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EMISSÔES

PL prevê incentivos para processo menos poluente na siderurgia

PL prevê incentivos para processo menos poluente na siderurgia

O método utiliza gás natural em vez de coque o que propicia menores emissões de dióxido de carbono (CO₂) em comparação aos altos-fornos tradicionais empregados na siderurgia.

O Projeto de Lei nº 737/25 está em análise na Câmara dos Deputados e inclui o beneficiamento do minério de ferro extraído em processo de redução direta (pellet feed) entre os projetos incentivados por debêntures de infraestrutura. O método utiliza gás natural em vez de coque o que propicia menores emissões de dióxido de carbono (CO₂) em comparação aos altos-fornos tradicionais empregados na siderurgia.

A proposta modifica a Lei nº 14.801/24, que criou as debêntures de infraestrutura, tipo de debênture com incentivo fiscal para financiar projetos de infraestrutura no Brasil. O autor do projeto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), destaca que a iniciativa está alinhada com a necessidade de reduzir as emissões de CO₂ no setor siderúrgico, um dos maiores responsáveis pelo aquecimento global. O CO₂ é um dos principais gases do efeito estufa, atuando no aumento da temperatura média do planeta ao reter calor na atmosfera. “Nos altos fornos, a taxa de emissão é de 2 toneladas de CO2 por tonelada de aço produzido. Nos processos de redução direta, usando gás natural, a taxa de emissão é reduzida pela metade, podendo atingir valores ainda mais baixos”, disse Lopes.

O projeto será analisado de forma conclusiva nas comissões de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Os interessados em participar da chamada pública do “Mecanismo de Apoio ao Desenvolvimento, Melhoria e Demonstração de Tecnologias Sustentáveis de Produção e Uso de Carvão Vegetal na Indústria Siderúrgica” têm até o dia 24 de agosto para realizar as inscrições. Os participantes devem enviar nome e instituição para [email protected] até 27 de julho. Iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Projeto Siderurgia Sustentável, o programa visa selecionar instituições, públicas ou privadas, que prestem serviços para os setores de ferro-gusa, aço, ferroligas, de produção de carvão vegetal, ou que trabalhem com inovações produtivas e sustentabilidade e, que por meio de arranjos tecnológicos, possibilitem a produção sustentável do carvão vegetal e de seus coprodutos, além de seu uso na indústria. “A seleção de tecnologias sustentáveis de produção e uso de carvão vegetal permitirá construir um mecanismo inovador de demonstração de reduções de emissões de gases de efeito estufa mensuráveis, passíveis de relato e verificáveis na siderurgia, um setor de extrema relevância para a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil ao Acordo de Paris”, acrescenta Everton Lucero, secretário de Mudança do Clima e Florestas do MMA. No dia 31 de julho, às 14h30, será realizada uma Audiência Pública, em Belo Horizonte, para esclarecer dúvidas sobre o edital, no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Auditório “Marco Túlio”. Com o Mecanismo de Apoio, o Projeto Siderurgia Sustentável pretende reduzir a emissão de gases de efeito estufa de 270 kg CO2e/tonelada de carvão vegetal produzido, além de catalisar, no mínimo, uma capacidade produtiva de 80 mil toneladas de carvão vegetal ao ano com o uso de tecnologias e/ou processos sustentáveis. O Projeto Siderurgia Sustentável é uma parceria entre PNUD e MMA com apoio dos ministérios de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e Governo do Estado de Minas Gerais. O projeto conta com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

31 de julho, 2017