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EMISSÔES

Mitsubishi e Siemens estudam soluções

Mitsubishi e Siemens estudam soluções

Na maioria das subestações de energia do mundo, o hexafluoreto de enxofre (SF6) ainda é o gás isolante mais usado nos disjuntores.

A Mitsubishi Electric, empresa especializada na fabricação, comercialização e venda de equipamentos elétricos e eletrônicos, e a Siemens Energy, companhia de soluções para o setor de Energia, assinaram Memorando de Entendimento para desenvolverem em conjunto um estudo de viabilidade de soluções de comutação com potencial de aquecimento global zero, substituindo o gás de efeito estufa em sistemas de alta tensão.

O projeto tem início com o desenvolvimento de um disjuntor de tanque morto de 245kV, capaz de acelerar a disponibilidade de soluções de comutação de alta tensão que não prejudiquem o clima. As duas empresas continuarão a fabricar, vender e fazer a manutenção de soluções de interruptores independentemente. Na maioria das subestações de energia do mundo, o hexafluoreto de enxofre (SF6) - considerado o gás de efeito estufa mais potente do mundo, já que apresenta um potencial de aquecimento global cerca de 23.500 vezes maior que o CO2, - ainda é o gás isolante mais usado nos disjuntores. Mesmo com um número muito baixo de vazamentos, o impacto no aquecimento global é significativo. A Mitsubishi e a Siemens procuram novas tecnologias que reduzam a emissão de carbono, ao mesmo tempo em que buscam se antecipar aos regulamentos que estão sendo atualizados em relação à proibição do uso de gases fluorados.

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ARTIGO
Empresas de energia têm obrigação de ser sustentáveis

Por Leandro Bertoni * Sabemos que as empresas do setor de energia elétrica já vêm implementando diversas estratégias com foco na redução da emissão de gás carbônico (CO2). Porém, é fundamental que essas empresas também dediquem seus esforços para serem sustentáveis do ponto de vista ambiental, gerando uma eletricidade “limpa” que ajude a evitar o avanço do aquecimento global acima de 1,5º C. Prevê-se que a procura mundial de eletricidade aumente em 60% até 2040. Por outro lado, a boa notícia é que durante o mesmo período se espera que a porcentagem de eletricidade solar e eólica no mundo triplique. Essa possível mudança nas fontes de abastecimento representa um novo nível de desafios e oportunidades para a oferta e procura da energia. Por isso, um futuro sustentável e baseado em energias renováveis exigirá o apoio e a inovação de todos os agentes do setor. Do lado da procura, a complexidade vem da interação com os mercados energéticos, uma vez que os “novos clientes” não são apenas consumidores de energia (como acontecia antigamente). Tornaram-se gestores, tanto em termos de consumo como da própria produção da energia. Do lado da oferta, a complexidade é maior, pois envolve operação, planejamento, investimento e estratégia para o consumo de energia. E, tanto para procura quanto para oferta, existem soluções de medição graças à tecnologia digital, as quais são suficientemente flexíveis para suportar os desafios atuais e permitir a preparação para o futuro. Mesmo assim, é importante destacar que a digitalização deve ser acompanhada de outras iniciativas para que as empresas de energia atinjam os objetivos de sustentabilidade e permaneçam competitivas. Alguns exemplos dessas iniciativas: Integrar mais energias renováveis em todos os níveis da rede para substituir os combustíveis fósseis. Utilizar equipamentos modernos, como um quadro de média tensão sem gás de efeito estufa hexafluoreto de enxofre (SF6) que utiliza apenas ar e vácuo. Focar no aumento da eficiência não só da rede mas também da força de trabalho, reduzindo a sua movimentação por meio de maior utilização de dados e troca das frotas atuais por veículos elétricos. Aumentar a utilização de energias renováveis descentralizadas é, portanto, essencial para as empresas de eletricidade terem a sustentabilidade em todos os aspectos do seu negócio e, consequentemente, ajudarem no alcance dos objetivos climáticos. Como benefício desse novo “comportamento sustentável”, haverá mais confiabilidade e disponibilidade no sistema energético utilizado em todo o planeta. * Leandro Bertoni é Vice-presidente da unidade de Power Systems da Schneider Electric para a América do Sul.

17 de julho, 2021
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GESTÃO DE CARBONO
BASF e Siemens Energy firmam parceria

Acelerar a implementação comercial de novas tecnologias projetadas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa é o foco da nova parceria estratégica firmada entre a BASF e a Siemens Energy, que entrarão, respectivamente, com a expertise tecnológica e o portfólio de produtos e prestação de serviços inovadores. Vários projetos-piloto estão em discussão na unidade da BASF, em Ludwigshafen, Alemanha, e incluem a construção de um eletrolisador PEM (membrana de troca de prótons) para produção de hidrogênio com uma potência de 50 megawatts e possibilidade de expansões de capacidade modular e a instalação de uma bomba de calor térmica de alta temperatura de 50 megawatts para geração de vapor de processo a partir de calor residual em uma instalação de produção. Além disso, a modernização da rede elétrica na unidade de Ludwigshafen está sendo avaliada, usando produtos digitais e otimizados para CO2 da Siemens Energy. Outro estudo em andamento para avaliar o potencial para o desenvolvimento de um sistema comum e um conversor catalítico para aumentar a eficiência das usinas de eletrólise (eletrólise PEM) e para a colaboração na geração de eletricidade a partir da energia eólica. A BASF tem buscado reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa no âmbito da sua Gestão de Carbono desde 2018. Até o ano de 2030, o objetivo da companhia é fazer com que o nível absoluto de emissões não ultrapasse o de 2018. Com um aumento substancial planejado dos volumes de produção, isso significa uma redução adicional da intensidade de emissão em cerca de 30% nesse período. Junto com a disponibilidade de tecnologias recém-desenvolvidas e o aumento do uso de energias renováveis, a BASF também visa reduzir ainda mais suas emissões em termos absolutos após o ano 2030. Isso levará a um aumento significativo na demanda da BASF por eletricidade de fontes renováveis.

24 de fevereiro, 2021
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EMISSÕES
Siemens quer atingir carbono zero em 2030

A Siemens anunciou que tem objetivo de ser a primeira empresa industrial do mundo a atingir a pegada de carbono zero até 2030. A Companhia planeja cortar sua emissão de dióxido de carbono (CO 2 ) – que atualmente, soma cerca de 2,2 milhões de toneladas métricas por ano – pela metade até 2020. Para atingir a meta, a Siemens investirá cerca de 100 milhões de euros nos próximos três anos, a fim de reduzir a pegada de energia de suas instalações de produção e edifícios, incluindo locais nos Estados Unidos, Alemanha, China, Brasil e Grã-Bretanha. “Com esta iniciativa, a Companhia espera demonstrar a outras empresas que cortar a pegada de carbono não é apenas possível, mas rentável, pois todo o investimento será direcionado a projetos que se paguem ao longo do tempo, gerando uma redução dos custos mundiais de energia de 20 milhões de euros por ano”, explica Henrique Petersen Paiva, Gerente de Sustentabilidade da Siemens Brasil. Como atua em áreas que vão desde turbinas eólicas e de gás até sistemas de automação para trens de alta velocidade e máquinas de ressonância magnética, a Siemens entende que essa medida é uma responsabilidade, e que não é necessário esperar por um tratado internacional ou novos regulamentos para pôr em prática planos de redução de impacto ambiental. Para reduzir suas emissões, a Siemens focará três iniciativas – inicialmente, usará sistemas de energia distribuídos em suas instalações de produção e edifícios para otimizar os custos de energia, por meio da combinação do uso de painéis solares, turbinas eólicas e a gás com gestão energética inteligente, smart grids e soluções de armazenamento energético; em segundo lugar, vai empregar sistematicamente veículos de baixa emissão e conceitos de e-mobilidade em sua frota de automóveis global. Atualmente, sua frota é de aproximadamente 45 mil veículos, que produzem cerca de 300 mil toneladas métricas de emissões de carbono por ano. Em terceiro lugar, seguirá em direção ao uso de uma combinação de energia limpa – a exemplo do gás natural e da energia eólica – que emitem pouco ou nenhum CO2. Para compensar as emissões que não podem ser evitadas a curto prazo, a Siemens comprará energia limpa a partir de fontes renováveis como parques eólicos e créditos de carbono de organizações que trabalham para reduzir o carbono em todo o mundo por meio do reflorestamento, por exemplo. No Brasil, a Siemens seguirá o planejamento global e continuará investindo em iniciativas próprias, como nos projetos de certificação LEED, em sua política de home office que promove melhor uso dos recursos (inclusive de energia), no desenvolvimento de competências em eficiência energética para público interno selecionado (com o propósito de identificar oportunidades nesta área que possam ser convertidas em projetos de investimento viáveis de melhoria na eficiência energética) nas certificações ISO 14001 e no monitoramento e controle de indicadores de eficiência energética para gestão de governança dos resultados.

8 de outubro, 2015