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HIDROGÊNIO VERDE

Neuman & Esser investe R$ 70 milhões em fábrica em MG

Neuman & Esser investe R$ 70 milhões em fábrica em MG

Empresa lançou a pedra fundamental da primeira fábrica de geradores de hidrogênio verde da América Latina

Fabricante de compressores para aplicação em gases industriais, o grupo Neuman & Esser lançou a pedra fundamental para construção da primeira fábrica de geradores de hidrogênio verde da América Latina. Para garantir a fábrica, a Neuman & Esser ampliará a unidade da empresa no bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte (MG).

O projeto receberá investimento de R$ 70 milhões e deve gerar 75 empregos diretos especializados. “Vamos investir na extensão de nossa capacidade produtiva em Belo Horizonte, quadruplicando nossa área industrial, com foco no processo de fabricação de eletrolisadores e reformadores para geração de hidrogênio, utilizando tecnologia própria”, conta o diretor-geral da Neuman & Esser Brasil, Marcelo Veneroso.

A fábrica poderá fabricar e integrar equipamentos para produção de hidrogênio verde, como eletrolisadores de tipo PEM e alcalino e reformadores de etanol e biometano ou gás natural, podendo ser adaptados de acordo com a necessidade e os recursos disponíveis em cada local de produção. Inicialmente, a Neuman & Esser produzirá módulos de 1 a 5 MW de potência, “containerisados”, com capacidade total de 70 MW por ano. Recentemente, a empresa entregou e comissionou o maior eletrizador do tipo PEM instalado na América Latina, 100% industrializado na unidade atual de Belo Horizonte. “Viabilizar esse investimento é um passo importante para a descarbonização da economia de Minas, atendendo o compromisso Race To Zero, assinado pelo governador Romeu Zema, de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2050”, diz o CEO da Invest Minas, João Paulo Braga. O lançamento da pedra fundamental foi acompanhado por Robert Habeck, vice-chanceler da Alemanha, e pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas, Fernando Passalio.

O hidrogênio é um gás que pode substituir vários combustíveis fósseis, como os derivados de petróleo e carvão. Obtido pelo processo físico-químico da eletrólise, a sua queima libera vapor d’água na atmosfera, sem qualquer agressão ao meio ambiente. Quando o processo de obtenção do hidrogênio é alimentado por fontes renováveis de energia (como solar, eólica ou hidráulica), ele é denominado “hidrogênio verde”. Pode ser usado para a produção de amônia, importante fertilizante em larga escala. Atualmente, o hidrogênio verde é usado para descarbonizar setores econômicos ou reduzir a emissão de gases de efeito estufa em setores como mineração, siderurgia, produção de cimento, transportes e agricultura, entre outros. O mercado é estimado em uma movimentação de até US$ 10 trilhões até 2050 e ser responsável pela produção de até 18% da energia consumida no mundo.

O diretor de atração de investimentos da Invest Minas, Ronaldo Alexandre Barquette acredita que Minas Gerais tem potencial para ser um dos principais mercados de hidrogênio verde, por sua capacidade de produção, já que o estado tem 99% da matriz energética de fontes renováveis. “Com essa fábrica, teremos capacidade tecnológica para oferecer soluções para toda a cadeia, incluindo a exportação desse produto”, afirma. “Dominar a tecnologia de produção de hidrogênio verde e fabricar localmente, coloca Minas Gerais e o Brasil em uma posição estratégica de produtor e exportador de hidrogênio verde, ou de produtos com baixa pegada de carbono, como aço verde e amônia verde, para todo o mercado consumidor mundial. A posição geográfica estratégica e as condições climáticas propícias de irradiação solar e disponibilidade de correntes de ar fazem do H2 Verde produzido no Brasil um dos mais competitivos do mundo”, complementa Marcelo Veneroso.


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22 de junho, 2024