durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, junto com o governador João Doria. As cooperativas que realizam coleta seletiva na capital paulista tiveram as atividades suspensas temporariamente em razão da pandemia de coronavírus. É uma medida necessária para preservar a saúde dos catadores. Os trabalhadores autônomos beneficiados participaram do Reciclar para Capacitar, um programa de formação básica em materiais recicláveis que ofereceu três cursos presenciais simultaneamente em 11 subprefeituras, kit-alimentação e auxílio-curso. O programa faz parte do convênio com a antiga Subsecretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). A distribuição de recursos será feita por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIPS), exames admissionais e/ou ficha de adesão nas respectivas das cooperativas habilitadas na Prefeitura. O serviço de coleta seletiva porta a porta continua funcionando normalmente, assim como a destinação dos recicláveis para as Centrais Mecanizadas de Triagem da cidade. “Preservar a saúde dos cooperados é nossa prioridade na gestão dos resíduos recicláveis. Inicialmente os grupos de risco foram afastados das atividades, mas com o avanço do cenário foi necessário fechar temporariamente as cooperativas. Com essa iniciativa, nós entendemos que essas famílias precisam de uma assistência financeira para se manterem em casa e seguras”, comenta Edson Tomaz de Lima Filho, Presidente da Amlurb.

13 de abril, 2020